11.01.2015

Coisas que todas as mães fazem (e não admitem)


- tratam o pai da criança por "pai" quando juraram que nunca o fariam 

- fazem uma dança em modo de festejo depois de os adormecerem (ou, pelo menos, festejam por dentro)

- comem bolachas ou batatas ou chocolate às escondidas, em tempo record e sem deixar vestígios 

- limpam macacos dos filhos com as mãos 

- trauteiam músicas infantis vezes sem conta 

- desejam ter algum descanso mas, quando o têm, nem sabem muito bem o que fazer sem os filhos 

- constatam que eles estão "tão crescidos" todos os dias 

- chamam nomes ao pai da criança quando ele comenta o quão bem a criança dormiu durante a noite 



- e que mais?

a Mãe dá - Galochas IGOR com a Pés de Cereja [vencedores]

Desde o início do blogue que adoramos partilhar coisas convosco. Tanto a Joana como eu adoramos borlas e, por isso, presumimos que vocês também. Tivemos a oportunidade de vos poder dar, com a Pés de Cereja, umas galochas IGOR e foram mais de milhares as participações, incrível! Nada que já não estivéssemos à espera, cof cof! ;)

Estão aqui as indicações e requisitos do passatempo. E a vencedora (uau, sempre uma mulher, que surpresa) está depois das fotografias para encher isto um bocadinho de chouriço, hehe.


Se calhar esta os pais não vão gostar tanto para os meninos. A Irene adorou, claro.








*oferta limitada ao stock existente.

A vencedora, que tem de enviar um e-mail para info@pesdecereja.pt com o assunto "a Mãe é que sabe" e combinar as coisinhas é a Marina Barbosa de Penafiel! Parabéns, Marina!! :)


Não façam essa cara! Alguém tinha que ganhar! ;)


10.31.2015

Chorei.

Chorei. 

Foi exactamente a mesma sensação do dia do nascimento dela, quando o Pai a pegou, pela primeira vez, tão pequenina e quente nos braços dele. Os mesmos braços que me acolheram e que me foram enchendo por dentro com amor, esperança, vontade. 

Estava ali o resultado da soma das partes: o todo. 

Estava ali a consequência directa da nossa paixão, de nos termos encontrado e esquivado para dentro um do outro. Aquele pulmõezinhos, naquele bichinho cor-de-rosa, estavam a mexer-se por causa da nossa paixão, por termos passado horas a olhar um para o outro na cama, por eu gostar tanto dos olhos dele. Quando bate a luz do candeeiro do quarto e fica com um ar tão meigo e quando, na rua, parece do mundo, mas é meu. 

Temos os dois olhos iguais e temos os três o mesmo coração. Somos uma família. 

Ontem voltei a sentir tudo isto. Foi um abraço enorme, mas em forma de chapada. Não estava à espera, chocou-me e despertou-me. 

O Frederico nunca adormeceu a Irene. Estabelecemos (sem conversar) que não haveria outra hipótese de a adormecer sem ser na mama. Ele perdeu a fé de que pudesse fazê-lo por não dar maminha e eu também, apesar de nunca termos tentado. A maminha pode privar os pais de muitas coisas, se não se pensar no assunto. Foram 19 meses em que a Irene, todos os dias, em todas as sestas e todas as noites, nunca foi adormecida de outra maneira. 

Ontem, pela primeira vez, o papá adormeceu a Irene. E eu vi. 

Espreitei à porta do quarto e ouvi, baixinho, a música que o pai assobiava enquanto lhe fazia festinhas pelo corpinho e pelas mãos. 

Ela estava agarrada ao seu coelhinho cor-de-rosa, mas deitada de frente, fitando o papá e deixando-se adormecer por se sentir segura, protegida, em casa. 

Olhei para eles e senti-me. Senti-me completa, sã, cheia de amor, com força, com vontade. 

Não há nada mais forte que uma família com amor.