5.15.2015

Pedi à minha filha que escrevesse este post.

- Filha, podes fazer uma composição sobre o fim-de-semana passado?
- Ão, ão.

- E se fizesses um desenho?
- Ão, ão. 

Muito bem. Adorava conseguir saber o que ela achou do fim-de-semana Barrigas de Amor, no Vila Galé Clube de Campo, em Beja, mas ela é um bocadinho enigmática. Ou então tem só 14 meses. Se eu fosse uma pessoa que vê o copo meio vazio, diria, pelas duas horas que passou a chorar na noite de sábado, que odiou. Mas como o vejo meio cheio, digo que chorou porque estava a gostar tanto, tanto, que não queria estar no quarto a dormir.

Já a vou conhecendo, por isso arrisco-me a escolher os melhores momentos por ela.

A ISABEL ESCOLHE

1) a Piscina. Agora que lhe ganhou o gosto, não quer outra coisa. Ficaria lá até lhe caírem os dedinhos de tanto frio. Já sabemos que assim que a tiramos da água, vem birra, mas faz parte. Até acho piada. Então se a isso acrescentarmos uma piscina onde consegue ficar em pé e que ainda tem escorregas, imagine-se o dilúvio que não foi depois.








2) os Animais. Uma das actividades mais giras para as crianças foi dar comida (ou dar comer, como se diz por esse Portugal fora) aos animais da herdade e, apesar de se ter afiambrado a um bocado de pão, lá percebeu que aquilo não era para ela. Foi bom ver o entusiasmo da criançada.
Como é que faz o burro? Ão, ão. Esperta, a minha filha.








3) andar de jipe e sujar as mãos de terra. Cheguei a pensar que não seria boa ideia. Que ela não ia gostar nada, que ia chorar e fazer birra. Qual quê. Não há nada como experimentar. Portou-se muito bem e adorou a parte final: chafurdar bem as mãos na terra molhada, quando, depois de visitar a horta biológica, foi dada aos meninos a tarefa de plantar as sementes nuns copinhos para levarem para casa. Ela não plantou, mas por pouco não fazia uma taça de barro com tanto mexe e remexe na terra molhada. Reparem no ar concentradíssimo da criatura.










Se a Isabel falasse, escolheria, quase de certeza, estes momentos em família. Momentos partilhados com as outras famílias que conhecemos lá, dos blogues Definitivamente são dois, Bicharocos Carpinteiros, Dias de uma Princesa e A Mulher é que Manda.  




Foram dois dias intensos, de muita brincadeira, de muitos beijos, em que tivemos tempo uns para os outros. Claro que SE FOSSE O PAI DA CRIANÇA a escrever este texto, a lamechice seria posta de lado e os momentos de eleição seriam:

1) Conduzir este carrinho, com aquelas coisas todas que eles adoram e gostam de comparar. E não estou a falar dos órgãos reprodutores. Falo dos computadores de bordo, das televisões nos bancos de trás, do tecto panorâmico, do cruise control... enfim, o rapaz gostou mesmo do Citroen Grand C4 Picasso. E eu também, não me vou fazer de esquisita, até porque para além de andar bem e ser confortável, tem espaço para as nossas 30 malas de viagem (podem explicar-me como é que se leva tanta tralha para um simples fim-de-semana?!)



2) Trazer para casa uma coisinha destas para matar saudades do gordalhufas (já falei deste namoro aqui). E para achar que me vence no SuperMario Kart. Está tão enganadinho (obrigada, Nintendo)



E agora, para que isto não se torne um daqueles pergaminhos que nunca mais se acaba de desenrolar, AS MINHAS ESCOLHAS (para as duas pessoas que ainda estão a ler este testamento):

1) o meu batismo de balão (de que já falei aqui). Uma experiência a repetir, de certezinha, com a Emotion - Life on adventure






2) Todos os momentos que partilhei com ela. Até a tirar-lhe macaquinhos do nariz.














Que venham mais fins-de-semana destes, ainda por cima com fotografias tão bonitas da Magma Photo para mais tarde recordar! Obrigada!

Não gaguejei, pois não?

Cá está a primeira parte do vídeo do fim-de-semana em família com o Barrigas de Amor. E o mais importante de tudo, (claro, claro...) é o facto de não ter gaguejado nem um bocadinho. Ou será que já estou completamente alheia a isso e já não me ouço? Para quem chega agora ao blogue e não apanhou os posts, aqui a Joana é gaga. Gosto tanto de falar na terceira pessoa.



Gaguejei?

Fica a sugestão para umas mini-férias muito, muito divertidas, cheias de actividades para os miúdos e em família.

Daqui a pouco já vos digo o que achou a Isabel deste grande acontecimento, pedi-lhe que escrevesse o próximo post.

Entretanto, ficam os agradecimentos (sinto-me no palanque dos Óscares): Obrigada Barrigas de AmorHotéis Vila GaléMagma Photo, CitroenNintendo e Emotion - Life on adventure. Sem vocês eu não teria chegado onde cheguei. A Beja.

5.14.2015

Vão passar a ter muito mais tempo para vocês!

Os meus títulos não são enganadores. Não são, não. Não, não, não. Este, pelo menos, não é.

Se calhar, as mães já super versadas nisto, aquelas que já têm grande andamento e que já fazem filhos enquanto mudam a fralda a outro e levam o terceiro à escola já conhecem isto, mas só procurei por isto ontem e, quando encontrei, fiquei super feliz.

Vou explicar-vos o que se passa: a Irene anda toda carcomida dos sonos outra vez e, infelizmente, parece que ficou instituída a nova rotina de se deitar depois das 22h (ontem até foi à meia noite e meia - imaginem o desespero). Por causa disso, sucumbi aos vídeos no smartphone e ponho-lhe o Hakuna Matata a tocar. Ela gosta, fica concentrada, para de se mexer, apago as luzes e eventualmente a magia acontece:

- Mami!!! Maminhe!! Mamininhe (às vezes confunde "maminha" com "uma menina", troca-se toda)

- Quer maminha??

- Xi.

- Quer maminha e ó-ó?

- Ó-ó.

- Quer ir ter com o coelhinho?

- [imita um coelho]

Vitória. O bezerro já está na cama. 

Não aconselho isto de lhe darmos vídeos no telefone para as mãos frequentemente por vários motivos. Acho que altera os ritmos circadianos e faz com que os sonos fiquem todos trocados. Além doutros inconvenientes a nível de apego. Porém, como a Irene já está toda lixadinha dos sonos na mesma e apego não nos falta, não consegui. Já não tinha forças para continuar a "brincar calmamente" com ela. 

O problema é que a miúda, enquanto vê o vídeo, entusiasma-se e carrega no visor ou nos botões do telemóvel e isso faz com que saia do youtube e eu tenha que voltar a por a porcaria do vídeo. 'Tadinha. É bom sinal, quer dizer que não fica completamente hipnotizada mas, nestes momentos, adoraria que ficasse. E por isso pensei: deve haver uma aplicação que dê para bloquear os botões todos do telemóvel. 

E há!! Várias!





Procurei por "Touch Blocker" no Android e funcionou perfeitamente. Procurem qualquer coisa como "Touch Blocker" ou "Kids Blocker Smartphone" na App Store ou na GooglePlay ou noutras coisas que não sei o nome. 

Mudou a minha vida. Agora tenho 4 minutos para mim. Para poder ir fazer xixi. Para poder adormecer um bocadinho. Para poder e beber um golo de Tisanas à cozinha sem ela começar a espernear. Para ficar só mais um bocadinho sentada na sanita, mesmo que não esteja a fazer nada.

Fica o conselho. Para momentos de stress, vá. Não é para ser o Pumba com aqueles puns a educar o vosso filhote.