sábado, 25 de abril de 2015

As vezes sinto que não fui feita para isto.

Não é um título enganador como outros que ponho para chamar a vossa atenção. Já há alguns dias que sinto isto à hora das refeições. Já tinhamos tido uma fase semelhante que também me custou ultrapassar, mas agora estamos noutra. Sinceramente, não tenho muita paciência para lhe dar de comer quando as coisas não estão a correr bem. Não me refiro ao facto dela não querer, isso já consegui falar com a Joana em mim e consegui atenuar ao máximo essas influências culturais de  obrigar a comer quando não quer. Ufa. Ficamos as duas muito mais felizes. 

Agora, o problema - que não é problema nenhum, devia ser só motivo de orgulho - é que ela quer começar a comer sozinha. Percebo que prefira muito mais comer com as mãos em registo BLW, mas preferia que fosse aceitando umas colheres também. E que atirasse menos comida para o chão. 

Obviamente que sou eu quem está errada, estou a dar o meu melhor para lidar bem com isto. Não quero que ela se aperceba que a mãe fica enervada sempre que ela suja o chão, sempre que atira a colher porque sei que não o faz por ser mal educada. É parte do processo, mas que custa, custa. 

Está grande a minha filha. Já quer ser ela a segurar na colher, a comer com as mãos, a tirar da taça (ou malga como se diz na terra da minha família materna). Estou desejosa que esta fase passe. 

E não percebo bem porquê porque limpar não custa assim tanto, mas fico enervada e ela acaba por não comer tão bem quanto queria. 

Grrrrr. Isto é um treino para coisas que me poderiam tirar mais do sério depois. É assim que estou a ver as coisas. 

Dizer baixinho e repetidamente: "estou a crescer com ela, estou a crescer com ela, estou a crescer com ela". 

Podem parar?!

Podem parar de perguntar como está a minha filha, se depois nem ouvem a resposta?
Podem parar de perguntar se está boa, se não querem saber?
Estão à espera que a resposta seja só e apenas "sim, obrigada" ou "sim, óptima", não é? Se disser "não", lixo-vos a vida porque vão ter de fingir que se preocupam e fazer aquelas declarações clichê: "nos primeiros anos, já se sabe", "apanham tudo", "tadinha, outra vez?", "é da maneira que ganha já os anticorpos todos".

Quem não quer saber realmente da minha filha, não tem de me perguntar por ela. E podem aproximar-se de mim, não tenham medo, que eu não vou começar a desbobinar coisas sobre ela, das quais não querem saber. Já aprendi. Não se fala dos filhos, a não ser que perguntem. Não há paciência para mães e pais babados que vivem a maternidade como a melhor experiência da vida deles, para os quais tudo é novo, que dormem muito mal e precisam de desabafar, que estão felizes e querem partilhar isso com todos. Não há paciência para pessoas felizes. 


Lição aprendida. 

Vou matar-vos de saudades!!!!

Sim, se estamos num blogue de mães e se se fala de saudades, claro que tem que ver com gravidez ou com quando eles pareciam um pedaço de mousse humana. Neste caso tinha mesmo de partilhar isto convosco. Foi daquelas coisas que vi no meu feed e pensei "tenho de mostrar isto no blog".

É uma fotógrafa que começou por tirar fotografias a uns amigos a dormir enquanto esperavam por um bebé. Gostou do resultado e continuou. Agora está a tentar angariar fundos para lançar o livro destas fotografias. Visitem o site dela, Jana Romanova, que vale a pena. Faltam 6 dias para acabar o prazo para lançar o livro, se se sentirem generosas é aqui que devem clicar. Se se sentirem ainda mais generosas, dou o meu NIB sem problema.

Vi isto no DN, aqui. Eu cá não roubo coisas nem dizer de onde. :)

Vai-vos bater umas saudades... Odiei não conseguir dormir quando estava grávida, mas acho que dormia melhor do que agora. Saudades. Saudades. Grávidas, aproveitem.










 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A mãe dá (#19) - Um fim-de-semana em família!

Sabem o que a mãe vai dar no Dia da Mãe, sabem, sabem? Ah, já leram o título, engraçadinhas.

As Joanas pensam em tudo e lembraram-se no bom que seria dar a uma família a oportunidade de ir laurear a pevide até Óbidos (se não conhecem, nem sabem o que perderam até agora) e desfrutar de um espaço cheio de pinta porque...

... a Mãe vai dar uma noite no Obidos Lagoon Wellness Retreat, que inclui:

- 1 noite numa moradia com piscina privada para quatro pessoas
- Pequeno-almoço entregue na moradia
- Utilização de bicicletas para explorar a zona
- Os adultos podem ainda ter acesso ao circuito de bem estar (piscina de água salgada, sauna, jacuzzi ao ar livre e cave de sal)











Que tal? Um sonho, não é?

Para ganharem este fim-de-semana em família, só têm de:

- partilhar esta publicação na vossa página do Facebook (a partilha tem de ser pública)
- fazer like na página d'a mãe é que sabe
- fazer like na página Obidos Lagoon Wellness Retreat
- escrever, em comentário na nossa página do Facebook a este passatempo, as razões pelas quais devem ser vocês a ganhar este passatempo

Digo-vos já que as miúdas andam a dormir mal e porcamente e nós não temos paciência para textos gigantes. Não vale a pena elogiarem o traseiro da Joana Gama (porque eu fico com inveja). Dizerem que são as melhores mães do mundo também não cola (porque somos nós as duas, óbvio). Textos lamechas ou divertidos, surpreendam-nos!

O vencedor vai ser escolhido por nós e pelo Obidos Lagoon Wellness Retreat e será revelado no Dia da Mãe, pelo que o passatempo encerra dia 2 de maio, às 23h59.

Boa sorte!

O primeiro da Irene.

E tinha logo de lhe calhar um porco. Bem, ao menos, tanto quanto se saiba não é casado e não tem DSTs



Aquilo que eu realmente queria mostrar era o rabo de cavalo da Irene. O pai descobriu ontem às 22h30 que ela ficava muito bem se lhe fizéssemos um totó. Sim, a miúda só adormeceu às 23, leram bem. 

Para além dos totós e dos ganchos novos que fui comprar ontem à Claire's (também fico com eczema quando lá entro, sinto que não sou o target, mas acabei por gastar 30 euros em coisas deste género - shame on me), de ressalvar a prenda da família do avôdrasto da Irene: o porco. Já é o segundo peluche que oferecem pelo qual as duas nos apaixonamos. Acho que é o primeiro brinquedo preferido dela além do coelhinho com que dorme todas as noites (e que, se calhar, a acorda de hora em hora). 

É da Zara Home. Estou cheia de vontade de ir lá gastar os 30 euros que gastei na Claire's (que devem dar para meio porco). 




Já somos famosas (#07) Estamos na Cosmopolitan!

Perdemos a cabeça e aceitámos o desafio selvagem da Cosmopolitan!


Que tal as pernocas da Joana? 

E o rabo que tanto ela gaba? Ei-lo.


Era bom, era.

Mas em parte é verdade.
Estamos na Cosmopolitan, a dar sugestões para o Dia da Mãe.
Estou eu, mas eu e a Joana já somos uma só.




Já está nas bancas!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O maior acidente até agora.

Ontem tive um almoço de "trabalho" em Lisboa. Está entre "" porque ainda é um projecto, por isso ainda está naquele limbo da diversão e do trabalho.  Correu bem, obrigada por perguntarem. Como são mulheres, sei que perguntariam. Agora, quando cheguei a casa, o meu marido nem me perguntou nada. 

Abriu-me a porta com um ar de quem tinha sido acarinhado violentamente por um urso, com a miúda com um ar desorientado e só de fralda, ao colo. 

- O que se passou, amor?
- Nem imaginas.

Claro que aqui pensei o pior. Que ele a tivesse posto em cima do balcão da cozinha, que ela tivesse caído de cabeça e tivesse sujado a roupa toda de sangue, que temos de ir rápido para o hospital. Não que o meu marido seja parvo, mas todas fazemos coisas estúpidas. Ele também. 

- Então? Por que é que ela está só de fralda?
- Fez o maior cocó de todos os tempos.

De repente não consegui ser minimamente solidária. Só me apetecia rir, mas sabia que não era o momento. Reparei que aquilo estava a ser mesmo bastante complicado para ele e dei o meu melhor. Se ele tivesse olhado bem para mim, teria reparado, mas acho que ainda estava muito traumatizado de ter visto tanto da filha cá fora. 

Nunca lhe tinha acontecido. Ele só muda uma fralda por dia e desde há uns meses. Eu sou quem lhe muda as fraldas desde sempre (à Irene, não ao meu marido - apesar desse dia estar para breve que ele é bem mais velho que eu). E, por isso, ele não sabia o que tinha de fazer primeiro. Ela estava toda pintada, parecia um conguito (a concorrência dos smarties). Ele diz que, durante um minuto, ficou com ela nas mãos, afastada do corpo dele, no meio do quarto, a tentar decidir o que ia fazer primeiro. Claro que assim que a deitou no trocador, desencadeou uma grande onda de merd* pelas costas acima. Coitadinhos. Mais ele que ela. Ela estava só apardalada. 

E não é que, quando cheguei, a roupa já estava de molho, a miúda já estava de banho tomado, o trocador já não tinha a capa, já estava praticamente tudo em ordem?

Na altura deu-me vontade de rir. Agora dá-me vontade de sorrir. Eu sou muito fuça com as coisas da Irene (porque gosto muito de ser eu a fazê-las - tirando os dias em que não gosto hehe) e, por isso, fiquei toda comovida por ter visto o pai a tratar de tudo. 

Nota: adorei, principalmente, que as toalhitas que tivessem acabado no momento deste cocó. Afinal não é só comigo. 


a Mãe dá (#18) O livro que vai salvar o mundo. (Vencedores)

Juro que até muda, se todas o lermos. Há muitas mães (principalmente as que já o são há muito tempo) que não são a favor dos livros. Há quem diga que muita informação confunde. Sempre será melhor alguma confusão do que uma certeza ignorante, digo eu. Mas sim, há demasiados livros a dizer coisas que não ajudam, escritos por pessoas que falam de coisas que não sabem. Pediatras que dão dicas educacionais que nada têm que ver com a sua formação. E não sei até que ponto é que o problema é de quem as dá [as dicas]. Nós é que queremos acreditar muito nalguma coisa, em algo que nos faça sentir seguras, principalmente nesta fase tão importante. Iria eu alguma vez perguntar ao meu cabeleireiro que comprimidos devo tomar para as minhas enxaquecas, só porque também está na área da "cabeça"? Temos de saber quem ouvir e, sim, neste caso, este livro vem mudar o mundo.


É o primeiro livro (de todos os que já li e, atenção, que comecei, obviamente, por ir aos mais comprados) que faz um trabalho de raiz. Que  diz que (é mais ou menos isto que a autora do livro que vamos dar diz - não me apetece ir à procura da citação :)) os bebés não são todos iguais, claro que ela venderia muitos mais livros se tivesse um título que prometesse mudanças rápidas ou que aparentasse ser um livro de instruções, mas é esse o problema. Andamos à procura de algo que não existe. Os nossos filhos não são robots. E, acima de tudo, sabem que mais? Somos mamíferas. Não, não vou abordar a questão da amamentação de maneira pouco elegante, até porque a própria autora, apesar de ser Conselheira de Aleitamento Materno pela OMS/UNICEF, não o fez. 

A Constança (depois de ler o livro, sinto que a posso tratar assim), para mim, veio reunir as principais evidências cientificas sobre os primeiros meses de vida dos bebés e fez uma óptima papa com a sua experiência de terapeuta de bebés. A Constança ajuda-nos a ser as mães que deveríamos ser antes de estarmos cheias de "tretas". Por "tretas" refiro-me a opções artificiais, teorias de quem não deveria falar do que não sabe, opiniões de outras mães bem intencionadas mas que, ao aconselharem também procuram validação... 

Se tivesse começado por ler este livro da Constança não precisaria de ler uns 5 outros (não estou a exagerar) e com um afinado sentido crítico para retirar só o que "interessa". 

A Constança fala sobre o facto dos recém nascidos chorarem tanto. Explica-nos por que é que nem sempre a dinâmica entre mãe e filho corre bem nos primeiros dias (e até nos seguintes). É um cupido da maternidade. Não que não amemos os nossos filhos, mas seria sempre melhor não haver tantos momentos de frustração (expectativas surreais e soluções contraproducentes) e de tristeza. 

Ler este livro da Constança é o sonho de qualquer mulher que esteja grávida ou que tenha sido mãe há pouco tempo (não que aí vá ter muita paciência para ler). É como se a nossa melhor amiga se tivesse tornado uma especialista em bebés, fosse filha de um pediatra e de uma doula, tivesse filhos, percebesse de amamentação e soubesse transmitir tudo isto de maneira a não julgar ninguém e a ajudar toda a gente. 

Aconselho vivamente a leitura deste livro a TODAS as mães. Mesmo aquelas que,  como eu,  já tenham passado os "primeiros meses". Este livro ajuda a enquadrar não só um segundo filho, mas também a repensar ou "resentir"  algumas das nossas atitudes enquanto mães. Ao pensarmos desde o início de forma útil e pessoal (sem automatismos apreendidos e não inatos) conseguiremos mais facilmente crescer com eles e não apenas vê-los a crescer. 

Creio que é um óptimo início a quem queira optar por um estilo educacional do género da Disciplina Positiva ou Parentalidade Positiva que agora tanto se fala e AINDA BEM.


Só para que tenham uma noção: não conheço a Constança, a editora enviou um press com livro, enviei e-mail a perguntar se me podiam dar um livro (à la Marcelo Rebelo de Sousa), enviaram e ainda hoje liguei para lá a perguntar se não podia sortear uns exemplares. Apesar do livro não ser minimamente meu, também quero ajudar a mudar o mundo.

Acima de tudo. Obrigada, Constança. Lamento não ter pago pelo livro, mas agora já está. ;) :)


Aqui estão as vencedoras!!

Parabéns: 

Sandra Ribeiro e Ana Romão (ambas de Lisboa)!!

Leiam o livro, não o deixem a apanhar pó na estante, sff!

Por mim era sempre fim-de-semana

A parte melhor da nossa semana passa depressa. São dois dias. Dois dias apenas para estarmos juntos, coladinhos, a desfrutar de todos os momentos, a sermos ainda mais uma família.
Por mim, era sempre fim-de-semana. E de preferência sem ter de me preocupar com nada. Comidinha caseira feita pela avó, não ter de fazer as camas, passear, fazer o avião, tocar na terra e nas plantas, fazer festas ao Baltasar, ver os cavalos, bater palminhas, andar no balancé com toda a genica. 

Somos felizes assim, no campo, no meio do nada, mas com tudo.




















Professores de pais.

Bom dia. Sim. Estou a escrever assim. Como se fosse uma sms para a outra pessoa perceber que estou mal disposta de propósito. As últimas duas noites têm sido para esquecer. A miúda deve ter uns 42 dentes a nascer ao mesmo tempo, mas ela está fresquinha. É isso que não entendo. Bom para ela. Bom para ela.

Bem, apanhei isto na net (parece que estou a falar de uma DST por causa do verbo "apanhar") e apesar de ser mais um viral -  e, por isso, poder por-se em causa a veracidade da questão -  acho que é óptimo partilhar. Por que é que ponho em causa a veracidade dos virais? Metade deles depois vem-se a saber que têm uma marca "lá atrás" ou "por trás". O que me agrada muito depois descobrir essas estratégias sacanitas mas, por outro lado, depois muita gente partilha toda bem intencionada e está a fazer uma publicidade de fininho. É como usar t-shirts com a marca a ocupar as mamas todas. GUESS, GANT... Sim, comunicamos um estilo de vida, mas também estamos vestidas como se estivessemos a trabalhar na loja deles. Devia dar que pensar. 



Bom, este viral que vi no SOL (aqui) é uma lição. Mesmo que não seja verdadeiro, a pessoa que pensou nele tem um coração muito amoroso. E acho que é só mais uma maneira de nos obrigar a pensar que temos de dar mais atenção aos nossos filhos. Tal não passa por dar mais prendas (sou filha de pais divorciados, sei o que é) ou por fazermos uma festa quando os vamos buscar à escola. Passa por (mesmo que tenhamos muito pouco tempo com eles) ESTARMOS com eles, ouvirmos o que eles têm para dizer e tentar perceber o que querem dizer mas que ainda não conseguem.



Adorei. Adorei ler isto. Agora, sem querer ser "má língua", aposto que há muitas professoras portuguesas que vão fazer isto e vão receber bilhetes a dizer que "dei um pum", que "o meu pai abraça a mãe nu" ou que "a mãe é muito amiga do senhor do ginásio". 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Como ficar boazona?

Não sei. Mas hoje estive com quem sabe.

Cheguei ao ginásio (que nem por acaso é o Infante de Sagres, no Restelo) e dei de caras com a Carolina Patrocínio. Mentira, combinámos tudo. Eu não teria cara de pau de lhe pedir instruções assim do nada.
A Carolina teve uma paciência infindável de me explicar tudinho e de desacelerar o ritmo por causa de mim.

Mesmo assim, estive quase a falecer. Não porque o treino fosse muito exigente para o comum mortal, mas porque eu tenho a preparação física de uma velhinha de 80 anos. Acho que até a minha avó faria isto melhor do que eu.

O treino que a Carolina sugeriu para mim é aquele que ela considera fazer os corpos mais bonitos e definidos, não sendo preciso recorrer a pesos que não sejam o nosso corpo, e ainda, um treino passível de ser feito em casa, quando os babies já estão a dormir (tirando a parte da passadeira). Podem substituir, digo eu, essa parte do cardio por alguns exercícios que ponham esse coraçãozinho a bater forte (há dezenas de sugestões de treino aeróbico no Youtube).
O treino de hoje consistiu em: 
- 1 minuto na passadeira a uma velocidade considerável (fiz a 12,5) 
- 15 abdominais
- 15 agachamentos
- 15 abdominais laterais (15+15)
- prancha a contar até 15

 Nada melhor do que verem o vídeo e aprenderem com quem sabe.


 
Repetir esta série até perfazer uns 40 minutos. A Carol considera que este é o treino de eleição para "secar".

Ah! Sugeriu também um treino chamado Insanity, com o Shaun T. Conhecem? Já fiz em casa com o meu marido e ficámos completamente a destilar. Conheço quem tenha feito aquilo à séria e os resultados foram espantosos!

Bons treinos! Agora vou só ali dormir como uma pedra (hahaha, como se isso fosse possível desde que fui mãe!). Amanhã lá estarei a dar no duro às 8h00. Não há desculpas.

Vocês estão redondamente enganadas.

A verdade é que não somos tão lindas e espantosas como parecemos. Sei que vocês devem pensar que somos uns autênticos borrachos e "como é que ainda não foram a capa de uma revista qualquer?". Que somos mesmo muita lindas. Que, quando saímos à rua, temos tantos cães a quererem abraçar a nossa perna como jovens atraentes. 

O quê? Não parecemos lindas normalmente? Não?

Então por que é que estão tão chocadas que eu pareça um tornedó e a outra Joana, um biltre?

Bem haja.

Depois venham dizer que é só a Dove que mostra as mulheres reais. Estas são as mães reais (a Joana está só a fazer caretas numa cave, que acho que é onde ela trabalha). Eu tenho mesmo esta cara. Rosácea, para mim, não é o nome de uma auxiliar de educação da escola, é mesmo uma doença de pele.   




Não quero ter a barriga da Carolina Patrocínio

Não quero ter a barriga da Carolina Patrocínio, porque isso implicaria um esforço hercúleo e uma determinação que eu não tenho. E sinceramente, não preciso de tanto para me sentir bem e bonita. Mas se ficar com 1/8 do gosto dela por ter uma vida saudável, fico contente.

Escrevi há três meses este post (olhá magra!) a dizer que este corpo feito de gelatina ia ficar uma rocha. O que é que eu fiz entretanto para que isso acontecesse? Nada. 

Hoje tudo vai mudar. Mais não seja porque fui comprar uns ténis à séria. 



São de homem? São. Acontece que, pelos vistos, as lojas da especialidade não fazem (ou não encomendam) 42 para mulher. Temos pena. São confortáveis, super maleáveis e espero que se tornem os meus melhores amigos. 

Acabaram-se as desculpas. A sério.

Admiro o à-vontade da Joana Gama em dizer que a barriga dela parece as velas das igrejas a derreter (neste post maravilhoso) e admiro essa capacidade de aceitação. Acho que revela até alguma maturidade. Acho que "eu não sou a minha barriga" dava um slogan fantástico daquelas campanhas da Dove em que incluem "mulheres reais", expressão cada vez mais em voga. Mas eu não consigo ter esse poder de encaixe. Tenho 28 anos e não me contento com uma barriga a desfalecer nem com um rabo que já vai nos joelhos. Já basta as mamas terem ficado uns saquinhos de chá tamanho XXS, mas quanto a isso nada posso fazer. Poder até posso, mas é caro (hehe).

Não vou ser hipócrita e dizer que o que mais me impele a fazer exercício é a vida saudável, porque essa não é para já a motivação número um. É estúpido, mas é verdade. É a motivação número dois e um dia ainda há-de ser a um. Já notei que, depois de ter sido mãe, tenho tido mais dores de costas. Convém fortalecer os músculos e sobretudo a zona lombar. Além disso, quero voltar a sentir-me feliz a fazer exercício e deixar de praguejar e dizer que quero morrer. Quando era miúda, praticava basquetebol, natação, ginástica, danças de salão e era uma alegria enorme mexer-me. Porque é que me tornei tão sedentária e acomodada, quando fazer exercício nos traz felicidade, alivia a tensão e faz tanto por nós?

Acabaram-se as desculpas. Os meus horários às vezes são malucos, não sou muito organizada, mas se me consegui organizar para as refeições, também vou conseguir encaixar 40 minutos diários de exercício. Não sempre, mas sempre que possa. Acho que perco muito tempo da minha vida no Facebook, por exemplo. E no Instagram. E no Whatsapp. Vai-se a ver e passo lá 40 minutos diários, por isso basta redefinir prioridades.

Acabaram-se as desculpas. Se tive força de vontade para fazer uma dieta, com nutricionista, quando comer é das coisas que mais gosto de fazer, também vou ter força de vontade para fazer do exercício uma prática diária. Ou pelo menos semanal. Sempre é melhor do que agora, que é zero.

Mais não seja porque gastei dinheiro nuns ténis (estou a ser irónica, ok?). Mais não seja porque vos vim contar tudo isto, de forma a não fugir depois com o rabo à seringa. Mas faço-o principalmente por mim. 

Fica a fotografia do Antes. Daqui a três meses venho pôr a do Depois.




Agora não me venham com aquela história das obsessões e de não ter mais nada que fazer na vida, que essa não cola. Acho que, algumas vezes, a falta de tempo são desculpas esfarrapadas que arranjamos para a nossa falta de vontade. 

Bem sei que ser mãe, trabalhar, ter horários loucos, enfrentar o trânsito, apanhar transportes, ir buscar os filhos, ter de fazer jantar e almoço, arrumar tudo, tratar da roupa, tudo isso nos ocupa 90% do tempo. E dormir (o pouco que as crianças nos deixam), parecendo que não, também faz falta. Mas há casos - e acho que é o meu - em que basta ser mais organizada e perder menos tempo com futilidades. E não, fazer desporto não é uma futilidade. É, a par de uma alimentação equilibrada, a coisa mais importante que damos ao nosso corpo. E eu quero viver muitos anos. É que quero mesmo!


Começa agora esta aventura. Se sobreviver ao treino de hoje com a Carolina, venho cá logo à noite contar como foi.

terça-feira, 21 de abril de 2015

a Mãe dá (#18) - O livro que vai mudar o mundo.

Juro que até muda, se todas o lermos. Há muitas mães (principalmente as que já o são há muito tempo) que não são a favor dos livros. Há quem diga que muita informação confunde. Sempre será melhor alguma confusão do que uma certeza ignorante, digo eu. Mas sim, há demasiados livros a dizer coisas que não ajudam, escritos por pessoas que falam de coisas que não sabem. Pediatras que dão dicas educacionais que nada têm que ver com a sua formação. E não sei até que ponto é que o problema é de quem as dá [as dicas]. Nós é que queremos acreditar muito nalguma coisa, em algo que nos faça sentir seguras, principalmente nesta fase tão importante. Iria eu alguma vez perguntar ao meu cabeleireiro que comprimidos devo tomar para as minhas enxaquecas, só porque também está na área da "cabeça"? Temos de saber quem ouvir e, sim, neste caso, este livro vem mudar o mundo.



É o primeiro livro (de todos os que já li e, atenção, que comecei, obviamente, por ir aos mais comprados) que faz um trabalho de raiz. Que  diz que (é mais ou menos isto que a autora do livro que vamos dar diz - não me apetece ir à procura da citação :)) os bebés não são todos iguais, claro que ela venderia muitos mais livros se tivesse um título que prometesse mudanças rápidas ou que aparentasse ser um livro de instruções, mas é esse o problema. Andamos à procura de algo que não existe. Os nossos filhos não são robots. E, acima de tudo, sabem que mais? Somos mamíferas. Não, não vou abordar a questão da amamentação de maneira pouco elegante, até porque a própria autora, apesar de ser Conselheira de Aleitamento Materno pela OMS/UNICEF, não o fez. 

A Constança (depois de ler o livro, sinto que a posso tratar assim), para mim, veio reunir as principais evidências cientificas sobre os primeiros meses de vida dos bebés e fez uma óptima papa com a sua experiência de terapeuta de bebés. A Constança ajuda-nos a ser as mães que deveríamos ser antes de estarmos cheias de "tretas". Por "tretas" refiro-me a opções artificiais, teorias de quem não deveria falar do que não sabe, opiniões de outras mães bem intencionadas mas que, ao aconselharem também procuram validação... 

Se tivesse começado por ler este livro da Constança não precisaria de ler uns 5 outros (não estou a exagerar) e com um afinado sentido crítico para retirar só o que "interessa". 

A Constança fala sobre o facto dos recém nascidos chorarem tanto. Explica-nos por que é que nem sempre a dinâmica entre mãe e filho corre bem nos primeiros dias (e até nos seguintes). É um cupido da maternidade. Não que não amemos os nossos filhos, mas seria sempre melhor não haver tantos momentos de frustração (expectativas surreais e soluções contraproducentes) e de tristeza. 

Ler este livro da Constança é o sonho de qualquer mulher que esteja grávida ou que tenha sido mãe há pouco tempo (não que aí vá ter muita paciência para ler). É como se a nossa melhor amiga se tivesse tornado uma especialista em bebés, fosse filha de um pediatra e de uma doula, tivesse filhos, percebesse de amamentação e soubesse transmitir tudo isto de maneira a não julgar ninguém e a ajudar toda a gente. 

Aconselho vivamente a leitura deste livro a TODAS as mães. Mesmo aquelas que,  como eu,  já tenham passado os "primeiros meses". Este livro ajuda a enquadrar não só um segundo filho, mas também a repensar ou "resentir"  algumas das nossas atitudes enquanto mães. Ao pensarmos desde o início de forma útil e pessoal (sem automatismos apreendidos e não inatos) conseguiremos mais facilmente crescer com eles e não apenas vê-los a crescer. 

Creio que é um óptimo início a quem queira optar por um estilo educacional do género da Disciplina Positiva ou Parentalidade Positiva que agora tanto se fala e AINDA BEM.



Só para que tenham uma noção: não conheço a Constança, a editora enviou um press com livro, enviei e-mail a perguntar se me podiam dar um livro (à la Marcelo Rebelo de Sousa), enviaram e ainda hoje liguei para lá a perguntar se não podia sortear uns exemplares. Apesar do livro não ser minimamente meu, também quero ajudar a mudar o mundo.

Acima de tudo. Obrigada, Constança. Lamento não ter pago pelo livro, mas agora já está. ;) :)

Temos dois livros para oferecer! ;)

Para concorrerem, só têm de:

a) fazer like na página da Matéria Prima
b) fazer like na página d'A Mãe é que Sabe
c) preencher o formulário em baixo,  partilhando publicamente este post. 

Condições:
Os vencedores será anunciado quinta-feira (23 de Abril de 2015), sendo aceites inscrições até às 23h59 do dia anterior.
Os vencedores serão escolhido aleatoriamente através de random.org.
Só é válida uma participação por endereço de e-mail.