1.22.2016

A Irene já não cabe na cama!


Encontrou o cesto da roupa suja/lavada na cozinha e começou a chamar-lhe cama. E depois reparou que não cabia mas, mesmo assim, convidou-me para me deitar com ela. Esquisito, não é? Não. Adorável. Futuras mães, não há nada que os deixe mais entretidos que tudo o que tenha que ver com a lavagem da roupa: molas e cestos da roupa. 

Parece que vai fazer o videoclip da Madonna, o Human Nature, mas versão very low budget (este video).


instagram.com/joanagama

Uns conselhos: 


  • Se comprarem meias da Calzedonia para eles, não vão na conversa de comprarem o número seguinte porque encolhem... Não, não encolhem e agora a miúda tem meias demasiado grandes para ela.
  • Aproveitem agora os saldos para comprar pijamas quentinhos para o ano, os melhores a meu ver são os da Zippy (tipo esta parte de cima que a Irene tem vestida).
  • Como ela tem frio só com as calças polares, ponho-lhe normalmente umas leggins por baixo, mas tenho sempre em atenção a % de algodão que não convém que ela fique com nada ali tão perto da pele durante a noite que não seja tão saudável. Collants não me parece a melhor opção, coitadinha. Eu odiaria dormir tão "coiso".
  • Façam filhos, são a melhor coisa do mundo. Quase que me desceu o leite só de olhar para a carinha dela. Amo-a tanto. 



Como é que ainda não vos tinha mostrado isto?

Num blogue de maternidade porreiro, como é que é possível já termos mais de um ano de existência e ainda não vos ter falado disto? Que horror. Odeio-me neste momento e já me estou a auto-flagelar quase ao ponto de ficar com a boca no mesmo estado de Maria de Belém - anda a fazer-me imensa confusão a mulher ter o ar de quem transpira dinheiro e de não ter arranjado a boca. Tudo bem que nos cartazes não está a sorrir, mas... que mensagem pretende passar? "O amarelo é cor que me cai bem?" Sim, esta é a minha opinião mais profunda sobre os candidatos às presidenciais. 

Bom, seja como for... como é que ainda não vos tinha falado do e-lactancia? É um site que nos diz o que podemos ou não tomar/fazer enquanto amamentamos. Não se conseguimos ver o instagram enquanto damos uma maminha ali e outra acolá que isso conseguimos, mas se podemos tomar ben-u-ron ou brufen ou se podemos fazer uma tatuagem ou usar aquele creme que o dermatologista nos tinha recomendado antes da aventura toda... É espanhol, mas se pusermos o nome dos componentes o "menino" chega lá. 

Ajuda imenso, imenso. Já tinham ouvido falar? Também dá para coisas "fora" do circuito tradicional de alimentação... por exemplo: bagas Goji. Ao que parece é um não. Pois... 

Eu também só descobri que o chá verde não era fixe para a gravidez depois de andar a beber litradas disso. Assim temos sempre uma ajuda para não andar as apalpadelas. Já conheciam? Vai dar jeito?


*Já agora, bom fim-de-semana!!!!!!! ;) 

1.21.2016

As mães preocupam-se demasiado?

No outro dia, uma mãe ficou impressionada com a quantidade de palavras que a Isabel dizia. Disse-me que a filha, de 19 meses, ainda só dizia quatro ou cinco palavras e que estava a pensar ir com ela a uma consulta de desenvolvimento, ou o que era. 
Não sou médica, mas falei-lhe da minha experiência. Já tinha estado ali. Não com a mesma preocupação, mas eu tive uma filha que dizia aquilo que eu achava serem poucas palavras para a idade. "Percebe tudo, tudo o que lhe dizemos, é uma esperta que só ela, mas falar nada." Idem idem, aspas, aspas. Era assim a Isabel. Mas...
Dei-lhe tempo. Sabia que a estimulávamos, que falávamos muito com ela, contávamos muitas histórias com entoações giras, brincávamos muito e que, mais tarde ou mais cedo, o dicionário que ela estava a registar na cabeça acabaria por passar para a língua. 
Assim foi. Em menos de um mês, passou a dizer muitas, muitas palavras. Agora, todas as semanas tem mais umas quantas novas. Já faz frases, pequeninas. "Anda cá, pai, dá a mão". Continua a fazer frases enormes, em que mistura a língua dela com o português, mas lá vamos percebendo mais ou menos o que ela quer. Termina muitas canções (diz a última palavra de cada verso).
É trapalhona, troca imensas sílabas e tivemos recentemente esta conversa:
- Pocu
- Copo
- Pocu
- Copo 
- Água.

Hahaha pronto. A atalhar caminho. Eles são mais espertos do que possamos imaginar. Uma esponja. Por isso, mães preocupadas antes de tempo, não o estejam. Dêem tempo ao tempo. Falem com pediatra, claro, mas não sofram por antecipação. Não podemos desejar que os nossos filhos sejam "os primeiros" em tudo. A Isabel começou a trepar cadeiras e sofás e a subir e a descer escadas cedo. Desenvolveu a linguagem mais tarde. E, de tudo isto, o que eu mais gostei de saber, na avaliação da escola, foi que é atenta, curiosa, gosta de aprender e de fazer trabalhos manuais. Eu já desconfiava, mas é giro saber que se comporta da mesma forma na escola. Bate nos meninos e a seguir dá-lhes beijos, mas isso é toda uma outra história. :) 



Vamos lá a confissões: preocupamo-nos demasiado, não é? Se não é com o peso, é com os olhos que parece que entortam, se não é com as pregas assimétricas é com o sono ou com o desenvolvimento da fala... Não temos descanso? Chiça! ;)

Acham que a inscreva no Ídolos?

Todas as crianças devem adorar dançar e cantar, digo eu. A Irene não é excepção. Até por estar numa aula de música por semana em que a professora faz imensos jogos e brincadeiras para os incentivar a cantar, perder vergonha, terem ritmo, tudo. 

Uma das prendas dos avós (acho que foi só porque sim - as melhores prendas) foi este microfone. Ela tem um pouco medo dele porque o volume dos sons dos botões está muito alto, mas isso não a impede de ir praticando. Uma das músicas que lhe mostrei (não faço a mínima ideia porquê) foi a Thorn in My Side dos Eurythmics  e para ela a letra é óptima para fingir que canta ao microfone. A parte do "run, run, run" passa a "muah muah", mas e então? E, para melhorar, a Annie Lennox passa o tempo todo a cantar ao microfone e a Irene gosta de a imitar - tem imensa graça! 




Final do dia, ninguém lhe tira o ar de quem tem de ir descansar, coitadinha da minha bebé.

Não fiquem a achar que a miúda anda há uma semana com o mesmo babygrow, ok? Ela tem um pijama por baixo que vou variando, vou usando este e o outro que veio no pack como "robes". ;) Eu sei como são as gajas, suas sacaninhas, sempre atentas

A casa sem horas.

Ontem contei-vos que a minha vida, aos poucos, se está a compor. Depois de controlar a minha ansiedade, parece que vi a luz e passei a ter noção do quanto me andava a fugir por estar focada em coisas sem interesse. Os dias têm mais horas, tenho o coração mais disponível, sou menos sôfrega e mais eu... enfim, só vantagens. 

Isso faz com que, sem ansiedade, agora ande um pouco à (re)descoberta de mim. O que é que é, afinal, importante? Que horários? Que prioridades? Que pressas? Toda a minha infância e adolescência foi muito rigorosa a nível de rotinas e ainda não tinha questionado realmente a pertinência dos costumes que me foram incutidos. Será que têm de ser sempre? Será que às vezes pode não se jantar ou não ser à hora certa? 

São coisas que, para as pessoas "normais", parecem imbecis e que nem entendem o propósito de me questionar sobre elas. Têm a resposta na ponta da língua, mas eu não. 

Conheci, como já vos contei, a Eugénia. Começou por ser minha hipnoterapeuta (minha salvadora da ansiedade e numa consulta apenas - em mim, mas noutras pessoas pode demorar mais - mudou-me por completo, limpando toda a ansiedade) e agora é minha amiga, família. 

Fui lá à casa e pude sentir mais uma vez como se vive num ritmo diferente. E isso sente-se. Sente-se dentro de nós (pessoas ansiosas) aquele relógio que está sempre presente a perder importância. A ocupar menos espaço dentro do nosso coração e, assim, deixando-nos disponíveis para brincarmos mais, rirmos mais e tudo mais naturalmente. 

Comeram morangos antes do jantar. Jantaram quando não eram para jantar (os nossos miúdos). Cheguei tarde quando não era suposto e saí tarde e deitei-a mais tarde... Comi panquecas (aveia e banana) quando não devia ter comido...

Adorei estar, mais uma vez, na casa sem horas e apercebi-me que a minha também pode ser essa a casa, sempre que eu quiser. Não ser como sempre não significa ser pior e é nas mudanças e nas experiências que nos damos conta de coisas melhores para por em prática... 


Mais uma vez, obrigada Eugénia. 

1.20.2016

As duas na cozinha.

A Irene só dormiu uma hora de sesta, estava podre de sono ainda eram 5 da tarde. Queria, mesmo assim, que ela tivesse um final de dia espectacular apesar de não ter saído de casa. Uma colega minha da rádio (que também é minha amiga hehe, só "colega" parece frio), a Filipa Galrão, hoje apareceu lá na rádio com bolachas de gengibre feitas por ela e... inspirei-me. Cheguei a casa, depois de lhe dar banhinho, vamos a isso! Fazer um bolo ou assim. 


Primeiro ajudou a cortar a banana (com a faca da manteiga)

Depois, com a ajuda da mãe, subiu para cima do banco.

E teve a missão de pôr a banana sozinha dentro da máquina (é a Bimby dos pobres)

A mãe pôs o ovo (assim até parece que sou galinha) e deixou que a bebé brincasse com as cascas.

E visse o "ranho" que se chama clara. 

A Necas ajudou a espalhar alguma margarina (demasiada, vim a saber depois) nas formas, mas não gostou muito.

Segunda tentativa de não se enojar com a textura.

Com muita atenção, depois de termos posto o leite e raspas de canela e laranja, vimos os números na máquina para ela fazer barulho.

Como a máquina é ranhosa, a mãe teve de pôr a mão por cima para não dar muita porcaria.

"Vês os números? 1, 2, 3..."

No final, como não podia deixar de ser, a Necas teve de limpar a mesa dela dos desenhos que costuma estar na sala e que ficou cheia de manteiga.

Esqueci-me de dizer que ainda pusemos umas amêndoas por cima. 

Como era de esperar, ela odiou.

Eu ainda pus uma amora por cima para tirar uma foto à la instagram e mamei 4 bolinhos e o Frederico um. 

Se quiserem ter acesso a estas aventuras em directo, sigam-me no instagram aqui.

Neste caso, o que contou mesmo foi a viagem. Sim, o processo. Foi óptimo. Foi um óptimo final de dia. Ela tinha dormido pouco a sesta mas, mesmo assim, quis mimá-la (e a mim) com algo diferente.

Segui (mais ou menos) esta receita.

Se vos apetecer começar a cozinhar para os filhotes, coisas boas, ou cozinhar com eles, não deixem de seguir o blog Na Cadeira da Papa que é bestial!


Ah: os bolos não ficaram maravilhosos, a Irene não comeu, mas... para quem está de dieta rigorosa como a minha... souberam-me a... bolo de Oreo, até!

Já tenho amigos outra vez!


Quando se tem filhos, passa-se por imensas fases. Pelo menos eu passei por estas: isolamento total, isolamento parcial, solidão imensa, estranheza do afastamento de algumas pessoas, pena por não poder fazer os planos de antigamente e sentir-me "diferente", aceitação, aproximação de outras pessoas, adaptação dos planos a um equilíbrio entre ser pai e ter amigos, re-aproximação das pessoas "de sempre", etc. Sinto que, nesta fase, depois de ter voltado ao trabalho (fez-me maravilhas, não tenham medo que não vale a pena) a minha vida está como uma boa receita: uma pitadinha de tudo nas doses mais equilibradas. 

Já consigo voltar a estar com pessoas de quem gosto. Já não me sinto aprisionada por ser mãe, já consigo ter maior flexibilidade (não na prática que tenho a flexibilidade de uma vassoura) e a Irene também. Passeamos, encontramo-nos com amigos, fazemos planos diferentes... agora sim.

Nunca antes tinha sentido este grau de "silêncio" em mim. Sentir-me completa em todas as vertentes. Trabalho em algo que gosto, tenho o meu companheiro (Frederico) sempre comigo, tenho amigas, tenho amigos e tenho o maior presente que a vida pode dar a alguém (que o queira): um filho. A Irene. 

A Susana, minha amiga desde o secundário... Aliás, foi mais do que minha amiga. Estávamos juntas praticamente todos os dias, só as duas, saíamos sempre as duas juntas, só as duas, jantávamos juntas, só as duas, andávamos no ginásio, só as duas, dormíamos juntas lá em casa, só as duas (sem ordinarices, 'tá bem?)... Bom, a Susana desapareceu durante a minha gravidez. Ou melhor, desaparecemos as duas. Deixamos de ser compatíveis... eu arranjar namorado e ela também fez com que a vida das duas mudasse de tal maneira que não nos conseguíamos encontrar. Hormonas e sentimento de culpa à mistura, ainda deu para uns quantos e-mails e whatsapps mais palermas e frios. 

Quando me passou a crise hormonal e o babyblues (e ela passou a estar mais atinadinha também - toma, cabra!), voltámos. Não voltámos a ser "namoradas" porque isso já não era "normal" antes, não iria passar a ser agora, mas somos nós na mesma. As brincadeiras são as mesmas, os olhares cúmplices, as bocas passivo-agressivas (tudo na boa, claro) e, mais do que tudo, a história. Sabemos a história uma da outra. 

Vejo um bocadinho dela em todas as mulheres que conheço. A Joana Paixão Brás tem algumas coisas de Susana, a minha amiga Eugénia tem outras, a Renata não tem NADA de Susana... Ela é como se fosse uma espécie "molde" para mim.

Sinto que passamos de dupla a trio. Quando estivemos juntas na terça-feira, apalhaçamos as três. Teríamos apalhaçado na mesma antes da Irene, mas não se ouviriam os Caricas em som de fundo, nem falaríamos tanto de animais de quinta. 

Adoro esta equipa. Somos diferentes, somos três.

Os vossos amigos já voltaram?








Para assistirem a estes eventos de extrema importância para a humanidade em "directo", sigam-me no meu instagram aqui

Babei com estas roupas!

Descobri esta marca no Instagram: RubyOwl - Baby and Toddler Wear. Que coisas mais lindas! Pena ser da Austrália, mas até enviei email a perguntar se vendem para Portugal. Calculo que os portes não sejam baratinhos (nunca fiz encomendas fora...).




Não são o máximo? :) Ai! (suspiros)

Era encontrar tecidos destes e mandar a costureira mais prendada que eu conheço fazer umas peças destas!

1.19.2016

Isto é serviço público!

Quando vou às compras ao supermercado, há sítios que TENHO MESMO DE EVITAR. Ali a zona da Zippy, os livros infantis e a Well's. No carrinho acabam sempre por misturar-se a pescada e um fofo e um casaquinho (que fazem sempre falta... vocês percebem-me?), o pão quente e soro, numa enorme orgia. Se a Isabel for no carrinho então, é possível que o jantar fique logo pronto, cozinhado com os pés (às tantas até sai alguma coisa melhor do que as que eu faço).



Mas até agora tem corrido lindamente ir em família às compras. A Isabel porta-se bem, gosta de ir, ajuda a pôr as compras no carro e depois na passadeira e nos sacos e ainda não está naquela fase das birras. Até gosto. Se tiver descontinhos em cartão então fico toda contente. Desde que engravidei da Isabel que fiquei uma maluquinha por descontos e promoções.

E há uma campanha imperdível a decorrer agora - até dia 7 de fevereiro - a Campanha Especial Bebé, com promoções muito, muito boas. Chuchas, biberons, papas Holle (as primeiras que a Isabel comeu), soro, água do mar, termómetros, cremes, discos de amamentação... a oferta é enorme, nas melhores marcas, e até 25% de desconto em Cartão Continente.




Esta gente pensa em tudo e também decidiram mimar as recém-mamãs, com 30% de desconto em Cartão Continente nos centros de estética, em drenagens e massagens e essas coisinhas que todas nós merecemos!

Há ainda uma ideia brutal que eu desconhecia totalmente e que me vai dar um jeitaço com a bebé número 2, que é a "Lista de Nascimento” para que a família e amigos me possam oferecer os meus produtos preferidos.

E, só para terminar, uma dica mesmo boa, caso tenham filhos que viram pequenos demos nas compras, que adoram limpar o chão e esfregar ranho nas prateleiras, se comprarem online ainda acumulam mais 10% de desconto em cartão.

É consultarem o folheto Especial Bebé, aqui.


Isto para mim é Serviço Público: poupar nas coisas que temos sempre que comprar. Também são das que andam sempre à caça das promoções e de folhetos nas malas? Eu não era nada assim, mas desde que fui mãe, mudei.


*post escrito em parceira com a agência de comunicação

O novo look da Isabel

Já ando, desde a altura em que lhe fiz franja, a pensar dar-lhe um grande corte de cabelo, como aqueles que eu usava quando tinha a idade dela.



(19 de junho de 1988, no dia em que fiz dois anos, o dia do meu baptismo)


E lá fomos nós ao cabeleireiro, todas contentes. Portou-se muito bem (menos na parte de vir embora e vestir o casaco) e saiu de lá sem uns bons centímetros de cabelo. Gosto tanto de a ver assim! Mesmo, mesmo.
Contra: não consigo fazer-lhe totós, que tanto ela me pedia. Paciência, lá para o verão já deve dar outra vez.
Contra: o David ter dito que parece a Beatriz Costa.
Para mim é a minha Belle:



1.18.2016

Como lido com as birras?

Sim, "a procissão ainda vai no adro". 
Sim, "vai piorar". 
Sim, "ainda vou morder a língua".
Sim, "tenho de esperar pelos dois anos. E pelos três."
Sim, "vou ver como elas mordem quando vier a irmã."

Sim, admito que ainda não sei nada. Sei pouco. Que cada criança é uma criança. Que cada um gere as crises familiares à sua maneira, de acordo com o que sabe e acha melhor. Mas, assumindo que não tenho experiência nenhuma com uma criança de dois anos e três anos (só tenho a experiência de uma criança de 22 meses), posso dizer-vos como lido com as birras da Isabel.




Não a ignoro.
Não grito.
Não desato à gargalhada. 
Não fico em pânico.
Não fico envergonhada.
Não lhe bato.
Não a imito, a gozar.
Não a ameaço.
Não faço birra.
Não lhe digo que ela é feia, nem má, nem um terror, nem que está impossível.
Não a ponho de castigo.

Respeito-a. Encaro como uma fase normal. Dura, difícil para nós, mas principalmente para eles. Para mim, fazer birras é bom sinal. É um sinal saudável de que ela tem emoções, vontades e necessidades. Está a desenvolver a sua personalidade e não sabe expressar-se de outra forma. O único entrave às vontades dela está a ser colocado pela mãe ou pelo pai. Mandar-se para o chão, chorar, tentar bater, mandar coisas para o chão está a ser a forma - a única que ela conhece - de expressar o seu desagrado. Não é nada contra mim nem contra o pai. É a frustração a falar mais alto. 

Falo com ela de forma calma.
Ponho-me ao nível dela. 
Às vezes dou-lhe festinhas.
Às vezes isso enerva-a mais e eu paro.
Digo-lhe que vai passar.
Tento abraçá-la.
Não lhe faço a vontade. 
Converso com ela. Explico.
Tento desviar-lhe a atenção para outra coisa.

"Filha, não podemos ficar mais a brincar no parque, está a ficar frio. Se apanhamos frio, ficamos com dói-dói e atchim. Em casa, podemos encher a piscina de bolas! Fazer uma chuva de bolas. Também vai ser divertido."
Passou. Às vezes não explico minuciosamente. Digo que não pode ser, mas tento logo canalizar a atenção dela para outra coisa. 
Não ganho nada em alimentar a frustração dela. Se gritar com ela, estou a deitar achas na fogueira. Se bater, estou a destabilizá-la ainda mais. E o que eu quero? Que a estabilidade volte. Que ela se acalme. 

Há quem diga que não temos de explicar tudo. Que "não é não". Mas, para mim, isso é pouco normalmente. Não quero que me veja como autoritária. Quero conquistá-la. Quero que confie em mim. Geralmente dou-lhe exemplos e modelos, que ela, devagarinho, vai compreendendo. Não queres vestir o casaco? A mãe tem um vestido, o pai também e até podemos vestir um ao cão. Tem de ser. Chora um bocadinho, às vezes não chora, às vezes tenho de forçá-la a vestir-se, mas passa. Acaba por passar.

No outro dia, perante uma birra da Isabel no cabeleireiro, uma mãe disse-me "ui, a minha comigo não faz farinha". A minha faz. Espero que faça pão, até. Não lhe faço as vontades, não volto com a palavra atrás, mas tento ser paciente. Não ganho nada em ser agressiva. Eles são o reflexo do que vêem e do que sentem. Não vamos juntar à árdua tarefa de crescer os nossos stresses. Nós temos o dever, enquanto adultos, de tentar controlar os nossos nervos. Eles não, estão a aprender a gerir tudo.

Sim, muito provavelmente vai piorar. Sim, muito provavelmente vou morder a língua. Sim, vou descontrolar-me algumas vezes, sou humana. Mas, para já, é assim que tem sido. E, até agora, tem resultado com a Isabel.

Coragem!

A Irene anda sempre à frente no carro.

instagram.com/joanagama

Nunca tinha ponderado ter um Smart, a não ser quando saia à noite e ficava a odiar todos os que conseguiam lugar naqueles cantinhos mais recônditos, tão pequeninos que nem os bêbados os elegiam como sítio para aliviarem a bexiga. Recentemente, enquanto família, fizemos esta escolha, temos um carro de 5 lugares (o carro da família) e o carro pequenino para deslocações curtas. 

Nem sequer sabia que era legal por crianças no lugar da frente dos carros. Pelos vistos, quando não há outra hipótese, é. Claro que é muito duvidável a nível de segurança, sim, mas não pretendo andar a fazer racing. A verdade é que adoramos estar lado a lado nas viagens como se fossemos num interrail. Duas amigas que cantam juntas, dançam e, às vezes, até pregam "sustos" uma à outra. 

Quando era extremamente ansiosa e usava um carro de 5 lugares, usava daqueles espelhos retrovisores para estar sempre a vê-la, raramente conseguia acalmá-la e tinha de lhe estar sempre a passar coisas para ela se distrair, etc... 

Agora a vida é mais fácil. No domingo estivemos uns 40 minutos na fila da ponte 25 de Abril e estivemos as duas divertidas a cantar e dançar. Sem stress.

Ainda bem que tenho esta cadeira, isso sim... essencial. O carro tem pouco espaço e, por isso, o facto de virar em todas as direcções é muito útil. Além disso dura até aos 4 anos porque "cresce com os bebés". Super robusta, comparadas com as outras que comprei numa de ser "poupadinha" porque não andamos muito de carro e deixa-me descansada. Mesmo. Se precisarem de feedback de cadeiras, aconselho vivamente esta, até falei dela aqui na altura. 

Mais mães de carros de dois lugares? Ela já lhe chama o carro da bebé... é tão giro! 

Melhor livro de sempre (até agora)

           

Pus a capa primeiro porque além de, assim, poderem admirar a simplicidade do menino, também podem escolher ler ou não o post até ao fim caso já conheçam o livro. E que livro!

Foi-me dado por alguém que me conhece tão bem que, às vezes, até acho que sejamos a mesma pessoa. Ela tem um bebé um pouco mais novo que a Irene e achou que tinha de partilhar isto comigo. E que bem que fez. 

Adoro comprar livros para a Irene, sempre a afastam do tablet ou da televisão, interage connosco, arranjamos brincadeiras com entoações e para já não falar na estimulação. 

Este livro é um alívio. Não está cheio de princesas, de brilhantes, de sons, de ruído visual. Este senhor teve a ideia (que já muitos tiveram, mas este está genial) de criar um livro interactivo ao nível do mais simples que pode haver. 

Existem bolas por todo o livro. Bolas estas que se multiplicam se eles carregarem nelas, que mudam de cor de carregarem cinco vezes, que ficam todas num canto da página se inclinarmos o livro para a esquerda ou para a direita, que ao soprar sobem e descem na página ou que, com toques, vão crescendo e voltam a diminuir... 

Tudo isto só com desenhos e, maioritariamente, com as cores primárias. Que livro tão, mas tão querido. 

Hoje de manhã (ela recebeu-o ontem) não parava de me pedir para o ler, a cada página grita "UAU" como se virar as páginas de um livro fosse magia. E é assim que devia ser. Pelo menos até ser obrigada a ler Os Maias ou a Odisseia.

Infelizmente parece que está esgotado em português, mas lidamos bem com o espanhol, não se preocupem. 

Tive de ir à FNAC para conhecer outros livros do autor. São sempre assim para o diferente, mas nenhum é tão perfeito como este. Há um giro que também vou comprar que é "O Jogo dos Olhos Fechados", é um livro que serve para eles se acalmarem quando estão mais enervados. Uma linha de "veludo" que vai acompanhado as páginas todas para eles, de olhos fechados, seguirem com o dedo. Há uma determinada altura em que fica aos tracinhos e eles também têm de levantar o dedo, o que requer concentração, paciência, desaceleração... Pareceu-me muito muito giro. 

Acho que vou usar quando chegar a casa. Sim, eu!

Cada vez me vou apercebendo da quantidade de tralha que temos lá em casa para ela, muito porque cada brinquedo ou livro em si é pífio, normal.

Vão comprar? Gostaram?


                 

Ando a comer como um alarve...

Já todos devem ter percebido que sou boa boca. Às 19 semanas e picos de gravidez, ando com fome. Cheia de fome. Mas tento ter mais cuidado com o que como. Não sou obcecada nem nada que se pareça (já fiz brigadeiros de colher umas quantas vezes e ainda no sábado comi uma taçona de morangos com chantilly e, ainda, pipocas no cinema), mas tento equilibrar ao máximo os estragos que faço, dando à minha bebé refeições nutritivas. Propuseram-me experimentar, qual crítica gastronómica, os 10 pratos semanais da Spoonful, uma empresa que distribui refeições saudáveis em Lisboa e Oeiras.

Segunda-feira

Bacalhau com “broa” de mandioca / Penne com cebola e beringela assada 

Sumo de maçã e gengibre 


Terça-feira

Caril de grão e couve-flor com batata doce / Cremoso de abóbora com frango desfiado 

Sumo de cenoura, maçã e limão


Quarta-feira

Salmão com esmagada de batata doce e pesto de pimentos / Hambúrguer vegetariano de caril com rúcula e maçã verde 

Sumo de abacaxi e manjericão 



Quinta-feira

Fusilli com pesto de tomate seco / Empadão de couve-flor 

Sumo de laranja e hortelã


Sexta-feira


Pescada crioula com millet / Wraps coloridos com batata doce 

Sumo de pêra e gengibre


Prato de que mais gostei: 
O caril de grão. Emocionei-me com esta comida (sim, uma grávida é mais fácil de levar às lágrimas). Bem confeccionado, saboroso e muito bem servido (aliás, todos os pratos vêm com doses muito avantajadas).



Prato a que não achei grande piada:

O cremoso de abóbora com frango desfiado. Não me apaixonou. Estava à espera que o cremoso fosse mais espesso e achei um bocadinho líquido. De sabor, aprovado.


Prato que me surpreendeu:

Os wraps. Não sou a maior fã de pêra abacate (a não ser no guacamole e no sushi) mas adorei. Combinação perfeita. Levava um molho de tomate delicioso e a batata doce a acompanhar assenta ali muito bem.

  
Prato que gostava de ter comido mas que o meu marido me roubou:

Os hambúrgueres de caril. Dois! Disse que estavam muito, muito bons e que era imensa comida.


Prato que a minha filha adorou:

Pescada com millet. Eu franzo muito o nariz a pescada, mas fui apanhada de surpresa. Muito boa. Para ela tirei os pimentos, ficou só com o sabor e a miúda devorou aquilo.


Prós da Spoonful:
Comida saudável (têm mesmo uma nutricionista que, com os cozinheiros, elabora ementas equilibradas nutricionalmente) e muito saborosa (parece comida da mamã e, apesar do pouco sal, abusam das ervas aromáticas e garanto-vos que não sentem falta do dito).

Escolha online, aqui e entrega na empresa (e que entrega, senhoras! Um dos entregadores, o Tiago, é muito simpático e... (o meu marido lê isto) e muito profissional, se é que me entendem. (Suspiros, suspiros).

Possibilidade de protocolos com as empresas: Se for reunido um x número de interessados e a empresa fizer acordo, os valores das refeições reduzem bastante (passam de 5,90 (ou 5,20 se forem pedidos 4 pratos numa encomenda) para 4,50)

Contras:

Assim de repente o único contra que eu via já foi corrigido (só aceitavam pagamentos por Visa, mas agora já há mais modalidades).

Nem sempre ser o Tiago a entregar as refeições. (Hahaha, brincadeirinha) Estou a falar a sério.


Fotos a comer Spoonful (uma delas de pijama de ursos), aqui, no meu Instagram.

1.16.2016

Foi visitar a avó...e pediu para vir para casa!

...e o avôdrasto e o tio Pedro (ela não lhe chama avôdrasto, nem ninguém chama avôdrasto, é só para ficarem a conhecer a dinâmica familiar da coisa e não acharem estranho a Irene ter uns três avôs e três avós). 

Quis aproveitar a magnífica luz do fim de tarde, mas estava tanto, mas tanto frio que nem tirar umas fotografias bonitas me fizeram arriscar que a Irene apanhasse uma tuberculose ou escorbuto (eu sei o que é, estou a brincar). 

Ainda viu o gato Xico e o cão Nietzsche (são de uma vizinha). 

Não tirei fotografias de jeito, mas gostei desta:


Ela diverte-se imenso a brincar com todos. Com os dados, com o dominó, com a bola de Yoga ou lá o que é (aquelas grandes), com os Playmobil de quando o mano era pequeno ou, então, com os meus Lego Duplo (a minha mãe guarda essas coisas todas, acho que é uma hoarderzita - ou será que as avós são todas assim?).

Porém... E já não é a primeira vez que a Irene está num sítio, está muito entretida e, de repente, diz: "Pa Casa, bora! Bora mamã!".

A miúda é muito caseira... ou os vossos também vos pedem para ir para casa?

Já no outro dia numa festa de aniversário do filho de uma amiga nossa, às tantas pediu para vir para casa também... Hmm... Será de termos sempre o aquecimento central ligado e de, por causa disso, eu ter de comer marmita todos os dias e de andar a comprar sapatos na Primark? ;)

Já agora, outras fotos, pronto...








Vamos falar de partos?

Vamos. Falo eu, vá. Alguém ainda desse lado? Acredito que sim, pelo menos as pessoas que, como eu, se entusiasmam com o tema. Ou as que gostam mesmo é de filmes de terror. 

Estava eu grávida da Isabel e tinha especial prazer, no terceiro trimestre, em ir ver partos no Youtube. Sonhava com o meu parto. Estive sempre super calma. Achei que ia descer em mim a qualquer momento o pânico, mas nunca esse momento chegou. Levei a epidural com vontade de rir (porque estava a dar um jogo de futebol na televisão e pensei "porra! Nem no MEU parto o homem dá descanso a esta m*rda!"). Entrei na sala de partos a dizer piadas. Pari a rir. Gargalhei, gargalhei. Depois no dia a seguir desmaiei e desmaiei, mas essa é outra história. O parto foi maravilhoso. Ainda na última consulta com a minha obstetra do coração (já vos disse que tenho um fraquinho por ela, aqui), ela recebeu uma chamada do hospital, de uma grávida que estava a entrar em trabalho de parto e ela a dizer para aguentarem um bocadinho, que ela ia... e tudo aquilo me deu uma adrenalina do caraças. Disse-lhe logo "adorei o meu parto, já tenho saudades!". Sim, talvez esteja senil. Haha 

Agora, dispenso bem as histórias em que tiveram de empurrar o bebé outra vez para dentro ou estava com 40 circulares no pescoço e estiveram 305 horas em trabalho de parto. Há sempre alguém, quando já estamos quase, quase no final da gravidez que faz questão de nos desejar uma hora pequenina, para logo depois acrescentar um "é que eu..." ou um "é que a minha cunhada"... Já sabemos que não vem lá coisa boa. Há até quem comece com um "eu nem vou contar." Mas contam. Contam sempre. Estão desertinhas para ser o Correio da Manhã das Parturientes.

Agora lembrei-me do parto da Joana Gama, pobrezinha (texto não aconselhável a grávidas, aviso já!). Está aqui: O meu partão. Se ficaram mal dispostas, leiam agora o meu: O dia em que desovei a Isabel.



Mais fotos aqui: O segundo em que conheci a Isabel.

Planos a dois?

Sábado, dia de descans.... ah! Afinal, não, porque somos mães! 

No outro dia, para descansar e porque é meu dever, fui ver a peça Noivo Por Acaso que está em cena no Villaret. Por ser uma privilegiada, ofereci bilhetes à Joana e ao David para irem connosco. O David teve que trabalhar e, por isso, a Joana levou dois dos melhores amigos dela.

O Frederico (mê marido), escreveu a peça com os seus dois colegas (suspeitos do costume) e, por isso, não podia mesmo deixar de ir.

Resultado? Uma porcaria. Horrível.

Acham? Mesmo que fosse não diria! ;)

Foi daqueles momentos em que não sendo nós mães dos nossos maridos que nos sentimos orgulhosas como se fossemos, é parvo. 

A peça está muito muito gira. Óptimo ritmo humorístico, tem humor para todos os géneros (maioritariamente popular, claro), os actores têm uma entrega cómica notável e... assim se tem tudo para uma peça que é um "esssspectáaculo!". 

Aconselho a que vejam a peça. Depois vai em tour pelo resto de país, por isso o mais provável é que levem com ela à porta de casa (que horror de frase hahah - é este tipo de humor...). 

 


A turma com o Mendes. Já estão a deitar um olhinho ao amigo da Joana, não é? Sacaninhas.

Foi com esta fotografia que fiquei paranoica em relação às raízes e quis logo enfiar-me num cabeleireiro mas ainda só tinham passado duas semanas desde que lá fui e, por isso, não consegui convencer-me a armar-me em fina. 

1/3 dos autores da peça. Mê maride.


Se forem, digam qualquer coisa, fico curiosa com a vossa opinião.

Mais infos sobre a peça aqui (reportagem gira da Ticketline).

Meu Deus!

"Meu Deus!". É assim que começo isto porque foi assim que eu reagi ao ver as mesas do Brunch do Myriad by SANA Hotels, em Lisboa. Para convites destes estou eu pronta, sim senhor. O coração disparou logo ao ver a mesa das sobremesas, com uma variedade enorme de doces e frutas e gelados caseiros (o de violeta, o de maçã e o de frutos vermelhos... não estão bem a ver!).


O quê? Ainda ia ter de enfardar antes de chegar as estas belezuras? Que chatice, ter de começar pelo sushi (sim, sim, eu sou das que tem uma médica que dá livre trânsito, quando em sítios de confiança).



Depois há uma variedade imensa de pães, de queijos, de folhados, de saladinhas, de quiches e salgados que não lembram ao Diabo...


E ostras. Mas nessas não toquei. E rolls de tudo e mais alguma coisa. E espetadinhas. Além de haver sempre pratos "à séria" de carne e de peixe, mas eu dispenso bem quando estou num brunch. Prefiro picar um bocadinho de tudo e repetir as coisas de que mais gosto. Acho que enchi o prato umas quatro vezes (shiiiiiuuuu, dizer isto não é nada fino, eu sei).


Além de ainda haver uma mesa mais "à pequeno-almoço", cheia de pães e compotas e iogurtes, há ainda outra para as crianças (e para mim, que fui lá roubar uma panqueca com chocolate).



Correu tudo lindamente e, apesar de até agora só ter falado em comida (até parece que estou grávida...), o que eu mais gostei foi de ter estado em família, com a minha mãe e a minha filha. As minhas filhas, ainda não me habituei, apesar da mais nova já se fazer notar e bem, com pancadinhas.

instagram.com/joanapaixaobras

Como aquele é um brunch bastante familiar, há um espaço muito fixe com quadro de giz, túnel, tenda e mesinhas e cadeiras para eles estarem sossegadinhos a pintar (cinco minutos sossegados, vá, se tiverem sorte). Comemos muito bem e brincámos muito, há lá coisa melhor? :)