1.24.2017

A ti, mãe que estás em casa com os teus filhos

A ti, mãe de todas as horas e de todos os minutos

A ti, que gostarias de ter mais tempo livre mas que sabes que todos os segundos passados ao lado do(s) teu(s) filho(s) são uma benção

A ti, que escolheste ficar um, dois, três, vários anos, a acompanhar o crescimento deles 

A ti, que até sentes que não escolheste, que ficaste desarmada e que eles é que te escolheram a ti 

A ti, a quem perguntam quando voltas a trabalhar, querem saber o que estás a pensar fazer de vida, quando, para ti, não é preguiçoso nem desprestigiante ver os teus filhos crescer, estar lá, educá-los e dar-lhes o almoço, adormecê-los nas sestas

A ti, que de vez em quando dás em louca com tanto por fazer quando, ao mesmo tempo, és julgada por nada fazeres

A ti, que tiveste a oportunidade de meter a carreira, o emprego ou o trabalho no pause para te ocupares a tempo inteiro do bebé, do filho, do miúdo. Dele e da casa. Da casa e da organização dos dias. Da organização dos dias e de um novo projecto, em que achas que conseguirás estar mais presente, ou até trabalhar a partir de casa [caso o teu projecto seja "apenas" estar ali para os teus filhos, é tão válido quanto tudo o resto]

A ti, que às vezes perdes a paciência, que estás cansada, pensa que é um privilégio que muitas mães gostariam de ter, mas não podem. 

Força. 

Baloiço Mada in Lisbon

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1.23.2017

A mãe dá - Vencedores 10 bilhetes duplos para o filme Miss Sloane!




E não é que é hoje? Já vos tinha dito que estava MESMO ENTUSIASMADA com este Passatempo! 

A Mãe dá 10 bilhetes duplos para irem ver comigo o Miss Sloane - Uma Mulher de Armas, no Cinema UCI, El Corte Inglês, hoje à noite!

Não se esqueçam que têm de lá estar às 20h30!


Os vencedores são:

João Madeira
Manuela Malarranha
Cândida Ferreira
Sara Coelho
Vera Bravo
Ana Munhoz
Luciana Maruta
André Grilo
Patrícia Fernandes
Maria Teresa Torgal André

Muitos Parabéns! (Caso não possam comparecer, enviem-nos um email para amaeequesabeblog@gmail.com com brevidade, para que possamos sortear novo vencedor).


Fiquem com o trailer para irem sonhando com uma pipoquita enquanto vêem um filme cheio de reviravoltas sobre um tema super atual (e preocupante) que mete lobis, jogos sujos e esquemas que envolvem o Congresso dos Estados Unidos. Promete!

ATÉ LOGO!

1.22.2017

A ti, grávida cheidanerves.

Nem todas levamos a vida numa de "ai, o que tiver de acontecer, acontece". "Vai correr tudo bem". Há umas quantas de nós que se enervam, que têm medo de não estar a fazer bem as coisas, que têm medo que o corpo não funcione em condições ou que toda a humanidade tenha um segredo fatal sobre isto da maternidade e que nós sejamos as únicas a não saber. 



Sim. Eu era uma dessas pessoas. Achava que, além de não estar equipada para ser mãe fisicamente (não sei porquê, achava que o meu corpo talvez nunca viesse a funcionar, desde pequenina) também não seria capaz de ser a mãe que eu precisaria de ser para ser feliz (sim, tenho noção do quão egoísta parece ser esta afirmação).  

A verdade? É como tirar a carta de condução. Antes de tirarmos parece (para estas algumas, claro), muito assustador e "demasiada coisa ao mesmo tempo", depois começamos a reparar nas pessoas que nos rodeiam e que têm carta e que nem todas parecem ser guardadoras de um potencial gigante para a condução e começamos a apercebermo-nos de que talvez seja possível conseguirmos. 

O problema? Não há aulas para isto de ser mãe. Não andam connosco durante umas 100 e tal aulas a explicar regras (das quais nunca nos iremos lembrar - o mais próximo disto são as aulas de preparação para o parto) e depois conduzem connosco num automóvel até nos sentirmos seguras o suficiente para fazermos um exame e, se passarmos, podemos ser mães. 

Neste caso, em princípio, decidimos e depois temos logo as chaves na mão para levar o bicho a passear, sendo que convém que ele sobreviva (e nós também). A parte boa é que temos 9 meses para nos habituarmos à ideia, mas temos também 9 meses para nos minarmos por dentro e para que as pessoas "da nossa vida" não nos acalmem, antes pelo contrário. 

Gostava que me tivessem dito estas coisas (podem rir-se à vontade, mas teriam ajudado): 

- Não és menos de que qualquer outra mulher que seja mãe. 

- Lá por não seres perfeita, não quer dizer que não mereças ser mãe. 

- O amor pelo teu filho encaminhar-te-á sempre para as decisões mais certas.

- Tu vais sentir o amor de que toda a gente fala. O teu coração não está morto. 

- O teu medo, em ti, é sinal de que queres muito que tudo corra pelo melhor. 

- Não depende tudo de ti, mas no que depender darás o teu melhor (porque amarás) e é isso que importa.


Depois de tudo isso que senti e que, de vez em quando ainda sinto - mas que quanto mais vou amando a Irene mais me vou amando a mim - cá estamos. A Irene tem praticamente três anos e é feliz e eu também.

Tudo começou naquele dia em que, numa de loucura, achei que era capaz.



Outras leituras: 

"Estás grávida se..."

"Não sou mãe galinha, sou mãe informada". 

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