O pai da minha cria tem razão. Há um momento em que as músicas do Baby TV nos deixam tudo menos relaxados. Começa a subir um calor pelo corpo e percebemos que nem temos o aquecedor ligado.
As músicas e as vozes dos bonecos, normalmente estridentes e irritantes, despertam em nós um lado Kill Bill. Começamos a imaginar-nos a enfiar uma cabeçada no meio dos olhos do Billy e do Bam Bam. Ou então um rotativo nas trombas do Henrique.
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| os mariquinhas Billy e BamBam |
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Para quem não sabe quem são estas personagens (nem sabem o que os espera...), passo a explicar: o gato mexicano gordalhufas, Henrique, vai todos os dias a um restaurante e nunca há o que ele quer. O dono do restaurante sugere-lhe que vá à mercearia, mas também nunca tem o alimento desejado. E ele acaba por ir ao limoeiro buscar o limão e leva-o ao dono do restaurante para ele confeccionar o prato, estão a ver a ideia? É isto. Todos os dias. Todos-os-dias!!! Raio do gato esfomeado e masoquista!
O Billy e o BamBam estão os dois sempre a dar gargalhadas, felizes da vida e arranjam sempre maneira de se divertirem com todos os objectos que lhe aparecem à frente, seja uma folha, uma meia, uma laranja. Tão queridos e tão mariquinhas.
Mas mais irritantezinho ainda é o Dinis, um bebé que começa a andar e que tem de levar com uma voz das mais esganiçadas do mundo a cantar. Digam-me, o que é aquilo?
O Charlie e os números, a música das garrafas verdes... só mesmo estando enfrascado se suportaria aquilo.
Já tentei mudar para a Casa do Mickey Mouse e dei de caras com um rato com uma voz extremamente aguda. Sempre foi assim? Ou sou eu que agora valorizo muito mais o silêncio?
Confessem: também têm odiozinhos de estimação?



