sábado, 7 de novembro de 2015

Parceiras de gravidez?

Adoro estas coincidências!

Na primeira gravidez, quando fomos contar à cunhada que estávamos grávidos, houve um momento de mal-entendidos. "Mas a mãe já vos contou?" "Oi?" "Estás grávida, Raquel? Eu também!" Estávamos praticamente com as mesmas semanas. A Isabel e a Alice nasceram com um dia de diferença.

Desta vez, quando fui contar a uma amiga do coração, afinal estávamos as duas, com as mesmas semanas: oito. Estávamos num sítio público, rodeadas de amigos e conhecidos, e tivemos de conter um bocado o excitamento e a surpresa, mas acho que quem estivesse mais atento conseguiria topar a alegria e o comprometimento nas nossas caras. 

Adoro viver estas experiências com pessoas que me são tão próximas. Adoro ter uma amiga a quem enviar Whatsap ou mensagens cúmplices. Tirar fotos de barrigas discretas e, depois, de barrigões, juntas. Adoro!

Também tiveram parceiras de gravidez? ;) 

Grávidas de 14 semanas - mais coisa menos coisa - que vão parir em finais de maio, inícios de junho, que se assumam!



Reacção da Isabel quando soube que ia ter um mano.

Estávamos na casa de banho e tinha acabado de lhe secar o cabelo: "- Isabel, a mãe tem um bebé na barriga."

Foi a correr para o quarto. Pensei: "olha, para ela é igual ao litro". 

Voltou. Apareceu com o nenuco. Vi que me queria puxar a camisola para cima. Baixei-me. Levantou a camisola, meteu lá o bebé e baixou a camisola.

Hahaha. Foi isto. <3


Longe da vista, perto do coração

Esta expressão deve ter sido inventada por uma mãe. Ou por um pai. Quando estamos longe do ar que se respira, da força que bombeia o sangue pelo nosso corpo, do sorriso que nos alimenta a alma... parece que o amor pelos nossos filhos ainda se entranha mais no nosso coração. Ainda cresce mais. Como se isso fosse possível. A garganta fica seca, os olhos enchem-se de água salgada com mais facilidade e o coração bate mais acelerado. A palavra saudade tem poucas letras para um sentimento tão grande.

Não tenho sido uma mãe presente. Não nas últimas semanas. Deitei a minha filha uma única vez numa semana. Fui sempre espreitá-la ao quarto, em pezinhos de lã, mas desejosa, ao mesmo tempo, que me sentisse. Que soubesse que eu estava ali e que podia dormir profundamente. Que a mãe já ali estava, pronta a afastar os lobos dos sonhos. Chamou por mim todas as noites e eu, ao contrário do habitual, levantei-me prontamente e com um misto de felicidade por termos aquele encontro nocturno. Senti-la nos meus braços. Ver um sorriso - ou imaginá-lo - depois de balbuciar a palavra "mamã" e de se entregar ao calor do meu abraço. Senti-la a respirar fundo, com as festas que lhe fazia no cabelo e nas costas. Vê-la voltar a adormecer, descansada, ao chegar ao porto de abrigo. Ela tem sentido a minha falta. E eu a dela. Tanta, tanta, que me caem lágrimas ao escrever estas palavras.

É assim a vida. São assim os dias que correm e que escapam, como areia, por entre os dedos. Não foi sempre assim, não há-de ser sempre assim. A normalidade vai ser reposta.

Hoje, pai e filha rumaram a Évora. Já que eu ia estar a trabalhar, foram visitar os avós. Cheguei agora a casa e estou sentada no sofá, com o portátil no colo. Encomendei uma Pizza. Vou passar a noite sozinha, mas pedi-lhes que voltassem logo de manhãzinha. Vou aproveitar para descansar, dormir a noite toda, repôr energias e amanhã, amanhã será o dia mais feliz das nossas vidas. Vou fazer por isso. Todos os dias deviam ser os dias mais felizes das nossas vidas, alguns não o são, apesar dos nossos filhos merecerem. 

Hoje o meu coração é da minha filha, mas está também com todos os pais que, pelos mais variados motivos, estão longe dos filhos. Nem consigo imaginar as saudades que para aí vão e tão mais dolorosas que as minhas. Estamos juntos.

Às cavalitas do avô, que levou a neta, pela primeira vez, ao Cromeleque dos Almendres (devia estar felicíssimo!)

Coisa mais fofa da sua mãe <3


Batatinha da mãe.
* Obrigada David, por teres teres tirado estas fotos tão bonitas da nossa filha. Senti que estava aí, perto dela. Perto de vocês.

Como se limpa esta trampa?

Confesso que sempre me meteu alguma espécie estes bonecos com um buraquinho para o banho dos miúdos. Não obstante, a Irene tem vários. 



De quando em vez, sempre que me lembrava, espremia-os bem para sair a água toda mas, no outro dia, quando espremi começaram a sair coisas que não estava à espera... sujidade com textura, digamos assim.

Na prática não são estes bonecos um acumular de nojices? Como podemos tratar deles? Ou é por isso que são baratos? Para irmos trocando todos os meses? Blergh!

Eu, quando era pequenina, tinha uns bonecos que tinham vindo num bolo de aniversário (entre outros). Lembro-me da Branca de Neve. E ela não tinha buraco nenhum (que se visse... heheh). 

Quem ler este post é um ovo podre

Mesmo com este título abriram?! 

Então mas e com este dia maravilhoso perdem tempo a vir ler o "a mãe é que sabe"? Vão mas é engolir vitamina D, passeiem muito, namorem, beijem, comam um gelado ou castanhas assadas - ou cozidas ou como gostarem mais -, dêem puns e gargalhadas, curtam este dia abençoado e... pisguem-se daqui!


Vou fazer o mesmo. Pisgar-me daqui. No meu caso, tenho de ir dar o corpo ao manifesto (reportagens para a Sic). Logo à noite estou de volta!

Mais mães que estejam a trabalhar hoje e com uma neura daquelas? Rrrrrrrrrrrr

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Quero que sejas boa aluna, mas...

Tenho esta mania de te escrever coisas importantes, como se não fosse cá estar para tas dizer. Que disparate! Mas a verdade é que enquanto escrevo, os meus desejos florescem ainda com mais vigor dentro de mim. Fico ainda mais apaixonada. Sinto as coisas ainda mais.

Tenho pensado muito nisto. Naquilo que eu quero que tu sejas na escola e na vida. Feliz, um cliché. Quero que sejas tu mesma, outro cliché, que soa a reality show. O que tu vais ser já está em construção e isso tem tanto de bonito como de assustador. Quero puxar por ti, desafiar-te, mas dar-te espaço e tempo.

Quero que sejas boa aluna.

Para mim isso não equivale a ter cincos, nem “Satisfaz Plenamente” (estou tão desactualizada que nem sei se ainda são estas as notas que vêm a vermelho nas fichas de avaliação).

Equivale a seres curiosa, astuta, a não teres medo de perguntar, nem de falhar, a seres boa colega, a saberes partilhar o que de melhor tens com os outros e a guardar em ti o que os outros têm para te ensinar. Exigente, mas q.b. 

Eu sempre fui boa aluna, adorava a escola, mas acho que, infelizmente, era demasiado obcecada com os resultados. Chorava quando não tinha 5. Ou 19. Cheguei a chorar por não ter tido 20, é verdade. Queria ser melhor. Apesar de ter em casa pais exigentes e dedicados a nós, nunca, nunca senti que partisse deles esta cobrança para com os resultados, pelo contrário. Eu é que sempre pus a fasquia demasiado alta e ficava frustrada, em vez de ficar tranquila por ter dado o meu melhor. De resto, acho que aproveitei a vida: corri, fiz amigos, namorei, viajei com a escola, envolvi-me em projectos, fiz desporto, teatro, cantei, aprendi guitarra. Faltou-me ser menos dura comigo. Ainda estou a aprender a controlar essa exigência desmedida, a saber relativizar. A sentir a consciência tranquila, quando me esforço, quando me dou, quando me entrego. O resto é o resto. E a vida não é o resto. É a soma das coisas importantes, dos afectos, dos sorrisos, das conquistas, pequenas ou grandes,


Quero que sejas simples dentro da tua complexidade. Que sejas leve. Que não faças uma tempestade num copo de água. Que vejas o lado bom das coisas. Feliz. Desejo que o consigas ser, minha filha, meu tudo.

Já dá para jogar às escondidas!

Finalmente!!


Não que tenha tido uma filha só para jogar às escondidas com ela, mas quase. Agora é quando sei que tenho mesmo jeito para crianças. Lembro-me perfeitamente desta idade do meu irmão e de todas as nossas brincadeiras. Sou daquelas mães mais palhaças que fica com o rabo de fora do pijama da Barbie (sim, tenho um haha) a esconder-se atrás da mesa de apoio da sala, ou entre o sofá e a janela.

A Irene já percebeu o conceito de ter que esperar lá fora até a mãe perguntar "onde está a mamã?" e depois ter que entrar e procurar. Parvamente (ehehe) procura sempre no último sítio onde me escondi como se a mãe não coubesse em mais lado algum. Mas lá vai ela com os seu pezinhos a fazerem aquele barulho dos anti-derrapantes no chão e eu vou ouvindo (umas vezes mais escondida que outras). Encontra-me e diz "mamã!!!". Depois vai a correr lá para fora outra vez. E, claro, já sabem como é, não se cansa. 

Esta é uma das brincadeiras que só me surgiu por andar mais sôfrega para aproveitar o tempo que passamos juntas agora que voltei a trabalhar. Na volta, até já dava para brincar há uns meses. 

Seja como for, fica aqui a ideia para quem ainda não tenha experimentado e... digo-vos já: não sei quem se diverte mais. Se eu, ela ou o pai por me ver a mim a rebolar de um lado para o outro com o rabo de fora e a miúda toda contente por me encontrar. 


Nota: Claro que já tentei que fosse ela a esconder-se, mas não resultou. Para isso ainda é cedo. Vou esperar que ingresse no Técnico ou assim. 



Já está pronta para o desfralde?

Já há muito tempo que a Irene faz isto, mas nunca demos muita importância. Ela costuma ser muito certinha e fazer o nº2 (cocó) sempre depois das refeições maiores. Qual é o processo? Afasta-se e esconde-se, faz o que tem a fazer e depois volta com ar comprometido. Perguntamos se ela fez cocó e numas vezes diz que sim envergonhada e começando a correr (blergh) e noutras diz que não e pensa que ninguém dá por aquele saco de berlindes que de repente apareceu na fralda. 

Conseguem encontrá-la na fotografia? Mandou-me o pai ontem por whatsaap a dizer que "a Irene foi à casa de banho". O que me ri com isto e ainda me rio. Entretanto ficam a conhecer a minha sala de estar (como se tivesse outra). 




Partilhei isto (com toda a gente, a verdade é essa) com a Raquel (minha colega) que é mãe de uma menina já de três anos e ela disse-me que isto é sinal de que está pronta para o "desfralde do cocó" porque já quer ter a sua privacidade quando o faz, porque já sabe quando tem, etc. Que devia comprar um redutor e começar (eu não, o pai) a ensiná-la que o cocó é na sanita. 

Também fizeram o desfralde por fases? Primeiro o do cocó? Saltaram o penico (parece um nome de um jogo de crianças na primária) e usaram redutor? 

Não quero nada fazer o desfralde (mesmo que seja do cocó) sem que ela esteja preparada. Às vezes temos muita pressa e exigimos coisas dos miúdos cedo demais e torna-se uma fonte de nervosismo para todos. 


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Isto é tão, mas tão importante!

Ando cada vez mais preocupada com o uso excessivo dos tablets lá em casa. A minha filha já chegou a entrar num pranto quando lhe disse: "já chega, filha". Mandou-se para o chão a espernear como se lhe estivesse a arrancar um mindinho com um alicate.

Nem por acaso hoje dei com este artigo: Em casa da Kate Winslet não se brinca com tablets.

"É uma luta complicada quando dizem ‘mas este e aquele têm um, porque é que eu não posso ter?’ E eu digo-lhes ‘bem, porque tu podes ir subir antes àquela árvore’."
Lá em casam ouvimos e dançamos as duas (às vezes os três) com os Caricas e ela vê Baby Tv sentada na cadeira da papa, enquanto tomamos banho (para não andar pela casa a cirandar sozinha), mas ultimamente noto que ela está a ficar viciada. Se dantes era fácil desligar o tablet e sugerir para fazermos outras coisas a seguir, agora, por ela, continuava a ver. Já aconteceu conseguir alcançá-lo e trazê-lo até nós para que pusessemos os bonecos.

Achava que lá em casa até usavamos moderadamente o tablet e que ela até via pouca televisão, mas pelos vistos, para ela, "não chega". Temos de pensar numa estratégia rapidamente para substituir o tablet ou dar-lhe mesmo um sumiço.

Estou a exagerar? Talvez, mas acho que ela é mesmo pequenina para estar já alienada e para preferir aquilo ao puzzle de madeira com animais que lhe ponho à frente. Não pode ser! 

Contrato pré-bebé

Da mesma maneira que convém conversar sobre algumas coisas antes de começarmos a morar juntos, antes de casarmos... Também convém falar de algumas coisas antes de ter um bebé. Claro que estamos loucamente apaixonadas e, por isso, achamos que vai correr tudo bem (e vai), mas é sempre importante conversar sobre tudo para gerir expectativas. 



Coisas que, pela minha experiência, convém falar (quem tenha experiências diferentes, por favor, partilhe!): 

Divisão de tarefas da casa

Vamos precisar de ajuda, sim. Vamos. E convém mesmo que esteja definido quem vai fazer o quê. Vamos andar muito sensíveis (hormonas e cansaço e ansiedade) nos primeiros tempos e não vamos conseguir lidar com as expectativas de "ele devia ajudar-me sem ter que pedir". Ficar tudo organizadinho e definido é melhor. Para todos. 

Passeios em família

Imaginamos passear todos os dias em família, todos juntos, até para o jardim, mas ele poderá não estar a pensar no mesmo. É importante estarmos em sintonia nisto para, mais uma vez, não criar expectativas (tanto para um lado como o outro) e negociar. Temos que nos lembrar: amamos de maneira igual, mas não somos iguais. 

Tipo de alimentação

Legumes biológicos? Papas naturais? Amamentação? Leite artificial? Cerelac? Convém perceber o quão importante é para cada um estes "por maiores" para se ir ajustando e definirem estratégias a priori, principalmente no caso de optarem por amamentar o bebé. O pai tem um papel muito muito importante também.

Divisão de tarefas do bebé

Isto deixa-se ao improviso e muda de relação para relação. Mas, da minha experiência, eu que comecei por ser a mãe que queria fazer tudo, o melhor é possivelmente ir dividindo desde o início para que ambas as partes absorvam a sua quota parte de responsabilidade. 


Por se falar, não quer dizer que fique como se falou, mas é bom falar. É bom sonhar, projectar, arrumar e criar um ambiente positivo para receber o bebé. Fazer o ninho não é só fazer o quarto. 

É só uma ideia. :)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

5 coisas parvas que gostava de ter sabido antes

Sabem aquelas coisas que gostávamos de ter sabido antes, mas que no fundo não mudava quase nada se as soubéssemos? Coisas que na altura parecem o fim do mundo, mas depois vai-se a ver e são só parvas? 
Cá está uma lista mais ou menos aleatória de idiotices que nos podem moer nos primeiros dias na maternidade: 
#05 olhos tortos
É normal que os recém-nascidos tenham um olho a olhar para o burro e outro para o infinito. Por isso, nada de, ainda na maternidade, ficarem cheínhas de medo que a vossa filha se pareça com a Rita Pereira (se bem que até não ficavam mal servidos, que é gira que se farta)
#04 ventosa
Quando o vosso filho não está a querer sair nem por nada pelo vosso pipi por variadíssimas razões, a equipa médica pode ter de usar ventosa - tipo desentupidor de canos, estão a ver? E como é que a médica pede a dita? Achavam que dizia "ventosa, ófaxavor?" Não, não. Fala em código, neste caso com um som "bahbah" (onomatopeia inventada agora com som de desentupir canos).
#03 miauffff
O vosso filho pode nascer com uma cara que parece ter sido arranhada por um gato ou ficar com ela assim logo nas primeiras horas. A Isabel nasceu com unhas de fazer inveja a muitas mães e uma cara que parecia um quadro de Miró. Não sei se já alguém concorreu ao Guiness com isto, mas eu posso apostar que foram as unhas mais compridas de um recém-nascido. Comprei logo uma lima (wrong! tesoura, tesoura, tesoura) e ainda tentei solucionar aquilo, mas já foi tarde.
#02 calor tropical
Como nasce no Inverno, três babygrows quentinhos, três casaquinhos, três pares de colants, botinhas de lã, gorrinhos, mantas. Mala de maternidade pronta. Danger, senhoras! Perigo de verem os vossos filhos a derreter! Encarem a maternidade como uma viagem ali ao Brasil, estejam preparadas para temperaturas a rondar os 60 graus e para as visitas que ainda aquecem mais o ambiente. (Ou seria eu que estava em brasa? Digam-me: não sentiram que estavam numa sauna?)
01 mecónio 
Meconiquê? Na maternidade, uma enfermeira vai fazer um número de contorcionismo com o vosso bebé, para o ajudar a fazer cocó, e vai parecer que o estão a tentar encaixar numa mala de viagem a abarrotar. Agarra as pernas, encolhe as pernas, espreme o puto, até começar a sair o mecónio. Não, não descobriram uma reserva de petróleo, aquela é a cor do primeiro cocó dos bebés.
Mães grávidas, que tempo mais bem gasto das vossas vidas com dicas e alertas importantíssimos! Só que não. Comprem mas é o livro do Mário Cordeiro, que aqui não se aprende nada.


Coisas que só nós (mães) sabemos.

Nada contra as miúdas que conseguem perfeitamente sacar daqueles calções que mostram metade do rabo sem terem nem frio nem um buraquinho que seja de celulite. Nada contra, mas podiam ir todas parar debaixo de um camião da Luís Simões. Brincadeira. Não há cá ressabiamentos e essa é a primeira coisa que só nós, mães, sabemos. 



Não há tempo para mesquinhices.

O quê? Aquela colega do trabalho disse que o outro afinal tinha comentado que tínhamos saído mais cedo, mas ela própria chegou 1 hora mais tarde e tem "consultas" toda as sextas à tarde? Who cares. Tenho vida pessoal, tenho família, não preciso de coisas que não têm valor para ocupar o meu tempo. 



Afinal, o tempo dá para tudo.

Só nós sabemos o quanto o tempo estica. 24 horas dão para muito. Conseguimos trabalhar, abraçar de uma maneira como só as mães abraçam os filhos, tratar de coisas da casa, quase dormir e, mesmo assim, no dia seguinte, saímos de casa como "se não se tivesse passado nada" e aparentemente flawless.



Chorar ajuda.

Já não é um drama enorme termos vontade de chorar. É um direito. Temos e devemos que chorar. Estamos cansadas, temos saudades, estamos felizes, estamos histéricas, estamos eléctricas, estamos apaixonadas, estamos esperançosas, estamos grávidas outra vez... Chorar é bom e já todas sabemos disso. 



Respeitamos mais outras mães.

Finalmente percebemos o quão stressante é termos de desempenhar tantos papéis na nossa vida, agora que somos mães. Sabemos lá se a mãe do outro departamento tem o filho doente ou, se calhar, se nem conseguiu vê-lo ontem por trabalhar tanto? Todas as mães têm direito a ter um bocadinho de mau feitio.



Ser imperfeita é perfeito.

Já conseguimos entender que não somos capazes de tirar 20 a tudo. Há sempre algo que não vai correr como queríamos, há sempre horários que vão sair furados, dias que não correm bem, dias que parecem mais curtos. Ser mãe é saber priorizar. E sabemos perfeitamente o que está no topo da pirâmide. Além de que faz bem não passar a pressão do perfeccionismo para eles.  Faz-se melhor ainda para a próxima. Amor é que não falta de certeza.



Temos uma cabeça incrível.

Antes de sermos mães já tínhamos reparado que temos uma capacidade grande para empilhar tarefas, agora ainda mais. O malabarismo que esta nova profissão pede é extremamente exigente e nós conseguimos fazê-lo. Nunca aproveitámos tanto do nosso cérebro. Também conseguimos fazê-lo por termos o coração tão  bem preenchido, certo? 



Dormir é sobrevalorizado.

Dormir 12 horas seguidas a um domingo? Isso acontecia? Se rezamos para que eles comecem a sair da cama sozinhos, aprendam a fazer o seu próprio pequeno almoço e ponham no Panda sozinhos? Sim. A verdade é que, mesmo privadas de sono, conseguimos sobreviver, trabalhar, amar e chegar a casa e, ao final do dia, sentimo-nos super-mulheres. E, até aproveitamos melhor as poucas horas que dormimos para DORMIR a sério.



Somos mais bonitas agora.

Verdade. Somos mulheres completas, ocupadas, com rumo e resolvidas. Até nós nos casaríamos connosco.


Somos as maiores! E quanto às miúdas dos calções, hão de cá chegar (e são muito bem-vindas) e vestir esses calções aos vossos bebés quando tiverem 3 meses, que é esse o tamanho deles. 



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Para ti, barriga.

Olá, sua coisa.

Nunca te prestei muita atenção. Aliás, passei a minha vida toda a tentar não te prestar atenção, mas prestando. Sempre estiveste aí, sempre estiveste demasiado para fora. Nunca foste lisinha como as das outras. Quando era pequenina achava que era porque tinha tentado arrotar de propósito muitas vezes e, por isso, tinha muito ar preso... Com o tempo fui-me apercebendo que afinal era só muito parva e que não seria disso de certeza. 

Mesmo em pequena, quando comprei o meu primeiro biquini (que me lembre) na Naf-Naf da Figueira da Foz, tinha imensos complexos e estava sempre a tentar encolher-te 

Depois passei por uma fase que achava que se andasse sempre contigo enconhida que passava a ter abdominais, mas não. 

Cheguei a dormir com um cinto a apertar-te para me obrigar de te encolher. 

Desisti. Mesmo com natação, mesmo com ginásio, às vezes com dietas, nunca consegui ter-te como queria ter (deve ser impossível para o meu corpo). 

Comecei a comprar só roupa larga para não mostrar que o meu corpo se assemelha a uma vela a derreter. 

Engravidei. Com muitos menos problemas que algumas mulheres quando se preocupam que vão perder a forma. Não, eu não perderia a forma, a forma de pomar. 

Agora estou igual a antes. Disforme com forma. Uso t-shirts largas. 

Tu foste uma casa. A casa de um bebé. "Tu moraste cá dentro, Irene". 

E, pela primeira vez, barriga... estás a ouvir? Pela primeira vez... não te odeio. A minha filhota até teve mais espaço para dar a volta. 

Agora que sou mãe, tu (barriga) és só isso. "Isso" e a ex casa da melhor coisa do mundo.

Gosto de ti, barriga. 

Há um teste horrível que as grávidas têm de fazer!

Quer dizer, até há dois. Lembrei-me agora daquele teste da glicose que em que é mais difícil aguentar o vómito do que depois de um casamento bem regado. Tem de se engolir a pior mistela de sempre. Laranja ou limão? Limão, pensei eu, para não ser tão enjoativo. Hã hã. A sério que não encontraram ainda outra alternativa àquele teste? Acho que as grávidas só aguentam aquela nojeira cá dentro com medo de terem de repetir o teste.

Vamos a outro teste que me deixa lindas recordações (not).
No final da gravidez, temos de enfiar - enfiam-nos - um cotonete no pipi. E no rabiosque. 

"Uauuuu, grande coisa se depois vai passar o equivalente a um camião TIR de cotonetes pelo mesmo sítio no parto."

Não, mas a sério. Raios para o Estreptococus B. Aquela porcaria do teste é supostamente indolor, mas magoaram-me para caraças. Só para terem uma ideia, custou-me mais o teste do cotonete do que todos os toques na altura do parto. Não sei se apanhei uma enfermeira a dar para o brutamontes se o que foi, mas até chorei. Fiquei com aquela zona dorida durante não sei quantas horas.

Mais alguém com esta experiência? Ou foi tudo pacífico e eu tive azar (espero bem que sim)?

Para saberem mais sobre a necessidade deste teste: aqui.

Sou uma sexy mom (será?...)


Epa! É que sou mesmo, mesmo boua (ler assim mesmo). Mesmo, mesmo...




No fundo, no fundo, todas temos uma potencial sexy mom dentro de nós (basta uma - já ultrapassada - duck face) mas o que nos torna únicas é sermos palhaças. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Quem se atreve a responder a isto?

Vocês já devem ter reparado que pomos mais posts cá para fora que recém nascidos sujam fraldas. Nem sempre é fácil ter coisas giras para vos dizer. Andei à procura na net de coisas que me inspirassem e... se isto me inspirou. É mesmo caso para dizer "A sério"? A sério?".


Um sítio fofinho para guardar a placenta.


Epá, não me levem a mal. Sou muito ignorante nisto das coisas naturais. Confesso que um parto natural (mesmo natural) até me atrai, dentro de água também, em casa também - teria que estudar muito bem tudo - mas isto é ir longe demais. Será mesmo isto uma espécie de estojo para guardar a placenta? O que vem a seguir? Uma caixinha para guardar as unhas cortadas? Um algodãozinho para a primeira cera? 

O progenitor de metal.


Há mães que têm pouco tempo, mas isto já nem merece tentativa de comentário humorístico. Já é tão triste toda a independência que desejamos dos nossos bebés quando o saudável é que sejam o mais dependentes possível tão pequeninos que isto é o equivalente a lhes darmos uma compressa para a mão e dizer "limpa-te" e "ama-te" que eu tenho outras coisas para fazer.

Franjas para bebés.


Por acaso, a Irene nasceu com imenso cabelo e prefiro assim. Bebés cabeludos. Porém, mesmo que a minha filha tivesse nascido com o cabelo mais liso que o traseiro da Joana Paixão Brás (muahah) era incapaz de lhe por isto na cabeça. Mais depressa lhe punha a cabeça dentro do forno, pré-aquecido.

A mama de berço.


Vá. Nunca digas nunca. Confesso que achei a ideia horrível, mas depois reparei no sono que tenho e na quantidade de vezes que me levanto para a alimentar e pensei: "se lhe espetasse isto na cama...". O que acho "engraçado" é que eles puseram na caixa "energy drink". Isso, metam isostar na porcaria dos bidões e depois queixem-se que têm miúdos "hiperactivos". Não são os coelhos que têm estas coisas nas gaiolas? Isto é todo um novo nível de errado.


A pergunta é: se tivessem de usar um, durante uma semana, qual seria? Entretanto, para o vosso próximo filho, comprem já o casaquinho para a placenta, não vá ela ter frio.

Como sobreviver ao primeiro dia de trabalho depois de ser mãe?

O regresso ao trabalho pode ser muito muito complicado. Seria de pensar que, quanto mais tarde, menos nos custasse, mas não. Fui trabalhar quando ela tinha 5 meses e agora quando ela tem 19 e não custa menos. 




Hoje foi o primeiro dia de regresso ao trabalho. Ficam algumas dicas para quem vá passar pelo mesmo em breve: 


Maquilharmo-nos.  - Temos de entrar a matar. Nem é por quem nos vai ver. É por nós. Já vamos ter coisas suficientes para nos deixarmos desconfortáveis que, se tivermos algumas a darem-nos um boost é melhor. Se, no meu caso, tiverem um problema de pele, é capaz de ser mais agradável não parecerem um fiambre passado do prazo. 

Protegermo-nos. - Não queremos que o nosso aspecto físico seja tema de conversa, a não ser que sejamos a Carolina Patrocínio. Vestirmo-nos de maneira a não chamar muita atenção para não levarmos com comentários que, mesmo que não sejam maldosos, como estamos mais em baixo, poderão ser entendidos assim. Vesti uma tenda da Quechua. E há tendas giras. Vocês, mais gordinhas, sabem ;)

Evitar estar sempre a fazer beicinho. - Queremos ser "respeitadas" e, por isso, não devemos mostrar exageradamente a nossa vulnerabilidade. Já sabem que sentimos falta dos nossos filhos. E, se estiverem num local de trabalho como o meu, onde quase ninguém tem filhos, ninguém quer mesmo saber as coisas que temos para partilhar e se já lhes passou a diarreia.

Atenção às fotografias. - Temos de personalizar o wallpaper do computador com uma foto dos filhos? Claro. Também temos de por uma moldura na secretária com uma fotografia? Claro. Sempre gozamos interiormente com essas pessoas, mas agora está na altura de nos juntarmos à manada. Porém, aconselho que não seja no primeiro dia. No primeiro dia não sorrimos a pensar "que saudades". Não sorrimos sequer a olhar para elas. 

Evitar olhar para o relógio. - Claro que vamos olhar. Claro que sim, mas seria melhor não estarmos constantemente a olhar para o "dantes". "A esta hora estava a dar-lhe o lanche". Evitar fazermos isso a nós próprias, não podemos ser as nossas principais inimigas. 

Não esperar uma festa. - A vida continuou enquanto fomos parir e de licença. O mais provável é que não vos recebam com um bolo e confetis. Chegaram, momento dos beijinhos e tudo segue em frente. Menos para nós. 


É o que eu tenho para vocês, hoje. Mais dicas de mães que já tenham mais balanço? 

É hoje.

É hoje que volto ao trabalho, mas mais ou menos. Afinal hoje vou só a uma reunião para me designarem as minhas tarefas. Ontem foi um dia complicado. Tanto me parecia um dia normal, como rebentava em ataques de choro. O pior foi quando acordei da sesta (aproveitei para fazer a sesta dela porque as noites têm sido do piorio). Acordei com um peso enorme em cima do peito (e não é das maminhas descaídas de amamentar há 19 meses). Acordei com aquela sensação de que algo tinha mudado imenso na minha vida e que não havia como voltar atrás. Sensação semelhante a quando acabamos um namoro e nos apercebemos disso no dia seguinte, não sei como explicar. 

O desafio agora é grande. A Irene e eu estamos habituadas a um ritmo, a partilharmos tudo uma com a outra a toda a hora. Não digo que, com esta mudança, não surjam coisas óptimas para nós porque vão surgir, mas vai custar o desmame. Talvez me custe mais a mim. As músicas que eu danço e canto com ela são as que vou ouvir no meu trabalho, ela vai ficar em casa com o pai e ele vai enviar fotografias...  Sei que são tudo "problemas", mas vai ser difícil. 

Acima de tudo preocupa-me como vai ela interpretar as minhas saídas. Ao longo da vida dela, quando saí, foram raras as vezes em que saí com ela acordada. Agora vou ter que me despedir. Sei que isto são "problemas", mais uma vez. Sei que tudo podia ser pior, mas não deixa de se fazer sentir como mau para mim, no momento. 

Resta a pergunta, como é que se aproveita todo o tempo quando o tempo deixa de ser todo? 

Entretanto vou focar-me em comprar um bloco novo para o trabalho, uma caneta, maquilhar-me e vestir qualquer coisa que me fique bem. Não sei porquê mas ajuda. Comprar cadernos e canetas sempre me ajudou, vá-se lá saber porquê. 

Bem sei que isto não é "um post", é mais um desabafo, mas não conseguiria escrever sobre outra coisa hoje. 

Estou pronta para o pior e depois para o menos mau e depois para um novo "normal". 



Obrigada pelo apoio <3

domingo, 1 de novembro de 2015

Coisas que todas as mães fazem (e não admitem)


- tratam o pai da criança por "pai" quando juraram que nunca o fariam 

- fazem uma dança em modo de festejo depois de os adormecerem (ou, pelo menos, festejam por dentro)

- comem bolachas ou batatas ou chocolate às escondidas, em tempo record e sem deixar vestígios 

- limpam macacos dos filhos com as mãos 

- trauteiam músicas infantis vezes sem conta 

- desejam ter algum descanso mas, quando o têm, nem sabem muito bem o que fazer sem os filhos 

- constatam que eles estão "tão crescidos" todos os dias 

- chamam nomes ao pai da criança quando ele comenta o quão bem a criança dormiu durante a noite 



- e que mais?

a Mãe dá - Galochas IGOR com a Pés de Cereja [vencedores]

Desde o início do blogue que adoramos partilhar coisas convosco. Tanto a Joana como eu adoramos borlas e, por isso, presumimos que vocês também. Tivemos a oportunidade de vos poder dar, com a Pés de Cereja, umas galochas IGOR e foram mais de milhares as participações, incrível! Nada que já não estivéssemos à espera, cof cof! ;)

Estão aqui as indicações e requisitos do passatempo. E a vencedora (uau, sempre uma mulher, que surpresa) está depois das fotografias para encher isto um bocadinho de chouriço, hehe.


Se calhar esta os pais não vão gostar tanto para os meninos. A Irene adorou, claro.








*oferta limitada ao stock existente.

A vencedora, que tem de enviar um e-mail para info@pesdecereja.pt com o assunto "a Mãe é que sabe" e combinar as coisinhas é a Marina Barbosa de Penafiel! Parabéns, Marina!! :)


Não façam essa cara! Alguém tinha que ganhar! ;)