3.24.2015

a Mãe dá (#11) - Mochila Porta-Bebés Ergobaby - Vencedor

Olá meus amores (apeteceu-me, desculpem).

[ler à televendas]

Fartas de andar com os carrinhos para a frente e para trás e com o ovo? Já têm dores nos braços como se fossem autênticas velhotas? 

Quando vão passear com os bebés e os levam no carrinho, ficam com saudades deles e, a determinada altura, querem muito pegar neles porque não aguentam mais? 

Em casa eles fazem birra e não vos deixam fazer nada? Só se acalmam ao vosso colo e o vosso sonho é ter o melhor dois dois mundos? Isto é: ter o bebé ao colo e, ao mesmo tempo, fazer outras coisas, tendo as mãos livres? 

Fartas de anúncios que só fazem perguntas? 

Temos este magnífico kit mãos livres para vos oferecer. Neste caso é como se o bebé ficasse boiar à vossa frente, porque praticamente não sentem o peso no vosso corpo.

Já usei marsúpios e, infelizmente, tinha de embuchar um Ben-u-Ron à noite porque não conseguia dormir por causa das dores de costas. Neste caso, está tudo muito bem pensado.

O primeiro Ergobaby foi pensado e feito por uma mãe que teve um bebé com o problemas de  displasia da anca. Por isso, o Ergobaby não é um marsúpio, é uma mochila porta bebés. Ele foi pensando, acima de tudo, no conforto do bebé (ainda não tinha visto nenhum que apoiasse tão bem o bebé) e depois na sua portabilidade. 

Eles não são anémonas, eles têm ossinhos e músculos. E se vão ficar ao nosso colo, o melhor é garantirmos que estão bem, que não estão todos tortos e não vão ficar marrecos ou algo pior.  



O único inconveniente desta mochila é o facto de ser tão segura e tão, lá está, ergonómica que se leva um pouco mais de tempo para estar pronta para enfiarmos o miúdo lá dentro, mas compensa depois com o conforto e com a certeza de que ele também está tão confortável quanto nós. 

Ainda estão a ler isto tudo? Pá, estou a dar-me ao trabalho de escrever, é bom que sim, senão não merecem a mochila. Ganham antes uma nêspera e vão à vossa vidinha. 

Um dos outros problemas com que me deparo com os outros porta bebés é que tento fazer as outras coisinhas, mas depois tenho sempre a cabeça da miúda à frente. Neste caso, este modelo do Ergobaby dá para pôr o miúdo em tantas posições que quase parecemos fazer parte do Cirque du Soleil. 

Se forem um bocadinho burras como eu em ler instruções, em perceber coisas práticas, se demoraram até aos 20 anos a saberem atar os sapatos e, mesmo assim, apertam da maneira mais lenta possível, há solução para nós! Os tipos pensaram em tudo e fizeram vídeos para por na net com uma senhora toda elegante (mete um bocadinho de nojo) e bonita a explicar tudo devagarinho (além disso podemos por no pause, o que é excelente!). 

Está aqui o site do bicho e, já agora, está aqui também o modelo que escolhi e que vocês podem ganhar! Não sei se vão ter que levar também com a cor que escolhi, mas olhem, amanhem-se. ;)





E a vencedora deste esplêndido passatempo (desculpem a demora mas a Irene fez anos e depois acabei por coiso): 


Rita Codeço do Cacém que tem um bebé de 5 meses!!

Parabéns, Rita!!! ;)

Andam a imitar-nos

E ainda bem. Temos recebido muitos e-mails a dar-nos força e incentivo. Mas há um que me orgulha particularmente. Este:

Saber que impulsionámos alguém a começar um blogue deixa-me sem palavras (adoro que as pessoas usem esta expressão e depois digam coisas a seguir e eu não vou fugir à regra). Sempre desejei mudar o mundo (lol) e já que não consigo, ao menos olha, dou um abanão na blogosfera.
A Pinhoca (página do FB) descreveu aqui o parto dela e, se forem como eu, vão ler este Benur até ao fim. Adorei!
E pronto, já somos migas da blogosfera. Muito sucesso, Pinhoca! Apesar desse nome... Hehe

3.23.2015

Era uma vez duas crianças na Disney que ficaram doentes...

Era uma vez um pai que tinha dois filhos. Naquelas que seriam umas férias em família inesquecíveis num parque de diversões na Disney, os dois filhos apanharam sarampo. As férias tornaram-se inesquecíveis, sim, pelas piores razões. Uma doença que se considerava eliminada naquele país no ano 2000, já atingiu mais de 100 pessoas desde dezembro do ano passado.

Esse pai escreveu aqui uma carta comovente e revoltante ao pai da criança não-vacinada, que expôs 195 crianças a esta doença. A filha desse homem tinha leucemia. O filho desse homem tinha 10 meses e, por isso, ainda não estava vacinado. Os dois filhos desse homem apanharam sarampo e ficaram assim hipotecadas 3 semanas em que estariam de "férias" das sessões de quimioterapia e que poderiam ir ver neve, ficando em quarentena... e a Maggie queria tanto ir ver a neve...


Esta história mexeu comigo. Pôs-me a pensar, mais uma vez, no perigo desta (nova?) "moda" antivacinação que se espalha que nem cogumelos nos Estados Unidos e também na Europa. Ainda hoje saiu este artigo no Observador, em que um médico chega mesmo a dizer que "não vacinar é um ato de negligência". Não queria chegar tão longe, mas será que o pai da tal criança não-vacinada já se apercebeu do transtorno que causou a mais de 190 famílias, dos riscos a que expôs tantas crianças e do perigo para a sociedade que essa decisão pode acarretar?

Como estará o coração do pai da Maggie e do Eli, que viu os seus filhotes a levarem doses de cavalo de injecções, a sofrerem desnecessariamente, quando já tem tanto com que se preocupar?

Não percebo. Não consigo perceber muito bem os argumentos da antivacinação, mas estou disposta a ouvi-los. Máfia das farmacêuticas? Componentes químicos nas vacinas? Ligação a casos de autismo? Mas já há estudos concretos que comprovem isso mesmo ou são tudo crendices e modas?

Expliquem-me como se eu fosse muito burra.