5.06.2015

As mães são as minhas mulheres preferidas.

É que são mesmo. Não sou daquelas mulheres que odeia mulheres, mas sempre tive mais problemas com mulheres do que com homens. Agora que sou mãe, passou-me tudo. Agora perdoo tudo a todas as mães porque não sei se têm sono, se têm saudades dos filhos, se têm de fazer tudo sozinhas em casa, se são super-mulheres e, por acaso, foi neste momento que rebentaram. Agora é diferente. Eu sou das respondonas, das que diz logo, mesmo que seja de fininho. E sempre fui competitiva. Agora já não sou, com mães. 



Ontem fui ao Colombo e, no elevador, a Irene disse "olá" a toda a gente. A mãe de um bebé da mesma idade que estava no elevador, disse: 

Mãe anónima:  Pois, aprendeu agora a dizer olá e não pára, não é? 
Eu:  É, é. 

Não, não é. A minha filha é daqueles que aprendeu a falar cedo, mas que ainda se desloca como se tivesse meio intestino. Já aprendeu a falar há imenso tempo, mas para quê dizer-lhe isto? Tive medo que ficasse incomodada. Se calhar o filho dela ainda não diz olá. 

Mãe anónima: Como não sabe dizer mais nada, diz "olá" muitas vezes, que giro.
Eu: Pois, pois.

Não, não é nada disso. Ela sabe dizer IMENSAS coisas, mas não faziam sentido para a altura (parece que a filha é mais oportuna que a mãe), acho que ficaria preocupada se ela começasse a dizer urso, cão ou carro num elevador, sem nada disso. Não lhe iria dizer isso. Que ela fala imenso. Para quê? Se calhar iria para casa e iria ficar preocupada. 

Isto não é nada meu. Quer dizer, agora é. Só porque as mães são as minhas mulheres preferidas. 

E porque antes de eu ver a luz e de perceber (como a Joana Paixão Brás escreveu aqui) que cada bebé tem o seu ritmo, estava preocupada com a minha filha. Não quero que ninguém se preocupe, sem necessidade. Não preciso de exibir o que ela faz. Só em ambiente seguro. Cá em casa, em família, com amigos ou no instagram (aí não consigo evitar, c*guei) . ;)

Fiz a minha filha comer isto.

E ela comeu. Não tudo, mas quase.

Tinham-me dito na creche que ela gostava de tofu, então lá fui eu comprar o dito. À primeira colherada, cuspiu tudo. Resolvi provar. Ia-me vomitando. Devo ter feito alguma coisa mal, porque aquilo sabia a ameixas podres com peixe em avançado estado de decomposição.
O bulgur com ervilhas marchou todo, o tofu foi "disfarçado" no meio do bulgur. Adorou um bocadinho do pão de espelta (e eu também).
As lentilhas estavam mal cozidas (e não apreciei o sabor, o que é estranho, porque costumo gostar).
O esparregado com natas de soja estava bom, mas ela não apreciou e o abacate com umas gotas de limão estava óptimo e ela lá foi comendo.

Do que ela gostou mais? Da água.

A sério, não gozem com esta pobre mãe que quer inovar e sai tudo ao lado...

Pois...
Nem vamos comentar este aspecto...

Até as flores parecem mais comestíveis, não é?



O que safa isto ainda é a bela da maçã.


Next: bacalhau com grão, cenoura e batata doce cozidos a vapor e não tem nada que enganar. Assim espero.

5.05.2015

Sou um cliché


A sério que sou. Odeio, mas sou. Agora, para além de blogger, também comecei a correr? Não, me armei em pássaro e comecei a comer sementes. Eu gosto demasiado de Oreo para isso. Aproveito e desabafo convosco. Lembram-se da "alergia" que eu tinha, que não parava de me coçar? Pronto. É obviamente uma coisa de nada na pele mas que foi despoletada (se é assim que se escreve, por que é que me está a dar erro no Chrome) por ansiedade. Tive falta de ar enquanto tinha a comichão e, portanto, pensei que estivesse perante uma alergia grave. Não. Afinal é só a minha ansiedade a fazer das suas. Como nunca tinha feito antes. 

Acho que estar há um ano e tal em casa e um ano focada na Irene tem disto também. Nem sei se é disso, mas talvez desfocar-me de vez em quando seja giro. Não gosto de correr, mas gosto de ouvir música e de ter corrido. Não estou a fazer isto para emagrecer. Nunca hei de ser modelo, por isso não vou ser parva e passar o resto da minha vida a tentar. 

Mais mães ansiosas por aí? Conselhos?