5.23.2016

Tenho de crescer um bocadinho.

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*Sinto que entrei um pouco nisto da vida adulta à toa. Não dei pelo momento do "salto" (a não ser agora na maternidade). De um momento para o outro, além de ter de por roupa a lavar e secar, de ter de pensar no que descongelar para o dia seguinte, tenho de tomar decisões de grande importância que ninguém pode tomar por mim. 

Agora tenho de tomar decisões sobre a saúde da minha filha. Repito análises de sangue? Vamos pedir uma segunda opinião? Confio neste pediatra? 

A vida vai-nos preparando para irmos conseguindo enfrentar o peso destas decisões, mas nem por isso. Ainda estou naquela fase da vida em que acho que "só acontece aos outros". Uma espécie de imunidade adolescente imbecil de quem ainda precisa de ver mais de falar mais e de ouvir mais. 

Infelizmente este ano uma grande amiga minha foi diagnosticada com um cancro da mama (está óptima agora, ufa). E isso fez-me repensar. Fez-me repensar no quanto a vida pode mudar todas as prioridades se, de repente, entrar um grande peso para a balança e, ainda por cima, uma variável perfeitamente incontrolável. Todas as situações de doenças graves são horríveis para todos os envolvidos e, por isso, tudo o que ajudar, tudo o que facilitar/aliviar nessas alturas é bem-vindo. 

Acho que ter uma atitude profilática faz parte de uma espécie de amadurecimento. Não devemos tentar remediar ou tentar inverter situações quando estas já cá estão. Devemos precaver-nos, evitá-las, afastá-las e, até, ir mais longe e elaborar um plano b para caso cheguem mesmo a existir. Não devemos viver no pânico, devemos viver concentrados na felicidade, mas se não nos protegermos, a quem podemos pedir que o faça? 

Eu não tenho um seguro de vida. Devia? 

(bater três vezes na madeira)

Segundo estou a ler: garante um capital caso a pessoa segura (neste caso, eu) faleça. Ou até, nalgumas coberturas, um capital em casos de doenças graves ou invalidez. 

Isto significaria que a Irene e o Frederico teriam uma ajuda extra num momento que seria mais apertado a nível financeiro (custa mesmo pensar nestas coisas, caramba). Ter um seguro ajudaria a que não se corresse risco de endividamento para cobrir as necessidades em causa, visto que além de terem as despesas da minha situação, as outras também continuariam a surgir e com menos uma pessoa a contribuir para o "bolo familiar". 

Nós os três. A família Pombares por Susana Cabaço Fotografia.


O caso do seguro NETVIDA, da MAPFRE, é esse mesmo, engloba também doenças graves ou invalidez, ou seja tem coberturas que também podem ser gozadas em vida. E com a vantagem de o poder fazer totalmente online. 

Acho que a postura aqui é um bocado pensar "e se?" e de que maneira não sobrecarregar a família com as "réplicas" do acidente, Nem consigo imaginar o desgosto, os pedacinhos de coração que se tem de apanhar (ou de ignorar que se perderam) depois da perda de um cônjuge... Claro que isto não resolve a dor, mas talvez dê mais espaço e silêncio para um começo de luto mais sossegado ou de uma adaptação um pouco menos turbulenta a um novo cenário familiar, rumo a um novo equilíbrio, à homeostasia (é uma palavra cara que aprendi na faculdade e que dá imenso jeito). 

Estou a levantar o queixo, semicerrar os olhos para focar melhor e tentar ver mais longe, além do presente. 

O que sentem vocês? 



*post escrito em parceria com a agência de comunicação. 

Casava-me já.


Adoro casamentos. O ritual, as juras de amor, a festa, a partilha. Claro que não acho que estar casado, os papéis, o contrato, tenha peso numa relação e claro que sou muito feliz sem estar casada e continuaria (continuarei) a sê-lo. Mas, romântica incorrigível, tenho esse sonho, desde miúda. Talvez desde as brincadeiras na escola primária (apesar de não me ter casado com o noivo que eu queria... hehehe). E, estando eu a viver a maior história de amor que poderia viver (e agradeço todos os dias o homem que apareceu na minha vida e com quem estou a construir uma família maravilhosa), acho que faz ainda mais sentido celebrar, com aqueles que nos rodeiam, este AMOR. E vim do casamento lindo de sábado com essa vontade ainda mais refinada... Não estão bem a ver o momento em que a noiva dedicou um texto ao marido... que choradeira!

Apesar de adorar mil vestidos de noiva e de me imaginar uma princesa com alguns bem clássicos, até poderia ser com um daqueles compridos rendados da Zara. Flores do campo espalhadas em frasquinhos de vidro. Sangria, bolos de camadas e salgadinhos. Crianças a correrem por todo o lado. Dançar até a sola dos pés ficar preta. Ter a Isabelinha e a Luísa no nosso colo, às gargalhadas, ao som de uma música qualquer. Os amigos, enfrascados, a dizerem babosices. O meu pai a chorar baba e ranho. 

Não preciso de mesas enfeitadas com pratos de porcelana não sei do quê nem copos de cristal. Fogo de artifício nem sapatos de seda. Entrada num carro de alta cilindrada nem lua de mel numa ilha paradisíaca.

Mas preciso de algum dinheirinho, porque sei que - mesmo dispensando muitas coisas - acaba sempre por ficar carote, verdade? Como geriram tudo? Querem dar ideias para "poupar"?

5.22.2016

Casamento às 37 semanas e tal?

Quando há uns meses soube que o casamento de uma amiga muito especial seria a 21 de maio e fiz as contas, achei muito improvável que conseguisse ir. "37 semanas e tal? Uhmmm, não me parece, mas...". Sem mas. Dancei como se não houvesse amanhã, brinquei com a filha, senti-me muito bem (levei sandálias rasas, óbvio), sem desconfortos. Aliás, esta gravidez foi de sonho. Tirando aquele domingo, não tive dores. Durmo bem (quando a Isabel deixa, claro hehe), não tenho feito grandes piscinas até à casa de banho durante a noite, não tenho ciática, não tenho azia, não inchei, ganhei 9kgs até agora, consigo pegar na boa na Isabel ao colo, faço caminhadas, faço amor, ando feliz da vida, nada ansiosa... o que mais se pode pedir? 

Passámos a noite num quarto numas casinhas amorosas da quinta, também pelo conforto de ter ali uma cama à disposição durante a tarde para descansar, mas nem foi preciso. Tanto eu como a Isabel andámos sempre na boa (ela adormeceu no carrinho às 20h e ali dormiu umas horinhas no meio da confusão, antes de regressarmos ao quarto). Acordou às 7h30 e a primeira coisa que disse foi: "casa da festa!!!". "Menina Béu dormiu na cama do pai e da mãe!". 

Foi um casamento de sonho, emocionante, num sítio lindo, com pormenores deliciosos, com muitos jogos e brincadeiras para as crianças... Aproveitámos cada instante. Um dia caso eu.

A decorar o cabelo da mãe com florezinhas


Compenetrada a tentar fazer bolinhas de sabão



Não, a noiva não caiu :) Só de amores.

A deixá-la ganhar. Quem não fez isto pelo menos uma vez? :)







Três fotos seguidas do cabeluxo? Totalmente ao acaso. Hehe Está giro, não está?

Ainda fico emocionada quando vejo o nome da minha filha. Existe, é uma pessoa e tem lugar marcado na mesa.

Um dos mil pormenores lindos deste casamento


Isabel
Vestido e laço: CutxiCutxi
Meias: Zara
Sapatos: Sapataria Vassalo

Mãe
Macacão: Zara
Cabelo e makeup (adorei!): CutbyKate




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