7.05.2017

Pais, dêem mais espaço ao brincar!



O amadurecimento do sistema nervoso e os estímulos ambientais permitem que o bebé, ao longo do primeiro ano de vida, adquira um progressivo domínio do seu corpo e se comece a relacionar com o meio que o rodeia. Esta fase é muito importante para o desenvolvimento psicomotor.

A estimulação precoce nos primeiros anos de vida do bebé é fundamental para o seu desenvolvimento e nesta fase é a família que tem um papel mais importante. Verifica-se, por variadas razões, que os pais têm menos oportunidade de tempo para interagir e brincar com as suas crianças. Desta forma é muito importante que a família brinque e interaja com o seu filho, proporcionando um meio rico e diversificado de experiências para que este aprenda e se desenvolva de uma forma harmoniosa. Os pais devem conhecer e experienciar o desenvolvimento psicomotor e efetivo-emocional dos seus filhos respeitando seu ritmo individual e propiciando o desenvolvimento das suas potencialidades/capacidades.

Como cita Brazelton, “os estados de desenvolvimento são particularmente importantes para a compreensão da interação na infância, uma fase em que as necessidades e as capacidades se alteram muito rapidamente”. Em especial os bebés prematuros necessitam de uma especial atenção através de experiências psicomotoras adequadas às suas necessidades, para que consigam atingir adequadamente a maturação do sistema nervoso central.

Por outro lado, surgem no mercado inúmeros materiais de apoio à infância como cadeiras e outros apoios para posicionamento das crianças cada vez mais variados e sofisticados. Alertamos para o facto de que, se as crianças se limitarem a todos estes apoios, que reduzem a exploração do espaço envolvente e o brincar, pode resultar num impedimento ao desenvolvimento adequado. Por esta razão, deve-se colocar a criança num espaço amplo e seguro para que esta explore o ambiente que a rodeia, promovendo desta forma o rebolar, rastejar, gatinhar e a marcha.

É no brincar organizado e estimulante que a criança se torna mais autoconfiante e criativa, ou seja, ganha as competências necessárias para lidar com os desafios do dia a dia. Devem então os pais serem incentivados a brincar com os seus filhos de uma forma conhecedora da respetiva etapa de desenvolvimento, proporcionando um brincar direcionado para a aquisição de competências.

Fisioterapeuta Maria João Mendes
Terapeuta Ocupacional Sandra Nobre

Colaboração:
Happy Move


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7.04.2017

Sou uma vergonha de blogger.

Sou blogger. Sem vergonhas de o assumir. A premissa é simples: tenho um blogue e esse blogue chega a muita gente (ir ao Colombo neste momento é uma experiência giríssima - estranha mas boa, porque me sinto acarinhada -, onde a cada esquina há alguém que nos vem falar e que sabe os nossos nomes e que diz que a Luisinha é mais pequena ao vivo). Ainda para mais, não tendo mais nenhuma actividade profissional, neste momento, é isso que sou: blogger. Sem preconceitos. Sou outras coisas: mãe, mulher, filha, amiga, cantora de banheira...

Prefiro achar que inspiro algumas pessoas (e receber mensagens e emails de pessoas que nos contam as suas histórias, desabafam, nos sentem como pessoas de confiança), do que ouvir aquele termo muito em voga: influencer. Mas não fujo a ele. A verdade é que influencio. Ainda hoje recebi um email de uma marca que me dizia que tinha esgotado as peças, depois da minha publicação (se calhar também só tinha duas ahah). O consumismo que nós, pelos vistos, estimulamos - e que tantas vezes me põe a pensar - não tem de ser mau, desde que com moderação, como em tudo na vida. 

Eu e a Joana não somos propriamente fashion experts nem it girls, não vendemos uma vida de sonho, nem férias de luxo, não temos sempre o último grito das tecnologias para vos mostrar, nem somos propriamente boas nos DIY, nem em trabalhos manuais, nem em receitas de cozinha. Mas temos vidas comuns, aspirações comuns a tantas outras, um amor imensurável pelas nossas filhas, cansaço que nos faz latejar as têmporas e algum sentido de humor para encarar tudo isso e a vida, no geral. Temos princípios e barreiras que não transpomos e, por isso, ainda me custa quando nos dizem que nos vendemos, "como as outras", porque não sabem da missa à metade nem da publicidade e convites que já recusámos no blogue, por querermos que ele continue a ser a nossa casa, respeitada por nós e por quem nos lê (sendo que, cada um faz o que entender do seu espaço, ora essa!). 

Não vamos a muitos dos eventos para os quais nos convidam. Sem desprimor para os eventos, para as agências ou para as marcas: é o nosso tempo que está em causa, a nossa disponibilidade (a Joana Gama trabalha, eu tenho duas filhas e vivo em Santarém), mas também alguma falta de jeito/ desajuste (?). Ou de, depois de calculado o custo-benefício, não haver grande dividendo. E eu até gosto de ir a eventos, regra geral. Se me pagarem, gosto mais ainda. (ahah) Como sou sociável, se a(s) marca(s) me interessar(em), se achar que me vou divertir, conversar e sair da rotina (que bom que é falar com adultos - quem está em casa com crianças, compreenderá), mas não o faço muitas vezes (ou não tantas como se calhar devia, sei lá, se calhar faz mesmo parte do pacote).

Hoje fui à apresentação da Hawkers, uma marca de óculos espanhola que está a fazer o maior sucesso. Fui porque tinha de ir a Lisboa, mas também porque adoro os óculos, a Isabel já tinha uns e achei giros e bons (e agora atenção porque têm parceira com a Imaginarium), porque achei que me ia divertir (consegui convencer o Renato a ir connosco e é sempre um pagode - ele é um ramboieiro) e reencontrar gente fixe.

Gostei, foi muito giro mas não estaria a escrever este post se não tivesse acontecido por lá algo bastante embaraçoso para mim. Estava eu a degustar um belo de um almoço - nessa altura o Renato já estava a tomar conta da Luísa, por isso nem lhes posso apontar o dedo - quando deixo cair vários pratos e copos de uma mesa ao chão. Nem sei bem como fiz aquilo. O maior chinfrim seguido de um silêncio ensurdecedor. Eu de cabeça baixa. Nem consegui encarar ninguém, só pensei: não posso sair de casa. O Arrumadinho diz algo como: - não te preocupes, ninguém ouviu nada, foi super discreto. Ahahah 

Sou uma vergonha de blogger? Se calhar sou.
- vou a poucos eventos
- não conheço as agências
- não sou boa a memorizar marcas
- não tenho muito tempo para responder a muitos dos emails/mensagens que as leitoras amavelmente nos enviam
- não faço as unhas nem a depilação tantas vezes quanto gostaria e às vezes ando nuns preparos terríveis nos stories do instagram
- sou chata com a publicidade que entra no blogue
- parto a louça toda nos eventos, literalmente

Vocês continuam a gostar de cá vir, a marimbar-se para os meus pêlos nas pernas, a partilhar posts e a dar-nos a conhecer a mais e mais gente? É o que verdadeiramente interessa.
Obrigada













E desculpem lá esta reflexão. Deu-me para aqui hoje.

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7.03.2017

Porque é que os sapatos não têm todos o mesmo tamanho entre marcas???????

Ando-me a passar com a questão dos sapatos! Por que diferem tanto de umas marcas para as outras? Nem sempre quero ir com a miúda experimentar sapatos quando posso comprá-los e ando sempre num "vai para lá e para cá" para ver o que serve. Há outros em que depois já não "me apetece" e ficam ali a marinar porque posso dar a alguém e depois há os outros que tiramos a etiqueta cedo demais como foi o caso destes.

Irrita-me também solenemente não conseguir saber o quão grandes lhe estão os sapatos, visto que muitas vezes o sapato não deixa sentir os dedos dos pés... 

Há por aí truques? 

Desejosa que calcemos o mesmo número, eheh. 












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