quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Hacks de uma mãe despachada (#01)

Eu não sou a mãe mais despachada à face da terra, longe disso. Porém, com o tempo lá vamos arranjando uma maneira mais fácil (para nós) de fazer as coisas.

A Irene tem pele atópica e reage mal a toalhitas e a produtos para limpar o rabinho. Borrifei-me (literalmente) para tudo e agora uso só água. Até passei por uma fase em que pus um bocadinho de bicarbonato de sódio nessa água (só para contrabalançar o PH porque ela estava muito assada), mas água parece ser mesmo a melhor solução. 

Usamos, então, um borrifador que comprei na Tiger (1 euro) e as compressas de tecido não tecido mas de tecido que afinal não são de tecido porque não sei quê. É tipo este que está aqui em baixo mas um pouco mais giro, claro. 




Partilhem aqui como comentário os vossos hacks que nos próximos posts até posso divulgar as vossas ideias e os vossos hacks para passarmos todas a ter o trabalho mais facilitado ;)

Tive de disfarçar que estava a chorar.

Tive mesmo. Não queria mesmo que a Irene percebesse que a mãe estava a chorar porque iria entender mal a situação.

Estava a adormecê-la ontem, no registo dos miminhos que vos falei - tenho adorado (aqui) e, como queria ver se ela se começava a acalmar disse:

- A mãe está cansada, podes, por favor, tentar fazer ó-ó?

- A mãe está triste?

- Não, a mãe está sempre contente, sabes porquê?

- Porquê?

- Porque gosta muito muito de ti. 

Ela sorriu e abraçou-me com muita força ao mesmo tempo que fazia aquele barulho que fazemos quando apertamos alguém...

Tive de disfarçar, mas caíram-me lágrimas... ;) E sabem o melhor? Adormeceu. Virou-se de barriga para baixo, ainda mexeu um bocadinho as perninhas e isso, mas adormeceu.




Parece a gozar, mas não é...

Agora, o que é a gozar é que o diálogo tivesse sido exactamente assim. A versão verdadeira é esta:

- A mãe está cansada, podes, por favor, tentar fazer ó-ó?

- Tite, mamã!

- Não, a mãe está sempre contente, sabes porquê?

- Sim. 

- Porque gosta muito muito de ti. 

Ser mãe é estar apaixonada todos os dias.

Última semana na creche de sempre

Ui. Como vos explicar o quão pequenino o meu coração está?

Imaginem terem de deixar a vossa filha, tão bebé, com desconhecidos. Imaginem que a vossa filha conheceu estas pessoas com 5 meses e meio (aqui). Imaginem que, no meio de tantas inseguranças (normais de mãe) com leitinho, depois sopas, colo, sestas, amor, atenção, doenças, tudo corre bem. Que a vossa filha se habituou de uma forma fácil ao ambiente e às pessoas (aqui). Que tem uma amiguinha, a Laura, com umas bochechas maravilhosas e um sorriso lindo, que está com ela desde o início.


Nem precisa de legenda. Foi a 1 de setembro de 2014.

Imaginem que aquele bocado de coração que vos foi roubado no início, voltou a crescer e que se apercebem que a vossa filha gosta de lá estar, que é feliz, que foi bem tratada, estimulada, acarinhada. Que lhe deram muito colinho. E regras. E que por lá come sempre sopa (coisa que em casa é quando o rei faz anos...). Que sabe de cor o nome de todas as educadoras e auxiliares (chateia-me chamar-lhes auxiliares, por mim ficam todas educadoras!). Que não gosta muito quando a vamos buscar mais cedo. Que corre para a aula de música às terças feiras (mesmo que vá sempre atrasada, pais desnaturados!) e que em casa pede para lhe pôr as músicas da Vera (professora de música), que já sabe trautear. Que já consegue fazer um resumo do que fez no dia, que me conta se fez cocó ou xixi na sanita, toda orgulhosa.
Imaginem agora que este ano e meio foi bem melhor do que esperaram no início. Que tudo se fez, que a bebé se tornou numa criança traquinas (e que faz moche aos colegas...) mas também carinhosa, que dá beijinhos à Ana e à Guida e que adora a Lola e a Ana e a Fátima e "todaaaas", como ela diz. Sinto-a feliz ali. E vai acabar.

"Obrigada por me terem ajudado a crescer" é a frase que mais se vê por aí escrita nas lembranças que se oferece às educadoras.

Eu agradeço por terem ajudado a Isabel a crescer. Mas também por terem ajudado esta mãe e este pai a sentirem-se um bocadinho menos culpados, quando se atrasam a ir buscá-la, por saberem que ela está bem entregue. Por estarem lá, quando nós não estamos. Por terem sido a segunda casa dela, numa fase tão importante no seu desenvolvimento. Por terem passado mais horas com ela do que nós e por terem dado tanto de vós. Reconheço que o vosso trabalho é muito, mas muito cansativo e de uma enorme paciência e responsabilidade, mas tenho a certeza de que também compensador. Que se lembrem sempre do sorriso da Isabel, das caretas e disparates. Ela não se vai lembrar de vocês daqui a uns anos, mas eu farei questão de lhe contar que foi muito feliz aí.

Obrigada.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Coisas que uma mãe feliz faz.

Já estive do outro lado, do lado infeliz, do lado cansado... ao mesmo tempo que, por uns minutos, tinha laivos do lado feliz da maternidade. Esta mudança deveu-se muito a dormir melhor (já vos falei disso aqui e aqui), mas também a tratar da minha ansiedade (aqui) e a voltar a trabalhar (aqui). 

Já chega de links, caramba. 

Mais fotos aqui


Coisas que noto em mim, agora que está tudo mais calmo: 
(não sei quanto tempo durará, mas sei que não será assim sempre e para sempre)

  • Quando a Irene me chama de manhã para acordar, vou cheia de vontade de a ver e entro no quarto com alegria e a brincar com ela e cheia de vontade de a mimar. - Dantes entrava triste, cabisbaixa, sem lhe passar alegria nenhuma por estar tão cansada e até zangada por ter sido acordada. 
  • Consigo arranjar estratégias mais criativas para contornar problemas temperamentais. Dantes, assim que ela me dissesse que não queria trocar a fralda (assim que acorda), ficava logo enervada. Agora, brinco e lá se muda a fralda até de uma maneira divertida. 
  • Tenho mais vontade de a integrar nas minhas tarefas. Em vez de a privar de ver a mãe a cozinhar (como se  eu cozinhasse) ou a maquilhar-se, tenho vontade de lhe mostrar o que são batons, as cores, etc. Dantes ela ficaria excluída e dir-lhe-ia só "isto é dos crescidos". 
  • Preparo-lhe os lanchinhos (e para mim também). Ontem lavei e cortei os morangos todos para, sempre que ela quiser, ser só servir. 
  • Presto mais atenção aos detalhes dela. Às vezes ela anda com as unhas mais tortas ou com o cabelo menos penteado ou, quando vamos à rua, visto-lhe a primeira coisa que me aparece à frente. Agora, até as unhas limei, tive finalmente paciência para inventar uma brincadeira para lhe conseguir secar o cabelo, ponho-lhe creminho da cara na cara, faço-lhe massagens nos pés depois do banho e escolho com imenso gosto e carinho a roupa que ela vai usar (se depois resulta, isso é outra coisa). 
  • Menos ipad e mais livros. Estou mais disponível para lhe dar de comer e para lhe contar histórias e ler coisas que impliquem paciência e não a despacho para o ipad. 
  • Mais dança! Mais vontade de por música a tocar, inventar coreografias, mais actividade física. 
  • Mais gosto em adormecê-la. Adormecê-la deixou de ser uma tortura e passou a ser um momento maravilhoso em que contemplo e saboreio e depois sinto um prazer enorme em que ela se "entregue ao sono" por se sentir protegida pela mãe que está ali ao lado dela. 
  • Mais carinho físico. Acaricio-a mais vezes, dou-lhe mais mimos, olho mais para ela, sorrimos mais juntas. Há mais silêncio. 
  • Maior vontade de fazer planos diferentes. Principalmente agora que o tempo não tem estado grande espingarda, apetece-me ensiná-la a descascar a banana para os bolos, a mexer nos ovos cozidos, a experimentar aulas de natação (ainda tenho de ir ver disto).
  • Vejo-a mais como ela é e o crescimento dela. O tempo abranda um bocadinho e consigo vê-la a crescer, que qualidades tem, como será a personalidade dela...
Isto tudo para vos dizer: se tiverem algo que vos esteja a impedir de serem felizes, resolvam! Ajam! Cada dia que passa é mais um que poderia ter sido muito mais fabuloso. E o bom disto é que, assim que descubramos como é bom quando as coisas correm assim, não queremos outra coisa e facilmente voltamos ao nosso equilíbrio. 

Assim, sim! ;)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Vamos viver para o campo!


É esta a paisagem que vemos, quando abrimos a porta. Em cada fresta da janela, verde, natureza. O Pipo e o Sunny correm lá fora. A Isabel adora acordar ali. E é ali que vamos estar nos próximos meses. Não sabemos quantos, nem isso agora interessa. É ir vivendo, ao sabor dos dias. Assim, de pijama com sandálias e casacos, a aproveitar todos os momentos. "Rua" é a palavra que a Isabel mais pronuncia naquela casa. E vai ser isso mesmo, filha. Rua! Rua, erva, flores, passarinhos. Galochas, poças, terra, joaninhas. Tudo nosso, para exploramos, com tempo, devagarinho. Tão devagarinho que vou jurar que vejo o teu cabelo crescer, milímetro a milímetro.
 
Eu volto a casa. À família, aos mimos da minha mãe, a poucos quilómetros da avó Rosel, dos meus tios e primos. Volto a uma calma que me apaziguava quando conseguia respirar aquele ar, nas poucas horas do fim-de-semana. É o fim do choro no carro durante uma hora quando apanhávamos trânsito, depois da creche. É o fim de tantas horas separadas. Vou busca-la mais cedo e ainda vamos ter um dia pela frente para fazer pinturas, para apanhar as pedrinhas do chão. É liberdade. É família e ajuda. Sinto que estou a regressar a casa. Sinto que estou a regressar a mim. 
 
Está quase.

Eles são tãooo queridos (e não falo dos bebés)

Opá, o que me derreti com isto que aconteceu...

Veio a Bububox que já vos falámos aqui no blog (e que ambas adoramos o conceito) e, na caixa, veio um pacote de massa orgânica em forma de animais. Costumamos usar massinhas das estrelinhas e das letrinhas, mas a Irene foi ao rubro com estas massas, por terem tartarugas e leões e girafas.

Pedi ao pai para ir cozendo a massa enquanto íamos a caminho de casa da aula de música e ele lá fez. Quando lá cheguei ele olhou para mim com um ar triste e disse: 

- olha, não sei se isto da massa é  boa ideia...
- então, amor? 
- ela vai ver que são animais e há alguns que ficaram maltratados... há girafas sem cabeça, ursos sem corpo...
- awwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww

Eles podem não se preocupar com as mesmas coisas que nós ou até parecer que não se preocupam com grande coisa, mas esta preocupação é maravilhosa, não é? AMOROSO!!! Dá-me vontade de lhe apertar as bochechas. 

Acho que a massa ainda não se vende cá em Portugal, mas há de se vender! 


Sim ou não?


Este papel de parede, que já lá estava (é o antigo quarto do meu irmão): SIM OU NÃO?

Não gosto muito, mas também não me choca. 

O que fariam? Tiravam o papel? Punham outro por cima? (tenho de tirar para colocar outro? Não percebo nada disto) 

[nas mudanças, o espelho do roupeiro partiu-se e estou a pensar pôr papel de parede, já que o espelho ali não faz grande falta e fica praticamente tapado com roupas, parece-vos bem?] 

É nestes momentos que eu gostava de ter uma decoradora dentro de mim.
Isso ou uma conta recheada para poder pedir a quem sabe para tratar de tudo por mim. :) hehe 

Dicas e conselhos, precisa-se!

Sabem como é que a minha filha se chama?

Sim, a Isabel.

"Menina Béu". <3

Parece que foi criada numa casa de 30 quartos, mordomo e empregados: "a menina deseja algo?". Há umas duas semanas, no trocador, perguntei-lhe como se chamava e foi esta a resposta. Fartei-me de rir e fui a correr contar ao pai. A partir daí sempre se referiu a ela como menina Béu. "A mãe, o pai e a menina Béu." Assim, devagarinho, vou introduzindo a mana, "Issa", na conversa e até já comprei um coelhinho bebé (com chucha e tudo) para acrescentar à família de três. Chegou a pô-la a dormir aos pés da cama, mas espero que não seja sintomático do que aí vem. :) Béu e Issa, as minhas filhotas.





domingo, 21 de fevereiro de 2016

Ela não pára de gritar!

Ando sempre a pensar em ideias para posts, em ideias para posts e como é que é possível ter-me falhado o que mais me tem andado a "azucrinar" a cabeça? 


A Irene entrou oficialmente nos terrible twos ou lá o que é (há quem diga que é um mito também - aqui). É uma fase em que eles aprendem a manifestar a sua vontade própria mas que ainda não sabem lidar com a sua frustração, então isso significa birras, gritos, desafios, etc. 

Ela já tinha tido uma fase em que gritava quando era mais nova: houve um dia em que estava a aspirar a casa (sim, que aqui a menina é blogger, mas sabe ligar um aspirador - muahah, brincadeira) e ela tentou falar mais alto que o aspirador e descobriu que aquilo chamava a nossa atenção. Gritou uma semaninha. Decidi ignorá-la. Achei que ao não dar atenção que ela se iria esquecer disso tal como se esquecia de tudo o resto.


Gira a imagem, não é? É assim que a vejo. 


Agora é um pouco mais complicado, não só porque a miúda está em vantagem (visto que utiliza mais % do cérebro que nós), mas também porque se começam a evidenciar as discórdias entre o Frederico e eu relativamente a isto da educação.

O pai é mais "à antiga", é a favor de nunca se bater na Irene mas acha que, às vezes, ela precisa de um "snap out of it" (um... sei lá como chamar... click?) e, então, sobe o tom de voz e abre os olhos. Isto faz com que, quando ela grita, o pai "grita" (fala mais alto, num tom que evidencia autoridade) a dizer que "a bebé não grita, que faz doer nos ouvidos, o pai já disse, blá blá). Ora, instintivamente não era isso que eu queria fazer, porque não me parece certo responder a volume de som com volume de som (lembrem-se da história do aspirador), nem me parece certo dar-lhe a impressão que o pai grita com ela, mas que ela não pode gritar porque faz "dói-dói" nos ouvidos. Porém, cedi à pressão. E sabendo que passaria por passiva (aos olhos do pai da minha filha) ao não dizer nada à séria quando ela gritasse, comecei também (na minha versão) a repreender o comportamento, dizendo (de olhos tão abertos que se tivesse acabado de por o rimel, ficava tudo sujo na pálpebra, mas sem subir o tom de voz - não gosto mesmo): "o pai não grita, a mãe não grita, a bebé não grita". Gritava na mesma. 

Percebo que aqui muitos pais passem para a "sacudidela na fralda" ou "enxota moscas" ou todos os nomes possíveis e imaginários para atenuar o facto de não terem conseguido arranjar uma estratégia mais racional que resolvesse o problema ou para quem se deixe irritar. Não é opção para mim, apesar de, confesso, ser o meu primeiro instinto. Já tive que travar a mão a poucos centímetros do rabo e várias vezes. :(

Levei algumas palmadas em criança, não me fizeram bem algum. Tenho de experimentar outras coisas. 

Experimentei o "somos amigas, a mãe fica triste", o "se a bebé grita, os ouvidos da mãe fazem dói-dói e assim a mãe tem de ir embora" (coisa que ela achou muita graça e começou a gritar e depois a pedir-me para ir embora para "brincar"), etc. Eis senão quando reparei que estava a fazer algo com que não concordava. Esta questão dos gritos estava a tornar-se uma questão importante, mas não porque eu lhe desse importância. Obviamente que não quero criar uma filha que se ponha aos berros em restaurantes, centros comerciais ou, até mesmo, em casa. Porém, acho que tenho de compreender a fase do desenvolvimento em que está e as respostas que dá aos nossos estímulos. 

Ela aprendeu que, se gritar, vê o pai e a mãe chateados. Se estiver aborrecida, faz isso para abanar um pouco as coisas e para ter atenção. Acredito que se ambos tivéssemos ignorado os gritinhos iniciais, pelo menos esta % do problema não teria continuado a existir. Enfim...

Outra: ela fica mesmo muito aborrecida com tudo. Vejo como uma espécie de pós-parto mas infantil. Ela não consegue ter o auto-controlo que nós, mulheres sacanas, temos quando estamos a deitar fumo da cabeça, mas conseguimos, passivamente dizer: "levas tu o lixo porque, se fores bem a ver, eu faço tudo o resto cá em casa e é só um saco do lixo, está bem?". Eles são genuínos ao mais alto nível. Odeiam-nos naquele momento (à situação, vá) e, portanto, é isso que deixam sair e não vêem motivo nenhum para controlar (nem sabem como) essas reacções. Aquilo que nos faz agir "nos conformes" são regras que vamos ensinando e aprendendo com o tempo. Acredito que ela, para já, ainda não tenha idade para compreender o motivo de não poder gritar ou chorar quando está chateada, frustrada ou zangada e, por isso, tenho tentado fazer outras coisas: 

- Dar nomes às emoções. - "ponho-me à altura dela", se ela não estiver num ataque perfeitamente furioso e digo: "estás mesmo zangada/triste/chateada/frustrada", não estás?". Ela, muitas das vezes, abranda o cérebro para dizer que sim e tenta explicar o que queria e, mais calma, consigo explicar-lhe o porquê ou desviar a atenção dela para outra coisa qualquer. 

- Deixá-la expressar-se - tento não levar a peito que ela esteja aborrecida por lhe ter negado algo. Dou-lhe um tempinho para se expressar, até porque acho que ela própria, aos poucos pode ganhar capacidade de "voltar a si", principalmente se não for nada de muito relevante. 

- Contar a história do que aconteceu - começo por relatar a situação (depende do grau de frenetismo), dizendo "a Irene estava a adorar brincar com a bola, mas agora são horas de ir dormir. E a Irene adora a bola, não é? Tem muitas cores, pois tem... Que cores tem a bola?. 

- Tirá-la do sítio onde aconteceu o drama - novas visões, novas preocupações. Agora, sempre que chegamos à garagem, ela faz muita questão de ficar sentada no meu lugar a fingir que está a conduzir. A birra que faz quando eu a tiro (depois de a avisar que o vou fazer) é só até ao hall do prédio, quando vê que pode chamar o elevador. 


Estas coisas têm resultado (continua a gritar, por isso "o resultar" aqui é relativo). Sinceramente não me enervo, para já, com os gritos dela e, por isso, consigo fazê-lo. Ela não percebendo porque é que me enervo com os gritos dela, não será mais uma birra minha se a impedir de se expressar quando está triste ou zangada? 

Acho que tudo tem o seu tempo e ainda não é já que vou conseguir que ela compreenda porque é que não se grita, nem vou fazê-lo com palmadas ou enxota (inserir nomes de animais aleatoriamente para suavizar a coisa), nem vou continuar a tentar que ela pare só por sentir medo de mim - não quero que ela sinta medo de mim, sou mãe dela, caramba! Sinto que a palmada poderá não doer fisicamente, mas evidencia uma filosofia menos produtiva de compreender os bebés e deles a nós

Se um dia terei um adulta que se fartará de gritar em todo o lado? Acho que não. 

Têm mais ideias criativas de fazer com que isto pare? Nem é por mim. É mais pelo pai que julgo que sofre por antecipação que faça isto em locais públicos (e as pessoas achem que não a sabemos educar - o quanto me borrifo para essa gente) e porque acho que os gritos o enervam mesmo por serem sons altos. 

Os vossos passaram por isto?

Odeiam-me por achar que não é pela palmada e dizer isto de forma tão clara de maneira a que me vão comentar o post a dizer "isso é porque ainda és nova nisto", "és muito passiva e depois queixa-te", "uma palmada na hora certa"... ? Podia fazer um parágrafo a suavizar a minha opinião para não criar cocó entre nós, mas para quê? É mesmo nisto em que eu acredito agora. 

E soluções nesta onda, mais alguém tem ideias? O que fizeram/fazem vocês?

Adoro mudanças! (Not)

Epa é que gosto mesmo! Estou a ser irónica. É cansativo, é moroso, há sempre mais lixo que aparece não sei se onde, viagens, acartar coisas (tenho de ter algum cuidado nisto que no outro dia abusei e tive umas contrações estranhas)... É a maior seca! E acho que a Isabel concorda comigo:


No meio de tudo isto, há uma coisa boa, que nos deixa mais leves: aquela coisa do "destralhar". A quantidade de porcaria que uma pessoa é capaz de armazenar! Deus meu! 

Outras coisas boas: começar a projectar, devagarinho, o quarto das miúdas! E as coisas mais lindas que uma pessoa recebe!!! Mandem vir, pá! :)


Adorei, Caparinas! Mesmo mesmo a minha cara! Obrigada!

Estes miminhos dão-me ânimo para continuar nesta saga dos encaixotamentos. Parece não ter fim!!!

Nota-se muito que escrevi este texto a abrir? Quantas vezes escrevi a palavra "coisa"? Hahaha 

Se calhar ela vai afinar...

...porque não lhe perguntei se podia ou não publicar esta fotografia aqui, aliás, nem sei se ela a tem.

Não gosto nada do formato da minha cabeça aqui e a sacana da nossa fã tem umas covinhas lindas e sabe disso! A Joana está com ar de quem já está a pensar nos próximos 7 bebés que vai ter. 

Esta menina do meio é a Ana. Estávamos a meio da nossa sessão fotográfica para o livro "a Mãe é que sabe" que vamos lançar em breve (eheheheheheheheh contamos convosco para o lançamento?) e a Ana perguntou se éramos nós e se quem estava a ser maquilhada era a "outra Joana". Reparei algum entusiasmo genuíno na voz dela, foi bom sentir esse amor. Eu também estava super entusiasmada, mas mais envergonhada porque não sei bem reagir nestas situações. Das raras vezes que me reconheciam por outras coisas que fiz, ficava menos envergonhada porque me expunha menos, mostrava menos de mim, mas neste blogue ambas cuspimos aquilo que realmente somos e, portanto, quando vos conhecemos sentimos que sabem tudo de nós - e sabem quase tudo. Fica o mistério muahah. 

A Sessão fotográfica foi com o Pau Storch dos Retratistas e por termos falado dele há uns dias numa sessão fotográfica que a Joana fez (esta) é que a Ana marcou uma sessão para si. Por coincidência, encontramo-nos. Só ela poderá dizer com que impressão ficou de nós, mas não deve ter sido grande espingarda porque eu estava eléctrica por ter "tanto público" (estavam lá jornalistas - por causa do Paulo hehe não por nossa causa), maquilhadora, assistente (era o assistente, não era?) e próximas pessoas a serem fotografadas... Quando é assim fico muito irritante de tão palhaça e eléctrica... Tenho de voltar ao stand-up. 

Ana, adorámos conhecer-te! Espero que tenhas sentido isso e vê lá se não nos queres dar uma ajudinha, tu que trabalhas em "marketing à séria". ;)

É na boa que tenhamos publicado a tua fotografia, Ana?  

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Ai filhinhas...

Que bem que isto me soube. Sabem aquelas três horinhas que temos quando nos deparamos com três horinhas (que, para dizer a verdade, nunca são três) de tempo livre visto que eles estão a dormir? Hoje tive de escolher entre dormir ou tomar um banhinho à vontade e não escolhi dormir.

Que banho tão, mas tão bom. O melhor do banho foi de ter deixado as coisas actuarem no cabelo o tempo que dizia nas embalagens (vejam só a minha sorte) e, no final, ter ficado dentro da banheira, já sem a água a correr, mas a sentir (e a ouvir) as gotas a escorrerem-me do cabelo para o nariz e a cairem nos meus pés. 

Momento em que o tempo parou e voltei a ter uns segundinhos de nada que, afinal, me fazem falta. 

Quem haveria de dizer que, um dia, consideraria estes 15 minutinhos um luxo e daria valor a umas miseráveis gotas de água a baterem-me nos pés?

Se me tivessem contado, acharia que isto de ser mãe era uma tortura. 

E é um bocadinho ;) 

- Será que consigo publicar o post sem dizer aquele cliché de que as crianças são o melhor do mundo?

Ai...

Está quase... está quase...

Já publiquei!! Consegui!!




Oooooooops!



Uma aparente bolinha cor-de-rosa. Põe-se na água do banho e... a água fica assim. Como por magia, a bola transforma-se numa esponja com a forma de um animal. Escusado será dizer que a minha macaca andou o banho todo a perguntar pela "boua". Depois lá aprendeu a palavra "magia".









Esta bola de tinta vem na Bububox deste mês, uma caixinha que traz, todos os meses, presentes-surpresa para a idade dos nossos filhos. Recebemos também um livro com jogos e autocolantes, um prato da zebra, uma tinta para pintar o corpo no banho e mais uns presentinhos. Adoramos ser surpreendidas! Fica a dica.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

VOLTEI A DORMIR, CARAMBA!!! Parte 2!

Continuação deste post que era suposto só ter sido lido hoje de manhã, mas algumas de vocês não resistiram e vieram cuscar mais cedo, outras vieram pelo facebook do Centro do Bebé

Também era para publicar este post mais cedo hoje à noite mas vocês, mais do que ninguém, compreendem que os horários à noite podem sair um pouco furados, não é? É. 

Estava a explicar como conheci a Constança em pessoa e o que senti naquele dia em que me deu vontade de vomitar o coração para fora e deixá-lo em cima da secretária. Controlei-me mediocremente.

Já vos disse isto, mas já antes tinha falado com uma especialista do sono (que muito adoro e que muito me ajudou), mas que a primeira hipótese era de fazer o desmame nocturno (algo que sempre fui radicalmente contra, menos naqueles momentos de exaustão extrema em que tudo parece uma hipótese, até lhe dar um pontapé nos rins). Segui o meu instinto e prossegui. Vamo-nos adaptando (mais ou menos) a isto de não dormir. O cinzento começa a ser uma cor que nos segue para todo o lado e, às tantas, até já conseguimos duplicar as pequenas mini-forças que ainda temos em nós. Tudo é, porém, 10 vezes mais custoso e 10 vezes menos divertido. Estou convosco.

A Constança perguntou-me pelos hábitos da Irene e eu lá lhe disse. Eu sempre fui muito rígida nisto do sono porque fazia tudo o que estava ao meu alcance para ter a esperança de que pelo menos naquela noite conseguiria dormir mais do que 3 horas seguidas. Raramente. Uma das coisas que a Constança disse foi "se vires que ela tem sono, mesmo fora da hora da sesta, deixa-a cochilar... no teu colo, um bocadinho no sofá, se ela tem sono é porque está cansada". Fazer um sono curtinho de 30 minutinhos pode ser óptimo para eles e eu sempre a privei disso com os meus horários tão rígidos. Ainda hoje tenho imensa dificuldade porque não gosta que ela durma àquela hora e depois não saber quando é que ela vai adormecer outra vez, mas senti-me livre por saber que escutar a Irene e não as "teorias" não era algo imbecil, antes pelo contrário. Sinto que, aos poucos, "os livros" estão a passar a ser eu e ela, o nosso "nós". 

Outra coisa que ela me disse e que me fez todo o sentido foi que os bebés precisam de processar a informação que retiveram durante o dia antes de adormecer. Se tiver sido um dia muito mexido, aquela energia toda que eles têm antes de adormecer é óptima para o cérebro mastigar informação e quanto mais mastigada for, menos acordam durante a noite porque mais descansados dormem. Atenção que a Irene tem praticamente 2 anos, não sei se isto se aplica a bebés muito mais novos.

Isto fez com que eu passasse a não estar impaciente por ela andar aos saltinhos em cima da cama e aos gritinhos e a cantar e a bater palmas. Vi isso como um momento útil para um dormir mais tranquilo. Já não me enervou. Fez-me pensar também no meu erro mais comum nisto da maternidade que é não ver a Irene como uma pessoa. Ela é uma pessoa. Quantas vezes vamos para a cama e nos custa a adormecer logo? Porque é que exigimos isso dos nossos filhos? 

Ela tem que deitar fora aquela energia toda. Adormecer num ambiente calmo. Lembrei-me daquelas noites em que adormecemos depois de uma conversa mais séria ou até de uma discussão acesa e que, durante a noite, simplesmente sentimos que não descansamos ou acordamos com a sensação que nem dormirmos. Sinto que o nosso papel (e disse-me também a Constança) é garantir que eles têm as condições ideias para se sentirem amados, seguros, calmos e tranquilos e não sermos fonte de pressão e de energia negativa por eles não serem robôs. "Irene, são horas de dormir!!! Dorme!!". É só parvo. 

Recomendou-me que depois do jantar fossemos logo para o quarto para a cabeça não viajar muito mais depois da "calma" que o jantar traz. Vamos logo. 19h40 estamos no quarto e, durante sensivelmente meia hora, ainda de luz acesa, dou-lhe todos os miminhos do mundo (ou, mais no caso da Irene - igual à mãe - faço de público para as palhaçadas dela) incluindo festinhas no cabelo, beijinhos no corpo todo, maminha, muita maminha, por-lhe as mãozinhas dentro das minhas enquanto sopro lá para dentro para fazer quentinho (chamamos-lhe "o forninho"). Não sei se para vocês é fácil imaginar, mas ela tem um colchão de adulto no chão e eu deito-me com ela. Depois dessa meia hora em que, em princípio, estamos as duas calmas (pode não ser meia hora, atenção, não sejam chatas como eu), quando ela estiver mais molinha, desligo a luz e tento só dar-lhe os miminhos mínimos necessários.

A Constança disse que o primeiro acordar da noite costuma ser uma réplica do momento do adormecimento, por isso, quantos menos apetrechos ou técnicas utilizarmos para os fazer adormecer (colo, festinhas no rabo, canções, etc), mais suave será o primeiro acordar pois não acordarão à procura das condições que havia quando foram adormecidos. Se adormecerem sem ajuda (connosco lá ao lado a ouvi-los respirar - no nosso caso tenho feito conchinha, a ver se não repito muito para não ficar "bengala" hehehehe), vão acordar só quando for "preciso" e muito mais tranquilos. Assim tem sido. A Irene acorda agora uma ou duas vezes por noite (é uma sorte enorme comparadas com as 5/6 vezes que têm sido nos últimos dois anos). E ando a fazer isto bem há pouco tempo e acho que, mais uns dias, irá acordar ainda menos. E há de haver um dia em que tenho de ser eu a ir acordá-la haha!

Deixá-los esgotar as energias, proporcionar um ambiente calmo, sem pressas, reconhecê-los como indivíduos e não como nossa posse, não fazermos (adultos) birra por eles não adormecerem quando nos dá jeito e... acima de tudo: ver o momento do adormecimento como um momento de qualidade em que não há ruído nem telemóveis, nem nada. Só nós. 

A grande mudança aqui, além dessa minha postura pacífica foi a Irene ter a maminha antes de adormecer e não adormecer por completo na maminha, só consegui fazer isto graças a três coisas: consegui explicar à Irene que depois de mamar uma vez, as maminhas ficam vazias e só no dia seguinte é que têm muito leitinho (a história da maminha que conto dezenas de vezes antes de desligar a luz e a pedido - como é que mães de bebés mais novos podem fazer isto é que não sei, ajudou a Irene já me compreender), nos primeiros dias o pai ia adormecê-la comigo para haver maior "distracção" da maminha para quebrar a rotina e, agora, ela já sabe: a maminha é o tempo que ela quiser até se apagar a luz. Depois é ó-ó. 

Sabem que sou defensora acérrima da amamentação (como se houvesse algo para defender, como se não fosse mais do que óbvio), mas tenho a dizer-vos que desde que dei uma oportunidade a outro tipo de adormecimento que descobri outras formas de amor que ainda não tinha tido tanta oportunidade: as mãozinhas, os pézinhos, as festinhas... também tem sido lindo. Mães, não é preciso fazer desmame nocturno para eles dormirem bem! A culpa não é da maminha! A culpa não é de ninguém, o mais natural não é que eles durmam sozinhos até porque seriam caçados por um bicharoco qualquer, é normal que nos procurem, que nos chamem. Porém, esta é a maneira que tem funcionado para nós.

Não fiz desmame nocturno. Ela ainda mama quando acorda de noite e acordo cheia de vontade de lhe dar maminha, não estou habituada a tanto descanso haha. 

Graças à Irene a mim e ao pai e também à fada dos bebés - que também é a fada das mamãs em delírio graças à privação do sono. 

O que a Constança faz é simples. Vai buscar-NOS ao fundo do poço para onde nos atirámos com o nosso cansaço. E, com isto, faz os bebés crescerem felizes e com uma mãe muito mais feliz também. A mãe é que sabe, meninas, é o que vos digo. 



Tenho adorado adormecê-la. Depois de passar tantas horas em ela e de chegar a casa e ter de fazer coisas, aquele momento ninguém nos tira. Até ambas adormecermos naquele colchão. Adormecermos juntas. Que maravilha. 


(Cada bebé é um bebé, não são um robot, nem existem manuais para tratarmos deles como se tivessem um número de série. Reparem que não tive que a deixar chorar, nem a deixar sozinha ou deixá-la chorar a olhar para ela a dizer "a mãe está aqui", mas sem fazer nada para a ajudar - imaginem o que vai na cabeça deles "se estás aqui e me vês assim... por que não fazes nada?". A Constança é the real deal, é empática, não é só marrona e repetidora de conhecimento alheio. Sente-se quando estamos com ela. Sente-se que ela nasceu para isto e que não é apenas mais uma pessoa a tirar partido do nosso desespero para se tornar "conhecida" e para "aparecer". Foi o que senti.) 

Para dicas mais adaptadas a vocês e à vossa família, nada como a conhecerem. Depois digam-me se não sentirem o mesmo... 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

VOLTEI A DORMIR, CARAMBA!!!

Já está!!!!!!!

Já anda a acontecer há alguns dias, mas não queria dizer nada para não "amaldiçoar" a minha sorte! Não têm noção do que andei a "sofrer" nestes últimos dois anos com as noites da Irene... Ai, esqueçam.. têm, têm! Se andam por aqui é porque têm mesmo uma noção de tudo aquilo que passamos. Era horrível, sentia que estava aprisionada em mim própria sentindo-me impotente e menos presente, mas agora... ANDO LOUCA! CHEIA DE ENERGIA! mentira, adormeço à mesma depois de a deitar no sofá ou até com ela na cama. 

Sinto-me mais feliz, mais sorridente, mais esperta (aquilo do nosso cérebro desaparecer depois do parto é um pouco verdade, mas recuperamos um bocadinho quando passamos a dormir melhor) e com mais vontade de espalhar amor pela família toda. Notam o meu entusiasmo? Notam? Até a minha rosácea com melhores noites de sono já  me está a deixar ser um bocadinho mais bonita e com menos ar do Estebes do Herman. 

Como é que isto aconteceu? Em conversa com a Constança (cujo livro já tinha falado aqui)... Aliás, não foi assim! Eu escrevi um post a dizer que parte do segredo para sermos mais felizes é "deixar ir", algumas questões, desprendermo-nos da "vida passada" e aceitarmos o que há. Era um texto sobre o sono. A Constança (minha bff no Facebook) perguntou se precisava de alguma coisa e... BORRIFEI para tudo o que tinha escrito. Pensei: "Aceitar???' Não!!! Quero é que durmamos as duas muita bem!". Só para que se perceba aqui o "as duas" sou eu e a Irene e não eu e a Constança, acho que não faço muito o género dela.

Fui ter com a Constança ao Centro do Bebé no final de um dia de trabalho. Foi óptimo porque era à saída do metro,  nem tive que me mexer muito. 



E sim, a Marinel aceita marcações (o cabeleireiro no final da fotografia). Fui, adorei o espaço (todo naquela cor verde de água que nós adoramos e decorado de maneira muito rústica e cozy - mesmo tudo aquilo que a Constança sempre me transmitiu no livro dela) e esperei pela Constança. 

Entrei no gabinete e senti uma química especial (não aquela de que falei há pouco). Senti uma espécie de vontade genuína de ouvir e de ajudar. Coisa que não costumo sentir nos médicos que visito para as minhas consultas de rotina, sabem? Olham para nós mas parece que nem sempre nos vêem. A Constança viu-me e tive de me controlar porque ia começar a desbobinar a minha vida toda sem ninguém me ter perguntado nada sobre isso. Já conheceram pessoas assim que só dá vontade de fazer queixinhas da nossa vida toda? Foi o caso, mas dei o meu melhor para não ser chata. 

Falámos sobre a Irene. A Irene acordava imensas vezes durante a noite (sim, reparem no tempo verbal, ACORDAVA!) e eu não sabia o que poderia estar a fazer "mal". Já tinha falado com uma especialista de sono muito querida e ela já me tinha dado imensas dicas de horários, posturas, etc (e ajudou-me muito) e, por isso, a meu ver, tirando "o desmame" que nunca estive disposta a fazer de maneira artificial (assim, querendo só eu), não havia nada que estivesse a fazer de errado. E, realmente, não havia. 

Ao falar com a Constança percebi que nós não fazemos nada de errado, mas é exactamente esse receio que nos amaldiçoa. Lembro-me sempre de um exemplo, que não sei onde li/vi ou quem me contou (na volta, ainda foi no livro da Constança), de uma dupla de mãe e filha no hospital que não se estava a conseguir entender com a amamentação e imensa gente estava lá a mandar o seu bitaite, a opinar... Quando toda a gente saiu e ambas se concentraram uma na outra... a magia, o natural aconteceu. Estamos poluídas de teorias, inseguranças, novidades, tretas, bitaites... 

A Irene acordava imensas vezes durante a noite e eu também. Ela acordava, chamava por mim e dizia "mamã, maminha!", eu ia, dava a maminha com todo o gosto, mas de manhã sentia os "juros". E acho que ela também. Menos descansada. 

A Constança ajudou-me a que a Irene passasse a dormir melhor e sem nos tirar a maminha. Querem saber o resto? Conto-vos mais logo à noite, pode ser? ;)

Dar prioridade às grávidas

Ontem assisti a uma discussão sobre o que é legítimo e o que não é. O que é do bom senso e o que nem devia sequer estar a ser discutido.
Eu não sou a grávida que precisa de prioridade sempre. Mas confesso que lá para as 38 semanas uma ida ao supermercado já não era pêra doce. Doíam-me os rins se passava muito tempo em pé. E o pipi. "E por que não encomendavas pela internet?" Pois, pergunta legítima. Acho que sempre tive aquela mania de mostrar que era uma grávida super activa e que estava bem e fiz questão de trabalhar até ao fim. Às vezes davam-me prioridade e eu agradecia e não aproveitava. Outras vezes sim, dependia de como me sentia. Não sou a grávida que usa logo o lugar de estacionamento das grávidas às 5 semanas. Penso "se calhar, vem agora aí alguém a seguir com 32 semanas que precisa mais. Ou com 5 semanas que precisa mais". O tempo de gravidez não é, para mim, o único factor a ter em conta. Cada gravidez é diferente.
Agora, a verdade é que já me chateei uma vez quando pedi, delicadamente, prioridade (acho que deve ter sido a segunda vez) e a rapariga da frente, acompanhada pela mãe, de seus 56 anos, me disse que ali não havia caixas prioritárias. Eu tinha na minha mão dois pacotes de leite e pão e não me estava a sentir lá grande coisa. Fiquei com cara de cu, bufei e disse-lhe "ora muito obrigada pela gentileza". Nem a rapariga da caixa se pronunciou. Alguma coisa deve ter ficado a levitar sobre aquelas cabeças, espero. Ou então não, que há pessoas demasiado umbiguistas.
A verdade é que não está na lei esta coisa da prioridade para as grávidas em locais privados. Há um Artigo 9. algures, mas para organismos públicos, que define isto como prioridades no atendimento (copiei de um grupo do FB) :
"1 - Deve ser dada prioridade ao atendimento dos idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência ou acompanhadas de crianças de colo e outros casos específicos com necessidades de atendimento prioritário.
2 - Os portadores de convocatórias têm prioridade no atendimento junto do respectivo serviço público que as emitiu."
Por isso, nos sítios públicos impera apenas o bom senso, de quem lá trabalha, de quem está nas filas, das grávidas, das mães e pais com filhos de colo. Sim, porque também já vi famílias com filhos bem crescidos, 4, 5 anos - e calminhos - a "tirarem lugar" a outros casos prioritários. Não me caiu bem, mas não me armo em Zorro a impor o meu sentido de justiça.
Regra geral, sempre me senti bem mimada e bem tratada perante o meu estado de graça. E até com a filhota ao colo, quase sempre me perguntaram se queria passar. Umas vezes passei, outras não. Avaliava a situação.
E vocês? Como lidam com isto? São umas lambonas das prioridades? Aproveitam tudo a que têm direito? Como é?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A Irene foi ao cinema pela primeira vez!

E recomendo! Quando a Renata (uma amiga) me convidou para irmos, pensei: "bebés e cinema?". A verdade é que é mesmo para bebés, fomos à sessão para a idade deles (claro) e estava tudo feito à medida, obviamente: 

Desenhos animados com histórias curtas, duas sessões de 15 minutos com intervalo pelo meio e com uma área de puffs para os pais se sentarem no chão e também para os bebés andarem por lá a gatinhar e a trepar (claro que não iam pensar que os miúdos fossem ficar quietos durante tanto tempo e numa cadeira, não é?). 

Foram desenhos animados muito queridos e culturalmente muito diversificados, acho que vimos desenhos russos, ingleses, até coreanos... E sabem que mais? Foi de graça. 

Informem-se sobre o festival Play porque vale a pena e vai até dia 21 (estou a ver ali no cartaz em baixo, na fotografia). 












O poder do sussuro infantil.

Admitam, admitam! Estive a ver as estatísticas do blogue e acho que estamos seguras: temos alguns homens a ler, mas não os suficientes para passarem esta informação entre eles e de nos descobrirem.

É ou não é verdade que nos aproveitamos do "sussuro infantil" para mandarmos os nossos maridos fazerem coisas?

Eu uso IMEEEEEEENSO!

- Diz ao papá que queres ir jogar os números.

- Diz ao papá que queres comer maçã.

- Chama o papá para ele dar banho...

- Vai dizer ao pai que tens cocó...

É bom, não é?

É até ela ter idade para dizer: "Paiii, a mãe disse para te dizer...".

Vou aproveitar estes aninhos ao máximo, gente! Ao máximo!!

Fazem isto ou sou eu que sou péssima pessoa e manipuladora familiar? ;)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Ó pr'a nós em França!

Quando alguém em França nos faz uma entrevista (neste caso foi a fofa da Joana Gama que se chegou à frente para responder), sentimo-nos como aqueles jogadores de futebol, super internacionais, mas com menos Spas e piscinas interiores.

Está aqui, na Parole de Mamans.

Obrigada à Sophie e à Virginie. <3

Tenho pais divorciados.


Vamos chorar todos um bocadinho? 
Não é preciso. 

Se há trauma, está mais afundado que a minha vesícula biliar.

Além de serem divorciados, não posso dizer que sejam grandes amigos e que se tenham falado grande coisa depois do divórcio (quando tinha 6 anos), isto faz com que tenha 3 famílias para ir agendando para que toda a gente veja a Irene e para que a Irene veja toda a gente. 

Este fim-de-semana fizemos o pleno: conseguiu ver os três pares de avós! Maravilha! Sábado viu a minha mãe e o João e, no domingo, foi o meu pai e a Bibi, juntamente com o meu irmão Tiago e isto com os avós paternos em simultâneo lá em casa! Incrível!!

A Irene estava louca. Louca de ter tanto público. Tantas pessoas de quem gosta e que a amam imenso e estava eléctrica. Um fim-de-semana totalmente dedicado à família, que somos tantos e que deixou a Irene tão feliz (e a mim também). 

O meu irmão Tiago e a Irene. 

Não consegui escolher uma das duas fotografias, levam com as duas que andam de lado.

Da esquerda para a direita: o meu pai, irmão Tiago, Bibi, eu, Frederico e Irene.

Também não consegui escolher uma destas duas. É o que há ;)

Também têm de fazer grandes malabarismos por aí para conseguir ir "às capelinhas todas"? Ou têm uma família como as dos anúncios da televisão em que todos se falam e estão sempre juntos?