4.04.2015

O quarto da Isabel é o mais lindo de todos.

Toma, toma, toma! Quem o diz é quem é. Mas o ar não é de todos, ultimamente tem sido só do cocó da Isabel.
Onde é que eu ia mesmo? Ah! Para o quarto da Isabel, que eu andei a idealizar quando estava grávida, a mesma altura em que adorava passar a ferro as roupinhas (prova de que as hormonas ficam doidinhas de todo...), a dobrar tudo com carinho, a projectar e a sonhar.




Este era o quarto antes da Isabel. Não que esteja muito diferente agora (tirando quando fica de pantanas), mas fui mudando os bibelots, foram oferecendo coisinhas e o quarto foi ganhando vida.




Almofadinhas - Laracol Baby





Aguarela com os dados do nascimento (adorei!!!) - Mirtilo for babies
Letras nome em madeira (chegaram hoje!) - Molde Weddings
Moldura Love - Casa




Cozinha - Imaginarium
Luz de presença -  Roda Nova
Torradeira - Pingi ao Cubo




Cavalo de madeira - Pingi ao Cubo
Moldura coração - Chineses



Os livros e brinquedos estão na prateleira de baixo do trocador, ao alcance dela. E o que é que eles fazem neste post sobre decoração - que só escrevi porque sou muito vaidosa?
É para verem como eu sou uma mãe super interessada em que ela fique uma pessoa intelectualmente elevada. (Hahaha)

4.03.2015

Só não saio de pijama à rua porque não tenho pijamas bonitos.



No post em que vos agradeci todo o amor e carinho, por ter sido abordada por uma leitora (a Inês ;)) à saída do jardim com a Irene, escrevi que: 

"Fui com o meu cabelo extremamente oleoso, as minhas rosáceas (eu acho que são duas, apesar de muita gente insistir em usar no singular como "a calça"), camisola qual a qual durmo se não me apetecer trocar de roupa, enfim. Estava no meu melhor (e completamente a borrifar-me para isso)."

Num dos comentários (atenção que o "a borrifar-me para isso", acrescentei numa pós-edição) surgiu um anónimo (que, como tenho um pouco a mania da perseguição, acho sempre que sei quem é) que disse o seguinte: 



Este anónimo (o primeiro, que os outros adorei que existissem) cometeu o erro de julgar que a minha vontade de não me arranjar tinha alguma coisa que ver com a minha dedicação à minha filha. Sim, dedico-me muito à minha filha, mas o que é isso tem que ver com o facto de ser preguiçosa para me vestir? 

Sempre fui casual. Sempre fui de tshirt e ténis. Agora gosto de me arranjar de vez em quando para me sentir toda bonita, mas é nalgumas ocasiões. 

Gosto de estar de pijama o dia inteiro. O meu marido vê-me de pijama. Às vezes tomo banho e visto um pijama. Tenho pijamas do Jumbo. Tenho pijamas de quando era adolescente. No outro dia dormi com roupa de aeróbica. 

E isto já era assim antes de decidir ficar em casa com a Irene. Era assim ao fim-de-semana, era assim nas minhas férias e, confesso, que dado o meu gosto por roupa, era assim aos dias de semana também.

O que nos move, a nós mulheres, vai variando. O que nos faz sentir vaidosas também. A maneira como nos sentimos bem connosco próprias não é sempre a mesma. 

Gosto de sair de casa e de não me arranjar tal como gosto de sair de casa e até ter pintado as sobrancelhas, mas nem sempre.


Acredito e respeito que muitas mães se desleixem um pouco quando têm muita coisa para fazer. A aparência não é das coisas mais importantes quando há horários a cumprir e pessoas de quem cuidar, parece-me. Porém, não é esse o meu caso. Não me desleixo por causa da Irene, nem sequer me desleixo. 

Isto sou eu. 

Quem é o que parece não se desleixa, às vezes apetece-lhe é ser outra coisa. É diferente. 

Afinal Havia Outra (#18) - 1640 gramas

Já comecei e deixei a meio este post inúmeras vezes. Não é fácil escrever sobre aquela que foi a tua primeira casa. Foi lá que viveste até ao dia 21 de março, o dia do início da primavera, o dia da tua alta. Lembro-me bem desse dia. Chovia a potes e aqueles breves minutos à espera que o pai parasse o carro à entrada das urgências pareciam uma eternidade. Já no carro, sentei-me ao teu lado no banco de trás, agarrada aos teus pequenos dedos olhava para ti e sentia-me a mãe mais feliz e mais insegura do mundo. Gostaria que entendesses o que sinto cada vez que vamos à maternidade, é uma mistura de gratidão e angústia, um nó na garganta e uma sensação estranha de conforto, a vontade de seguir em frente mas ter medo de esquecer. Quando passo por lá à noite tudo isto torna-se ainda mais intenso... As noites, as noites eram o pior, António. Saíamos para comer qualquer coisa e na maioria das vezes ainda voltávamos às 10 ou 11 da noite para te desejar boa noite. Estacionávamos nas ruas já vazias, completamente exaustos mas sempre a passo acelerado, cumprimentávamos o segurança que já sabia de cor o número do teu berço e seguíamos pelos corredores fora, eu com o chá de funcho na mão, o pai carregado com esterilizadores, bombas de leite ou a ceia preparada pelas avós. Desinfetávamos as mãos, deixávamos os casacos no cacifo e sentávamo-nos finalmente ao teu lado. Na sala, agora escura e quase silenciosa - não fosse o barulho constante das máquinas e do rádio propositadamente lá colocado durante a noite - ficávamos nós os três e os outros bebés. Aproveitávamos essas horas calmas para falar com as enfermeiras sobre a tua evolução e tirávamos dúvidas sobre como cuidar de um bebé tão pequeno em casa. Saímos de lá com uma boa preparação, aprendemos mais naquelas noites do que em todos os livros e cursos de preparação para o parto juntos. 

Às enfermeiras ganhámos um carinho especial, elas não se limitavam a tratar de ti, elas cuidavam de ti, davam-te colo, falavam contigo... Esméria, Ângela, Manuela, Rute, Tânia, Ana Lúcia, Sílvia, estes serão sem dúvida alguns dos nomes cujos rostos jamais esqueceremos.

Rita Carvalho