quinta-feira, 13 de abril de 2017

Enfiava-me já dentro de uma banheira do novo gelado da McDonald’s



Se é para sonhar, sonha-se alto. Fica a dica para os senhores da McDonald’s, já que estão numa de novidades: uma espécie de SPA com gelado N’Ice Fruit morango (99% fruta), que é tão mas tão bom para quem, como eu, anda a ver se perde o ar de texiguinho (nada contra, são fofinhos, mas gosto mais de gazelas). 

Ontem tive a oportunidade de conhecer o primeiro quiosque “The Ice Spot by McDonald’s” que não é mais do que um quiosque (boa, Joana) independente do restaurante, onde se pode comer não só os tão famosos Sundae e Mcflurry, como também este novo geladinho saboroso, que pode ser servido em copo ou cone, e ainda se pode personalizar o gelado com toppings líquidos e crocantes. São os Spot The Cone (ou Spot the Cup). As gulosas como eu caíriam na tentação de mandar mini-suspiros, brownies, triple chocolate, caramelo salgado, cookies, smarties, amêndoas caramelizadas ou pistácio, tudo para cima do gelado, que eu sei. Já estão para aí a salivar, também sei. E há ainda os toppings líquidos: chocolate, caramelo, morango ou maracujá. Isto tudo numa outra gelataria sairia os olhos da cara, mas ali fica baratíssimo, o que também é apelativo. 

Agora tenho a boa notícia para as pessoas da margem sul ou para quem, como eu, vá à praia para aqueles lados e depois passa ali a comer um gelado: o primeiro The Ice Spot é no Almada Forum. As restantes vão ter de esperar mais um bocadinho porque a McDonald’s prevê abrir 4 spots destes em centros comerciais até ao final do ano. 

Agora chega de paleio e vamos às imagens. Preparem o babete, que vão babar-se todas.



Eu e a minha texuguinha número dois, depois da praia

Não me contive. Não aguentei!

Já estava para vos contar isto há coisa de um mesinho. Quando estavamos as duas em casa, brincávamos mais às pinturas e aos desenhos. Agora, o tempo que temos parece tão pouco que raramente vamos lá parar. Houve uma diferença enorme. A Irene já desenha girinos e fiquei... tão comovida. É um daquele sinais que conseguimos dizer ao nosso coração "ohhh... estamos a fazer tudo bem" e, por outro lado, "ela está tão grande". 


No dia do Pai, a Irene desenhou a família na escola! Já tenho a Bewee em vista para pegar nos desenhos dela e pedir para fazer lençóis, toalhas, roupa... (não acham uma ideia espectacular?). 

Entretanto estamos a pedir para corrigir a pega da caneta, os lápis de cera da Rebento ajudam (primeira imagem). 

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Querem receitas saudáveis para a Páscoa?

Cá em casa é preocupação que se coma coisas o mais saudável possível. Não somos fundamentalistas, há dias em que entram na equação sobremesas com açúcar ou até batatas fritas, mas não fazemos disso hábito. À refeição há água - guardamos os sumos naturais ou estes de compra biológicos para dias de festa. Para o dia em que servem flocos na escola ao lanche, mando uns que a Isabel adora: quinoa, millet, trigo puff, arroz puff. Conseguimos substituir a 100% as papas de compra por papas de aveia, como vos contei aqui. Fazer coisas em casa, controlando o que se come, tem outro sabor. 
A Luísa, como sabem, é uma pequena debulhadora e até hoje ainda não me disse que não a nada (tirando a comida passada - e é por isso que começámos a fazer BLW -, mas agora até já aceita a colher e, por isso, vou-lhe dando de vez em quando papa de aveia - vê a irmã a comer e também quer; sopa; iogurte natural, etc, etc - quer é COMER!). Tenho partilhado algumas ideias e receitas nas stories do instagram.

Com o aproximar de épocas festivas, tentamos contrabalançar a oferta de doces com coisas saudáveis, que eles gostem, que fiquem atractivas ou que eles nos possam ajudar a fazer!  Há para todos os gostos: coelhinhos, ovinhos e um bolo mais simples que podem depois decorar. Vamos entrar no espírito da Páscoa?


PANQUECA COELHINHO



- 1 caneca de farinha com fermento (a farinha pode ser trigo integral ou até pode ser substituída por metade polvilho doce, metade polvilho azedo e uma colher de café de fermento)
- 1 caneca de leite (podem usar leite vegetal, se preferirem)
- 1 ovo
- 1 banana
- 1 colher de sopa de azeite, óleo de amendoim (ou óleo de côco)

Numa tigela, junta-se o leite à farinha e mistura-se tudo com uma colher de pau. Parte-se o ovo para a tigela e continua-se a mexer. Acrescenta-se o azeite. Esmaga-se a banana e envolve-se no preparado. Aquece-se uma frigideira untada com azeite/óleo de amendoim, em lume médio. Deita-se uma a duas conchas de massa na frigideira. Frita-se as panquecas durante alguns minutos ou até que façam bolhas e as bordas fiquem douradas. 

Usa-se uma espátula para virar as panquecas e deixem-nas alourar do outro lado mais 2 minutos, ou até que estejam bem cozinhadas.

Depois a decoração: corta-se uma banana ao meio e coloca-se as orelhas, usa-se 6 palitos de aperitivo ou gressinos para fazer os bigodes e ainda uns bocadinhos de queijo fresco ou mozzarela para os dentes e o nariz pode ser com uma rodela pequenina de morango, por exemplo.
 
OVOS DE PÁSCOA ORIGINAIS


- 6 ovos
- 1 batata
- 2 colheres de sopa de maionese (faço caseira)
- 1 cenoura
- 2 colheres de chá de mostarda (opcional, eu não uso)
- ½ colher de chá de sal (de preferência marinho)
- Pimenta q.b.
- Azeitonas



Coze-se os ovos, a batata e a cenoura. Descasca-se os ovos (eles adoram ajudar, peçam-lhes ajuda!). Corta-se a tampa do ovo e retira-se a gema. Depois amassa-se a batata e a cenoura com um garfo e levam-nas ao liquidificador com as gemas, a maionese e a mostarda. Acrescenta-se o sal e a pimenta.
Bate-se até a massa ficar homogénea. Depois coloca o conteúdo num saco plástico limpo e seco, faz um furo numa das pontas e enche os ovos ocos com a mistura. Para fazerem o bico cortam bocadinhos de cenoura e para os olhos podem usar pedacinhos de azeitona.

Nota
Maionese: (faço caseira - é simples! 1 ovo, sumo de meio limão, sal q.b, bate-se tudo com varinha e depois acrescenta-se um bocado de azeite devagarinho - uns 100ml - continuando com a varinha mágica até ficar creme e já está!)



LANCHE DA PÁSCOA PARA OS COELHINHOS

Uma sandes de pão escuro com uma fatia de queijo; fiambre de peru cortado em forma de coelho, bocadinhos de cenoura para as miniaturas de cenoura, tomate “cherry” e alface para decorar. Um copo de leite para acompanhar e à sobremesa uma mini salada de frutas com banana e frutos vermelhos. Os coelhinhos vão ficar satisfeitos!


Estas e outras receitas para eles fazerem (ou fazer com eles) estão no Rik&Rok.


BOLO DE IOGURTE
do Na cadeira da Papa
(com pasta de tâmara em vez de açúcar)

- 2 iogurtes naturais (de 120-125ml) - uso iogurtes naturais bio da Auchan
- 2 ovos
- 1 copo de açúcar mascavado ou outro adoçante a gosto (uso pasta de tâmara)
- 1 copo mal cheio de óleo vegetal (usei de côco)
- 1 colher de chá de essência ou aroma de baunilha (opcional)
- 4 copos de farinha de trigo ou espelta
- 4 colheres de chá de fermento para bolos
  1. Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma com o óleo usado
  2. Numa taça colocar os iogurtes, os ovos, a pasta de tâmara, o óleo e a essência de baunilha. Misturar com as varas.
  3. Juntar a farinha de trigo e o fermento. E envolver até ficar sem grumos.
  4. Colocar a massa na forma.
  5. Levar ao forno por 30-35 minutos ou até o palito sair limpo.
Notas
- Usar o copo de iogurte como medida para os restantes ingredientes
- Se usarem tâmaras secas tenham o cuidado de demolhar para ver se retiram ao máximo o xarope de glicose em que são envoltas; se usarem pasta de tâmara convém dissolver num bocadinho de água quente











A Leonor do Na Cadeira da Papa deixou aqui o link para fazerem o download desta receita com símbolos para serem os filhotes a fazerem, tal como a Isabel está a fazer aqui.



Próxima coisa a experimentar: panquecas de espelta e alfarroba ou estes muffins de banana. (a adorar este site com receitas maravilhosas e, melhor ainda, com link para todos os ingredientes necessários!)


Inspirem-se e partilhem!
BOA PÁSCOA!
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Cedo Demais?

Ui. O que tenho ouvido ao longo da vida tooooda da Irene (3 anos) que compro as coisas "cedo demais". Eu gosto de ter para quando já estiver pronta. Nunca fui a mãe louca por estímulos e gosto muito de respeitar o crescimento e desenvolvimento dela (tanto a nível físico como emocional). Há pressões de todo o lado para as fraldas, para o desmame, aqueles negócios que estimulam as crianças fisicamente com o pretexto de que estão a ganhar competências "para a escola" (supostamente o sítio para onde eles vão para ganhar competências - onde é que já vamos!!)

Gosto, porém, que ela tenha os instrumentos que a possam deixar mais contente e que se possa divertir com eles, quando lhe fizer sentido. E como havia uma trotinete na escola e me tinha parecido muito entusiasmada, foi essa a prenda dela de aniversário. 

Ando louca para andar em cima daquilo, já andei um bocadinho pequenino só para matar "o bicho" (falo da vontade de andar de trotinete e não o sujeito da canção do Iran Costa). Na volta temos a trotinete só por minha causa, ahaha. Ela ficou mesmo muito feliz e assim que for desenvolvendo as skills, vai-se apercebendo que se vai tornar mais e mais divertida. 

E é muito mais leve e prática que andar com um triciclo depois quando ela não quiser mais em cada passeio. :)









Coisinhas que possam ter achado giras: 

Roupa - Zara
Ténis - Vans (dah)
Trotinete - Imaginarium
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Este colete não está na moda.

Queriam fotografias da Joana Paixão Brás com mais lantejoulas e sentada ao pé de uma paragem de autocarro em Évora para mostrar pecinhas de roupa compradas num centro comercial mais próximo? Não. Hoje, para variar, falamos de algo um pouco mais substancial. Aliás, nem há muito a falar. Há a fazer. Há que reconhecer a CAIS na sua missão de dignificar e integrar socialmente quem usa os conhecidos coletes que agora são amarelos. Cor ainda mais fortes, tal como quem os veste.


Num próximo semáforo, durante o vermelho vejam o amarelo :)

Mais sobre a CAIS aqui.

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Não deixem o amor morrer.

Já todos sabemos que não é um bebé que sustenta uma relação. Aquela máxima de "engravidar para segurar um homem" ou ter um filho para tentar salvar um casamento é crendice do passado. 

Neste momento, acho que já todos temos consciência de que a relação do dia-a-dia, o amor, a cumplicidade, a união na saúde e na doença, a noção do lado lunar do outro, o respeito e a empatia já têm de vir de muito antes. Se não vem - porque nunca antes havíamos sido confrontados com esse teste - tem de passar a haver. E a verdade é que um filho vem mudar muita coisa. Muda a casa, muda os horários, muda os estados de espírito, muda corações. E, ao mesmo tempo que os muda, acrescenta. E ao mesmo tempo que nos acrescenta uma força que não sabíamos que existia, acrescenta medos, acrescenta incertezas e traz ao de cima algumas das nossas maiores inseguranças e fragilidades. Perante o assoberbamento que é ter um filho a depender totalmente de nós, ficamos expostos. Totalmente nus.

Com o nascimento a paixão, como todas as outras, deixa-nos meio anestesiados no início e com borboletas na barriga. É uma explosão tão grande de emoções que choramos, rimos, ora estamos tranquilos e orgulhosos a olhar para aquele ser a dormir, tão perfeito, tão nosso, ora estamos em rebuliço a achar que não damos conta. E é na soma desses dias, em que começamos uma nova vida - todos -, em que nos vamos conhecendo e redescobrindo, em que vemos nascer e crescer uma criança, mas também dois pais, que o amor se sustenta.

Se não conseguirmos esperar que o outro se reencontre, se não conseguirmos colocarmo-nos no lugar do outro e perceber que há muito por curar, há um corte e um luto com o passado por fazer, há até memórias de infância que surgem, inesperadas, há um nós que às vezes não reconhecemos e que demora a reconstruir-se ou a aceitar-se, há sono, há cansaço e há - acima de tudo - mais uma pessoa na equação.

Nem tudo vai continuar a ser igual. Arrisco-me a dizer que nada vai continuar a ser igual. E se no meio desta mudança, a relação não sobreviver, então não é amor. Porque o amor é compreensão, é paciência, é abertura para tentarmos encaixar novas rotinas e novos "eu" na história. Amar é tentar, é dar uma nova oportunidade, sabendo esperar. O amor sobrevive a maus feitios, a zangas miúdas e a grandes, sobrevive a dias ou semanas com falta de sexo, a muito sono e a birras, de todos. Mas só sobrevive se for alimentado - mesmo com períodos de jejum-, só sobrevive se relativizarmos palavras afoitas ditas a meio de uma noite mal dormida, só sobrevive se dermos e recebermos e se tivermos noção de que amor não é só o prazer momentâneo e auto-satisfação. É abdicar também, é procurar também a felicidade do outro. Amar dá trabalho, ao mesmo tempo que não dá trabalho nenhum, porque, se de coração aberto, não custa nada.



Fotografia: Joana Paixão Brás



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Estou a borrifar-me para o meu peso.

Estou-me a borrifar para o meu peso, já vos disse? Não me ando a pesar, sequer. Já quando treinava 4 vezes por semana me andava a borrifar para o peso. Já sabemos agora que o peso, aqueles kgs, em si, não querem dizer nada. Aliás, se pensarmos bem, até a água que bebemos nos poderá pesar... Já não caio nessa.

Agora vou por aquilo que me faça sentir melhor comigo mesma. E preciso de me sentir melhorzita comigo. Não almejo (uhh... olhem a palavra cara da miúda) a operação Bikini 2018. Requer um esforço e dedicação que não são possíveis de integrar na minha vida actual. Tenho de ser realista: Operação Fato de Banho 2018. Uma operação que, sem stress (já tenho que chegue) me ajude a gostar de me ver de fato de banho. Para além disso vou precisar também de, se usar daqueles cavadinhos, uma maneira de - através de comunicação e parentalidade positiva - convencer as minhas virilhas a emigrarem. A malta que usa coisas cavadinhas ou anda com o corpo ao contrário - que eu nos glúteos (ainda) não tenho penugem - ou, então, foi abençoado pelo Deus da Estética. 

Vou tentar agora também passar a ir à natação à hora de almoço. Apetece-me comer saudavelmente e como bons vegetais (e meeeesmo bio), tenho bebido água, tomo vitaminas, mas descarrilo bastante.

Não temos que nos sentir culpadas por não conseguirmos ser rigidas nas dietas, há milhares de coisas que não controlamos: 

- o apetite emocional
- cravings de açúcar por estarmos viciadas
- associar a comida a comemorações ou ao "é fim-de-semana"

Não é um contexto normal, nem gosto de me sentir restringida assim. Sempre que o fiz nunca durou e arranjei sempre forma de não me sentir bem sucedida. 




Outra decisão, além de ir para a natação é dar uma hipótese à Depuralina. Depois de me informar muito (acreditem que não dou hipótese nestas coisas), apercebi-me que "não passa" de um suplemento natural muito eficaz para "depurar", lá está, o nosso organismo e dar uma ajuda extra na motivação. Não vou andar a embuchar cápsulas a torto e a direito, como é óbvio. Tudo o que é em excesso, até água, tem os seus quês, mas vou experimentar, assim diminuo o esforço da restrição, provavelmente nem vou andar toda nervosinha por não poder falhar e as coisas acabam por correr bem. 

Normalmente quando não penso muito nisto da alimentação é quando corre melhor e a Depuralina, do que andei a ler, ajuda imenso nisso porque faz diminuir o apetite e a ansiedade com coisas como um extracto de Camellia Sinesis, Garcínia Cambodja (uma fruta tropical) e outras coisas que não têm números nem letras esquisitas. Além disso, eu também tenho o metabolismo baixo e li que a Alcachofra também ajuda a aumentar o metabolismo hepático, por isso...  Não sei como eram os outros produtos, só estou a olhar para o novo que tenho visto por aí o "Depuralina Express". 

Não digo que não a uma ajuda... Não preciso de ficar perfeita (já sou, muahaha), mas quero não ter que estar sempre com mimimis quando me despir ou vestir ou o que for. 

No fundo não preciso de corpo de stripper, só de tiazorra feliz (conhecem o tipo? ahah). 

Entretanto, se tiverem dúvidas sobre a Depuralina, conheci a equipa (há leitoras nossas lá no escritório) e toda a gente terá imenso prazer em vos esclarecer. Por isso, é enviar mensagem pelo Facebook, por exemplo. Eu também posso esclarecer o que puder nos comentários, claro que com tudo o que li e ouvi já quase que posso fazer isto em casa, muahah. 



Fotografias: 
São fotografias de um novo projecto que sairá em breve e que tenho muito muito orgulho de fazer parte. Conto-vos em breve. 

Nota: o Facebook decidiu mudar o seu algoritmo e a partir de agora vai mostrar-vos mais posts dos vossos amigos e menos de páginas onde fizeram like. Querem saber quando publicamos coisas?
👉 Aqui na página de Facebook da Mãe clicam onde diz “A Seguir” e seleccionam "Ver Primeiro"
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E nos nossos pessoais:

Eu não vou envelhecer.

Está decidido. "Vocês" é que têm andado a gastar dinheiros em caracóis velhotes (já que se babam tanto), em Cogumelos do Tempo (tudo o que meta cogumelos remete-me para festas de trance) e ainda há quem se besunte de placenta para parecer que ainda tem idade para ir ao Urban e, sem querer, ter-se esquecido de metade da saia. 

Já tenho umas rugas e uns cabelos brancos, por isso, tudo indicaria que eu iria envelhecer como o resto de vocês, as comuns mortais - mas não. Vocês vão ficar com as costas tão dobradinhas que vai parecer que vão sempre a subir mesmo que o passeio seja a direito. Eu cá não! Eu aos 80 ainda vou andar de jardineiras e a dar pinotes (não no sentido sexual) como este homem: 

Carlos Alberto Vidal - O Avô Cantigas

Reparem que o moço já é avô desde sempre. Lembro-me do dia em que ele foi visitar a Escola nº2 da Rinchoa e reparei a que confins foi conduzida esta estrela da nossa infância: RINCHOA. Quem vai à Rinchoa tem de ir a Costas de Cão, etc. Não se pode ir só a uma aldeia. 

Este homem, bem vi numa reportagem há uns meses, parece continuar são que nem um pêro, cheio de vontade de dar saltinhos como se os joelhos ignorassem os 60 anos e estivessem habituados a C4 Pedro a noite inteira. 

Há 35 anos que este pedaço de má vida (nunca entendi se isto é mesmo um elogio) ilumina o imaginário e o real de crianças da Rinchoa e não só. Quero parabenizar o product placement da marca de jardineiras que o tem acompanhado desde cedo, mas acima de tudo, quero dizer o seguinte: 

Senhor avô, será que tem tempo para tomar aqui um cafézinho com a menina e salivar um pouco para dentro de um tupperware? Chegaria um litro. Se conseguir babar-se dois litros, ainda faço um giveaway no blog. Quero muito em pegar nessa sua saliva e barrá-la pelo meu rosto e pelas minhas mãos que, apesar de 30 anos, não têm o aspecto jovial das palmas das mãos da sua contemporânea Teresa Guilherme. Estou a mentir, um dos sítios onde quero muito colocar a sua saliva (desta forma saudável e sem comprometer compromissos familiares) é nas minhas maminhas que têm a mania que são instagrammers e estão sempre a olhar para baixo à espera de serem apanhadas desprevenidas, parece-me. 

Pode? Pode babar-se para o meu tupperware, senhor Carlos? 

Obrigada. 

Ps- Vou levar o que costumamos usar para a sopa que é maior. Mais vale haver espaço a mais do que a menos, não é? 

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