terça-feira, 19 de abril de 2016

E quando ela tiver um namorado?


Olhei para esta fotografia que tirei no sábado de manhã na música e pus-me a pensar: ela vai ter namorados, ela vai dar beijinhos na boca e responder a cartas com os quadrados a dizer sim e não (ou uma app qualquer no iPad de alguém). Ela vai ter ciúmes, ela vai jogar ao bate pé, ela vai acabar com namorados, vão acabar com ela e ela vai chorar. Ela vai dar as mãos, ela vai dar abraços, ela vai contar segredos. Ela vai jantar fora no Dia dos Namorados. Ela há de ir ao cinema com o namorado (ou curte, sei lá). 

Ela vai fazer tudo isso.

E eu só desejo uma coisa: 

Irene, que nunca precises de procurar fora de ti o amor que mereces. Guia-te por aquilo que queres e não por aquilo que precises. Farei o meu melhor para que as tuas decisões venham de um coração e alma calmos, tranquilos - é esse o meu papel.

A genética é fo... tramada!

Uma noite destas, acordou a chorar imenso e a queixar-se que tinha doidoi no pé. Estava com a unha encravada e eu bem sei as dores que aquilo pode dar. Sofri muito com aquela porcaria, a vida toda. Centros de saúde, consultas, podologista, mini-operações... melhorava, mas o formato da unha - côncava - não deixava que se curasse. 

Quando a Isabel nasceu, vi logo que ia sofrer do mesmo. Pior até. A genética é lixada! Tem as unhas dos dedos grandes mesmo defeituosas. Encravaram uma vez no verão, era ela minúscula, mas até agora tinha-se andado a aguentar. Ficou uma miséria. Falei com a Joana Silva, a podologista que há pouco tempo escreveu um texto excelente para o blogue sobre calçado de bebés (aqui), e ela recomendou-me uma pomada e, além de me ajudar a controlar a inflamação, sem ter de lhe cair o dedo, ajudou-me a acalmar este coração.

Não quero mesmo que ela sofra: um simples lençol a roçar dá dores terríveis! E, no inverno, umas meias parecem uma bulldozer a passar por cima! Já estou à espera da próxima vez.

E não. Não é da forma que lhe corto os cantos, não é do tipo de calçado, é mesmo da forma da unha. E, com esta idade, não há muito a fazer.


Mais alguém que sofra disto?

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Fomos, gostámos e queremos voltar.

Aqui é assim: pão, pão, queijo, queijo (só de escrever esta máxima, fiquei a salivar, Deus me acuda estas fomes!). Fomos, gostámos e queremos voltar. Estou a falar do Ô Golf Mar, onde passámos o fim-de-semana, e que fica em Maceira/Vimeiro.

Já lá tínhamos estado no ano passado (vejam aqui a diferença na Isabel!) e quisemos repetir a experiência. É um luxo estar ali, em família. Boa comida, em buffet (porque será que a gordalhufas começa logo por este item?), quartos grandes e acolhedores, vista deslumbrante, piscina interior, atendimento 5 estrelas, espaços enormes para a criançada brincar, demorámos 55 minutinhos de Lisboa e chegámos a Santarém numa hora e picos. O que se quer mais? Bom tempo? Até a isso tivemos direito (quando a meteorologia não estava nada a nosso favor e davam chuva). Sol, sol e sol. Só ouvi chover um bocado nas três horas em que dormimos a sesta. 

Quando viemos embora, a Isabel dizia "xau, hoteu" e ainda hoje falou da piscina. Deu para ir à praia passear e brincar na areia, enfardar uma bola de gelado de snickers em Santa Cruz, saltar nos insufláveis... Olhem, meninas, foi bom mas bom!
















Se não tiverem ainda planos para o próximo fim-de-semana prolongado e puderem dar uma escapadinha, aconselho, até porque os preços vão ser muito convidativos (198€ duas noites, com oferta da estadia a uma criança, com os pequenos-almoços e os jantares incluídos, e uma série de actividades radicais para toda a família). Vejam aqui.


É tudo uma questão de timing (e de glicerina)

Há que temos que entretenho a Irene com bolinhas de sabão. É dos divertimentos mais baratos e eficazes de sempre para bebés/crianças (e até adultos, que confesso que não desgosto de fazer bolinhas e até disputo um pouco com a Irene para ser eu a fazer de vez em quando). 

Aliás, falei-vos disso aqui neste post e foi graças às vossas sugestões que acabei por ir à Tiger comprar um litro e tal de líquido para voltar a encher os frascos visto que com os meus detergentes lá em casa, nada funcionava. Assim, com glicerina é que é. E compensou. Agora até a Irene já consegue fazer bolas de sabão sozinha.

O mais giro? Como de vez em quando me sai um "whaaaaaat?" quando estou muito espantada, a Irene, naturalmente, também passou a usar ahah. Vejam só: 


 Um vídeo publicado por Joana Gama (@joanagama) a

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Nunca mais...

Já todas sabemos que "o tempo passa muito rápido" e é verdade que sim. Do nada passamos a ter mini-pessoas lá em casa que já dão opiniões, já fazem perguntas, já dizem o que querem e quando e quem é que querem que os ajude... 

A Irene, além de ter ficado mais alta nos últimos dias - reparamos nisso porque já não passa debaixo da porta do frigorífico sem bater lá com a testa ('tadinha), porque já não cabe nos pijamas até aos 24 meses e porque os avós disseram - também anda a construir frases cada vez mais complexas. No outro dia, quando a levava à aula de de música, fez conversa comigo. Se sempre foi uma boa companhia, agora - mesmo apesar das birras - é fabulosa. Estou cada vez mais apaixonada, nota-se muito? 

Apesar de todo este grande desenvolvimento intelectual e físico, há uma coisa que continua a não acontecer e que me dá cabo da... ia dizer da cabeça, mas não. Dá-me mas é cabo da conta. 

QUANDO É QUE ELES SE PASSAM A TAPAR? 




Farta de a ter de vestir com pijama polar e ainda mais umas coisas por baixo e ligar o aquecimento no quarto dela a noite toda. Sei que me vão falar dos lençóis sacos-cama, já sei (obrigada pelas sugestões). O problema é que a miúda se sente presa e começa aos pontapés super enervada como se uma pessoa estúpida lhe tivesse pegado ao colo. 

Sonho com o dia em que ela me diga: "Mãe, tapa-me com o edredão para eu ficar mais quentinha, 'tá bem? Olha, não te vás embora, diz-me só qual é o teu IBAN que, quando eu for mais crescida, vou dar-te todos os meses um x para te compensar de tudo o que tens gasto em vegetais e fraldas para eu crescer, é que vou ser podre de rica e quero mesmo dar-te parte daquilo que tiver, nem que seja só uns 20 euros para tratares desse buço e sobrancelhas. Pronto. Sendo assim, vai lá à tua vida que eu adormeço sozinha e a sorrir. Um abraço."


Quero tanto que a miúda se tape... gostava mesmo de a aconchegar e de POUPAR DINHEIRO NO AQUECIMENTO.

Pronto.

Vou ficar tão sexy!


Não vou? E ainda vou ficar mais do que esta senhora, com aquela barriga mole do pós-parto e com uma hérnia umbilical.

(Vai de meter uma mala fofinha aqui pelo meio para embelezar a imagem)
 

Naquele momento, queremos lá saber disso. Queremos é que o bebé esteja bem, mame em condições, que não tenhamos os mamilos em ferida, que os pontos - em havendo - não infectem e que não tenhamos dores. De resto, cuecas - com rendados ou com três andares - não interessa nada.

São estas as cuecas/fralda que vos recomendo para o pós-parto. 

Antes da Isabel nascer, numa ida à farmácia para comprar coisinhas que me faltavam na lista do hospital, a senhora, daquelas mesmo simpáticas e prestáveis, sugeriu-me isto em vez dos pensos higiénicos XXL. Olhei para a embalagem, por dentro cuspi um "really?", mas pareceu-me perfeita a ideia. Macias, confortáveis e que, para nos livrarmos delas, não temos de nos baixar (rasgam-se de lado). Não há cá pensos higiénicos que fogem para um lado ou para o outro, não há cuecas de rede manhosas, que experimentei e não gostei. Nos primeiros tempos (acho que uma semana) usei disto. Foi assim o único investimento de jeito que fiz (isso e material para as mamas). De resto, soutiens de amamentação emprestados, camisas de dormir da Primark e tudo do mais barato que houvesse no mercado. 

Fica a dica (se houver dicas daí, são bem-vindas!).

domingo, 17 de abril de 2016

Estás grávida se...

1 - tiveres feito amor ou, então, se tiveres conhecido algo que se chame de Espírito Santo e tenham feito essa marotice, mas que lhe tenhas dado outro nome.

2 - de repente, já não consegues encolher a barriga nas fotografias. Bem tentas, mas não tens controlo nela, muito à semelhança da consequência de ingestão de uma pizza inteira cheia de queijo por um intolerante à lactose. 

3 - começas a olhar com um ar guloso para camisolas de riscas horizontais justas. Nunca usarias aquilo na vida, não fica bem a quase ninguém, mas é agora que vais usar e é agora que deves usar. É uma espécie de farda da gravidez. 

4 - andas com um ar de que os problemas dos outros não te podiam afectar menos. Estás a gerar vida, estás a "começar" a tua vida (é o que algumas sentimos) e queres lá saber o que o teu chefe pensa de não terem aparecido a horas para uma reunião.

5 - começas a querer fazer mais amor e de uma maneira que só a Bernardina compreende. 

6 - pensas que tomar ácido fólico é algo comovente porque está ligado, de forma muito amorosa, ao teu bebé, ao vosso futuro em casal. 

7 - os teus mamilos começam a escurecer ao ponto de parecer que levaste com dois balázios nas mamas. 

8 - o teu pipi começa a engordar como se andasse a comer kinder supresa às tuas escondidas. 

9 - ouviste falar que se te deitares para o lado esquerdo/direito (há teorias) faz mal ao bebé e, portanto, privas-te disso durante meses e meses. 



10 - entras moderadamente em pânico por não perceberes a diferença entre bodys e babygrows nas listas para a maternidade.

11 - até achas graça o teu cocó sair preto porque sabes que é do Folifer.

12 - apesar de teres prometido a ti própria não abimbalhar muito, já estás num ou 30 foruns para mães na internet e uns 42 grupos sobre isso no Facebook. 

13 - todos os dias achas imbecil a forma como se contam as semanas de gravidez

14 - começas por ler um livro do Dr. Mário Cordeiro e ainda achas que ele tem sempre razão.

15 - alguém te diz que canela e chá verde são abortivos e, por isso, nunca mais lhes tocas e fazes questão de dizer a toda a gente, mesmo que não tenham útero. 

16 - tens sonhos muito bizarros.

17 - tens uma daquelas almofadas de maternidade enormes tipo salsicha porque disseram que ajudava dormir com aquilo, mas nunca te ajeitas realmente. 

18 - sangras um bocadinho do nariz de vez em quando sem razão aparente.

19 - limpar o rabo ou o pipi passam a ser desafios maiores do que fingir que ouvimos aquela nossa amiga a queixar-se vezes sem conta do namorado, mas que continua lá a afunçanhar (eu sei que isto não existe) vá se lá saber porquê.

20 - Tiveres, pelo menos, um bebé dentro da tua barriga.


*Todas as gravidezes são diferentes. Há quem odeie estar grávida, há quem fique eufórica, há quem não saiba até parir. Há quem se sinta grata, há quem se sinta amaldiçoada, há quem não sinta nada por estar cheia de dores. Isto é uma brincadeira em que peguei na minha própria experiência, sendo que, apesar do desafio, certificava-me sempre que limpava muito bem as minhas partes. Ok? Pronto. Agora também, mesmo não estando grávida. 

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sábado, 16 de abril de 2016

Estão todas convidadas!


30 de Abril, às 16h na Fnac do Alegro, com apresentação do António Raminhos. (Como se vocês não soubessem ler no convite. Hehe)

Estão todas convidadas! Adorávamos conhecer-vos, filharada incluída! 

Tudo o que importa.

Um abraço demorado. Tão somente isto.



Estamos a passar o fim-de-semana os três quatro num sítio onde já fomos muito felizes: Hotel Golf Mar Vimeiro. Depois mostro-vos tudo [agora quero mesmo aproveitar cada minuto para amar, descansar e rir].

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Voltei lá, ao meu passado.

Voltei há um mês e pouco à minha terra: aos cheiros, à comida caseira, às memórias. Voltei a ter mais tempo e calma, como quando era criança. Um dia destes, passei de carro em frente à minha escola primária e resolvi parar. Não entrei, mas fiquei ali um bocadinho. Vi o sítio onde dançávamos e cantávamos as músicas dos Onda Choc e dos Ministars, onde fingíamos que uma era professora de ginástica e as outras atletas, onde brincávamos aos "bebés espertos". Lembrei a minha professora São, rígida mas inesquecível, as visitas de estudo ao Portugal dos Pequeninos e a Lisboa, os namoricos com o Zé Diogo, dos olhos verdes (era o namorado de todas), os casamentos (casei com o Nuno, mas - desculpa Nuno! - o meu coração sempre foi do Zé Diogo), as festas de anos da Telma, sempre maravilhosas, cheias de luzes de discoteca, de música e de slows (onde, mais uma vez, todas queríamos dançar com o Zé Diogo). O dia em que despejei um leite com chocolate, daqueles que davam na escola, em cima da camisa azul bebé do Ursinho, já nem me recordo porquê, coitado. Vivi de novo o dia em que se forravam as sebentas amarelas e em que escrevia nas primeiras folhas "lição número 1". Recordei as idas para casa, a pé, com a Priscila, a minha melhor amiga, que vivia no rés-do-chão do meu prédio. Senti-me livre, novamente. A apanhar as azedas pelo caminho e a chupá-las. Vi-me novamente na festa final do 4º ano, a cantar e a dançar, e regressei ainda à festa de Natal (seria do primeiro ou do segundo ano?), em que fizemos um coro e a Marta era a mais alta e a Telma e a Tatiana as mais baixinhas. 

No nosso primeiro dia de escola: a Priscila, eu e o meu irmão Frederico.

Na festa de final de ano, a despedida, antes de mudar de escola e enfrentar o 5º ano.

Tive saudades. Saudades de ter tudo pela frente, de não ter medo, de ser um livro em branco, onde tudo ainda se poderia escrever. Mas muito do que se veio a escrever não apagaria, nunca. Por mais feliz que tenha sido a minha infância, os dias mais marcantes - conscientemente - vieram depois, muitos anos mais tarde, com a Isabel e com a Luísa, que vive em mim. Voltei lá, ao meu passado, e tive saudades. Mas o futuro vai ser do caraças.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Vamos ser Pais!

É este o nome de mais uma iniciativa da nossa parceira Barrigas de Amor


Desta vez o foco é algo que levo a peito (ahah): gravidez e amamentação. Vai ter lugar na clínica Amamentos onde fui muito bem recebida pelas Dras. Elsa e Graça que têm feito um óptimo trabalho em ajudar cententas de mães a amamentar. 


É daqui a precisamente uma semana, por isso têm tempo de adaptar as vossas agendas. Valerá bem a pena. Prometo.

Estamos juntas pela Natalidade ;)



Para mais informações "ajuntem-se" aqui ;)

Para mais informações sobre amamentação no blog, carreguem aqui.

Para ajuda, não hesitem e liguem já para aqui.

A Irene apaixonou-se.

Tudo aconteceu na festa de aniversário dela que tinha uma casinha/tenda para ela brincar e que foi enchida de bolas, como aqueles vídeos que eles tanto gostam de ver no youtube. Passou 80% da festa lá dentro e claro que, perante este facto, a família sabia que tinha de desenrascar uma piscina de bolas para ela. 

O meu irmão mais novo Tiago tinha uma de quando era pequenino e logo no dia a seguir fomos buscá-la. É uma chatice porque eles adoram chafurdar na tenda e temos bolas espalhadas pela sala toda. É horrível depois, ao final do dia, a juntar àquilo que costumamos já ter que arrumar, também juntar umas 22 bolas de cores várias debaixo do sofá.

Valeu a pena. 

Exemplo da Imaginarium.


Nos primeiros dias não tínhamos bebé em casa. Passou o tempo todo enfiado na tenda e fazia tudo lá dentro: tocava piano, brincava com as bolas, dizia as cores. Agora já está um pouco mais moderada e até já me questiono se a tenda não irá desaparecer durante uns dias (ela tem um quarto pequenino, temos de ter estas coisas na sala de jantar) para ver se ela volta a ganhar entusiasmo e se o pai e eu nos recompomos das costas. 

O brilho nos olhos é impagável.

Descobri também, porque tive de deixar de usar a tenda do meu irmão Tiago (já não estava em condições) que se já tiverem uma casinha ou uma tenda em casa, podem comprar as bolinhas em separado (baratas) e fazem a festa assim. 

Para quem tenha gatos, também é uma maneira dos bichos se cansarem e deixarem a família toda dormir em paz. 

Têm disto aí por casa? ;)

Vencedora - SPA para Mães

Na semana passada lançámos esta maravilha de passatempo: SPA para Mães - a Mãe dá.

A convite da Float In, fui experimentar uma pequena maravilha que é a flutuação e, como se não bastasse, uma massagem para grávidas. Adorei, recomendei (podem ler tudo no post), mas agora é uma de vocês que vai ter oportunidade de ter essa experiência ma-ra-vi-lho-sa.



E a vencedora é a... 
Ana Ferreira!

Parabéns, Ana! A equipa do Float In vai entrar em contacto contigo para agendarem tudinho!

Estou a ver esse sorrisinho amarelo na cara das restantes grávidas! Hehe Dêem a dica aos maridões, à família, aos amigos, peçam para fazer uma vaquinha, o que for. O Dia da Mãe está aí e vocês merecem!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Passámos ao lado de uma carreira de sucesso.

Depois de ter ouvido a Joana Gama a imitar a Shakira na Mega (e de me ter escangalhado a rir), desafiei-a a fazer uma espécie de batalha de imitações: Shakira, Britney Spears e Cher.

A dar tudo.

Logo a seguir a preencher o IRS, vão sentir que este é o tempo mais mal gasto das vossas vidas, já a avisar! O resultado é só a maior parvoíce de todos os tempos, mas, no fundo, nada a que não vos tenhamos já habituado.





Quem vence esta batalha épica?

O que terá acontecido a esta mãe?

Foi isso que esteve na minha cabeça durante os 10 minutos da viagem de comboio. Não é muito tempo, mas intrigou-me ao ponto de não ter vergonha nenhuma e de ter ficado especada a olhar para este homem e para esta bebé. 

Eu, que geralmente não largo o telemóvel, borrifei-me para ele. Estava perante todo um Louvre, um momento que merecia uma contemplação inegável. O que terá acontecido a esta mãe?



Vi um pai. Um homem muito parecido com o Xzibit mas de olhos claros. Tinha em si o ar mais másculo do mundo, como se só com um braço conseguisse amochar uma multidão, mas a transmitir a doçura de uma sobremesa com culpa à mistura. 

Ele era doce. Tinha a sua filha de um ano e meio (não mais) ao colo - estavam em pé no comboio. Ambos equipados para o frio. O pai de gorro e de quispo, a filha com um gorro em forma de urso, um quispo e duas calças. Não levavam carrinho. Ela estava ao colo dele. Com toda a força que o pai tinha, agarrava-a só com um braço. Sentiu-a cansada e, com a outra mão, encostou-a ao peito e sussurou-lhe algo, sonhei que disse: "descansa, bebé, descansa um bocadinho". 

A bebé, silenciosa, encostou a cabeça ao peitinho do seu pai e começou a fechar os olhos. Transmitiu-me aquela sensação que temos quando chegamos a casa depois de umas férias grandes: "cheguei, é aqui que pertenço". 

Segundos depois a bebé espirra e lança imenso ranho para cima da cara do seu pai e dela mesma. O pai sorri carinhosamente e, ainda com ela ao colo, procura calmamente um lenço no bolso do seu quispo. Limpou. 

Voltaram a ser um só durante mais uns minutos. 

Estavam só os dois. Dois que pareciam um. Um um tão bonito que senti que podia tirar pedaços da imagem com os meus olhos. Vi um monumento de amor. 

O que terá acontecido a esta mãe?

Se calhar nada. 

Aconteça o que tenha acontecido - se é que aconteceu alguma coisa - está bem entregue. Muito bem. Este homem só poderá ser amado por uma mulher igualmente bela e uma criança, filha de dois pais assim, tem só amor pela frente. 

A verdade é que a Joana Paixão Brás tem cara de b*tch.

Eu ia escrever um post comovente sobre uma coisa que vi hoje de manhã no comboio, mas a espertalhona da Joana  foi comovente antes de mim (neste post que publicou de manhã) e não quero transformar este blog numa lamechice pegada (amanhã falo disso do comboio). Joana, o post deve estar muito lindo, mas não estou com paciência. Aliás, raramente leio os teus posts. Digo só awww a olhar para ele e pronto, sinto que já cumpri a tarefa. 

Estou toda ácida para fingir que acusei pressão daquele post dela a pedinchar miminhos no instagram (aqui) a dizer que eu é que sou a maior, etc. O costume. 

Uma coisa que tenho reparado é que o blogue está a ter um crescimento enorme. Não há uma única vez em que saia com a Irene e que não seja reconhecida por alguma mãe que me diga que é minha leitora ou que depois envie um mail ou escreva um comentário a dizer que nos viu e que não quis falar connosco porque, enfim, deve ter lá coisas mais interessantes para fazer com a vida dela.

Sempre que sou reconhecida digo à Joana para ela ficar contente por estarmos tão perto de vocês, por se sentirem à vontade para o dizer, por serem tão simpáticas. A Joana diz que quase ninguém lhe fala (não tanto como comigo), mas que ela tem a sensação de que muita gente sabe quem ela é. 

Eu tenho uma teoria - tenho várias - e tal tem que ver com o facto da Joana ter ar de b*tch. A expressão em inglês é: Bitch Resting Face. Todas nós temos uma expressão em repouso pouco agradável, mas a Joana...  Eu cá suspeito que a Joana tenta parecer doce durante tanto tempo que depois, quando a cabeça desliga, fica com o ar da maior cabra do mundo só para desenjoar um bocadinho. 

Alguns exemplos de Bitch Resting Face aqui.

Eis a minha interpretação da Bitch Resting Face da Joana: 

É uma espécie de segundo dia de gripe.

E eis a minha Bitch Resting Face: 

Querida, simpática, maravilhosa.

Tenho andado a fazer contas e para além de dar uma granda abada nas seguidas do instagram, também estamos a 3000 - 2 no que toca a sermos abordadas na rua. Terá que ver com o facto da Joana não morar em Lisboa? Se calhar, mas isso não interessa.  Não agora. 


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Tenho uma mãe ao meu lado, a chorar.

Estou muito emocionada na sala de espera da ala de obstetrícia, onde espero pela ecografia do terceiro trimestre. A menos de 4 metros, está uma senhora, de uns 50 anos, a chorar copiosamente e a tentar limpar a maquilhagem esborratada. Está feliz, e eu feliz por ela. Está aliviada e emocionada. "O Lourenço já nasceu!", dá a novidade por telemóvel. "Vão agora para o recobro. Já és tio!" E limpa as lágrimas. Um sorriso na cara e novas chamadas se sucedem, a dar a boa nova. Percebi que é a avó, mãe da mãe.
Fiquei a pensar na minha mãe, que estava do lado de fora, acampada, à espera da notícia. E continua a chamada: "Não sei de mais nada. Quando cheguei, ela já não estava cá e o Rui foi assistir ao parto. Não sei de mais nada, mas já está cá o nosso menino. Não estou aqui a fazer nada, mas pronto, não interessa, já nasceu."
A minha mãe esteve cá umas boas horas. Mandei-a embora, que fosse para casa, mas não foi. Tenho a certeza de que sofreu. Com a espera. Com medo de que eu estivesse a sofrer. E sei também que aquelas horas pareceram dias. E, havendo já parto agendado para a semana seguinte (muito provavelmente cesariana) e estando a ser parto natural, imagino o pânico. De vez em quando ia-lhe dando notícias, tentando acalmá-la. Mas é Mãe. Mãe sofre pelos filhos, a vida toda. 
A mãe que está ao meu lado já parou de chorar. Mas não arreda pé, mesmo sem saber quando poderá ver a filha e o neto. Vai ficar à espera. E eu estou de coração cheio.

Espera, está a falar agora com a filha. "3,355kg? Nota máxima no teste? Tens dores? Já está a mamar, que bom! Ai filha que bom! O Rui não desmaiou? Tem muito cabelinho? Oh pa, estou desejosa de ver o meu menino! Estás com dores? Já aqui estão os pais do Rui. Daqui a duas horas? Está bem, filha."

Que emoção! ❤️

Ando cheia de vontadinha...

... de fazer uma sessão fotográfica destas.




Será que o tempo vai colaborar até à Luísa nascer? :)


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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Olha-m'esta (#01) - Vocês não têm nada para fazer?

"Não têm vergonha? A maior parte das mães queixa-se ao mundo inteiro a dizer que não tem tempo nem para dar meio pum e gastam minutos todos os dias a ler este pedacinho de nada, perdido no fim da internet? 

Sinceramente, só vim cá ter porque já li toda a internet. Isso e porque costumo sentir-me atraída por acidentes na auto-estrada, mas isso advém da minha naturalidade portuguesa. Engana-se quem pense que eu acho que este blogue não tem nada de especial: tem tudo de especial.

Tem: 

- Duas pindéricas que julgam que sabem escrever, mas mais parece que atiram as vírgulas para o texto como se estivessem a botar sal numa sopa. 

- Duas pindéricas que dizem que este blogue é diferente dos outros de propósito, mas tal tem somente que ver com o facto de terem um ar paupérrimo e de, portanto, não conseguirem ter um aspecto tão impec como as outras blogueres. 

- Uma veste golas à miúda para desviar a atenção da monocelha da cachopa. Se não for por isso, não vejo motivo para tanta obsessão com fofos e afins. Vai continuar a vestir-lhe fofos até a miúda já ter de fazer as virilhas para não se ficarem a ver no Verão? Haja paciência!

- A outra, que gosta de se assumir nada beta, não tem é gosto nenhum. Diz que odeia essas "mariquices" - é ela quem o diz - mas sinto é que se perde com escolhas com um pouco mais de classe que a secção de descontos da C&A. É muito prática, é. É prática a vestir a miúda como se esta fosse para uma mina e tudo só para não sentir a pressão de ter de a vestir como deve ser. 

- Uma que diz que é gaga só para lhe dizermos constantemente "ai nunca reparei". Cá para mim a moça tem tão de gaga como de traseiro - pôs uma vez uma foto em bikini a dizer que se adorava, mas não deve ter visto que no sítio do rabo, só tinha mesmo o buraco, como lá nas Índias que só têm um buraco para as necessidades. Inventou ser gaga para chamar a atenção, tal como a outra diz que faz rádio mas nunca a ouvi. 

- A outra diz que aprendeu agora a maquilhar-se, mas é porque ainda ninguém lhe disse a verdade. Passou de mulher que ia de pijama para a rua (dizendo que era uma escolha, mas eu cá acho que era porque nada lhe servia) com ar de quem tinha bebido uns 4 ou 5 pacotes de vinhaça para uma mulher que parece que nem dorme de entusiasmo por estar a passar pela mesma transformação que a Caitlyn Jenner (a ou o, sei lá). 

- Uma diz que está grávida e que vai ter outra miúda. Ninguém me tira a ideia de que se apercebeu que nunca tem inspiração para posts e que fez a criança só para ter assunto para mais uns meses. Ainda por cima deu-lhe um nome para usar mais fofos e bordados. Livrai-nos senhor de dar um nome "banal" à miúda e depois espetar-lhe um fofo de uma loja no facebook só com 11 likes. 

- A outra ficou um ano e meio em casa para tomar conta da miúda, a verdade é que acho que como nunca tinha tido amigas na vida, estava maravilhada por ter uma presença feminina ao pé dela que não a detestasse e que não se afastasse dela até porque - segundo li -  a bebé começou a andar tardíssimo. Coitada da miúda. Correm uns boatos que foi ela a inscrever-se na creche por já não aguentar mais. Até o próprio marido se inscreveu. 

Não percam tempo a ler este blogue. Julgo que todas ficaríamos a ganhar mais se tentássemos lamber o nosso próprio cotovelo.

Até já." 


* este texto foi publicado após um pequeno esclarecimento - este. 

Ah! Afinal não é só a minha filha!

Eu a achar que tinha uma filha maníaca das limpezas, mas é mal (mal não, bem!) geral. Falei com as minhas Mamãs de Março (grupo no FB onde eu e a Joana Gama nos conhecemos, snif snif, que linda história de amor) e muitos miúdos de dois anos andam nesta fase.

Ó p'esta carinha de satisfação! :)

A Isabel quer "papéu" a torto e a direito, assim como "toaletes". Se vê uma migalha no chão diz: "mãe, está xuxo!" e lá vai ela buscar a artilharia toda, a dela e a minha. Balde com água incluído. "Menina Béu axuda" (sim, é um bocadinho sopinha de massa, como pai).

No outro dia apanhei-a em frente ao espelho e fiquei a cuscar, sem ela me ver. Com uma toalhita limpava a boquinha, depois as bochechas, o nariz, fechava delicadamente os olhos para limpar as pálpebras e, depois, com uma mão, puxou a franja para cima e limpou a testa. Acabou o serviço e disse, orgulhosa e sorridente: "linda!".

Era tão bom que ela se lembrasse destes momentos quando tiver 9 anos e me gritar, do quarto, que tomou banho o mês passado. Ou quando eu lhe pedir ajuda para arrumar a cozinha e me responder 10 vezes com um "estou a ir!" e um "já vou!" ou um "mãeeeee!, já vai!". Mas não. É com dois anos que eles gostam de limpezas. Bom timing...