6.13.2016

Sessão fotográfica falhada.

Adoro fotografar, adoro a minha filha e tenho este blog. Tudo junto dá vontade de, às vezes, fazer uma coisa mais compostinha e tirar fotografias mais "quelque chose". Comprei uma máquina de fazer bolinhas de sabão na Tiger (que agora é Flying Tiger - finalmente percebe porque é que deram um nome diferente à do Oeiras Parque, juro que me perturbou até saber o motivo), a recarga de glicerina (ou lá o que é) e pensei: "vou fazer a delícia das crianças lá da quinta para onde vou passar uns dias". 

Lá levei, mas esta máquina (como qualquer coisa) tem alguns inconvenientes: se a pusermos no chão, provavelmente vamos ver uns quantos putos a cairem no chão tipo Family Guy por causa do sabão todo que fica espalhado. 

Pus a máquina na relva, já tinha vestido a Irene com um vestidinho que lhe ofereceram nos anos, foi com as sandálias a combinar, teve de ser e lá fiquei eu à espera de umas fotografias fabulosas ao final da tarde, mas não. Ela borrifou-se para a máquina e só tive uns 20 segundos para tentar fazer alguma coisa. 

Tinha tudo para correr bem, não tinha? 

Assim que arrumei a máquina e tinha um fundo muito foleiro tipo um Opel Corsa e uma mangueira já ficou ela doida... grrr...


A máquina nem devia aparecer no enquadramento. Parece um catálogo elaborado de uma loja dos chineses. 

Ai que coisa tão engraçada para eu ignorar e ir dar mais atenção a uma formiga cheia de tétano ou de candidíase.

"20 euros nisto, mãe? Se bebesses um pouco do frasco e arrotasses, fazias o mesmo efeito..."
Bom, quando ela tiver filhos, vou fazer como a minha mãe: guardar isto durante 30 anos num sítio qualquer lá em casa (eu acho que há um sótão escondido ou assim) e depois saco disto num domingo qualquer e digo-lhe "hã??? lembras-te disto???".

As mães têm todas um sítio destes em casa, não têm?

Ser mãe é chorar com isto.

Estava agora a filtrar as imagens das férias e deparei-me com esta fotografia (em baixo) que me fez automaticamente chorar e por vários motivos. Por ter sido espontâneo e eles realmente se darem assim um com o outro, por uma sensação de estar tudo "certo" e porque sinto saudades de ser pequenina e de ter o meu pai também "ali" comigo.

Estou a lembrar-me do meu primeiro sentimento depois do parto, o meu primeiro segundo de "consciência" do que tinha acabado de acontecer (foi um parto muuito complicado) foi quando o Frederico lhe pegou ao colo. 

Ser mãe (também) é chorar com isto. São os nossos filhos que nos dão muita da nossa vontade de viver e de sermos felizes, mas a moldura de ter a família junta (seja a original ou nem por isso) é maravilhosa. Aprecio com uma felicidade a triplicar por reconhecer a "sorte" que a minha filha tem. 



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Amor de irmã mais velha

Não tem sido fácil, mas vale cada respiração mais profunda, cada coçar de cabeça, cada lágrima, cada nervo em franja. As birras já se fazem sentir com maior regularidade, o mimo da mãe é cobrado a cada instante, as noites voltaram a ser mais difíceis. Mas. O "mas" aparece sempre como tábua de salvação. É que vale mesmo a pena. Por momentos como este. 



Ser mãe de dois é abraçar a árdua tarefa de nos desdobrarmos, quais super mulheres, não deixando que nada falte a um ou a outro. É ir ao quarto da mais velha, acudir-lhe o choro nocturno, com a bebé pendurada na mama. É fazer contorcionismo, com o corpo e com o espírito. Mas, lá vem o "mas", é também ver a Isabel beijar a mana, uma e mais uma vez, é vê-la correr para ela sempre que chega a casa ou quando acorda, é ouvi-la falar baixinho para a Luísa, com carinho e cuidado, como que a contar-lhe um segredo, é presenciar um riso de satisfação ao achar que a mana lhe fez uma festinha, propositadamente. E fez, nós vimos. Momentos destes não têm preço e valem cada dificuldade. 

















"Colinho à mana". É o que mais pede, desde que a mana nasceu. E é a principal razão do seu choro, quando o pedido é negado. Oferece-lhe todos os peluches e brinquedos, quer tapá-la "até ao pescoço" e contacta, orgulhosa, "não está a chorar!", quando tem a bebé calminha no colo dela, por cima de uma almofada. "Os olhinhos a acordar!", diz-nos, contente por ver a irmã a abrir os olhos e a ficar a olhar para ela.

Vais ser uma irmã mais velha maravilhosa, Isabelinha. Não tenho dúvidas.


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