5.16.2016

Nunca tinha visto tanto sangue na vida :(

A sério... até hoje a Isabel nunca se tinha espatifado desta forma. Tem dois anos e dois meses, até era normal que já se tivesse esfrangalhado toda numa esquina de uma mesa, que tivesse dado com a cabeça num brinquedo pontiagudo, eu sei lá. Mas não. Não como hoje. Hoje a miúda deu uma queda enorme, que vi de soslaio - e não, não foi em câmara lenta, foi rapidíssimo - de uma cadeira alta que temos na cozinha (daquelas de balcão) para o chão. Ela já não quer ficar na cadeira da papa, aprendeu a subir para estas cadeiras altas dos "crescidos" (a miúda tem imensa genica) e até hoje tinha corrido tudo bem, porque sabia que tinha de pedir ajuda para descer. Sempre pediu. Só que, estava eu de costas e ela lá se lembrou de tentar passar da cadeira para a banca da cozinha. Vejo os milésimos de segundo dessa operação, ainda pôs as mãos no balcão, mas o resto do corpo não chegou lá. Eu também não fui a tempo de chegar lá. O coração gelou, mas mantive a calma. Caiu de corpo inteiro no chão, de lado. A cabeça não foi primeiro e acho que os braços amorteceram a queda e a cabeça só bateu depois. Foi o que me pareceu. 

"Daviiiiid! Vem já aqui!, gritei baixinho - acho eu - para não a assustar. Peguei nela, dei-lhe mil beijinhos, tentei ver logo a barriga, os braços, as pernas enquanto ela estava num pranto enorme, quando o David me diz "sangue no nariz!". E foram litros. Pedi-lhe logo uma toalha, com a maior calma - que me saiu não sei de onde -, sentei-me com ela, inclinei-lhe um bocadinho a cabeça para trás, beijando-a muito. A minha camisa branca, a camisola branca dela, o chão... era um rio de sangue. Felizmente estancou de forma rápida e ela parou de chorar. Voltámos a analisar tudo muito bem e a achar que se algo estivesse partido, não pararia de chorar. Tudo acalmou, trocámos de roupa e falámos sobre o que aconteceu. Ainda antes de sair para a escola - onde pedimos que ao primeiro sinal de alerta nos avisassem - recapitulou tudo o que tinha acontecido e o que fez de errado (apesar da culpa ter ficado a morar comigo).

Será que ficou alguma coisa da nossa conversa? Será que vai voltar a tentar tamanha proeza? Horrível, horrível. Nunca estamos preparadas, nunca. 

Amor da mãe.

Foto tirada uns 5 minutos antes da queda 

Sigam-nos no instagram @aMaeequesabe
E a mim também @JoanaPaixaoBras

Adoro não almoçar fora.

Durante a semana almoço sempre no trabalho. Trabalho no Grupo Renascença Multimédia e, anteriormente, trabalhavamos no Chiado com imensas opções fora do edifício: Vitaminas, pizzarias, os Armazéns do Chiado com a sua zona de restauração, restaurantes vegetarianos, etc. Mesmo assim, toda a equipa da Mega Hits (praticamente toda e todos os dias) prefere almoçar no local de trabalho e juntos. Se depois vamos passear, isso é com cada um. Gostamos de comer a comida que sabemos de onde veio e que está exactamente como nós queremos (comidinha de casa), comer ao nosso ritmo, não termos que esperar por mesas, esperar que nos atendam e sirvam, etc. 

Almoçamos todos juntos. Tínhamos um micro-ondas no nosso andar, devagarinho íamos aquecendo e conversando. Poupamos imenso dinheiro assim.

Agora, mudámos de instalações, estamos num sítio maravilhoso - Quinta do Bom Pastor em Benfica, e ainda nos estamos a ambientar a novas rotinas. O que sei é que agora tenho uma marmita cheia de glamour e que combina com o design modernaço dos nossos edifícios. 




Já tinha a marmita anterior e esta, além de ter um design ainda mais apetecível (estilo Apple com round edges), também se tornou mais prática por já não precisar do elástico para ficar bem fechada. Tem agora duas coisinhas (termo técnico haha) de lado (que, ainda por cima a tornam mais bonita) e que fecham perfeitamente os dois andares, além de acondicionarem os talheres-fetiche. Fetiche porque eu morreria se houvesse uma colecção destas para comprar e para ter em casa. São giros, pá. Engata-los-ia tranquilamente se os visse numa saída à noite. 





Ando também a ler um livro que se chama Comer Bem, Viver Melhor que, do que já li, diz que ao fazermos dietas que não nos estamos a ajudar minimamente nem a sermos mais saudáveis nem a emagrecer, que devemos mudar o nosso mindset e devemos é comer o melhor possível, saudavelmente, sermos foodists. Acho que trazer comida para o trabalho é parte da rotina que nos permite comer de melhor maneira e, ainda por cima, com uma marmita tão gira (e mala, viram a mala?) dá ainda mais gozo. É como se fosse uma extensão da minha obsessão por artigos de papelaria mas ao transporte de comida. 



Depois de estrear novas instalações, um novo estúdio também, adoro ter uma nova marmita em que traga a minha comidinha cozinhada pelo Frederico (sou uma mimada, eu sei ;)). 



Vocês também almoçam no trabalho? Eu juro que gosto! Sou uma Marmita Lover.

Marmita, mala e talhares - Smartlunch

5.15.2016

A verdade é esta: não temos dinheiro.

Bem sei que há pessoas em situações muito piores (há sempre), mas esta é a verdade: adorava presentear-vos com fotografias de uma ida em família a Lago de Como (Itália), mas temos que nos arranjar com o que há cá. Não é um post de uma ida fenomenal a um sítio maravilhoso, mas é um post que retrata uma das melhores tardes dos últimos tempos num evento de street food em frente ao ikea (não me pagaram, ponho em minúsculas porque não merecem mais atenção) de Alfragide.

Uma coisa que me pareceu meia "mal-amanhada" (no sentido em que fui à espera de uma coisa tipo pavilhão da Expo98 ahah) mas que nos fez a todos (eu, a Irene, a minha amiga Renata e o filho dela - que não posso publicar fotografias infelizmente porque tenho umas maravilhosas de hoje - Diogo) muuuito felizes. Meia dúzia de roulottes de crepes, hamburgueres, crepes (já tinha dito?), sumos, algumas bancas de coisas boas (uma delas era de uma leitora nossa que me veio dar dois beijinhos e que estava a vender sabonetes 100% naturais - ByMeny - cheiravam muito bem) e música pimbalhona a acompanhar. Perfeito. Juntando a isto algumas cadeirinhas da relva daquela loja sueca que não merece miminhos (ao contrário da banca da leitora), foi uma tarde mais do que perfeita. Eles tinham espaço para correr, apanharam sol e - mais importante que tudo - cansaram-se e adormeceram rápido ;)

A Renata e eu pudemos quase que relaxar nas cadeiras, mamar um valente crepe de Nutella com banana e ainda enfardar umas batatas fritas ali da barraca ao lado (não fiques triste, mãe, amanhã compenso e como só sopa o dia inteiro - a minha mãe cai para o lado se me vir a engordar de novo ou se um dia não pesar 21 kgs como ela ;)). 

O fim-de-semana podia só ter sido hoje que eu sentia que tinha valido a pena. Isto tudo para vos dizer várias coisas: 

1) Informem-se sobre as coisas que acontecem ao pé da vossa casa, há planos muito giros e que se podem tornar no melhor do vosso fim-de-semana. 

2) As pessoas que têm blogs sofrem imenso quando têm amigas que não deixam (e lá têm os seus motivos) publicar as fotos dos filhos delas (tenho umas aqui tão giras buáaaaa).

3) Nutella e Banana? Epá, sim. Acho que fiz amor com aquele crepe e estou-me a borrifar se ele gostou ou não.

4) Renata, adoro-te, estou muito feliz por nos termos voltado a encontrar e já mães e, ainda por cima, vizinhas. Acho que já reparaste porque não somos destas merd*s e até demos meio abraço hoje. 


Tudo dela.

Sim, às vezes não me apetece lavar-lhe as mãos depois de se chafurdar toda com canetas. 

Parecem aqueles pormenores fotografados por fotógrafas com máquinas de jeito. 

Vou continuar em negação que a camisa lhe esteja curta. 

Apetece-me beijá-la tanto e com tanta força que até lhe metia os olhos para dentro. 

Aqui parece que já dá para ver como vai ser quando for grande. 

O cabelo impossível de domar. 

Ehhh dentuças!

Ela abraçou-me espontaneamente, apesar de provavelmente estar super envergonhada da mãe estar de calções tão curtos e de collants pretos opacos. 

A minha velhota.

O casaco de não sei quê Inglês que a avó Sílvia lhe deu. Bordado inglês? Parece um padrão em braille. É giro.

Se calhar a Avó não vai gostar muito de ver o casaquinho no chão do campo de futebol ali de Alfragide.

Ahh não se passou nada.

Ups.

Camisinha, laço betinho e casaco de bordado inglês... Joana Paixão Brás, o que me estás a fazer???

Mais flexibilidade que a mãe num dia bom. 

E acabou assim o dia, mesmo em cima da hora de jantar. Super feliz. 

Roupa toda - Zara que eu cá não complico muito.