12.12.2014

O miúdo é algum cão?

Esta é apenas uma das frases que conto ouvir no futuro. Porquê, perguntar-me-ão vocês. Porque eu vou ser, muito provavelmente, adepta de um pequeno objecto a que damos o nome de trela.

Ainda nem 10 meses tem e já percebi que o meu filho tem uma genica do caraças. Como tal, às vezes ponho-me a imaginar o futuro, principalmente quando formos à rua. Sabem aquela piada do Jean Michel, tu vas tomber? Pois estou sempre a imaginar-me nessa situação, seja com quedas ou com fugas. Se por acaso me vir sozinha com o Lucas num centro comercial e ele me resolve fugir? Ou se eu me distraio por dois segundos? E se alguém o leva? São tudo dúvidas que tenho e que me assustam. Tenho um medo tremendo de perder o meu filho, e acho que isso deve ser um sentimento normal para qualquer pai ou mãe.

Por isso, decidi que vou usar uma trela. Não sempre, mas quando achar necessário. Quando perceber que determinada situação pode ser um risco para o que descrevi anteriormente. Nem preciso de a comprar, pois posso usar a minha. Sim, a minha. Perceberam bem. Eu andei de trela. E não fui menos feliz por isso.

Já me pus a imaginar as milhentas bocas que vou ouvir e estou a preparar-me para ser forte. Para não deixar que o preconceito me afecte quando é a segurança do Lucas que pode estar em jogo. Mas o miúdo é algum cão? Ai coitadinho, vai ficar traumatizado... (eu fiquei imenso!) Se o deixas fugir não estás a ser boa mãe (acidentes acontecem e eu só estou a tentar evitar um). Alguém se lembra de mais alguma coisa? Se sim, peço-vos que me digam, para eu depois não ficar desprevenida quando mas atirarem à cara.

O que acham disto tudo? Qual é a vossa opinião? Se são contra, de forma sugerem que contorne este problema? E porque é que são contra?

a Mãe dá (#02) - Retrotagram

Confessamos que já andávamos de olho nisto há algum tempo. É daquelas ideias que a malta pensa: "realmente, que óptima ideia, por que é que não pensei nisto antes?" É o mesmo que se sente quando se vê o Shark Tank e vemos um tipo a ganhar milhões por ter inventado o clipe. Que nervos.

Seja como for, ainda bem que já há quem o faça porque assim é só mandar fazer ou, neste caso, concorrer. 

"Há quem o faça, o quê, exactamente?"

Várias coisas, cusquem no site aqui mas, neste caso, é um mini-poster personalizado com as fotografias do vosso instagram (seleccionadas por vocês, descansem que não vai aparecer aquela em que ficaram com um bocadinho de celulite a aparecer, deitadas na praia no Verão de 2013). 


Imaginem isto, mas com fotografias do vosso André ou Inês ou Mariana ou Carolina ou Filipa ou ... sei lá. Não vai ficar amoroso? Vai. 

Não vai dar uma boa prenda de Natal? Vai, mas esta é para vocês. Não se ponham a oferecer isto a alguém da família que depois, se ficarmos a saber, nunca mais vos falamos. 

Como participar: 

(têm de fazer tudo direitinho, ok?)

1) Fazer like aqui.

2) Fazer like aqui.

3) Seguir a Retrotagram aqui.

4) Partilhar publicamente este post no vosso perfil no Facebook.

5) Preencher o formulário amoroso que está em baixo. 


Condições:


O passatempo termina às 23:59 de sexta-feira, 19 de Dezembro.

A vencedora será contactada por e-mail e será escolhida aleatoriamente através de random.org.

Só é válida uma participação por endereço de e-mail.


Boa sorte!! :)


Carta à minha educadora

Lisboa, 12 de dezembro de 2021
Querida Educadora Margarida,

Escrevo-te esta carta para te dizer "obrigada". 

Sou uma criança feliz, também graças a ti.

Quando te conheci, com cinco meses e meio, sorri. Não sei se por seres lourinha como a minha mãe, ou por teres esse ar bem-disposto, mas gostei logo de ti e saltei para o teu colo.

A minha mãe Joana chorou nesse dia. Ela acha que eu não notei, mas nós damos sempre conta quando os nossos pais estão tristes. É que, sabes, eu sou a coisa mais importante na vida dela! Já estava na barriga dela e ela dizia que me ia proteger para sempre. E, nesse dia, ela sentiu que eu não era só dela: era do Mundo.

Mas depois começou a perceber que eu era feliz ao pé de ti, que tratavas bem de mim, me davas comidinha, brincavas comigo e me davas colinho, quando eu estava mais rabujenta. Desculpa se um dia quase te furei os tímpanos, mas não tinha como te explicar o quão chateada estava. Também te zangas de vez em quando, não é? Pois, comigo é igual, tens de me dar o desconto. 
A minha mãe já percebeu que eu ficava contente contigo, com a Lola - que eu adoro, tem uma voz alta e forte e faz-me rir! - e com todos os meus amigos. Comecei a gatinhar e fiquei imparável, disse-vos "olá" com 8 meses, protestei muitas vezes a mudar de roupa (odiava!), choramingava quando me metiam na cama (para quê dormir quando há tanto para fazer?!), mas também sei que vos dei muitas alegrias.

A minha mãe disse-me que vos admira muito.
Eu também. Se sou hoje uma criança feliz, meiga, confiante e desenrascada, devo-o também a vocês. Pelo menos é o que ela diz. Obrigada!

Um grande beijinho, 
Isabel

P.S. E aquelas bolachas que a minha mãe vos ofereceu no meu primeiro Natal, lembram-se? Ela armou-se em fada do lar e até nem se saiu mal! Ficaram com tão bom ar e eu não pude provar nem um bocadinho! A vida é tão injusta! ;) Espero que tenham gostado.












Receita do Glacê: 200g de icing sugar, 1 clara batida em castelo, umas gotas de limão
Misturar corantes alimentares









Massa de gengibre Ikea (sim, porque a mãe é preguiçosa e adora estas bolachas)
Formas de natal e envelopes com etiquetas El Corte Inglês
Frascos de Vidro Ikea
Pastas de Açúcar e decorações My Cake; decorações variadas: Jumbo/Continente
Frascos do melhor doce de tomate do Mundo, feito pela avó Rosel. Obrigada, avó!