12.09.2014

Vai um rotativo nas trombas do Henrique?

O pai da minha cria tem razão. Há um momento em que as músicas do Baby TV nos deixam tudo menos relaxados. Começa a subir um calor pelo corpo e percebemos que nem temos o aquecedor ligado. 
As músicas e as vozes dos bonecos, normalmente estridentes e irritantes, despertam em nós um lado Kill Bill. Começamos a imaginar-nos a enfiar uma cabeçada no meio dos olhos do Billy e do Bam Bam. Ou então um rotativo nas trombas do Henrique.
os mariquinhas Billy e BamBam
o burro gordalhufas do Henrique
Para quem não sabe quem são estas personagens (nem sabem o que os espera...), passo a explicar: o gato mexicano gordalhufas, Henrique, vai todos os dias a um restaurante e nunca há o que ele quer. O dono do restaurante sugere-lhe que vá à mercearia, mas também nunca tem o alimento desejado. E ele acaba por ir ao limoeiro buscar o limão e leva-o ao dono do restaurante para ele confeccionar o prato, estão a ver a ideia? É isto. Todos os dias. Todos-os-dias!!! Raio do gato esfomeado e masoquista!
O Billy e o BamBam estão os dois sempre a dar gargalhadas, felizes da vida e arranjam sempre maneira de se divertirem com todos os objectos que lhe aparecem à frente, seja uma folha, uma meia, uma laranja. Tão queridos e tão mariquinhas.
Mas mais irritantezinho ainda é o Dinis, um bebé que começa a andar e que tem de levar com uma voz das mais esganiçadas do mundo a cantar. Digam-me, o que é aquilo?
O Charlie e os números, a música das garrafas verdes... só mesmo estando enfrascado se suportaria aquilo. 

Já tentei mudar para a Casa do Mickey Mouse e dei de caras com um rato com uma voz extremamente aguda. Sempre foi assim? Ou sou eu que agora valorizo muito mais o silêncio? 

Confessem: também têm odiozinhos de estimação?

12.08.2014

Simba

Calma, não vou aqui debitar o Rei Leão (Embora fosse capaz. Sim, sei aquilo de cor, e depois?).

O Simba é o meu gato de estimação e era o meu filhote antes de saber que ia ter o Lucas.

Quando soube que estava grávida, e como não estava imune à toxoplasmose, pedi com jeitinho à minha mãe se poderia ficar com ele até o Lucas nascer. A probabilidade de vir a apanhar o que quer que fosse era ínfima, não só porque eu apanhava os cocós dele com a mão dentro de um saquinho que virava do avesso e ao qual dava um nó (xiiii... granda descrição! mas deu para perceber, não deu?), mas também porque ele só saía à rua para ir ao veterinário. 

A minha mãe lá aceitou, e o Simba vive com ela, a tia, até hoje. Primeiro, era porque o Lucas ainda era tão pequenino, coitadinho, depois, era porque havia coisas para arrumar na nossa casa, e hoje é simplesmente porque sim. O facto é que eles, o Simba e a minha mãe, adoram-se mutuamente. A minha mãe mima-o e ele... pronto, é um gato. Um gato simpático e querido, meio totó e zarolho, mas um gato. Também fazem companhia um ao outro.

Mas o melhor disto tudo é mesmo a festa que o Lucas faz quando vai a casa da avó, e dá de caras com o amiguinho cor de laranja. Ri, guincha, gatinha a toda a velocidade atrás do Simba e agarra-lhe o pêlo e os bigodes. O outro, desgraçado, deixa-se ficar um bocadinho até achar que já chega, que não está para aturar aquilo, e põe-se na alheta assim que possível. E eu, mãe babada dos meus dois pequenos, derreto-me toda...

Agora estou na dúvida. Por um lado, adoraria ver aquela alegria na cara do meu filho todos os dias, mas por outro, sei que o Simba e a minha mãe estão tão bem um para o outro... Além disso, a questão da higiene preocupa-me. Principalmente nesta altura em que eles só gatinham e passam o dia ora com as mãos no chão ora na boca. Os amantes de animais dirão com certeza que isso não tem mal algum, mas eu não sei. E vocês? O que fariam?

Aqui fica uma amostrazinha do filme que é ver estes dois juntos (Música: Ain't it Fun - Paramore).


Tenho uma sogra fixe

Juro que não estou a cruzar os dedos atrás das costas, qual criança no pátio da escola. E muito menos estou a dizer isto para receber uma prenda porreira no Natal (mas sogrinha, aproveito a ocasião para, de forma totalmente desinteressada, lhe dizer que ando meeeeesmo a precisar de uma massagem). Tenho uma sogra fixe.

A mãe do pai da criança é fixe. Mais do que isso, é querida. Mais do que isso, é boa avó. Uma avó babada, como se quer. Assim que cheguei a casa dela, dei com isto.




Cada boneca com o nome de cada uma das netas. Alice. Laura. Isabel. E o quarto então parece um altar, cheio de fotos das princesas. 

A avó da Isabel vive longe, em Évora, por isso, sempre que lá vamos deixo-a curtir a netinha (e aproveito para tirar uma soneca, também). Confio nela. Pronto, por enquanto. Todos sabemos que as avós estão prontinhas a fazer coisas pela calada para agradarem as netas, a mimá-las, contrariando-nos. Faz bem. Faz parte. Mas só um bocadinho, Isabel! (sim, a avó também se chama Isabel, aliás as duas avós.)
Tenho uma sogra fixe, enérgica, boa cozinheira, boa conversadora, interessante, interessada,  nova de espírito. E a avaliar pelo trabalho que tem feito com a minha sobrinha Laura, que a adora, é uma óptima avó.
A minha filha tem sorte. Muita.

Vá, mas vamos ao que interessa: venha de lá essa massagem, sogrinha!