Não é que tenham sido grandes erros, mas são coisas que, depois de ter visto o resultado, não vou voltar a fazer. Se vocês o fizeram ou quiserem fazer é convosco. Estou a falar de mim e das minhas decisões. Nota-se muito que estou com uma dor de cabeça enorme pela Irene ter passado o dia todo meio birrenta? Ui. Está-me a "apanhar" a parte em cima dos olhos e tudo. Credo. É o que dá escrever em cima da hora. ;)
Bom, coisas que não pretendo repetir:
- Não vou insistir na chupeta. - a Irene nunca usou chupeta durante o dia, nem nunca a pediu. Quando usava é porque me apetecia ou porque achava que um bebé devia ter chupeta. Não é necessária, a meu ver. Não é suposto ser assim. Falei sobre isso aqui.
- Não vou permitir que me impinjam leite de lata no hospital. - Não estava devidamente informada, o início da amamentação não correu bem e não estava num hospital amigo da amamentação. Por causa disto, a Irene tornou-se alérgica à proteína do leite de vaca. Falei disso aqui.
- Não vou mudar de casa nos primeiros dias logo a seguir ao parto. - o Frederico gostava muito da casa de solteiro dele onde morávamos e era ao lado do hospital. Disse-lhe que, para ele ficar mais contente e descansado que ficávamos na casa dele até eu ter alta. Erro. Piores momentos de sempre: estar toda hormonal, preocupada, ansiosa, bebé recém nascido e ter a casa de pantanas e pessoas a trazerem coisas (obrigada na mesma, sogrinhos).
- Não vou mudar o filhote para o quarto dele no 2º dia de vida. - não sei o que me deu, se foi falta de apego, por causa do baby blues, mas não via motivo nenhum para não a por no quarto dela, até porque não conseguíamos dormir com ela lá. Agora será diferente. Falámos disso aqui, neste artigo do Observador. E falei disso aqui também quando ainda não tinha mudado de opinião.
- Não vou usar Aero-Om para o calar. - eu sabia lá o que estava a fazer e a aflição era muita, agora sei que a maior parte das vezes, quando um recém nascido chora é porque se sente inseguro, porque precisa da mãe. Lá estarei e menos nervosa, de maneira a não precisar disso.
- Não vou dar leite de lata quando tiver a paranóia de que me falta leite nas maminhas. - não há leite fraco nem pouco leite (na maioria das situações). A Joana Paixão Brás falou sobre isso recentemente aqui, num texto lindo, lindo, lindo.
- Não vou ficar três meses em casa por ordem da pediatra por uma questão dele não ter vacinas. - levei mesmo a sério o que ela me disse e acho que acabei por ficar menos bem ainda da cabeça.
- Não vou evitar por batata na sopa. - que parvoíce, acreditam? Via a batata como um legume mau e afinal é só "mau" porque as pessoas que estão de dieta não devem comê-lo na sopa. Burra.
- Não vou misturar 42 vegetais por sopa. - queria que ela tivesse uma alimentação equilibrada, eheh, a verdade é que nem eu eu conseguia comer aquilo.
- Não vou obrigá-lo a comer quando não quiser. - Agora já sei que temos de confiar neles e que, se não comem é porque não têm fome ou porque não gostam ou porque não estão bem. Pelo menos, no caso da Irene, pronto. Falei sobre isso aqui.
- Não vou dar papas de leite artificial. - Há alternativas sem ter que dar leite das maminhas de outro animal. Há papas casairas, há papas naturais, há papas com leite materno. À pala disto a Irene foi parar ao hospital e assim descobrimos que ela era alérgica à proteína do leite de vaca.
- Não vou cortar-lhe o cabelo. - cada macaco no seu galho, credo! Falei disso aqui.
- Não vou ser fuça e fazer eu tudo - vou deixar o pai participar mais mesmo que não lhe apeteça tanto ou que a mim me apeteça mais, vou permitir-lhe ter as mesmas etapas de aprendizagem que eu.
- Não vou ficar acordada durante as sestas dele para limpar a casa ou arrumar coisas ou ver programas da trampa na televisão. - isso está mesmo aprendido.
- Não vou estar sempre a ver o Facebook enquanto lhe dou de mamar nos primeiros meses, vou aproveitar para descansar. - até porque ter o telemóvel sempre ao pé do bebé é capaz de não ser muito bom.
- Não vou ao quarto dele dar-lhe mama sempre que ouvir um gemido. - e não é que a miúda até a dormir grita mamã? Agora é que eu sei que ela dantes nem dormia assim tão mal, tem é mau dormir!
- Não vou usar medicamentos para provocar a descida do leite. - por ter andado muito ansiosa, inibi a produção de oxitocina que é a a hormona (entre outras coisas) responsável pela ejecção do leite (e não da produção) e, à pala disso, tentei usar um medicamento perigoso. Não. O segredo está no relaxe e noutras técnicas que vim a aprender. Resultaram.
- Não vou limar-lhe as unhas em vez de as cortar com uma tesoura. - ficavam todas mal amanhadas, uma tesoura não é assim tão perigosa. Conseguimos dar conta do recado.
- Não vou comprar-lhe brinquedos antes dos 6 meses, para aí. - é mesmo parvo, não lhes liga nenhuma e um pedaço de papel ou uma tampa fazem o mesmo efeito.
- Não vou dar-lhe medicamentos para as cólicas só porque não percebo bem o que ela tem. - o que os nervos nos fazem. Os bebés não têm tantas cólicas quanto pensamos. Ou melhor, nem sempre que choram têm cólicas. Eles precisam de nós, ponto. Aconselho a leitura do livro "Os Bebés também querem dormir" de Constança Ferreira.
- Não lhe vou fazer um Bebegel precocemente só por estar preocupada com o cocó. - Vim depois a saber que os bebés amamentados podem demorar mais um pouco a evacuar. Sem stresse.
- Não vou tirá-lo do ovo demasiado cedo só porque tem calor. - Que erro. Andar de cadeirinha no carro, numa daquelas que dá desde o nascimento até aos 2 anos ou lá o que é. Não estão feitas para eles, não como um ovo. Que parvoíce. Falei sobre isso aqui.
- Não vou fazer a cama com lençóis de cima e edredão. - Não vale a pena. Saco de dormir.
- Não vou acordá-lo enquanto estiver a mamar para mamar mais rápido. - Vou estar mais disponível, mais calma. Usar um sling se for preciso ou amamentar deitada.
- Não vou andar com ele no carrinho enquanto for confortável para ambos andar numa mochila porta-bebés ou sling. - o ideal é estarem sempre perto de nós.
- Não lhe vou comprar sapatos até ele começar a andar. - Dah!
- Não lhe vou comprar pijamas de marca. - Para quê? É indiferente sair cocó da fralda nuns ou noutros.
- Não vou deixá-lo adormecer de exaustão. - Estarei mais informada sobre os ritmos de sono e saberei melhor os timings antes dele estar a gritar de exaustão.
- Não vou pedir só uma baixa de 5 meses e depois "logo vejo". - Sei que vou querer estar mais tempo com ele.
- Não vou stressar tanto quando recusar a maminha aos 3 meses ou aos 9. - tudo é ultrapassável e mais ainda se se estiver calmo.
Não me lembro de mais, neste momento. Vivendo e aprendendo.
E coisas que não pretendam repetir com o próximo filho?









