domingo, 11 de dezembro de 2016

Foi a nossa primeira vez.

Espero bem que as vossas mentes não tenham ido para badalhoquices. A minha não foi (muahah) Querem saber o que aconteceu? A escola da Irene levou os miúdos ver a peça d'O Gato das Botas. Estava com algum receio porque a peça ainda não era bem para a idade dela e noto (além da educadora também dizer) que ela é sensível. Chora quando choram, fica preocupada, etc. Empática... vejo isto como sendo positivo. Tive algum receio da peça por não a ter visto e pela sinopse ter coisas negativas que não sabia bem como é que elas iriam ser representadas. Seja como for, foi. Foi de carrinha com os amigos, ao teatro com os amigos e ADOROU. 

Disse-nos a educadora que ela só chorou por ter acabado e que queria mais. Tornou-se claro que tínhamos de começar a ir ao teatro juntos. E fomos. Fomos ver (vi no Pumpkin) as peças de teatro e escolhemos O Pinheirinho de Natal

Além de termos adorado conhecer o jardim do Museu Nacional de Teatro e Dança, o texto da peça, a representação foram muito agradáveis. 

Foi uma manhã diferente em que todos nos divertimos e rimos. É para repetir. Parabéns à equipa!! 

























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Estou tão decidida.

Estou. Esta semana continuo a estar. Não gosto de ter decisões a pairarem na minha cabeça. Odeio os "logo se vê" e o "vai correr tudo bem". Prefiro "cortar o mal pela raíz", mesmo que isso implique que mais tarde tenha de admitir perante tudo e todos que mudei de ideias. A diferença? O intervalo. No entretanto, se me decidir (ou se achar que decidi) consigo tomar umas tantas outras decisões que estariam dependentes dessa. 

Neste momento ando inclinada para não ter um segundo filho, tal como escrevi aqui. Digo inclinada mas, aos poucos, estou a acostumar-me à ideia. Porém, quando é o Frederico a dizer que, por ele, também não teria outro, fico triste e até zangada (vocês percebem?). 

É pouco provável que venha a ter. Se vier, logo se vê, mas até lá tenho visto a minha vida como apenas mãe da Irene e parece-me tudo mais resolvido menos confuso para mim, deixando-me mais feliz. Se gostava de estar grávida outra vez? Neste momento só me lembro da parte má. Se gostava de ser mãe de um recém nascido outra vez? Neste momento só me lembro da parte "má". Já devo ter feito as pazes comigo por causa do parto e dos primeiros meses e já não sinto tão urgentemente a necessidade de me mostrar que sou capaz de fazer diferente e melhor. 

Vejo a Irene a ficar cada vez mais mágica e profunda e não me apetece adicionar mais "ruído" (também literalmente que os meus bebés não são como os da outra Joana que parece que choram com algodão na boca). 




Tenho ouvido argumentos parvos (a meu ver) e outros nem tanto para ter um segundo filho mas, para já, nenhum me parece interessar. Especialmente o "é sempre melhor ter um irmão para não ter de lidar com o meu funeral quando acontecer".  

Por esta minha (não) decisão vou emprestar tudo o que era da Irene a uma amiga que está grávida. Além de me desopilar a arrecadação, sempre ajudo uma amiga a não cometer suicídio financeiro por comprarmos milhares de coisas desnecessárias só por as associarmos a maternidade: lá vai ovo e isofix, lá vai carrinho e cadeira, lá vai trocador e cadeira de alimentação, espreguiçadeira, parque, etc... (mãe, as coisas têm um v de volta, caso seja "necessário", não faças essa cara). 



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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Façam só isto.

Tenho uma proposta para vocês, quase em forma de movimento. Este fim-de-semana, tentem esquecer a roupa, o pó, as arrumações, a organização. Sei que nem toda a gente pode dar-se "a esse luxo" mas tentem, se puderem, esquecer tudo o resto. Imaginem que vos restam apenas dois dias de vida e estejam só com os vossos filhos, namorados, pais. Façam sessões de cinema em casa, cozinhem qualquer coisa menos difícil juntos, façam um bolo de laranja, vão ao parque, corram, sujem-se, tomem banho juntos (com a sogra não se aplica, vá), vão ver as iluminações de Natal, os presépios da aldeia, apanhem musgo, façam uma aula de ginástica em casa, construções de Legos, dancem à séria, comam uma pizza, beijem, façam cócegas, conversem, olhem olhos nos olhos, escutem.

Deixem a louça acumular, a roupa empilhar, o pó fazer novelos de lã, a roupa encher-se de vincos... ponham umas palas e aproveitem as horas, os minutos. Quantas vezes achamos que temos tudo controlado e o caos instala-se de qualquer forma? Um dia não são dias e um fim-de-semana também não :)

Uma foto publicada por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a

Também nós deixamos o blogue a descansar no fim-de-semana. <3



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E boas maneiras? Onde estão?


Este sábado vou apresentar um livro sobre boas maneiras. "Eish, a senhora que a convidou não a deve conhecer bem!". 

Sinto que hoje em dia temos muito a necessidade de complicar tudo e este livro, além de nos relembrar que boas mensagens dão para serem passadas de forma de simples, também nos relembra que mais do que impedirmos os nossos filhos de fazerem coisas que nos aborrecem, é explicar-lhes porquê e que o que está por trás são sentimentos nobres e que fazem com que todos nos sintamos mais respeitados em sociedade. 

Mais sobre o lançamento do livro de Joana Pacheco Ferreira de Carvalho, amanhã, aqui

Obrigada. Com licença. Até já. Um beijinho. Bem haja. 


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Pai em Pânico (#01) - Menino ou menina? Não quero saber!





27 semanas! É este o tempo total de gravidez que tenho para cobrir com esta primeira crónica do “Pai em Pânico”, para vos deixar em dia. Para ser honesto, nem sei bem por onde começar… 

Que tal com o facto que eu e a minha namorada decidimos que não queríamos saber o sexo da criança? Sim, processaste corretamente a frase anterior e por esta hora já te inseriste em uma de duas categorias: na categoria composta maioritariamente por mulheres e que se identifica com um audível “ó, que ideia tão fofa!”, ou na categoria das bestas dos meus amigos que se manifesta através de um perfurante “que estupidez!”. A verdade é que poucos temas são tão polarizantes como este. Nem “Trump versus Hillary” ou “Coca-Cola versus Pepsi” divide tanto a opinião das pessoas. Em termos da ausência de consenso, o tema “Não Queremos Saber o Sexo da Criança” fica apenas atrás do eterno “Qual o pior dos irmão Baldwin?”. (dica: não é o Alec)

Embora me sinta tentado para concordar com os seres unicelulares que são os meus amigos, uma vez que, sabendo o sexo da criança, há todo um conjunto de assuntos logísticos que se podem preparar de forma mais detalhada, a verdade é que tem sido “fixe” não saber. Primeiro, conteve o nosso impulso capitalista de uma forma que deixaria Fidel Castro orgulhoso. Em segundo, já ninguém usa o termo “fixe” porque é algo dos anos 90. Por fim, e sendo excessivamente cliché, o que importa é que seja saudável... e que seja a/o primeira/o campeã(o) de um título de Grand Slam em ténis. #baixasexpectativas

Mas só para deixar claro: nós não queremos saber o sexo da criança, até ao nascimento! Após o parto, é totalmente expectável que o sexo da criança seja distinguível para nós. Caso contrário, algo está muito errado e sou totalmente a favor de pôr a criança numa cesta e lança-la ao Tejo. Afinal de contas, funcionou com Moisés.

O motivo por trás da decisão de não saber o sexo da criança é, naturalmente, a minha namorada! Ela achou que seria giro não sabermos e eu decidi que gostava de saber, mas não ao ponto de comprar uma discussão com uma grávida, por isso decidi alinhar. Aliás, é essencialmente esse o meu papel até ao final da gravidez: “Fofinha, claro que reservar o infantário quando só estás grávida de 2 meses não é cedo de mais. Aliás, até devíamos já fazer a inscrição na faculdade. Eu estou a pensar Física Quântica no M.I.T., e tu?”.

Gosto de pensar que tenho cumprido com o papel de pai em formação. A minha namorada poderia discordar e, nesse sentido, teria de concordar com ela, mas só porque tem mesmo de ser.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A primeira sopa não correu bem.

Não tinha grandes expectativas relativamente à introdução dos sólidos na vida da Luísa. Já sabia que eles podem demorar um bocado a habituar-se e novos sabores e texturas e que das primeiras vezes é normal comerem poucas colheres, puxarem o vómito, cuspirem. Há uma semana e picos deixei que me roubasse banana das mãos, estando ao meu colo, e percebi que já sabia o que fazer com a comida. Provou entretanto também batata doce e adorou. 

Com a sopa foi assim.




Achou estranho, mas ficou curiosa, experimentou e depois, passadas umas colheres, não quis mais. O expectável. Não insisti, claro.

Mas o problema não foi este. O problema foi a noite. Deita-se por volta das 19h30 e costuma dormir 12 ou 13 horas e, a acordar, acorda apenas uma vez. Duas no máximo. Desta vez, acordou de meia em meia hora, a chorar muito. Cólicas? Pico de crescimento? Salto de desenvolvimento?
No dia seguinte, mudei a sopa para a hora de almoço. Comeu três colheres. Fez cocó normalmente e esteve bem durante o dia. Nova noite de sobressalto e choro em sofrimento. Ela que é tão calminha. 
Ao terceiro dia, não dei nada. Acordou uma vez, mas dormiu lindamente. Portanto, definitivamente o corpo dela ainda não está preparado e vou ter de procurar fazer sopa com outros alimentos que não batata doce, cebola ou cenoura. Às tantas vou continuar a dar-lhe os alimentos mais inteiros para as mãos (o tal do BLW), que até me parece que come melhor do que em sopa, e não se queixou da outra vez durante a noite...

Revi o vídeo e adorei as expressões da Luisinha, oh que coisa mais fofa!


A photo posted by Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) on



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Amanhã vai acontecer magia em Almada!

Vai ser mesmo magia :)

Amanhã, pelas 18h vocês podem assistir a um magnífico concerto de Natal. Está prometido que as crianças vão adorar e vocês também!

Ficam também a conhecer o espaço ASAS, que é um projecto muito muito giro e que, principalmente para as pessoas desse lado do rio é uma alternativa muito gira para as instituições mais normais.




 
O que precisam trazer:
- Meias para andar descalço - os sapatos irão ficar à entrada do espaço;
- Almofada - nós temos, mas podem não haver suficientes;
- Manta - para o caso de estar muito frio.


Depois contam como foi? ;)

Coisas que só uma mãe entende.

Pormos em causa as nossas capacidades, a nossa paciência, querer despachá-los para um sítio qualquer, desejar poder tomar um banho de espuma demorado a ouvir as borbulhinhas da espuma e deixar que a água tape os ouvidos, até ficar a ouvir apenas o coração, querer que a porcaria da comida desapareça do prato e do chão e da roupa que já ficou manchada, pedir a todos os santinhos para que não faça birra ao sair do banho que já temos a cabeça a latejar, rezar para que o dia acabe para conseguir aterrar 5 minutos no sofá e depois...

ser completamente desarmada com um "gosto de ti, mamãzinha" já na cama, que nos tira o cansaço de cima, o peso dos ombros, as dúvidas da cabeça, o desejo de os despachar para onde quer que seja, e só queremos estar ali, ser ali, ficar ali para sempre, com aquele corpo quentinho aninhado a nós e aquela voz doce e meiga a falar-nos ao ouvido, a encher-nos de beijos e de festinhas, a fazer sons de mimo enquanto suspira e adormece. 

Vale a pena. Sempre.

imagem We heart it
 P.S. Quem diz mãe, diz pai, diz cuidador.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Ela foi sem mim... sniff...

...e eu fiquei totalmente apardalada. 

Pode ter sido por ter sido "criança de casa" até aos 2 anos. Pode não ter sido por nada. Podem, se calhar, todos serem assim, pode só ser ela. No final de contas, pouco importa. 

A Irene é (muito) apegada a mim. Ponho o "muito" entre parêntesis porque acho que é o normal e o desejável para uma filha e uma mãe e ainda para mais nesta idade. Não acredito em "mimos a mais. Acho saudável que a criança saiba do que precisa para estar bem. Precisa da mãe. Poderia precisar da chucha (não usa), da fralda (só usa a do rabo) ou do coelhinho (que só usa para dormir), mas quer a mãe e a mãe está cá é para isso. 

No entanto, quando passa por fases em que a angústia de separação está aos picos, torna-se tudo um pouco cansativo para todos. O pai não pode fazer nada porque só quer a mãe, quando saio de casa é uma birra enorme, quando sai ela também, vai aflita para a escola porque tem medo que "a mãe não a vá buscar ao colo"... E eu, às vezes, vou com muita vontade para o trabalho só para a deixar de ouvir um bocadinho! 

Porém, vou tentando que ela vá abrindo asas e que vá estando com outros. Ao fim-de-semana costumo deixá-la a dormir para acordar com uma das avós (acorda sempre triste, adormece a perguntar se lá estarei quando ela acordar, quando acorda e pergunta se eu estou, volta a dormir para fazer tempo até eu chegar) e incentivo sempre a que faça coisas com o pai, sem forçar, claro. Não quero que não se sinta desejada e acho que as relações têm que ser naturais. Para já anda numa fase de mãe, mas daqui a uns tempos vou sentir falta dela quando só for "menina do papá", apesar de ficar muito feliz por os ver juntos. 


Neste domingo, o Frederico tinha de ir às compras e já que eu já estava meio apanhada da garganta, perguntei se a Irene queria ir. Disse que sim. Vesti-a e foi. 

Estive incrédula e histérica o tempo todo em que a estive a arranjar e fiquei foi plenamente em choque depois de saírem. Fiquei sozinha em casa porque os dois foram passear. Os dois felizes e até enquanto iam fazer compras. Que maravilha. Que felicidade e... que tempo livro para fazer o quê?

Arrumar a casa. 

Vocês sabem como é. Fiquei super contente e tão mas tão feliz que... aproveitei para dar "aquele jeitinho". 

Aos poucos isto vai lá (claro, não quero que a minha filha faça a figura do outro do Big Brother que deu linguadões à mãe quando estavam no confessionário), mas tudo a seu tempo, ritmo e consoante as necessidades da Irene. 

Nunca fui a favor de empurrar para a piscina para aprenderem a nadar com a adrenalina. Não é a minha onda. 

Agora a minha missão secreta é que isto se torne uma rotina. Se for sempre o pai às compras também é o cartão do pai que vai passear. ;)

Das melhores fotografias que já recebi:



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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Tenham paciência...

Mais um exercício de auto-contemplação, tenham paciência. Uma pessoa vê-se livre de fraldas durante uma hora, mega produzida e com um vestidaço da Chic by Choice e não pode guardar estas fotografias num qualquer ambiente de trabalho, num disco, numa pen e numa cloud. Tenho obviamente de deixar provas de que um dia andei a passear-me pelo Vila Galé de Paço de Arcos nestes preparos. :)












Além de ter gostado muito de conhecer a Patrícia do Crónicas da Maternidade e desta sessão ter servido de aperitivo para a viagem, já tinha saudades de ser maquilhada, num momento à Gisele Bundchen (também ela tem uma fotografia a amamentar do género).







Mais uma vez (e última, vou tentar), obrigada à Parole de Mamans e à Selectour Afat pelo convite, pelas viagens e pela forma fantástica como trataram de nós em Paris. Adorei ter sido uma Efluent.


Vestido  - Chic by Choice

(no Facebook - Chic by Choice)
Brincos, anel e clutch  Parfois
Fotografia - Love Lab 
  Unhas - Cut by Kate (com o novo método da novo método da Shellac - CND)


Podem ver o registo vídeo do Evento em Paris, aqui no Youtube.


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a Mãe gosta (#04)

Hoje acordei com uma grande dor de garganta. Tive de cancelar o treino e tudo, sniff. Enquanto estou à espera que o Frederico volte com a minha carteira (que foi na mala da Irene) e, pelos vistos, sem ela não posso ter uma consulta de urgência...  Mostro-vos a nossa descoberta deste fim-de-semana. Quando fui ao Celeiro na semana passada numa "visita de médico" porque não tínhamos fruta, dei com elas. Além de me ter apaixonado pela embalagem (não consigo escrever pacote - ups, já está), deu-me a sensação que devem ser das melhorzinhas que andam por aí. O que acham vocês? Tirei fotografias ao rótulo e tudo. 


Escusado será dizer que a Irene delirou com as letras! 









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domingo, 4 de dezembro de 2016

Ponham-nos em frente ao espelho. Aprendam com eles.

Hoje estava a prestar atenção à minha filha a olhar-se ao espelho. Fez-se luz. Quero que façam um exercício. Ponham-nos em frente a um espelho. Vejam o quanto eles se adoram. Vejam o ar orgulhoso a olharem-se nos olhos, a sorrirem, a fazerem macacadas. Não há o mínimo de auto-crítica, de julgamento. Eles não vêem se têm nariz pequeno ou grande, queixo para dentro ou saliente, orelhas saídas ou coladas, sobrancelhas que se unem, cabelo escorrido ou seco, pele assim ou assado. Eles estão limpos de auto-censura, de crítica, de anos de julgamentos, de padrões e de frustrações. Eles olham-se e vêem o que interessa. 

quadro Just Word

Sim, filha. Tu és linda. Tu és perfeita, não sendo, somente porque isso não existe. Tu és feliz. O teu nariz cheirará flores perfumadas e sentirá a canela do arroz doce da bisavó Rosel por muitos anos; os teus olhos verão estradas e pontes, mares desavindos e revoltos a desabafarem na areia da praia, pessoas cheias de bondade e prédios com azulejo e casas rodeadas de verde e cães a correr atrás de bolas; a tua boca provará o sabor da paixão, sentirá o veludo de um batom cor de rosa, e provará o creme de uma bola de Berlim; os teus ouvidos ouvirão Caetano, o mar dentro de uma concha e as gargalhadas das crianças na praia. Tudo o resto, meu amor, não interessa. A simetria, a proporção, os traços a que tanto damos valor na nossa sociedade, são ocos, secundários, irrelevantes. Quero que olhes para ti e gostes do que vês, simplesmente porque és tu. E tu és insubstituível. Os teus olhos, a tua boca, as tuas expressões, são teus, são únicos e cada pedacinho teu é digno de ser amado. 

Temos tanto a aprender com eles. Tanto, mas tanto. 

Olhem-se ao espelho, apreciem tudo o que são, tudo o que já viram, já provaram, já beijaram, já ouviram. E agradeçam. Por tudo o que foram, por tudo o que são. 

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Não quis fazer árvore de Natal.

Apesar de andar super feliz (e muito muito cansada) ultimamente, não sei porquê (devo saber lá nos meandros do meu inconsciente) mas andei a evitar o Natal lá em casa. Ao contrário do ano passado que andava a vibrar com isso e de ter montado "tudo" (não decoro lá grande coisa) em Outubro, este ano andava mesmo a fugir ao assunto.

Até a minha mãe me ter dito que "patrocinava" (termo nosso quando quer oferecer alguma coisa que gostaria que eu comprasse ou fizesse... geralmente oferecia-se para me pagar o ginásio - com muito tacto a chamar-me de obesa) a árvore. Fomos juntas às compras de enfeites e afins e vi o entusiasmo da Irene. A partir daí fiquei louca. Louca... o meu "louca": temos uma árvore de metro e meio, umas luzinhas, três caixas de três enfeites simples, umas meias de pano do ano passado com os nossos nomes (mãe, pai e Necas), um prato a fazer centro de mesa com velas vermelhas e brancas, a árvore de Natal do ano passado (30 cm numa prateleira à entrada de casa - pelos vistos as minhas árvores de Natal aumentam todos os anos) e uma rena pequenina gira de bronze (ou a imitar) também em cima da mesa de jantar. 

Ah, Joana, porque é que não tiraste fotografia a tudo? Sei lá, tirei só fotografias da Irene junto da árvore, não sabia que ia falar disto. Está bem? Pronto.

Caramba, estou a escrever isto no trabalho (xiiiuuu) e estou a olhar para a miúda e estou cheia de saudades... 

Bem, resumo da história, obrigada pelo patrocínio, mãe. E obrigada útero meu e marido por termos feito uma pessoa tão, mas tão... tudo. Não me vou alongar senão fico lamechas como a outra e se já têm dificuldades em nos distinguir imagino se enveredar muito por esse caminho... ;)






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Pronto. Ficou apaixonada!

Depois do nosso fim-de-semana passado no Vila Galé Évora (ainda tenho que vos descrever toda a nossa experiência, a Joana Paixão Brás - raio da beta, tanto nome -  até tem um vídeo e tudo para vos mostrar e tudo, mas primeiro tem que lhe passar a febre de Paris ou lá o que é). 

Pronto. A Irene ficou apaixonada pela Isabel. Não parou de falar da Isabel a caminho de lá, enquanto lá estavavamos e agora até a bonequinha que vinha na Bububox deste mês se chama Isabel. 

Felizmente já começa a dar nomes decentes aos bonecos. Até aqui era sempre "menina". 

Está aqui feita a homenagem. A Isabel teve esta empatia com bonecos bem mais cedo (deve sair à mãe com aquela fome toda de maternizar e de ter filhos até se espatifar toda) e também já teve um boneco em homenagem à Irene, era de outra etnia, o que não deixa de ser lindo que eles não façam distinção nenhuma entre cores de pele. 

Pronto. Aqui está a Isabel da Irene. 

A perguntar-se se a miúda não poderia por um pouco de máscara porque o cabelo poderia estar mais suave.


A dar maminha, sabendo que é jovem e que, portanto, seus tetos estarão bem mais acima do que os da mãe.


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De Santarém para... PARIS!

Já tinha estado em Paris com 11 anos, em família. As memórias que tinha da cidade fundiam-se com as inúmeras que me invadiram no Fabuloso Destino de Amelie, Antes do Anoitecer, entre tantos outros... Sabia que lá havia de voltar, não sabia que seria com a minha bebé de seis meses. "Vais levar a Luísa?" "Ou vamos as duas ou não vai nenhuma." Além de ser amamentada, não estamos minimamente preparadas para nos separarmos. E assim foi. Carrinho bengala, Boba, mantinha emprestada de pelinho que era para o carrinho mas que adaptei ao babywear, gorro e lá fomos nós passear pela cidade que ficará no meu coração para sempre. Encantadora!





Uma viagem a convite da Parole de Mamans (e com o apoio da Selectour Afat) que me fez sair da minha zona de conforto, conhecer gente nova, conhecer as novidades de puericultura, dermocosmética e produtos para as mães no Carreu du Temple, trocar palavras com bloggers de Espanha e França (entre os 300 de vários países que lá estavam), a sentir-me uma Efluent e a ter cada vez mais certeza do poder impactante e influenciador dos blogues.

Adorei!

O hotel, o jantar de gala num barco ao longo do Sena, o evento onde pudemos ouvir a Magda do Mum's the Boss falar sobre parentalidade positiva (adorei a dica de partilharmos com os nossos filhos o que nos aconteceu ao longo do dia, em vez de só querermos saber deles, faz TODO O SENTIDO), os passeios pela cidade, a cama gigante que dividi com a Luísa (adoro camas de hotel), as novas tias bloggers que a minha filha ganhou... e a confusão no voo de regresso, em que a Luísa chorou desaustinada, foi um grão de areia para o bem que me/nos fez sair de Santarém e da rotina.

Obrigada à doce Virginie (Maman Double) pela simpatia e disponibilidade, uma anfitriã do melhor que há. Espero voltar a ver-vos para o ano!

Ó pra elas todas jeitosas!
A Francisca do Maisena, a Mariana do Aos Pares, a Carolina do Família 3 e 1/2 , a Ana do Cacomae, a Catarina do Ties, eu,
a Patrícia do Marcas Avant-Garde, a Inês do Eu, Mãe, a Magda do Mum's the boss e a Patrícia do Crónicas da Maternidade.
Ah! E falta aqui o Daddy blogger 

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Ler mais sobre a viagem a Paris:
A conhecer todas as novidades das marcas no Carreau du Temple

A rapar 3 graus e a rezar para não ficar com gripe ;)
O vestido lindo é da Chic by Choice

E o @aMaeequesabe também.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Voltar para ela.

A viagem a Paris terminou ontem. 



Trazia memórias maravilhosas, fotografias mentais com uma luz inconfundível, momentos a duas, gargalhadas, conversas super interessantes e pessoas que conheci que me marcaram pela energia, simpatia, sentido de entreajuda, uma cama de hotel que dava para os quatro e mais dois cães e uma musiquinha boa daquela língua tão bonita e melodiosa na cabeça. 

Mas trazia também saudades da Isabel na bagagem. 
Hoje fui deitar-me com ela às 7h e picos, porque quis que acordasse comigo ao lado. Sentiu ali alguém, deu-me uma festinha na cara, percebeu que não tinha barba e fez um som de alívio e felicidade, uma cantiga melosa e doce, abraçando-me. Passados uns minutos, aninhada a mim, a suspirar e fazer uns sons impossíveis de descrever, enquanto dormia, disse "mãe". Um "mãe" de quem me esperava com mais ansiedade do que quem espera pelo Pai Natal. Fiquei automaticamente com os olhos cheios de lágrimas, a sentir que, por mais que me sinta bem a viajar, o meu lugar é aqui, junto dela. 

Por mais que digam que eles não sentem, eu sei que ela sente. Aprende a viver sem, tal como eu vou aprendendo, devagarinho, a deixá-la. Eu sou das que já advogou que me fazia falta, sou das que fez uma viagem quando ela tinha 9 meses (e depois se arrependeu), sou das que já a deixou ir para os avós dois dias de cada vez, sou das que acha que lhes faz bem, mas sou das que acha que com quem elas estão melhor (ou com quem gostam mais de estar) é connosco. 

Vou gerindo tudo da forma que vou sentindo ser o melhor para todos. Talvez este verão já consiga deixá-la mais dias com os avós, quem sabe? Logo se vê! A verdade é que eles são todos diferentes, uns adaptam-se melhor que outros, uns gostam mais de andar agarrados às mães, outros adoram saltar de casa em casa... e, da mesma forma, há pais mais ou menos despreendidos (e não há mal nenhum nisso). Mas eu recordo-me de ter muitas saudades dos meus pais quando eles viajaram pela primeira vez sem nós. Ou de me sentir muito triste numa casa de uns amigos da minha mãe, numas férias, apesar de estar habituada a ficar em casa das avós. Fez-me bem? Sei lá! Não sei se é daí que vem a autonomia, a independência, mas parece-me que não necessariamente. No entanto, acho que é importante que elas vão criando laços fortes com outras pessoas que não os pais e acho que é importante termos (eu e o David - vocês saberão de vós) momentos sem elas. A seu tempo. Ao nosso ritmo. 


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