terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Dia de Sonho.

Acabou por ser isso mesmo: um dia de sonho. Fomos, como vos contei aqui, para o Senhora da Guia Cascais Boutique Hotel passar o dia de sábado e manhã de Domingo. Queríamos quebrar a rotina, viver um ambiente mais calmo e romântico e sempre ajuda poder dormir "no restaurante" como é o caso para os horários da Irene também. É perfeito para nós. 

Temos uma vista maravilhosa para o Oceano Atlântico. Confesso que a última vez que me senti assim foi quando fui passar férias a Moçambique (o meu pai foi para lá morar) e ficamos numas casas em frente ao Oceano Índico. É daquelas alturas em que pensamos que o mundo é realmente um sítio muito bonito e que quem nos dera saber pintar porque daria um quadro muito giro.

Confesso que quase nasceu em mim uma vontade de organizar eventos! Joana Paixão Brás, não te vou roubar aqui a oportunidade de negócio, mas achei o espaço espectacular para eventos daqueles em que eu fico muito nervosa por não saber o que vestir: aniversários à boss, casamentos, baptizados, eventos empresariais, etc. 

Joaninha, por falar nisso, porque não baptizares aqui as tuas meninas? Como não estás a organizar a festa de aniversário delas (descozi-me toda aqui), se calhar até tens tempo para pensar nisso, que tal? Vê lá aqui o que eles têm no site, até começas a ficar com esse pipi maternal aos saltos por teres um pretexto para ver gente com coroas de flores - têm dois tipos de menu, um mais em conta que o outro, mas depois de ter testado a cozinha, digo-vos que estão MESMO muito bem entregues. 


Estas casinhas deram-me vontade de acampar ali no relvado e brincar às aos pais e filhos. Faltam as almofadinhas para me sentir num sítio tropical (são as referências que tenho).

"Irene, não molhes a manga do quispo, sff". 

Ouviste a mãe, Irene? Ouviste?

Ok. Vou confiar nela. 

Olha, mais um post da Joana que teve mais likes que os meus, mas eu sou boa na mesma. Eu sei que sim. 

Merd...

Pronto. Temos uma sessão fotográfica para fazer, a fingir que coiso. 

Filha, olha a forma como a mãe pôs as pernas e ficaram a parecer tão fininhas. Achas que ela consegue estar em pé e criar o mesmo efeito? 

Olha, filha, tu não sabes, mas a mãe se se pusesse em cima disto era capaz de empurrar uma coisa chamada DIU demasiado para cima. 

Acho que havia lá uma festa de pessoal sem carta.


A casa estava a ver se passava despercebida, sacaninha. 

A ideia era a ser a Irene a sentar-se, mas as pedrinhas não estavam feitas de forma a acomodar uma fralda. Dei o corpo ao manifesto.

Eu sei que isto vai parecer esquisito, mas há ali um búzio azul de loiça gigante. Quando voltar ali quero reservar naquelas casinhas que estão mais perto da piscina. Para ser só acordar, modo zombie e solinho no bucho.

Já estou a deitar olho ali à espreguiçadeira da ponta para poder piscar o olho ao senhor do bar para me ir refrescando com sumos. 

O normal "deixa lá só estar o gancho até irmos lanchar, sff".

Tenho medo de perder a minha filha no escuro, caso não tenham reparado.

Claro que organizando aqui um evento, não poderá ser só passear e terem sol ao ponto de parecer que a base faz mesmo parte da nossa cara, que o nosso tom é natural. A parte do restaurante, deixem-me dizer-vos, é apaixonante e cumpre todos os requisitos mentais que temos para algo romântico: seja algo a dois, seja um aniversário ou casamento...  Fica para outras núpcias (falo disso no próximo post), mas deixo-vos já aqui um teaser, pode ser? 

Já estão a ver como é que iam separar aquele ex-casal para não dar badagaio na festa, não é? Acho que fazem bem! 


E o que acham de vos oferecer uma estadia no dia dos namorados por lá? Ficam atentas ao próximo post aqui da menina?

Coisinhas giras que podem ter gostado: 


Fotógrafa - LoveLab

Roupa da Irene - Zara (dada pela avó Sílvia - obrigada, mãe) e quispo Boboli.

Roupa da Mãe - Zara (dada pelo meu cartãozinho). 

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Preferia não ter visto...

Ontem foi a primeira vez que assisti a uma convulsão na Irene. Nas outras tenho sido sempre poupada por qualquer que tenha sido a razão. Ou só cheguei no fim quando janela estava paralisada dos membros e o Frederico me passou a miúda para o colo ou, então, quando oiço um choro diferente e reparo que está cheia de espuma a sair-lhe da boca.

Ontem estava a dormir com ela a pedido. De meia em meia hora estava com dores de barriga e precisava de dar puns ou que eu lhe mudasse a fralda. Sim, virose, claro. A febre que já não parecia ir aparecer, decidiu ser generosa connosco e surgir à meia noite. Demos bur para assegurar o descanso. Acordou uma dezena de vezes e mudei uma dezena de vezes a fralda até às 3 da manhã. Até a ouvir dizer "a mãe faz aquilo que sabe" seguido de ouvir a boca dela como se estivesse a mexer na língua com o dedo como tem mexido para imitar a Maggie dos videoclips da Sia. Depois de algum tempo (na prática não deve ter sido muito, talvez 2 segundos ou 3), o meu cérebro despertou e decidiu perguntar se ela estava bem. Não houve resposta e o barulho da boca continuou. Acendi a luz. A minha filha estava a ter uma convulsao e eu vi. Felizmente e naturalmente deitou-se de lado e tudo o que tinha de sair pelo nariz e pela boca arranjou maneira de sair sem a deixar sem ar. Ela não chorava. Acabou a convulsão e não chorava. Apenas ficou com um ar distante e a mexer sem nexo um dos braços na rede da cama. Respondia-me (ou tentava).

Com ela ao colo fui buscar a medicação. E consegui passar-lhe segurança dado o meu choque. Sei que sim. Achei estranho ela não chorar. Das outras vezes chorou sempre.

Se calhar é por já lhe termos explicado o que é. Se calhar desta vez foi mais fraco que das outras vezes.

Acabamos a sorrir uma para a outra, de luz acesa (eu meia assustada, precisava de a ver a ser funcional) com ela a pôr-me o seu coelhinho na minha cara a dizer que é a mosca-coelho. Rimos. A febre custava a baixar. Adormeceu.

E é a ouvi-la respirar hoje de manhã que estou a escrever este post no telemóvel. Muito satisfeita por a ouvir respirar.

Foi mais uma. Desta vez mesmo com bur e febre baixa.

É menos uma até passarem. Para sempre.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Amor a três.

Abençoada tarde em que tive a brilhante ideia de ir passar uma noite aquele hotel pelo qual passamos algumas vezes de carro quando ainda não éramos pais. É verdade que, quando somos pais, não temos de deixar de ser um casal, mas isto iria saber-nos melhor com a Irene. Aliás, a nossa principal motivação foi essa: a Irene adora pequenos-almoços fora (a quem terá saído?) e está cheia de saudades de piscina. Fomos ao Senhora da Guia Cascais Boutique Hotel (***** - isto não é uma asneira, é o número de estrelas do "bicho" para me armar ao pingarelho) e foi tão perfeito quanto parece nas fotos, foi mesmo este o feeling. Já viram bem o ambiente do sítio? As fotos que dá? Imaginem-se a passar lá uns diazinhos no Verão... O que senti foi que tinha um tio muito rico (nope, não tenho) e que ele me tinha emprestado a casa dele para passar umas férias porque ele foi de jacto privado para uma ilha qualquer (dele, claro). Vou-vos mostrando o "fim-de-semana" (foi só de sábado para domingo) aos poucos porque estou louca com as fotos do LoveLab (obrigada, Joana) e não estou a conseguir dosear isto, pode ser? Ainda por cima fiz grandes compras nos saldos da Zara e já renderam nesta sessão, estou toda orgulhosa, ahah. 

Depois do check-in feito, lá fomos nós a caminhar até ao quarto naquele momento de sol que houve só para nós.  São ou não são boas compras na Zara? Ah pois é. Toda instagramer e blogger! 

Claro, o cenário perfeito para casamentos e baptizados, mas depois falo-vos mais disso. Só não baptizo lá a Irene porque não faz parte dos meus planos, mas Joana Paixão Brás, se calhar dá para baptizares lá as tuas 52 filhas para o ano. :)

Tivemos direito a suite e a esta recepção. Tive de me conter muito para não encher a boca toda de pastéis e morangos, mas o facto de estar lá a Joana a fotografar ajudou-me. Não queria ficar com dentinhos castanhos. 

Queríamos ir lá para fora celebrar este magnífico fim-de-semana a três (estou a falar da Irene, não da Joana que depois foi para casa ter com a sua família, ahah), mas a Irene teve de fazer uma chamada.

Foi um beijo pedido, é verdade, mas acho que se nota o carinho na mesma. Ela é a minha filha preferida :)

Abrimos a garrafa (abriu o Frederico que aquilo a mim parece-me mais complexo que mudar um pneu) e eu achei por bem parecer uma bicicleta antes de estar apoiada no descanso com aquele pézinho no ar. Adorei este momento. Daqueles em que nos apercebemos que temos tudo (só falseei que bebi, não foi por isso que me senti histérica de felicidade). Adoro a Irene a quebrar o momento "casório" da foto. Abençoada criança, extremamente oportuna como sua mãe.

Fui lá dentro saltar um pouco na cama gigante do quarto (mostro-vos depois) e, quando voltei, o pior já tinha acontecido. Irene,  estrafegada pela sua mãe demasiado presente (adoro as nossas haters),  decidiu afogar as suas mágoas no champanhe. 

Ah, afinal não! Parecia, só! Afinal de contas tem três anos e se calhar nunca bebeu por um copo! Custou-me deixá-la escolher os sapatos, confesso. Ainda lhe disse que os senhores do hotel só queriam meninas de carneiras, mas depois achei "qual é o ponto disto tudo se ela não puder vestir o que lhe apetecer?" (desde que o armário não seja 88% Ale Hop).

No próximo post vou mostrar-vos "os exteriores" (não consigo mesmo não mostrar quase todas as fotografias). Só para vos dar um "cheirinho": 

É, não é? Aquela posição de barriga para baixo com as pernas ligeiramente abertas para o sol não deixar de beijar todas as partes do nosso corpo e não ficarmos com um aspecto esquisito. Ouvi dizer que os cocktails no verão no bar da piscina são espectaculares... bebi um suminho de morango ao jantar que "Jasus"...

Coisinhas giras que podem ter gostado: 


Fotógrafa - LoveLab

Roupa da Irene - Zara (dada pela avó Sílvia - obrigada, mãe)

Roupa da Mãe - Zara (dada pelo meu cartãozinho)

Roupa do Pai - Ahmm... Sacoor e New Balance


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domingo, 5 de fevereiro de 2017

A Luisinha na Sic Notícias e o BLW

Já não é novidade que a Luísa se alimenta através de um método chamado Baby Led Weaning (BLW) - podem ler e ver os nossos vídeos aqui e aqui.

Não aguento esta boca desdentada cheia de comida! <3

Esta semana aconteceram duas coisas importantes.

1) Fomos a um workshop de BLW no Centro Pré e Pós Parto, em Lisboa, ministrado pela enfermeira Marília Pereira, que além de ser especialista em saúde materna e obstetrícia é a autora do blogue O Bebé Sabe (visitem, que tem óptimas receitas e sugestões). 

Além de ser um curso muito completo, que nos dá todas as bases do BLW e que acalma todos os receios e satisfaz as dúvidas, ficamos a provar várias receitas deliciosas e a comprovar que se podem fazer coisas cheias de sabor mas saudáveis. Saí de lá super inspirada! 

Vejam aqui as várias receitas que a Marília nos deu a provar: 
- almôndegas de carne e aveia
- hambúrgueres de quinoa e grão
- bolinhos de peixe
- pão de banana
- bolo de limão (a delícia das delícias)

A Luísa não me podia ver a comer nada que queria roubar [vou ficar magraaaaa eheh]. 

Há um grupo chamado O Bebé Sabe Comer, já com 11 mil membros, de onde se tiram ideias fantásticas e onde se pode esclarecer também algumas dúvidas. Se tiverem interesse, peçam adesão! 


2) Fui entrevistada, assim como a Vera e a Beatriz, para a SIC Notícias Online sobre o BLW. Leiam aqui:



Deixo-vos com o mais recente vídeo da Luísa a comer bolinhas de pescada e panquecas de banana (que aprendi no curso). Sou suspeita, mas ela é UM AMOOOOOR! (e por mim os vídeos teriam 20 minutos, mas poupo-vos um tempinho, vá).


Os próximos cursos de BLW para pais e cuidadores serão em Lisboa, dia 21 de fevereiro - vejam aqui mais pormenores - e em Beja, a 4 de março! Se têm curiosidade em saber mais sobre este método, inscrevam-se, vale muito a pena!


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Ouvi ontem o melhor "piropo" de sempre!

Ontem fui correr, um ano e meio depois. Não que dantes corresse regularmente, muito menos que treinasse para maratonas, pelo contrário. Nunca fui muito fã de correr, mas a verdade é que andava com vontade de fazê-lo há uns quatro meses. O meu corpo andava a pedir-me! (incrível...) Ora, ontem consegui que o meu pai ficasse meia hora com as miúdas, às 18h30, e lá fui eu aldeia fora. 

Nos primeiros 5 minutos, comecei a sentir o ar frio a gelar-me a garganta e desejei pisar cocó para ter uma desculpa qualquer para voltar a casa. Quis que o meu pai telefonasse a dizer que estavam descontroladas, que o jantar tinha queimado, sei lá (levei o telemóvel num daqueles kits que se põem no braço).

Aos 10 minutos, começou a saber-me bem. Vi as casas, ouvi os cães a ladrar à minha passagem, os vizinhos curiosos, senti o cheiro das plantas e senti-me feliz (como é possível?). 

Aos 15 minutos pensei que afinal se calhar até aguentava 30 minutos a correr porque, apesar de já estar cansada, sentia-me bem. Mas lembrei-me que àquela hora - a hora da crise lá em casa - era melhor voltar, porque ainda tinha banho por tomar. 

Decidi fazer 20 minutos e "já está bom". Passei a terceira vez na mesma rua, onde continuava uma velhota na penumbra, à espera de me ver passar, que me diz tão somente isto, com um sorriso enorme: "PERNOCA MAIS BOA! DEUS AS CONSERVE!". 

E senti-me um maratonista naqueles últimos metros a precisar daquele forcing das pessoas da assistência. Só que com mais pêlos nas pernas.


Claro que estas não me pertencem. Deus as conserve...

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aDIU aDIU! Já fui pôr o Diu!

Já fui pôr o DIU. Tenho colegas tão novas que acharam que ia ser eu a metê-lo na casa de banho. Que queridas. Não, não fui eu a pôr. 

Fui à minha GO que é um amor de pessoa, super relaxada e tranquila, com sentido de humor e tudo. Não sei porquê, acho que a parte do sentido de humor também é importante numa ginecologista-obstetra. Nem que seja porque como me vê em situações que estou mesmo muito nervosa, sempre consegue fazer-me rir. Tive uma que não era assim e que tinha as unhas muito grandes. Ah! Além das unhas, tinha uma câmara para ver dentro de mim e cujo ecrã também estava visível para mim. Não sei porquê, mas dispenso. Dispensei. 

Para ver o meu pipi na televisão, ao menos que seja depois de ter passado um recibo verde a alguém. Assim, não. 

Fui. Estava nervosa. Quando entrei na sala, a médica já sabia porque a recepcionista já se tinha descosido toda (com boa intenção, claro). Depois de mais uma breve explicação de como iria tudo acontecer, lá me fui "pôr a jeito". Nunca será agradável estar naquelas camas. Aliás, agora faço tanto ginásio que o meu instinto ainda foi procurar pela barra olímpica para fazer uns pull ups (o meu PT se lesse isto iria ficar orgulhoso - só não lê, porque não sabe! - brincadeira!!! lê livros e tudo!).

Tirei só para vos mostrar.
Ahahah!
Depois do habitual afastamen... porque é que vos estou a contar isto? Bem, vamos lá ao que interessa: deu. Doeu ao ponto de me terem saído uns dois f* e de ter dito umas 40 vezes p*ta na cabeça. Parece que tenho o útero em itálico e o facto de estar amenorreica não me permitiu ir menstruada o que faria com que fosse tipo side and splash só que para dentro - do que percebi. 

Mesmo com um ben-u-ron no bucho, nada evitou que eu sentisse dor muito semelhante às contracções do parto. Não gostei e só isso me deu algum alento de que me estava a proteger contra isso mesmo de que estava a sentir. 

Depois de meia hora a sentir pena de mim própria, fui trabalhar a sentir aquelas dores chatas de período e às 8h da noite com outro bur no bicho já não senti nada. Hoje fui treinar e tudo. 

Durante 5 anos não tenho que me preocupar com o facto de estar dotada do poder de gestação e, segundo consta, vou andar com muita mais vontade de "ir aos treinos". Além de que estou curiosa para ver como reage o meu problema de pele na cara à "ausência" da pílula e, já agora, se me vai ajudar na minha emotividade toda com a comida. 

A ver quem é a Joana menos drogadinha com hormonas. Cuidado! 

PS (como se isto fosse uma carta, adoro as bloggers que escrevem posts como se fossem cartas e que cumprimentam a malta e se despedem no fim, imagino-as sempre a lamber a cola do envelope e a saírem com um ar gratificado do correio) - só me custou 30 e tal euros porque isto é altamente comparticipado. Parece-me uma boa opção para quem ande a pensar "mais filhos nos próximos anos não" como eu! 

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Precisam de uma consulta? Conheço alguém.

Como vos contei no outro dia (aqui), brincar aos médicos é uma das brincadeiras preferidas da Irene. Tenho uma relação amor/ódio com o facto dela um dia poder querer vir a ser médica (aqui) mas, se for, quero que fique member of the board como as outras e não deixe o Karev ir preso.
Vê-la a criar o imaginário todo e a ser tão atenciosa e afins é uma delícia... Pelo menos, para mim que sou a mãe dela. E, por isso, sou suspeita.

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Coisas mais ou menos aleatórias

Façam favor de entrar no meu cérebro no dia de hoje. Diz que está cansado e eu até tenho o privilégio de poder dormir uma sesta com a miúda, por isso cala-te boca! (não quer dizer que o faça, porque o jantar não se faz sozinho). Ora bem, temas para hoje?

- a Beyoncé está grávida, de gémeos, e presenteou-nos com uma sessão fotográfica de gosto um pouco duvidoso, vá (mas adoro esta!) - a foto do anúncio quebrou um record do guiness de likes ou o que foi.


- Comecei a ver a troca de roupa da minha filha, quando faz cocós até ao pescoço, como um momento maravilhoso para poder contemplar aquelas gordurinhas e refegos que andam tapados quase todo o dia (claro que estou a ver se me convenço que há algo de positivo nisto... fartinhaaaaa)

- Descobri esta foto tirada pelo meu homem sem que me tivesse apercebido e adorei, adorei. Estou com uma expressão super maternal, feliz por ver estas miúdas juntas.


- Comecei a diversificar mais os pequenos-almoços da malta cá de casa. Já fazia papas de aveia, mas agora fazemos waffles, crepes de banana e ovos mexidos, estrelados, etc. Podem ver aqui receita dos waffles:



- A mai' nova não gatinha mas é mais rápida que a própria sombra e num instante está a lamber o chão.

Uma foto publicada por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a




E pronto, assim de repente, é isto.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Como dizer adeus ao ranho e à tosse?



Eu praticamente já podia ter um mestrado em ranhoca e em tosse. Se há coisa que me deixa logo com arritmias, pela experiência “traumática” que tive com a pneumonia da Isabel, com apenas 9 meses, é começar a ver que o ranho se começa a acumular, a farfalheira, a tosse e a dificuldade em dormir. Bem sei que a tosse é fundamental para expulsar as secreções, que é uma resposta do corpo, mas para mim é logo sinónimo de palpitações. Tenho sempre receio de não estar a saber ler bem o que ela significa e de já ser tarde demais. Agora, quando percebo que a coisa é persistente – e caso não ache que é de ir ao hospital ou à médica, por não vir acompanhada de febre, prostração, etc – chamo logo quem sabe. 

E é isto que quero partilhar convosco: além das dicas que vos passarei, há uma coisa que pode fazer toda a diferença – fisioterapia respiratória. Descobri num grupo do FB, pela recomendação de duas mães, um serviço que vem a casa, para não termos de os tirar do quentinho nem ir correr outros riscos para clínicas e hospitais – a FisioLar. Só tenho a dizer bem! Além da rapidez de resposta (arranjaram-me solução no mesmo dia), a fisioterapeuta que cá veio era muito, muito experiente e tinha imenso jeito para bebés. O resultado foi imediato: nessa noite, a Luisinha voltou a dormir bem em vez de acordar de meia em meia hora (que alívio). Além da auscultação e de me ter ensinado a meter o soro como deve ser – deitada de lado, estabilizar a cabeça e colocar o soro na narina superior e deixar sair pela inferior - fez movimentos no abdómen e tórax que a ajudaram a libertar as secreções. A respiração deles fica outra, é incrível! (a euforia é tanta que quase choro de emoção eheh). A Luísa chorou um bocadinho (é normal, os bebés não gostam de estar presos e quietos e aqueles movimentos causam-lhes estranheza), mas posso garantir-vos que vale cada queixume. A seguir voltou a ser aquele bebé risonho, sem parecer uma panela ao lume a borbulhar com tanta farfalheira e ainda presenteou a fisioterapeuta com as suas gracinhas (tenho fotos para comprovar a animação). Além de tudo isso, um coração de mãe descansado e menos olheiras no dia seguinte, há coisa melhor? 

Outras dicas:
- cabeceira da cama inclinada
- beber muita água, a hidratação é essencial (no caso de serem apenas amamentados, muita maminha)
- limpeza com soro várias vezes ao dia
- aspiração pontualmente para ajudar a retirar as secreções
- xaropes não (e sempre e apenas prescritos pelo pediatra)
- cortar uma cebola e colocar na mesa de cabeceira (um cheirete, mas às vezes ajuda a descongestionar!)
- se já bebem leite de vaca e derivados, consumir o menos possível (é sabido que tornam o muco mais espesso e por isso mais difícil de eliminar)
- se já comem de tudo, frutas e legumes são fontes de antioxidantes e ajudam no combate às infecções – por exemplo, maçãs, cenouras, limão, salsa, frutos vermelhos, gengibre, alho, cebola, agrião...
- fasear as refeições, porque quando os bebés estão atrapalhados por vezes não mamam/comem tão bem, por isso temos de os alimentar mais frequentemente para compensar

Já tinha provas dadas do sucesso da fisioterapia respiratória (ou cinesioterapia respiratória) com a Isabel – foi-lhe prescrita pela médica aquando do internamento no HSFX-, e agora voltei a tirar o coelho da cartola com a Luísa, mas melhor ainda, no conforto de casa! Xô ites, otites, bronquiolites, quero-vos a milhas!









P.S. Ah! Além de especialistas em fisioterapia respiratória pediátrica, vi no site que a FisioLar  funciona todos os dias em todo o país e ainda tem consultas de fisiatria, fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional, psicologia e enfermagem, tudo ao domicílio. 



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O melhor de ser mãe.

Esta é a lista que faço agora quando ela tem praticamente três anos. Claro que vai mudando com o tempo mas, para já, sinto-me grata por tudo isto. 


- Dar-lhe banho.

Quando era  bebé gostava ainda mais. Como dava sempre ao final do dia, era a única altura em que ela ficava mesmo calma e eu também e dava para descansar um bocadinho a cabeça. Agora adoro porque é algo onde ela fica entretida durante algum tempo e depois, com o cabelo molhadinho, fica a parecer a Necas de quando era muito pequenina. Porém, não dou banho todos os dias. Não sinto que seja necessário e assim temos mais tempo para brincar.


- Ouvi-la falar

A voz dela, a construção frásica cada vez mais elaborada e os enganos cómicos derretem-me por completo. Gosto também quando partilha coisas comigo sem que eu pergunte. Ontem foi: "A Sara (educadora) deu-me umas bolas amarelas verdes moles, a mãe depois compra?". 

- Ver a imaginação a desenrolar-se

Começar a vê-la a aprender a brincar sozinha e a entreter-se. Ver que já sabe inventar e que até tem dois amigos imaginários que são (!!!!!!!!!!!!!!!) um escorpião e uma aranha e que vão com ela para todo o lado.



- Saber que o meu afecto é importante

Quando ela precisa de mim (e mesmo quando parece não precisar), saber que ela se acalma e gosta do meu carinho. Sentir o corpo dela junto ao meu, entregue. 

- Ver que a informação entra

Gosto quando ela nos corrige ou nos faz reparos que já lhe fizemos. A cabecinha dela funciona e está mesmo atenta. "Mãe, não se põe a faca na boca!". "Pai, isso tem muito açúcar, tens de comer pouquinho!".

- Vê-la a gostar de outras pessoas

Além de adorar a educadora Sara e dela ser a mãe da escola, tem uma paixoneta deste o Verão passado por um rapaz chamado Rúben (nunca mais o viu, mas ainda fala dele), tem um crush por uma amiga da família da Joana Paixão Brás, a Dulce, adora os seus avós e está cada vez mais carinhosa com eles.

O ano passado, quando conheceu o Rúben.

- Quando ela se impõe

Gosto quando ela me inibe de fazer alguma coisa por ela! Naturalmente vou perguntando se ela precisa de ajuda para alguma coisa mas, orgulhosamente, põe-me no lugar e diz que quer tentar. Quando consegue (geralmente só se atreve para coisas que consiga) olha para mim com uma vaidade de si mesma... é das coisas mais bonita.

- Quando olha para o pai para ter a aprovação dele

No outro dia estavamos a brincar aos Legos e ensinou-me a por a pá do boneco na mão como o pai lhe tinha dito e depois olhou para o pai para ver se ele tinha ficado contente por ela se lembrar. Tanto amor e carinho naquele olhar, tanto.

- O sentido de humor

Mesmo quando chora, conseguir achar piada a qualquer coisa, nem que seja por lhe ter saído uma bolha enorme de ranho pelo nariz. Fazer já as suas piadas e adorar fazer com que os outros se riam.


Vê-la a ser sem que saiba que eu estou lá

Quando chego à escola sem que ela repare e consigo vê-la a ser pessoa. Ver que existe, que se move, que interage, que brinca... 

Adormecê-la

Uma grande guerra desde sempre, mas acabou. Adoro adormecê-la e adoro ouvi-la respirar. Adoro abraçá-la para que ela se relaxe e  não sei para quem mais é aquele abraço. Se para ela... ou para mim.




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