6.23.2016

Voltei ao ataque! (salvo seja...)


Assumo: sou a pessoa mais desleixada do mundo com a minha pele e nem posso sequer culpar a maternidade nem usar a falta de tempo como desculpa. Era daquelas – não sei se mais alguém vai levantar o dedo por aí – que quase nunca (só não digo “nunca” por vergonha) tirava a maquilhagem antes de ir dormir. Acho que desisti, durante alguns anos, de cuidar da minha pele. Depois de vários tratamentos agressivos contra o acne ao longo da adolescência e idade adulta, com comprimidos, cremes, ácidos, peelings e afins (e muito dinheirinho investido), fiquei à mesma com demasiadas mazelas, marcas profundas e manchas e perdi a vontade de continuar a investir num poço sem fundo.


Agora que já não vou para nova, com duas filhas no pedaço e muita vontade de ser uma milf (hahaha), quero voltar ao ataque – salvo seja - e quero voltar a mimar-me. E para isso muito contribuiu ter sido convidada para Embaixadora de uma marca como a Corine de Farme. Não estão bem a ver a minha satisfação por poder dar a cara (literalmente) por estes produtos. Foi como se fosse Natal, com tanta coisa boa e nova para experimentar e outras de que já era fã.




Uma das minhas maiores curiosidades era a Água Pura Micelar. Passar, num disco de algodão, uma água desmaquilhante fresquinha, que hidrata ao mesmo tempo, é o 2 em 1 que todas as mães precisam, então quando têm recém-nascidos que fazem micro-sestas nem se fala. A cara não fica nada pegajosa e fica com um cheirinho muito suave (deve ser do extrato de peónia). Gosto de saber que é hipoalergénico e que 97% do produto é de origem natural, não há cá parabenos nem ingredientes manhosos. Mesmo para quem não se maquilha muito, que é o meu caso – e no verão menos ainda –, é óptimo sentirmos a pele limpa e funciona como tónico.




É um achado, testado e recomendado aqui pela mãe. Estou de volta. E sabe bem estar de volta, yeah!

E fazer o Natal num jardim em Junho?

Depois de, no outro dia, ter ido à praia com a Irene e de me só ter stressado a tentar arranjar lugar, a quase ter batido no carro de um senhor, de me terem riscado o meu, de um polícia dizer que me ia multar, da areia estar quente, de haver meninos a jogarem à bola em cima da Irene, de haver outros a fumarem ganzas perto de nós... (tenho de mudar de praia, é um facto haha, mas quase que apanhei uma moquinha de graça). Decidi ir ao jardim no dia seguinte: mais fresco, mais sombras, mais perto, sem problemas de estacionamento, com um café ao pé e sem areia dentro do pipi (para ambas). 

Foi uma tarde bestial. Tinha acabado de receber a Bububox, a Irene já sabe que isso significa surpresas e levei-a para o jardim connosco. Fizemos o Natal num jardim em Junho (ahhh daí o título). 

"Mãaaaaaaaaaaaaaaae, Necas quer abrir a Bububoque-se!". 

Lá abriu. 

Havia miminhos para as duas como é costume: uma lancheira linda, um jogo para a Irene, um gel de banho saudável, maçã desidratada para ela e para mim, um inovador portador de óleos essenciais para bebés (e todos os que os rodearem), etc. 


Foi ela quem escolheu os sapatinhos, como é seu costume. Disse que queria ir ao jardim com os tigres. 













O tigre a olhar-nos de esguelha.

A Irene a servir para me tapar o decote para não parecer muito oferecida. 

São ou não são lindos? O problema destas marcas é que nunca compramos só para eles. 

Aqui está a versão adulta dos tigres, para a mãe ;)

Sapatos mãe e filha - Paez

Caixa de surpresas - Bububox


6.21.2016

Devolvam-me a minha filha!

Não quero pintar um mundo de cor-de-rosa, dizer-vos que tudo corre às mil maravilhas e que a Isabel continua a mesma. Tem sido duro. Um caos, por vezes. Já cheguei a pedir, retoricamente, "devolvam-me a minha filha!". Já cheguei a achar que foi cedo demais, que ela ainda é muito bebé para uma mudança destas na vida dela, que nos precipitámos. Acho que, num momento ou noutro, todas as mães de dois passam por estas questões, mesmo que a resposta depois seja "que disparate" ou "vai tudo correr bem" ou "é só uma fase". Temos de ser fortes e arranjar paciência onde ela, no meio de noites mal dormidas e hormonas mais ao rubro, não abunda. 

A Isabel anda mais embirrenta, mais carente, mais nervosa. Dorme pior. Come pior. Chama muito por mim, com um "a minha mããããe!", que se ouve de certeza no Porto. Nos primeiros dias e na nossa chegada a casa, a normalidade parecia imperar, mas passados uns dias notámos diferença. É normal e até é saudável que ela exteriorize tudo (já eu, consta que fiquei gaga porque nunca manifestei os meus ciúmes e interiorizei tudinho). Custa-me não a conseguir ajudar. Fico cheia de pena dela.

Acho que estamos a fazer tudo para que sofra o menos possível: quando acorda de manhã, às 6h30, sou eu quem lhe vai dar os bons dias, pôr na sanita, vestir, brincar, dar o pequeno-almoço e brincar de novo. Depois a mana acorda para mamar e ficamos ou na sala ou na minha cama as três, ela dá-lhe colinho e festinhas e o pai depois leva-a para a escola (continua a adorar ir à escola e não têm notado diferença nenhuma no comportamento dela por lá, até faz melhor a sesta e tudo). Quando chega da escola, brincamos, tenho tomado banho com ela de chuveiro, que passou a adorar, e depois tentamos jantar todos juntos, mesmo que seja com a Luisinha na mama e que eu coma só umas garfadas. A seguir, sou em quem a deita, depois das histórias, tal como ela pede. Aqui pelo meio, tento que participe em pequenas coisas, como ir buscar a fralda da mana e empolamos a importância dela nestas rotinas. Aqui pelo meio, atira-se bastante para o chão, pede leite e depois já não quer leite (mas tudo em gritos, qual drama queen), chora quando não pode pegar na mana ao colo (por estar a mamar, por exemplo), fica zangada sem que consigamos descortinar o porquê, e por aí fora. Sinto que o tom de voz dela agora é mais em moinha.

Mas uma coisa é certa: ela adora a irmã. E eu, apesar de gostar de saborear todos os momentos e não tendo pressa, já sonho com o dia em que a mana sorria para ela e lhe devolva todo o amor que a Isabel lhe dá. 


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