7.05.2015

A nossa primeira vez.

Bem sei que o título pode sugerir algo que mereceria uma bolinha vermelha no canto, mas não. Não estou a falar da primeira vez que o meu marido e eu tal e tal. Apesar de achar que haveria mais gente a ler, porque somos todas umas cuscas de primeira. :)

Estou a falar da primeira vez que me senti verdadeiramente grávida. Infelizmente, logo nos primeiros dias, tive uma infecção urinária (um clássico meu) e tive de ir ao hospital ver se estava tudo bem com a Irene e tal e tal (já é a segunda vez que estou a escrever tal e tal, não é?). Ela era menos que um pontinho, era um pixel. Apesar de ter ido a chorar no carro às 5h da manhã (ter uma infecção urinária é tão incómodo como as contracções de parto), acabei por sair de lá com as mesmas dores, mas com uma sensação diferente. 

Nada se compara a isto, claro. A primeira ecografia. 

Foi das coisas mais... chocantes pelas quais alguma vez passei. Saber que tinha em mim um mini-marido e mini-eu que eu irei amar o resto da minha vida. A minha maior responsabilidade. Tinha que, além de a fazer feliz, ensiná-la as ferramentas para saber ser feliz e ajudar os outros a serem felizes também. 

Claro que, nesta altura, ainda não sabíamos se era uma Irene ou um Lourenço. Spoiler: Irene. 

Chorei quando a vi, sim. Foi como um daqueles episódios do Ponto de Encontro de pai e filho que não se viam desde que as pulseiras do Sr do Bonfim estavam na moda. Desmanchei-me a chorar. O Frederico acho que ficou mais babado por me ver assim do que propriamente com a ecografia. Se calhar por ser eu quem estava (e estou ainda, provavelmente) encharcada de hormonas. Devo ainda estar tão desequilibrada que quase que choro quando vejo o anúncio do Cálcio +. Provavelmente porque a rapariga é lindíssima e eu acho que deveria ser apresentadora de televisão e não vão pegar nela. E não me refiro à velhota. Sim, Maria Helena, acho.




E quando ouvimos o coração? Aí, sim. Aí apercebemo-nos do privilégio que é podermos criar vida. Podermos ter o dom de gerar um ser humano tão pequenino e que, ainda dentro da mãe, é amado e desejado por tanta gente. 

Um amor que gera mais amor, mas em forma de bebé. 

Foi e é, de longe, a melhor coisa que fiz na minha vida. 

Deixei de ser menina e passei a ter uma. 

Vocês? Estavam preparadas para tanto amor e logo à primeira vista?

Não tenham medo de ir.

Ouço e leio algumas mães a queixarem-se dos receios que as assombram na hora de ir passear com os filhos. 
As primeiras vezes que saímos à rua com eles não são nada fáceis, é verdade. Tirando a primeira de todas, que foi, com três semanas, ao jardim que fica a 100 metros de casa, nas seguintes voltava umas 3 vezes atrás, para ir buscar coisas. "Mais uma muda de roupa, que o cocó é muito mole e pode haver estragos, mais uma mantinha, o chapéu também é melhor levar. Ou uma touca. Se calhar a touca é mais bem pensado." Mas depois, acreditem, tornam-se mais ágeis a preparar as malas e os lanches que a Telma Monteiro a dar cabo da húngara na semana passada. 

Com 28 dias, fomos até ao Príncipe Real

Quando já dominarem a arte do passeio de uma hora ou duas, podem arriscar um fim-de-semana em família. Palavra. Uma noite fora, para irem devagarinho.

A nossa primeira escapadela foi a Óbidos. Já tínhamos estado em Évora e em Santarém na casa dos avós. Escolhemos um destino próximo (1 hora de Lisboa), para não a maçarmos muito com a viagem, e posso dizer-vos que correu mesmo muito bem. Medo com birras? Fazem-nas em qualquer lugar e não têm de se sentir envergonhadas com isso. São bebés. Se vão para um hotel, pedem cama para eles, se forem para uma casa alugada, levam uma cama de viagem. Pronto, eles têm onde dormir as sestas. Tudo controlado. Se forem comichosas com a comida para os babies, como eu era, levam sopas e comidas simples numa mala geleira. Nesta altura levei também as mamas atrás, que resolvem muita coisa.

De resto, é ir. 







7.04.2015

Que horror!

Acho que está na altura de baixar um bocadinho a moral da Irene. Estou sempre a escrever o quanto gosto dela, o quanto ela é tudo para mim. Escrevi e publiquei um livro que fala do quanto já a amava antes dela nascer e tudo que acho que, quando ela ler isto tudo na adolescência, vai ficar muito com a mania e, por isso, cá vão as fotos em que ela ficou menos bonita de sempre. 

Eu continuo a achar que ela está linda e que me apetece morder-lhe as bochechas como se fossem um bom bife tártaro, mas tenho noção que é por ser mãe dela ;)

Além duma aparente estrabismo (os bebés podem tê-lo até ao primeiro ano sem ser motivo de "alarme") a lente, por ela estar muito perto, deformou-lhe a cara toda tadinha.

Isto para além de ter saído com a testa da mãe. 

Parece um gordo pervertido!

Pronto, Irene. Isto é só para te por no lugar. Tira lá a mãozinha da anca, sff.