quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ele não queria uma menina

Ele não queria uma menina. Quer dizer, queria, mas se pudesse escolher, na altura em que fomos saber o sexo do bebé, teria escolhido um rapaz. Eu achava que ia ser um rapaz, mas no fundo estava cheia de esperança de que fosse uma menina. 

Uma menina? Laços e vestidos e sapatos a condizer? Quarto cor-de-rosa até enjoar? Ballets e piruetas e maiôs com purpurinas? Gritinhos histéricos com os One Direction? Olhinhos de bambi para o fazer voltar atrás com a decisão? Baton e olhos pintados e micro-calções para ir sair à noite com 15 anos? Ficar com aquele feitiozinho "especial" quando está com o período? Rufias atrás dela e ter de arranjar licença de caçador para poder ter uma arma em casa? Definitivamente que não.

Queria um rapaz. Um puto desenvolto, com pinta, louco pelo Gaitan, capaz de chafurdar na lama no futebol e de saltar da ponte de Vila Franca. Dar-lhe uns calduços, fazer o braço de ferro, dar-lhe a primeira bejeca (lá para os 20 anos, claro), chamar nomes ao árbitro, gritar a bandeiras despregadas SLB. Testosterona.

Estava tão enganado. Gosta tanto de ter uma filha, que não se importava mesmo nada que viesse mais uma, já mo confessou. Um dia, a Isabel agarrou-lhe bem na cara com as duas mãos e deu-lhe um beijo inesperado. Quando lhe chama "pai", com aquela voz suave e melosa, fica todo derretidinho. Aqueles abraços de manhã na ronha da nossa cama, o "ai" teatral que grita quando toca na barba dele e até o piscar demorado de olhos com as maiores pestanas que ele já viu, enfeitiçaram-no. O feitiozinho especial ("da mãe, claro", até parece que o estou a ouvir), não o trocava por nada. Está numa fase em que o empurra do quarto e da vida dela, mas sei que vai passar (enquanto isso aproveita para dormir a noite toda, porque só quer a mãe, olha que chatice!).  

E agora, o melhor de tudo e o orgulho do pai, ela já sabe quem é o "MAIOR", como ele diz! Quando alguém diz Benfica, estica os braços a festejar. Em menos de nada, lá estará a levá-la a ver o "maior espectáculo da vida dela" e lá estarão "a celebrar os dois as vitórias do Glorioso" (que vitórias? hã? lol). Sim, porque, disse-me "a minha filha é benfiquista de alma e coração". Tudo o resto, ballet ou karaté, vestidos ou calças, isso é lá com ela, que ele está-se um bocado a marimbar. Mas, com a chama imensa não se brinca. Acho que ele até os imagina a partilharem uma cerveja e uns tremoços e a irem para o Marquês festejar (como se eu deixasse, pois, vá sonhando).

No dia em que ele tratou da indumentária dela...

Mas, de uma coisa tenho a certeza, ele adora ter uma menina, mesmo que ela não ligue patavina a futebol. É, e será sempre, a menina dos olhos dele.

Ideia gira para fazerem neste NATAL

No ano passado comprei este calendário do advento. Todos os dias, o David podia abrir as gavetas, que iria lá descobrir uma mensagem. Imprimi, em papel normal, algumas imagens vintage de natal que pesquisei na internet, e no verso escrevia o que me vinha na alma. 

Infelizmente não o completei. Fomos três dias de viagem e depois a Isabel foi internada com pneumonia e nem houve Natal. Mas este ano, faço questão de completar as gavetinhas que faltam e fazer-nos esta "surpresa". Até me vai saber bem reler as mensagens que lá deixei do ano passado.

Fica a dica. Esta casa linda de madeira é da Zara Home do ano passado (as casinhas são iluminadas e foi uma leitora que me avisou, nem tinha dado por isso), não faço ideia se terão este ano semelhantes, mas fica a sugestão, até para outro tipo de calendários do advento. Natal também é isto. Amor e afectos, em palavras. <3 Espero que gostem.





a Mãe é cabaz de tudo! - Feliz Natal!!

Saudadinhas? Saudadinhas de ganhar um cabaz de prendas d'a Mãe é que sabe? :) Nós também tínhamos saudades. Vamos a isto sem mais demoras? Vamos ;)


Luz de presença Ice Cream da Babytime 


A Isabelinha da Joana Paixão Brás a fazer a demonstração.

É um candeeiro LED em forma de gelado para o quarto dos nossos "piquenos" (odeio quem fala assim, mas deu-me para isto hoje) e para acender e apagar basta só carregar na bola de gelado. 


Livro personalizado Lost my name


É a aventura extraordinária de uma criança que parte em busca do seu nome desaparecido. Com base neste nome, são introduzidas distintas e incríveis personagens que vão oferecendo letras ao corajoso aventureiro ou aventureira, soletrando o nome da criança no final.


Conjunto de plasticinas vegetais para moldar da Rebento

São Vegan, sem açúcar, lácteos ou conservantes. Passa pelos sistemas de segurança das mães mais galinhas de todas, eheh. São seguros para a pele das crianças e até para as que não resistem em pô-las à boca. Já sabemos como eles são... ;) Melhores só se limpassem a casa a seguir e nos fizessem o jantar.



 Pantufas da Pés de Cereja



São lindas além de cheirarem a gomas. Estou apaixonadíssima por elas. Nota-se muito que são pantufas? Já me senti tentada de ir com elas para a rua. Eu, não. a Irene, claro. Estes são os modelos disponíveis (os da foto de cima) e limitados ao stock existente. 


Branca de Neve no Gelo


Branca de Neve no Gelo – 1 Pack Família 4 (válido para as sessões de sábado ou domingo) + 4 entradas na pista de gelo. Ainda não vi, mas confesso que não me escaparia se a Irene fosse maiorzita.

Almofadas Bonjour Famille





Estes são alguns exemplos! Almofada super personalizada e com imenso amor. Perfeita para o Natal, hã? Hã? Não ouvi? Ah! 


Botas de Natal dos Miminhos da Lily




Três botinhas de Natal personalizadas com o nome bordado, num tecido à escolha. Natal é isto! Não é? 

Album mr. Wonderful pela Maryland art&design





A Família começa quando duas pessoas se apaixonam... e a Maryland art&design é feita de amor e, por isso, dá amor. Ideal para oferecer ao futuro marido, papá, ou pura e simplesmente ao companheiro/a especial de vida que partilha connosco todos os bons e maus momentos.


Carta do Pai Natal


               


E que sonho que seria os pais chegarem com uma carta do Pai Natal a casa? Imaginem se houvesse disto na nossa altura se ficaríamos histéricas ou se ficaríamos histéricas! Cada "carta do Pai Natal", inclui: envelope e papel de carta de Alta Qualidade, design e texto personalizado para a criança, carimbo " Bom menino", selo personalizado do Pai Natal, presente brilha no escuro e vídeo surpresa para as crianças com uma tarefa secreta.


O que fazer para participar? 

1) Um like em cada página dos nossos parceiros: 

- atenção que já deitamos o facebook abaixo uma vez com um cabaz, por isso, verifiquem antes do final do passatempo se os vossos likes se mantêm. 










2) Partilhar o post do passatempo no Facebook publicamente no perfil pessoal e identificar três amigos/amigas no post original. 

Este post: 


ATENÇÃO! ;) a Mãe dá: album de fotografias mr. Wonderful, luzes de presença, livros personalizados, almofadas...
Publicado por A Mãe é que sabe em Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015


Identificaram os três amigos/amigas no post original? Ok. Só podem participar UMA vez.

As participações serão válidas até às 23h59 de dia 29 de Novembro de 2015. O vencedor, anunciado no dia seguinte, deverá contactar-nos por e-mail para amaeequesabeblog@gmail.com. Iremos pô-lo em contacto com todas as marcas do cabaz que irão agilizar o processo directamente com o sortudo ou sortuda.


3) Aqui não têm que fazer nada, vou só dizer que o vencedor será escolhido através de random.org e, portanto, tudo muito justo. 

Boa sorte e que boas prendas, hã? Hã?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ser Tia.




"Tia" não é toda a gente que a Mãe conhece.

Ser Tia é muito, muito mais que aparecer de vez em quando para um café.

É não desaparecer quando as vidas não estão em sintonia.

É estar preocupada quando a Mãe não diz nada há algum tempo,

É querer saber genuinamente como foi a consulta do pediatra.

É só olhar para a sobrinha quando entra numa sala, mesmo que esteja cheia de gente.

É querer mesmo saber como dormiu a menina.

É idealizar planos em família, para sempre.

É sonhar com a sobrinha. 

É oferecer chá às visitas quando se está em casa da Mãe, enquanto ela acaba de se arranjar.

É ter saudades da sobrinha.

É ter saudades da Mãe.

E fazer algo por isso.

Ser Tia é ser irmã da Mãe.

Ser Tia é muito mais do que ter o mesmo sangue.


*texto de 6 de Março de 2015

Isso é que era bom!

Sabem o que era mesmo, mesmo, mesmo bom? 

Era agora agarrar numa malinha de viagem pequena, com um fato de banho para a Isabel, um bikini, uns calções de banho, chinelos, chapéu, três t-shirts e calções, toalhas de praia, protector solar e ir para o outro lado do atlântico. Praia, piscina e não mexer uma palha. Nem comidas, nem fazer a cama, rien de rien. Beber umas caipirinhas, correr atrás da filha, fazer aviões e pontes e pinos, mergulhar no mar quente, apanhar uma onda na prancha, desengonçada, sentir o sal na pele, comer um pãozinho de queijo, um açaí com granola, descascar um camarão no bar da praia, ouvir uma bossa nova, dançar um sambinha bom, beijar, beijar, beijar, dormir a sesta na rede da varanda, uma água de côco e um ananás acabado de cortar...

Fechei os olhos com força e imaginei-nos nisto. Sonhar ainda é de graça, não é?

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Lavar o cabelo?

Isto de sermos mães faz-nos repensar algumas coisas que nos foram "impostas" pelas nossas mães, pela cultura, pelos hábitos.

Eu tinha o hábito de lavar o cabelo todos os dias que, confesso, perdi com a licença de maternidade mais o ano que fiquei em casa. Acho que me fez bem ao cabelo lavá-lo menos frequentemente até. Agora já aguenta mais do que um dia sem parecer que me enfiei de fininho dentro de uma terrina de becel.

Com a Irene, no início, também lhe lavava o cabelo todos os dias. Ela sempre teve muito cabelo, como podem ver aqui em baixo:

Era o dia de aniversário dela, daí estar tão à Joana Paixão Brás, ok?

E, como suava muito e ficava a cheirar a bebé cozinho (cheiros que só nós, mães, adoramos), lavava-lhe o cabelinho, até para ela relaxar.

Agora já nem por isso: 

Está frio.

O cabelo demora mais a secar (tem muuuito cabelo) e o secador ainda não é amiguinho.

Ela arma birra com o chuveiro e com o champô.

E, sinceramente? Não precisa! Aguenta muito bem 3 ou 4 dias e, às vezes, até mais!

Não cheira mal? Tem bom aspecto? Deixo estar o cabelinho, mesmo tomando banho todos os dias.


O que fazem vocês com os vossos bebés cabeludos?

O Natal já começou!

No fim-de-semana tivemos um cheirinho a Natal, mas sem a tia meia surda a gritar que a menina está magrita, sem o tio-avô já com o narizito vermelho da pinga do Ribatejo, sem as tão esperadas meias, que só pelo toque do embrulho se adivinham, e sem o amontoado de broas, azevias e coscorões de que nunca ninguém consegue dar conta e os familiares acabam por levar em tupperwares. :)



Como blogue embaixador do Barrigas de Amor, não poderíamos ter faltado ao encontro de bloggers, no Hotel Vila Galé Cascais.

O que fizemos numa manhã:

- Pinturas faciais com a Petiz em Linha - a primeira vez da Isabel e ficou super contente com o resultado, no dia seguinte ainda me dizia que tinha tido a cara pintada, lá na língua dela

- Workshop Papas-Real de papas de aveia, overnights e outras receitinhas deliciosas e saudáveis com a Catarina Beato, do Dias de Uma Princesa - a Isabel ficou a fã número um, a pedir papa, e eu fiquei rendida a tantas opções sem qualquer adição de açúcar

- Workshop de decoração natalícia para os pais e filhos com a Mom and Me

- Jogos na Nintendo (que nos surpreendeu com presentinhos, yeah)

... Uma manhã muito bem passada, em família e com outras famílias!












Foi muito bom reencontrar o Daniel e a Carolina do Definitivamente São Dois (da mãe Sara), o Francisco e o Afonso do Bicharocos Carpinteiros (da mãe Patrícia) e, ainda, conhecer a Vera, do As Viagens dos Vs e rever a Rita, do Barriga Mendinha.



A foto das mães bloggers, com a Joana Poiares, do Barrigas de Amor. Quem é a cavalona, quem é? Pois.


A foto da grupeta:




Se eu já era uma total apaixonada pelo Natal, saí de lá cheia de vontade de montar a árvore cá em casa e começar as decorações, completamente inspirada pelo bom gosto da Momentos com Design.



E vocês, já foram contagiadas pelo espírito natalício? Não me digam que já têm tudo decorado e planeado?

Quem tem razão: o pai ou eu?

Sabem aquelas implicâncias que às vezes temos em casal? Não, isto é vermelho. Não, é bordeaux. Não é bordeaux, é pele de crocodilo. Não. É um saleiro.

Isto de ter um blogue com gente fofa como vocês a lê-lo, ajuda-me aqui a desempatar nalgumas coisas... afinal, de que cor é o cabelo e os olhos da minha filha?

O pai diz que ela é morena de olhos verdes (???). O morena a sério que não entendo... credo!

Eu digo que é loira de olhos azuis :)

O que dizem vocês? 

Não encontro nenhuma fotografia perfeita para os olhos... O pai vai dizer que é de propósito, já sei como isto funciona... 











Ahah! Afinal encontrei! Tungas!



Vá, se acharem que o pai tem razão, não precisam de comentar. Não se dêem ao trabalho que não vale a pena ;)

domingo, 22 de novembro de 2015

Prendas para os maridões, vá, desbronquem-se!

Uma leitora escreveu-nos a pedir conselhos de presentes para o marido! OH SENHORES, SEI LÁ! Foi mais ou menos isto que lhe respondi. Não faço ideia. Não consigo fugir muito ao clássico. No Natal, sou muito prática. Dou-lhe coisas que sei que precisa (normalmente roupa). E, não se espantem com a falta de magia natalícia, já chegámos a comprar juntos as nossas prendas de natal. Normalmente coisas de que precisamos para a casa. PUFF... sem romantismo, mas com muito amor. Vá, já lhe fiz uma surpresa ou outra, mas não posso contar mais nada (HAHAHAHA, suas doidonas!).

Mas fico à espera que saiam desta caixa de mensagens, ideias mesmo, mesmo, mesmo fantásticas. Conto convosco!

Mudei a minha vida toda.

Nunca fui verdadeiramente infeliz, mas agora sei que andava a viver a vida pela metade. Habituei-me ao "menos bom" como às vezes nos habituamos a coisas menos boas só para deixarmos de as ver. "É assim mesmo"- pensava. "Isto não é assim tão mau" - dizia. 

A verdade é que sempre me conheci assim - muito ansiosa - e, por isso, não me achava muito nada, a não ser muito eu e ligeiramente diferente (por coincidência) de praticamente toda a gente que eu conhecia, mas isso também deveria ser "normal" porque não somos todos iguais, certo? Errado. 

Apesar da ansiedade me ter dado algumas qualidades... Ahm... deixem-me reformular... ter acentuado algumas das minhas preocupações e, por isso, me terem feito reagir de forma mais exagerada (ex.: estudar com um mês de antecedência para os exames da faculdade ou chegar uma hora antes a todo o lado por não aguentar ficar em casa a ver o tempo passar, nem conseguir aproveitar sabendo que tenho coisas para fazer dali a uma hora), apesar de tudo isso, não reparei que andava a fazer-me mal. Afinal, ser muito ansiosa, fazia-me pior à vida e à saúde que os meus dois maços de tabaco por dia que já cheguei a fumar. 

Escrevi-vos sobre a minha ansiedade (aqui) há uns tempos e afinal somos muitas. Mesmo muitas. Outras que ainda não sabem que são por acharem que é "normal", mas outras que já sabem que a vida é mais simples do que aquilo que sentimos por dentro. Vale mesmo a pena lerem o aqui (que já pus umas linhas acima) antes de continuarem a ler o post para saberem o quanto tudo mudou para mim e pode também vir a mudar para vocês.

Cheguei a prejudicar-me em projectos profissionais por não conseguir pensar racionalmente, pelo meu corpo ficar tão tenso que não me sentia confortável nem sequer a mexer o pescoço ou a minha garganta fechar e não ser capaz de falar normalmente. 

Estou a falar das minhas piores crises. Diariamente não era tudo assim tão grave, senão claro que já tinha tentado mudar há mais tempo. 

Em tempos fiz psicoterapia com uma componente psicanalítica que fez sentido na altura para resolver algumas outras questões (ahah sou toda carcomida desta cabeça, sim), mas não me mudou a minha suposta "natureza ansiosa" e ainda bem que não me calhou um especialista todo devoto aos comprimidos e nada à terapia. Demorou demasiado tempo e demasiado dinheiro. 

Fui "ignorando" e "aprendendo a lidar com isso", mas sem saber o quanto isso me estava a custar. Agora, quando começou a afectar a Irene e o Frederico tive de repensar as coisas. E, sabem quando há determinadas coisas na vida que surgem no momento certo? 

Assim surgiu a Eugénia.



Uma amiga minha, a Renata, faz parte de um grupo de mães (tal como eu e a Joana fazemos) de bebés que nasceram em Novembro do ano passado e foi aí que conheceu a Eugénia, mãe do Miguel de um ano. Recomendou-me a Eugénia.

A Eugénia é psicóloga e especializou-se em hipnose clínica na faculdade de medicina.

A sério, Joana Gama? Tu a falar de hipnose? 

Epá, eu sei. Experimentei. Numa de querer muito mudar a minha vida e como era amiga de uma amiga, não havia problema se chegasse lá e me partisse a rir. 

Ri-me? Sim. Não sou nada dada a coisas "alternativas" porque me fazem sentir fora do meu "normal" e, portanto do meu controlo, mas fui. 

Fui e conheci a Eugénia. Falamos primeiro as duas (componente de psicóloga e também para me explicar como iam funcionar as coisas e o que me iria fazer durante a hipnose) e fartei-me de falar. A Eugénia fez com que eu falasse tudo como não falava nem comigo. Senti uma química imediata como se a conhecesse há mais tempo do que a mim própria. Sei que está a parecer lesbiano, mas quase que foi. Ela deu-me vontade de lhe contar tudo, até coisas que não contava a mim mesma. A empatia e carisma da Eugénia e também o meu desespero e o suposto timing fizeram com que me abrisse completamente a uma estranha que, ao mesmo tempo, me era tão familiar. 

Contei-lhe. Contei-lhe os meus maiores problemas, onde tudo começou, o que fiz, o que não fiz, o que foi feito, o que tentei esquecer. Enfim, todas temos histórias dramáticas, basta "querermos". 

E fomos para a hipnose. Fui hipnotizada. 

Tirei os sapatos (a pedido da Eugénia e coitadinha que fui de ténis) e deitei-me na marquesa. Estava extremamente desconfortável por não ser uma coisa que já tivesse experimentado, era novo e diferente. "No que me meti?". 

E sabem o que senti? Enquanto fui hipnotizada? Senti como se estivesse imenso frio em casa e me tivesse acabado de enrolar toda no edredão e sem ter horários para acordar no dia seguinte. Senti que estava a ter um tempo só meu, super quentinho e sem nada que me preocupasse. É como aquele abraço quando se faz as pazes com alguém ou quando temos saudades de alguém ou... aquele abraço que damos aos nossos maridos quando estamos super carinhosos e gratos por viver. 

Ouvi tudo o que ela me dizia e conseguia falar se quisesse, conseguia mexer-me se quisesse. Ao que parece, há vários níveis de hipnose e com vários propósitos. Neste caso, temos mesmo de estar conscientes, mas relaxadas para que tudo funcione. 

Sim, tive direito àqueles barulhos de água e de ondas e piano e cordas. Tudo aquilo que, caso continuasse a fazer stand-up, seria motivo de gozo, mas mexeram comigo. Só o facto de ter começado a ouvir esses sons tão relaxantes misturados com a voz tão doce da Eugénia fizeram-me chorar. Chorar por ter sentido que já não tinha "um abraço daqueles" (que tenho do Frederico, claro, mas não o sentia assim) há tanto tempo. Sem diálogo, senti-me preenchida. Senti que andava a gritar comigo há anos e anos a dizer que não me sentia bem e feliz e que eu própria me fazia de surda, que não me queria ouvir. 

Foi o encontrar de uma sintonia que me compôs. Que me curou. Que me fez fazer as pazes comigo e eu nem fazia a mínima ideia de que estava chateada. A verdade é que andamos tão ocupados a cumprir o dia-a-dia que deixamos de nos dar atenção ou, então, decidimos seguir em frente por acharmos que não sabemos fazê-lo de outra forma. 

Não sou nada de coisas alternativas, nem de meditações e de ioga e acupunturas e coisas do género, acreditem. Entrei só uma vez na Natura e foi porque vi umas pantufas giras ;). Mas esta sessão e logo na primeira sessão fez-me mudar a minha vida toda. E quando digo toda é mesmo toda.

Saí da consulta a voar. Nas nuvens e esse sentimento prolonga-se. A consulta foi em Setembro, mesmo no início e ainda está a resultar. O efeito é em "bola de neve", mas para bom. Assume-se (naturalmente) uma postura diferente e, como nos sentimos gratificadas a tê-la, continuamos a ser dessa maneira que nos faz mais felizes. Sabem que mais? Os problemas vão ficando resolvidos, outros deixam de ser problemas... A hipnose começa na consulta e vai sendo feita pelo cérebro (por nós) ao longo do tempo. Daí as consultas serem espaçadas umas das outras, para a hipnose ter mesmo efeito. Todas as consultas são muuuito potentes e mudam a nossa vida de maneira drástica (para o melhor). Para quem sofra de ansiedade como eu, a primeira consulta é mesmo um choque enorme (para o melhor, volto a frisar hehe). É um trabalho muito muito mais rápido que outro tipo de terapias porque sinto que as duas pessoas não perdem tempo em mal-entendidos ou em coisas refundidas por descobrir. Aqui descobrem-se, aqui ficamos verdadeiramente permeáveis à partilha, à descoberta e à cura.

Já tive algumas consultas com a Eugénia e todas elas mudam um bocadão a minha vida. Começam nas consultas e arrastam-se pelas semanas fora. 

Estou a partilhar isto convosco porque me escarrapacho toda aqui com tudo o que sinto e penso e, acima de tudo, porque adorava poder mudar a vida de mais pessoas como a Eugénia mudou e muda a minha. Falo-vos da Eugénia porque continuo a falar com ela (aquela química era mesmo, mesmo verdadeira) e porque sabem que nisto das coisas alternativas há muita gente (tal como em tudo o resto) que não é de confiança. A Eugénia é. E, numa consulta apenas, mudámos (sim, porque nós temos parte activa neste processo) a minha vida para sempre. Vamos continuando a mudar ainda mais consulta a consulta, comigo cada vez mais feliz e com mais vontade ainda de me aperfeiçoar. 

Já recomendei a uma amiga que estava a tentar engravidar, a outra que andava muito stressada, a outra que teve um ataque de pânico e este efeito não é só em mim. Uma consulta e tudo muda. Querem experimentar?  

Continuo a ter consultas mas é, já agora, para arrumar outras questões, quero usar e abusar da Eugénia ao máximo (eheheheheh). 

Já tiveram alguma experiência do género? Têm perguntas? Medo de serem hipnotizadas? A Eugénia há-de vir cuscar o post, se lhe quiserem fazer perguntas também estejam à vontade!

Quanto mais quiserem mudar e se sentirem preparadas, mais rápida é a mudança. Comigo foi... de rompante e fulminante.

É este o aspecto da minha cozinha.

Num domingo de manhã.


Não precisam vir dizer que as vossas estão piores que eu NÃO ACREDITO!!! 

Ontem foi dia de evento em Cascais (agora assim pareceu-me supébem) + trabalho SIC + quebra de tensão e descanso no sofá + fazer jantar filha + banho + livro  + adormecê-la (demorou uma hora) + escrever posts e jantar no sofá, enquanto trabalhava.

NÃO ME PEÇAM MILAGRES!!!

Até fiquei agoniada quando cheguei à cozinha de manhã. Mas sabem o que fiz? FUGI! Fui desopilar para Lisboa com a família! 

O quê? Achavam que ia perder a minha manhã feita Gata Borralheira? Nããã, nem pensar, não sou escrava da casa. À tarde trabalho, por isso, não ia perder a minha manhã nisto e de volta da roupa e das arrumações. Faz-se. Depois, mais logo. Prioridade: FAMÍLIA. De resto, é varrer para debaixo do tapete ou ignorar por umas horas.

Bem-vindos ao meu mundo.

:)




 A miúda não fica o máximo de totó? :)

sábado, 21 de novembro de 2015

Não era suposto termos ficado cá...

Não era. Tínhamos planeado passar o fim-de-semana fora com os avós, irmos a uma quinta fabulosa a uma hora de distância para ver animais e tudo correu torto:

Irene ficou doente.

Pai ficou doente.

Chovia lá ontem e ainda tentei convencer os avós a irmos na mesma, mas o Frederico chamou-nos à razão... Grrr.

Temos que nos habituar a isto, não é? Estou a aprender a ser mais flexível com as mudanças de planos agora que sou mãe. Dantes conseguia controlar (quase) tudo, agora até o facto de chover na Arruda dos Vinhos me perturba a vida familiar.

Fiquei com pena, mas claro que foi o melhor ficarmos em casa. A mala nova da Irene com o Bambi vai ter que esperar. 




E sítios giros e perto para passar o fim-de-semana que tenham coisas para miúdos de dois anos? 

Onde andamos hoje?

Estamos num evento Barrigas de Amor!
Em breve mostro-vos tudinho! 

Para já: a pintura facial :)



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

a Mãe dá- Livros da ex-Anita (vencedor)

Gostam que eu escreva "vencedor" no título, apesar das probabilidades de calhar numa criatura masculina serem muito reduzidas? É optimismo.


Parabéns.... Joana Sobral!!! 

Joana, envia-nos um e-mail com a tua morada, senão os livros não sabem para onde ir ;)


Cortei-lhe o cabelo! Foi muito?

A foto dos "One Direction" abriu-me os olhos para o cabelo da Irene não estar nos conformes.


A Joana Paixão Brás achou por bem também comentar estas fotos da praia a dizer que o cabelo "meu deus".


No outro dia, lavei-lhe o cabelo e pensei: "não passa de hoje!". Tesoura das unhas e foi logo ali. Problema: esqueci-me que o cabelo sobe quando seca. Mas, assim, até parece giro, não parece? ;)


Também são vocês as cabeleireiras?




Tenho a sorte da Irene ter o cabelo frisado e, por isso, não se nota que eu tremia como se me tivessem obrigado a sair da última sessão no Colombo com um saco a dizer Furla.