12.17.2014

Palmas, palmas para vocês, mães que ficam em casa!


Foi na segunda-feira. A Joana Gama enviou-nos, como é hábito, uma foto com a Irene. Uma ao lado da outra, sorridentes. E os meus olhos encheram-se de lágrimas. Fiquei com inveja. Ou pena, pena de não estar naquele momento com a minha filha. As segundas-feiras sempre me custaram muito desde que comecei a trabalhar, quando a Isabel tinha três meses. É como tirar o chupa-chupa a uma criança: depois de dois dias de namoro intensivo, de muitas gargalhadas e de sorver tudo, beijar-lhe a cara as vezes que me apetecer, vê-la crescer e a acordar das sestas com um sorriso na cara, ter de ficar sem ela custa muito.

Isso e o facto de se estarem a aproximar os três dias que vou estar longe dela, tornam-me uma pessoa de lágrima (ainda mais) fácil. Quando voltar da viagem, vou-me colar a ela como uma lapa e vou bater o record de maior beijo do mundo, sem desgrudar os lábios daquela bochechinha macia.

Mas voltando às segundas-feiras, que é como quem diz, ao trabalho, e respondendo a este post da Joana Gama (que mais uma vez me pôs a chorar). Sei o que é ter de disfarçar crises de saudades da minha filha, sei o que é não dormir durante a noite e ter de me levantar cedo e ter de ser criativa, sei o que é ir buscá-la à creche já tarde e vê-la a chorar muito, exausta. Já me passou pela cabeça largar tudo para ficar com ela em casa. No entanto, quando fui analisar os prós e os contras, percebi que não seria possível.

1)  Não temos condições para isso
2)  Motiva-me trabalhar e continuar a ter a minha independência
3)  Acho que não seria capaz de estar com a Isabel 24/24 horas por dia, por escolha

Chocadas com este ponto 3? Não vou apagá-lo, assumo estas palavrinhas todas.
A minha filha é a coisa mais importante da minha vida, mas tomar conta de uma criança a tempo inteiro é trabalho de guerreira. 

Teria receio de não “estar lá” as 24 horas com prazer. Teria receio de ter de cerrar os dentes para não desatar num pranto quando ela fizesse birra para dormir. Teria receio de a embalar com força demais, com o batimento cardíaco acelerado e as mãos a transpirar e até de ganhar raiva dela. Teria receio de não dar conta de tudo: limpezas, comida, brincar, lavar roupa, dar-lhe atenção. Teria receio de deixar de cuidar de mim e de andar de pijama o dia todo.

Palmas, palmas para vocês, mães que ficam em casa com os filhos e que conseguem manter a sanidade mental. Ou para as que nem sempre conseguem.

Palmas para vocês que estão lá para eles sempre que eles precisam e lhes dedicam a vossa vida.

Palmas para vocês que arrumam, que inventam jogos, que lhes contam histórias, que passeiam com eles e vão às compras com eles, que aturam todas as birras e que respiram fundo enquanto eles dormem a sesta. Respiram fundo a aproveitar o silêncio, mas nem por isso descansam: aproveitam para preparar o jantar ou passar a ferro.

Vocês são especiais. Palmas para vocês.

a Mãe dá (#01) - Vencedores Livros Marcador

Mas isto é assim?

Parece que temos imensos seres do género oposto aqui no estaminé e não nos dizem nada? 

Andamos aqui de pijama, sem nos maquilharmos, às vezes com um banhinho ou dois por tomar e estão cá rapazes?

É bom saber que há homens que sabem que a Mãe é que sabe! :)

Vamos lá aos negócios: 

Neste magnífico "a Mãe dá livros com a Marcador" que envolvia dois livros maravilhosos...


... houve mais de 60 participações

Estamos atónitas (um dia tinha de usar esta palavra em alguma coisa - sem ser em água atónita - e foi hoje)!

Os vencedores foram seleccionados aleatoriamente utilizando o site random.org, não sendo válida mais do que uma participação por e-mail, blá blá, tudo o que já tinhamos disto neste post.

Sim, OS vencedores (WTF?). 

E eles são: 

Manuel António Pereira e André Daniel Silva!

Parabéns (ainda hoje vos enviamos um mail) e, já agora, expliquem-se: o que é que andam aqui a fazer? :)




Grrr

Por que é que é os médicos só são pontuais quando não nos dá jeito? Lá vou ter que acordar a miúda para ir à pediatra...

Não gosto deste profissionalismo.