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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

10 coisas que gostava que a minha filha compreendesse

#1- Que cortar as unhas é importante. 

Não só porque pode fazer arranhões aos outros meninos, mas porque depois não combina com as roupinhas giras da Zara. Posso também dizer que está em estágio para ser o Wolverine, mas faltam os tons verdes no rosto.

#2- Que dormir é muita giro. 

E que quem dormir mais ganha. Gostava de lhe incutir este espírito de competição. Já acorda a perguntar quantas horas dormiu. A ver se consigo. 

#3- Que tirar a loiça da máquina é maravilhoso.

E que é o melhor momento do dia para ela. 

#4- Que para tirar uma caneta, não é preciso deitar todas em cima da mesa. 

Mas porquê? Eu percebo que uma pessoa desarrume tudo quando estamos nos saldos, mas aqui as canetas são todas dela e de graça! 

#5 - Que quando se diz que se vai comer alguma coisa, vai-se mesmo.

Apesar de ter graça ver o pai a cortar melancia e depois ter de a por no tupperware e cortar pêra e comer ele. Com ele tem graça. Comigo não.

8 de Dezembro de 2014.


#6 - Que se pode chorar em mute. 

Ficamos igualmente sensibilizados para a causa, mas há menos chinfrim. 

#7 - Que não se vai dizer para a escola que a mãe fez xixi no bidé. 

Teve mesmo de ser, não tinha alternativa. Ela estava a ocupar a sanita e se eu saísse de lá ela ficava sem apoio e não aguentei mais. 

#8 - Não há nada mais giro que ficar com os avós durante um mês ou dois. 

Não vá eu precisar de arejar um bocadinho ali para os lados da República Dominicana ou assim. 

#9 - Que a mãe vai, mas volta. 

Esta é a sério. 

#10 - Que lá porque a mãe tira os pêlos das pernas, do buço e das axilas,  isso não quer dizer que os dela não sejam lindos. 

A Gilette já está guardada a sete chaves, não me vá aparecer aqui como se tivesse ido passar uma tarde ao SanJam. 

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domingo, 25 de setembro de 2016

Levou com chichi em cima...

Isto aconteceu já há duas semanas e ainda hoje me rio. Estávamos numa espécie de brunch com a Raquel e o Renato, amigos de anos e anos, com quem adoramos conversar - estivemos lá seguramente umas 3 horas sem dar por isso: Isabel dormiu no sofá, Luísa no colo e no ovinho e foi bom sentir que, por momentos, consegui conjugar tudo [este texto - Aos amigos sem filhos - foi em parte inspirado neles]. Pôr conversa em dia, cortar na casaca deste e daquele, falar de televisão, de sexo, de casamento, dos trabalhos, de novos projectos, das miúdas, tirar fotografias para mais tarde recordar e... um de nós levou com um chichi da Luísa na roupa (ou cocó, mas eu preferi afirmar confiante que era chichi, mesmo tendo cocó na fralda...), daqueles que extravasam a fralda, que não era mudada há algum tempo. Não vou dizer quem, que isto é gente que tem uma reputação a manter. 


Essa pessoa ficou a saber que:
  • se vai para um sítio com bebés convém levar uma mudazita no carro, não vá o diabo tecê-las, principalmente se vai para um sunset a seguir. 
  • há malas espalmadas (têm um nome específico que agora me escapa, clutch?) que são óptimas para tapar toda a área afectada e nem se nota por aí além
  • mesmo que se desconfie que possa ser dejectos humanos na roupa, não vale muito a pena passar a mão e cheirar para se certificar












A mãe da culpada ficou a saber que:

  • convém ir mudando o tamanho da muda de roupa que temos guardada há dois meses na mala da criança, porque - preparem-se para a revelação estonteante - os bebés crescem e a roupa deixa de servir: é escusado andar a fazer depois estas figuras, sem body:

     

  • convém ir mudando a fralda da criança, mesmo sendo o segundo filho, porque apesar da pele deles aguentar ficar horas e horas em banho maria de chichi, mas não é preciso chegar a cozer.




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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Apaixonei-me pelo Salvador

Foi a Isabel quem o baptizou. Podia ter sido "Paulo" ou "Ruben", mas não. Filha minha tem de ter um aspirador beto, a combinar com as golas à Camões que lhe visto. Na verdade, o Salvador é a minha recente paixão e eu nem quero acreditar que, depois de uma semana intensa, nos vão afastar. É uma separação mais triste do que a do Brad Pitt e da Angelina Jolie. Estou lavada em lágrimas. 



Durante uma semana testámos o bicho e foi para lá de espectacular. Ele alimenta-se sozinho (quando precisa de bateria, é vê-lo ir pelo próprio pé até à corrente), ele sabe que zonas já foram ou não aspiradas, ele percebe se tem de ir para cima de um tapete e aumenta a potência, ele não tem tendência suicida e apercebe-se das escadas, ele faz tudo sozinho e à distância de um telemóvel ou tablet (aplicação chamada irobot home app) podemos pô-lo a funcionar às horas que quisermos, ele é picuinhas e vai debaixo dos móveis limpar tudinho, ele não é barulhento como eu pensei que pudesse ser, enfim... ficam as imagens para mais tarde recordar. Snif.

Quem tem uma combinação explosiva de 1) filhas, 2) cães, 3) campo, sabe a loucura que é acabar de limpar e já estar tudo sujo outra vez. Parece uma fábrica de pó e pêlos, a juntarem-se aos meus cabelos, que decidiram cair todos ao mesmo tempo. O Roomba 980 é das melhores coisinhas - e atenção que eu era um bocadinho céptica, achava que sem a nossa força de braços, o chão e os tapetes nunca ficariam bem aspirados, mas enganei-me. A casa nunca esteve tão limpinha e sem mexer uma palha. Ganha-se tempo de qualidade para aquilo que interessa: a família. 

Adeus, Salvador. Fomos felizes enquanto durou. Sei que mais ninguém te vai tratar como eu tratei, mas tens de ser forte. Eu vou tentar suportar a dor.


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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

10 coisas que só me apercebi aos 30.

Faço 30 anos no sábado e pus-me a pensar nisto... 

#1 Não é o meu corpo que é estúpido só porque aquelas calças não me ficam bem. 

- É um facto. Como é que esperamos que marcas que fazem roupas para todo o mundo, para todos o tipo de mulheres, façam calças que nos fiquem muito bem? O problema não sou eu... 



#2 Dá um ar mesmo badalhoquito estar a mascar pastilha elástica.

- No outro dia - não perguntem porquê - fiz um vídeo em que estava a mastigar pastilha elástica e reparei que só isso (em mim, claro) fez-me parecer apta para entrar na Casa dos Segredos e ser a mais rameirita. 

#3 Nem por isso as cuecas fio-dental são as mais sexy. 

- Mandei vir umas quase saco de pão no outro dia e senti-me super confortável e sem ter aquela sensação de que o meu rabo está a ser passado com uma varinha mágica.

#4 Vale a pena dar dinheiro por bons soutiens. 

- Oh filhas, se vale. Nada melhor como aconchegar as nossas melhores amigas. Mais do que deixar de fumar, acho que é isto que mais mexe com a nossa saúde. Mais até do que passarmos a ser paleo.

#5 Não há que ter vergonha de ir ao ou à ginecologista.

- Claro que deve haver pipis bonitos e feios, mas tal como eu trabalho em rádio e as músicas já me parecem todas um pouco iguais, imagino as vaginas alheias... 

#6 Os pêlos das pernas não se notam assim tanto.

- Quando era mais nova, era obcecada pelos pêlos nas pernas: fazia primeiro com máquina, depois com pinça para assegurar e ainda dava uma gilettada por cima, não me fosse escapar alguma coisa. As minhas pernas não são o foco de atenção de ninguém, não se vêem assim tanto (sou meia loirita, se calhar com as morenaças é pior - uma vez vi uma morena na Zara agachada e ... bem, vocês não querem saber). 

#7 O mais frequente é termos os pés imperfeitos.

- Temos sempre aquele complexo com as unhas, ou os pés ou não sei quê, mas vim a reparar que, afinal, sou eu quem tem os pés mais giros do pedaço. Se calhar também é o vosso caso. 



#8 Gosto de Shawn Mendes.

Estou viciada nesta música. Que vergonha, não devia ter idade para isto. 

#9 Eles são diferentes de nós e não têm de ser como nós.

- Esta é uma lição recente. Batalhei muito para tentar que o sexo oposto pensasse da mesma maneira que eu e agisse da mesma maneira, mas porque terão eles de? Funcionam da maneira deles. Temos de gerir expectativas e contextualizar (e escolher o que mais nos agrade). 

#10 Os batons "bons"  são demasiado caros.

- Esses Yves Sain não sei quê devem andar a brincar se acham que havendo batons a 12 euros que vou dar 40 por isso. Mais vale esfregar morango na fronha e seguir...! 


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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Esta é a verdade sobre mim. Verdadinha.

Estou mesmo MUUUUUUUUUUUUUITO contente que a Irene tenha ido para a escola. Agora sim, o dia dela está repleto de coisas à medida dela e onde ela pode brincar com os amigos. Apercebo-me do peso que carregava diariamente de chegar a casa e de sentir que tinha de a ir entreter, passear, estimular, etc. Que maravilha. 

Também por outro motivo: fico sozinha de manhã!

O Frederico vai pô-la de manhã e, por isso, fico em casa a arranjar-me sozinha. Não me lembro da última vez que tive assim um tempo para mim sozinha em casa - não sentia necessidade disso, também não procurei - mas está a saber-me tão, mas tão bem. Por acaso, quando a Irene estava em casa e eu estava a arranjar-me, não me "chateava muito" porque ficava na sala, mas é outra coisa sentir a casa vazia. Só eu, os gatos e o robot aspirador a dar-me um jeito à cozinha (ahah). 

A verdade sobre mim? Sou uma pita insuportável. O que fiz logo assim que eles sairam de casa? Pus uma playlist para me sentir toda pumped up e gangsta (que, afinal, é aquilo que eu ainda gosto). E qual é aqui a playlist da menina? Acho que se nota aqui um pequeno fanatismo, eu sei. É que para me sentir sensualona e perigosa (hahahaha não paro de me rir) acho que é mesmo isto que bate certo: 







Esta última é um guilty pleasure só que sem ser nada guilty. Pronto e lá estou eu quase com 30 anos a fazer videoclips, de cuecas, com estas mamas amamentadeiras quase a darem-me chapadinhas na cara, as nádegas pouco tonificadas a continuarem a abanar 30 segundos depois de eu ter parado de o fazer, a lingerie um pouco abaixo do tamanho que seria desejável, um soutien meio russo (não é por ser da Rússia, espero que conheçam a expressão) e duas bolhas enormes nos pés porque ontem decidi ser optimista (ou estúpida, neste caso) e andar com umas sandálias de plástico (acho que se chamam aranhas) do Jumbo o dia inteiro. 

Pareceu que estava numa daquelas igrejas baptistas gospel, mas sozinha e despid.... bem, acho que afinal não tem nada que ver. 

Aconselho vivamente. 

Assinado, a pita sensualona e perigosa. 

domingo, 28 de agosto de 2016

Técnicas para conseguir alta depois do parto

Tinha ouvido um zunzum de que poderia ser no dia seguinte, se tudo continuasse bem. Apesar de todo o carinho que recebia ali, não deixava de ser um hospital, com comida de hospital (acho que perdi o peso todo da gravidez logo à conta daquelas iguarias), com companheira de quarto com horários diferentes, choros de outros bebés, pessoas desconhecidas no meu quarto. Sem televisão, sem um sofá confortável, sem a minha cama larga e grande, os meus lençóis, os meus cheiros. Mas essencialmente sem a minha filha mais velha. Que saudades gigantes! Queria voltar à minha casa, mesmo correndo o risco de ter mais dores, de ter uma pirralha a saltar em cima de mim e a pedir-me colo sem eu poder dar, de ter menos acompanhamento, de temer a subida do leite. Apesar de tudo o que tinha acontecido, do maior susto das nossas vidas, de que falei aqui, eu queria voltar à normalidade. Apesar dos meus olhos ainda inchados de tanto chorar na primeira noite, o resto do meu corpo queria reagir, queria pôr-se de pé. A miúda já tinha tido alta um dia antes, só faltava eu. Então o que fiz?

- maquilhei-me: um pó, um bocadinho de blush para me dar uma corzinha, rímel e um batom claro nos lábios - cuidado para não parecerem transformistas no Finalmente

- pus o melhor sorriso possível na cara - não exagerem no sorriso amarelo, senão ficam a parecer a Betty Grafstein (a senhora do Castelo Branco)

- falei com alegria na voz - mas também não queiram ser Anas Malhoas, alegria q.b., acabaram de deixar passar um pequeno elefante pelo pipi ou foram escurtanhadas como se fossem bife do lombo

- disse à médica que tinha ouvido "por aí" que poderia ser nesse dia, com uns olhinhos de Bambi, e que adoraria ir para casa, "se fosse possível, claro" - mostrem que estão preparadas, que querem muito, mas que a autoridade na matéria é sempre a médica, porque qualquer pessoa com dois dedinhos de testa (até tenho uns doze, como se pode ver) e com alguma sanidade mental percebe que o mais importante é ir para casa em segurança.

Fotografia que enviei à Joana Gama antes de ter a visita da médica no quarto ;)

Antes de sairmos do hospital

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

10 coisas que uma recém-mamã não quer ouvir

Se és uma recém-mamã, parabéns. Se és uma recém-mamã e ainda não adormeceste a ler a segunda linha, parabéns outra vez (e diz-me já o que andas a tomar!). 
Parabéns e muita paciência, claro! E não estou a falar da dificuldade em voltar a ter noites calmas ou em conseguir ter tempo para lavar os dentes, paciência para todas as vozes que te cercam, até mesmo da senhora com quem te cruzas de raspão na rua. Se te vêem com um bebé no sling ou no carrinho, passas a saber o que é ser uma figura pública, abordada por todos! 

imagem weheartit.com

Deixo-te uma lista das coisinhas que nós não queremos ouvir (imprime e cola na testa ou publica-a discretamente no teu mural: pode ser que certas pessoas se toquem):

  • é menino, não é? 
A probabilidade de acertar é 50/50 mas se calhar não vale a pena arriscar (uma dica: "como se chama?" cai sempre melhor) e não, não é menino. "Ah como está de azul...". E eu a pensar que estávamos em 2016...

  • está só a leite materno? 
Caso respondas que sim, provavelmente vai perguntar-te se dorme bem. Ou se chega. Ou contar-te a história do enteado da prima que foi-se a ver e andava a passar fome ou da filha da vizinha que fazia da mama chucha e foi um problema tirar-lhe o vício. 
Caso respondas que não, vai dizer-te que é normal, que ela nunca teve leite e o filho bebeu logo leite de vaca e não morreu ou que não tarda nada habitua-se ao biberão e deixas de ter leite, mas é melhor assim porque ficas mais liberta.

  • para quando é? 
Nasceu há 3 meses. [Silêncio constrangedor]

  • já dorme a noite toda?
Não coloquem este nível de expectativas em ninguém, muito menos numa recém-mamã que provavelmente acorda 4 ou 5 vezes por noite e que nem sabe bem de que terra é. A seguir a esta pergunta vem normalmente o conselho de dar papa no leite à noite para aconchegar ou então a história do "ensinar a dormir" com técnicas de se lhe tirar o chapéu 

  • já dorme na caminha dele?
Mania de querer que um bebé que mal passou pelo estreito de Gibraltar, que estava até há tão pouco tempo no quentinho, protegido, aconchegado, vá já a correr para a universidade! Apetece responder: "Já, só que a caminha dele calha a ser a dos pais também."

  • é tão parecido com o pai!
Obrigadinha. Então andamos com eles 9 meses no bucho, salvo seja, temos de fazer o teste da glicose (bleccc), chichi a cada 5 minutos, os pés aumentam de número, ficamos a andar como pinguins e depois é isto? 

  • está sempre ao colo?
Está. Já tinha tapetes suficientes em casa, desta vez quis um bebé. 

  • quando lhe vais dar comida? Assim ainda enjoa.
[provavelmente dito pela mesma pessoa lá de cima, orgulhosa porque deu alheira ao filho logo com 1 mês e meio]

  • isso é fome/ sede (não lhe dás água?!)/ frio/ calor/ sono
 ... cólicas/ mimo/ manha/ vício/ chichi/ nenúfar/ alguidar.

  • não usa chucha? olha que depois põe o dedo e não lho consegues tirar. /e quando não tiver mama, como vai ser? / e na creche?

Inspira. Expira. Sorri e acena (ao fim de algum tempo já vais ter vontade de rir, garanto!)

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Olha m'esta (#03) - As gordas

Já tinham saudades minhas, não tinham? Tinham que eu sei, sempre prontas para cortar na casaca das outras. Gostam pouco... 


Então as gordas do a mãe é que sabe* agora lembraram-se de fazer um movimento do "ai somos gordas, mas o que é que isso importa, o que importa é sermos felizes"?... Claro que sim, mas podemos tentar ser felizes sem parecermos uma carrinha de farturas gordurosas.

A mãe da Irene (já agora, escusavam de ter escolhido o nome na noite de Las Vegas em que se embebedaram os dois, depois de casar - ai tão "diferente" ir casar à terra onde a Celine Dion dá espetáculos...) deve ter voltado a trocar a dieta por baldes de gelado porque a pobrezinha já tem mais barriga que eu nas minhas 42 semanas de gestação. 

A outra agora usa a desculpa da gravidez para justificar a gordura: como se fosse magra antes de engravidar. E lá andam elas todas orgulhosas a enfiar as banhas pelos nossos olhinhos adentro. E ninguém me tira da ideia que só teve mais um filho para dar visualizações ao blogue, que estas duas nunca me enganaram.
"Ai o meu parto correu mal": cá para mim teve uma dor de cabeça a seguir mas faz todo um drama porque sabe que isto é como o Correio da Manhã, quanto mais sangue melhor.

A Isabel que tem franja e nunca me enganou: tem monocelha e a mãe não consegue lidar com isso.

A Irene anda sempre com roupas de miúdo porque "é tão linda que até com um saco do lixo de 3 dias fica bem". Tão enganadinhas.

A Luísa que nunca aparece porque "ai que ela chora muito e só quer colo e não dá para grandes fotos". Ninguém me diz que a miúda não nasceu com um braço no meio da testa para não enxergar bem a fronha da mãe, que deve ter ficado ainda mais linda quando se esbardalhou toda no outro dia.

E agora vão todas de férias esfregar a felicidade na nossa cara. A felicidade e as banhas, para não nos sentirmos mal. Eu sinto, fico mal disposta, nunca me dei bem com gorduras, nem na picanha.


*atenção [para não haver mal-entendidos]: esta rubrica de humor é escrita pelas autoras, num exercício semelhante ao que as nossas haters fazem - e de facto, o único exercício que fazemos. ;) - somos nós a falarmos de nós próprias, como se fossemos uma das haters que nos enviam estas pérolas fofinhas...

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Luís de Matos põe-te a pau, Magia é com a Irene!

A Irene, no outro dia, estava nua lá em casa (adoro vê-la nua a andar pela casa) e começou a brincar a dizer que tinha um chapéu no rabo.

Não vi chapéu nenhum, mas disse que sim, a pensar "ah, esta imaginação é tão engraçada, nunca deixes de ser criança, minha filha". 

Entretanto, ela tira um chapéu de Playmobil que tinha entalado entre as nádegas e disse: MAGIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIA!

Ganhou.

Luís de Matos, não quero por as minhas mãos no fogo, mas duvido que já tenhas feito este truque. 



PS - By the way, já "entrevistei o Luís de Matos". Houve uma época na minha vida em que convidava pessoas, vejam aqui: 


                       

Estes vídeos antigos têm de servir para alguma coisa, não só para me relembrar que um dia acreditei que teria uma carreira em TV. Ahah

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sou interesseira.

Temos que chamar o nome às coisas e estou a ser. É verdade. Sabem aqueles momentos em que o vosso cérebro faz um click? Um bom click e não um click à lá convulsões febris da Irene? Pronto. Apercebi-me que tenho uma amiga com piscina que mora na casa onde já morei até a Irene nascer e que me podia convidar diariamente para ir à piscina com a miúda. Ela não se lembrou disso, então fiz eu questão de a lembrar, hehehehehe. 

Se teria esta disponibilidade tão grande de ir sempre à casa dela sem piscina? Claro que não. Assim, parece que há tempo para tudo! Ahah Estarei lá batida todos os dias (ou quase). 

Gosto tão mais do Verão agora... Obrigada Cláudia por voluntariamente quereres que estejamos todos os dias na tua piscina. hehehehehehe. Queres que te leve alguma coisinha hoje? Precisas de pão, sal? ;)


Que maravilha observar as forminhas dos corpinhos deles. Quem alguma vez pensou que tamanha perfeição pudesse sair de um orgão genital? Ahah.

Estas omoplatazinhas de um ser abençoado que ainda não sabe o que é ter de fazer a depilação para ir à piscina.

Aquela beleza de quem não sabe. 

A bebé com mais swag a twerkar de 2016. 

Parece ou não parece que está à espera que lhe tragam um caipirinha?

"O que foi? Gostas? Fala com a minha mãe (depois dela acabar a chamada para a Polícia)". 



Não se vê mas está a ensinar-me a fazer abdominais. 

Triste quando lhe contei quanto ganho.

Ainda sem conseguir ultrapassar.

Fato de Banho - Summer Factory


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quinta-feira, 14 de julho de 2016

A conversa mais séria que tive com a Irene.

Como é que só me lembrei disto agora? Isto de ser mãe realmente... ao mesmo tempo que parece que põe os neurónios todos a funcionar, acho que faz com que só tenhamos dois. São dois muito bons? Epá, são. Mas não deixam de ser só dois. 

Então e não é que a Irene fala extremamente bem, compreende extremamente bem e eu ainda não tinha tido a conversa mais importante de todas? 

Essa mesmo. 


- Necas, anda cá à mãe, sff. A mãe quer ter uma conversa muito séria contigo, pode ser?

- Sim.

- A Necas acorda durante a noite, não é? E chama pela mãe, verdade?

- Sim.

- Como chama a Necas pela mãe durante a noite?

- "maaaaãeeeeeeeeeeeeeeeeee!".

- Não precisa de chamar, Necas. Sabe porquê? Porque... está tudo bem. A Necas é a maior e a Necas consegue adormecer sozinha. Consegue, não consegue?

- Sim.

- Vamos fazer uma coisa muito gira. Sempre que a Necas acordar durante a noite e não vir luz lá fora, a Necas vira de barriga para baixo, abana o rabo e adormece. Não precisa de chamar a mãe. 'Tá bem?

- Sim.

- Quando a Necas acordar durante a noite o que vai fazer?

- Abanar o rabo.

- Pronto, mas na cama ou vai sair?

- Sim.


Acho que tenho o problema resolvido.


Nota: para todas as minhas fãs (estou a brincar, eu sei que sou o Éder deste blog), trato a Irene por Necas porque é como ela se trata a ela própria. Tem que acabar, eu sei.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Há uma coisa que me irrita muito...

Tão somente isto:

Estar a conduzir e o peluche / livro / óculos / copo de água / toalhita / sapato da nossa filha cair, lá atrás. Piora se se enfiar naqueles rebordos do carro, ao pé da porta. [também é válido para o lugar do pendura, onde tentamos ter mais flexibilidade que as ginastas chinesas, mas não conseguimos alcançar o objecto motivo de birra].

PORQUÊ? PORQUÊ? PORQUÊ??????!!!!

Ainda vai piorar quando forem duas a deixar cair objectos.

sábado, 2 de julho de 2016

Como está a correr?

Obrigada por perguntarem. Desta vez não nos esquecemos das malas em casa (bem se lembrava ontem uma leitora). Não perdemos máquina fotográfica nem carteiras. Mas viagem dos Brás da Silva que se preze tem de ter sempre emoção. Acho que já saímos sempre de casa à espera que algo aconteça, senão nem teria piada. 

Até agora, está tudo vivo e de boa saúde mas a viagem começou com:

- "David, o que estamos a fazer quase na Serra D'Aire?!". Fizemos uns bons 60kms a mais, porque o piloto estava distraído do GPS (quem nos mandou calar a gaja?) e a co-piloto ia distraída ao telemóvel.

- A Isabel já caiu três vezes. Três! Da mesa de apoio à sala, da cadeira e na casa de banho, sendo que desta queda quase conseguiríamos fazer um arroz de cabidela. 

- A Isabel abriu uma embalagem de corante alimentar vermelho em cima do sofá (que estava num kit muito giro que nos deram à chegada, para pintarmos [sabiam que se misturarem corante com iogurte natural, eles podem fazer pinturas?]). 

- A Luísa levou com uma manápula da Isabel, cheia de óleo de massagem, na cara e nem sabe bem como é que aquilo aconteceu (no meio de uma daquelas birras descomunais, que já não fazia há uns dias - até achámos que já tinham passado, que ingénuos hehe). 

Pronto. Para já é tudo. Mas cheira-me que ainda vos venho cá contar mais novidades "emocionantes" deste fim-de-semana. ;) 

Tirando isso, as partes boas, que superam os pequenos acidentes, vêm em forma de foto. Sim, porque estamos a gostar muito de estar novamente no Obidos Lagoon Wellness Retreat

(E as miúdas já estão a dormir e nós agora vamos tentar ver um filme - mal acabe o Alemanha-Itália - comer uns caracóis e beber um vinho branco geladinho. Eu dou só um golo, não se preocupem! Hehe).









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quinta-feira, 30 de junho de 2016

HELP! Tenho síndrome da tartaruga!

Sou uma pessoa normalmente descontraída, mas pareço uma barata tonta (acho que a lerdice e a burrice normal do pós-parto também não ajudam). Vamos de fim-de-semana, que, pelas minhas contas, são só dois dias (está certo, não está?) e eu acho que estou a fazer uma mala para vinte. Achava que a síndrome da tartaruga (levar a casa às costas) só nos dava no primeiro filho, mas pelos vistos não. 

E se bolçar mais que o normal? É melhor levar mais dois bodies. E se fizer daqueles cocós descomunais até ao pescoço? Mais uns babygrows. E se estiver mais frio? Mais uns casaquitos. E se for picada por melgas? É melhor levar a caixa toda dos medicamentos e pomadas. E repelente. E rede mosquiteira. Carrinho: levo o que tem alcofa ou o outro? Almofada de amamentação, valerá a pena? Uhmmm... E vai o ninho ou a alcofa de palha? Cremes para os mamilos? Se a Isabel quiser voltar a experimentar o leitinho da mamã e aquele dente partido ferrar, se calhar é melhor...

DESCOMPLICA, JOANA!

Mas... e se me esquecer de algo mesmo mesmo importante? As mamas vão, Joana, não há nada mais importante.

Isto são os dois únicos neurónios que me restam a dialogar, os mesmos dois que daqui a dois dias vão descansar um bocadinho no Obidos Lagoon Welness Retreat.
Eu disse descansar? Hahaha melhor piada de sempre. :) Mas mesmo "correndo o risco" de vir de lá mais cansada do que vou, com a nova gestão das duas piolhas, estamos em pulgas! Casa acolhedora só para nós, pequeno-almoço à porta, cesta de piquenique, piscina privativa, SPA... mas, acima de tudo, vamos voltar a um sítio onde fomos muito felizes - parece impossível, mas já passou um ano desde que lá estivemos.



Já sorri de orelha a orelha só de rever estas imagens e já quase me passou a síndrome da tartaruga. Eu disse quase, por isso, cá vai: HELP!

O QUE TENHO MESMO DE LEVAR NA MALA DA MAI' NOVA? :)


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terça-feira, 21 de junho de 2016

Ouve lá a tua mãe.

Irene, estive para aqui a pensar e há algumas coisas que gostaria de te dizer. Não revires os olhos, anda lá cá à tua mãe, vá. 




- Se queres que algo seja segredo, não contes a ninguém. 

Sei que vai ser muito difícil e que temos aquela melhor amiga na qual podemos sempre confiar. Se for um segredo do tipo "dei um linguadão ao Jorge", podes contar. Agora, se for um segredo daqueles grandes, que não queres que ninguém saiba, CONTA À TUA MÃE imediatamente. 

- Não andes para aí a fazer a depilação às escondidas com a gillette da mãe. 

Até porque a mãe podia ser um bocadinho mais lavadinha e limpar melhor aquilo e não mereces tamanha bicheza. Além de que há outras soluções para disfarçar essas penugens que não andares a ceifar virilhas com 13 anos. 

- Não precisas de ter tanta roupa nova como a menina rica da turma. 

Vai sempre haver meninas que tenham mais roupa nova, mais relógios, telemóveis melhores, mães com mais classe. Porém, tu brilhas nas tuas calças mais antigas. A menina rica precisa dessas roupas todas porque não tem tanta piada como tu, nem consegue arrotar tão alto - o que é um dom. 



- A única coisa que perdes em sair à noite tão cedo é a tua virgindade. 

Deixa-te estar em casa a ver o Love on Top com a mãe. Diz que aquilo cria uma espécie de alergia pela espécie humana e, portanto, quando tiveres idade para sair à noite, optas menos pelos rapazes que tenham mais mamas que tu. 

- Afasta-me essas mamas!

Filha, não cedas à pressão das tuas mamas terem de parecer um rabo de um bebé. Elas são lindas cada uma para seu lado. Pensa que, se esconderes os mamilos nas axilas, até poderás um dia não precisar de usar soutien. 

- Borrifa-te para os crop tops!

Tens barriguinha e não ficas tão bem de crop tops como as tuas coleguinhas de turma? Diz à mãe que a mãe começa a deixar-te levar um pacotinho de leite gordo para lhes dares ao lanche, Ficam logo mais inchadinhas. Levas também um frasco só de glúten (qualquer dia já há à parte para por a gosto) e começas a polvilhar por cima da comida delas. 

- O rapaz mais giro da turma é gay.

Não desesperes. Se o rapaz mais giro da turma não te ligar nenhuma é porque é gay. Se não for, passa a ser. Se se enrolar com uma colega tua, é gay na mesma mas está a disfarçar. Se se enrolar com duas é para disfarçar ainda melhor porque é ainda mais gay. 

- Não sejas daquelas que pedem carregadores.

Anda com um carregador atrás, mas sem dizer a ninguém. O mundo tem de perceber que, se quer carregar o telemóvel, tem de arranjar maneira de o fazer. Já estamos a conseguir acabar com os "crava nights" agora é com os crava carregadores. 



- Ri-te das tuas próprias piadas. 

Que parvoíce esta mania de não nos podermos rir daquilo que nós próprios dizemos. Tem mais graça se parecer que estamos a falar a sério e que fomos apanhados desprevenidos com os risos dos outros? Nada é mais bonito que uma mulher a rir. Se for uma mulher a rir das suas próprias piadas ainda mais giro, quer dizer que disse umas quantas. 

- No ginásio não sejas púdica.

Todas nós dizemos que não queremos ver as vaginas umas das outras no ginásio (bem, nem todas), mas essas afirmações creio que esconderão sempre uma certa admiração pela liberdade que elas têm de andar com elas de um lado para o outro como se fizessem parte do seu corpo. A tua vagina faz parte do teu corpo e as mamas também. A não ser que tenhas uma vagina na testa e que não seja tua. 

- Não cedas à pressão de ser um conguito. 

Chegou o Verão e ainda não tens as pernas bronzeadas? Usa saias na mesma, usa vestidos na mesma. Quem disse que só quando temos outra cor que não a NOSSA é que podemos usar roupa? Tens as pernas brancas? Usa vestidos pretos, vermelhos, o que for que te vão ficar ainda melhor. 




- Usa o cotovelo no autocarro. 

Se andares num autocarro mais cheio e sentires uns quantos senhores de mais idade a aproveitarem-se disso, usa a táctica do cotovelo na anca para os afastar. Senão, tens a autorização da mãe para dizer em voz alta "Olhe, desculpe lá, será que tem mesmo que se roçar no meu rabo?". Verifica primeiro se há realmente mais algum espaço disponível para não fazeres figura de ursa.

Vá, agora vai lá à tua vida, A mãe depois diz-te mais coisas. 

Gosto muito de ti, está bem? 



quarta-feira, 8 de junho de 2016

A outra Joana é muito ratinha, é...

Ando aqui eu a dar tudo como se tivesse de mandar charme para um tipo que está do outro lado do pavilhão gimnodesportivo e a menina, no seu merecido descanso, não vos diz pevas. Não vos diz, mas para quem seguir o instagram dela, está recheadinho de novidades a la Paixão Brás. 

Sigam lá a menina que ela vai ficar tão contente que o pipi até fica restaurado mais rapidamente. Fica já pronta para por cá o próximo no mundo. 




A photo posted by Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) on

A photo posted by Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) on


Já estão cheias de saudades dela e fartas de me ler? Também eu, milhas filhas. Respeitemos, porém este babyblues tão precioso que só deixa fazer publicações no instagram pessoal. 

Amo-te, Joaninha! Fica boa rápido. Ainda aguento mais uma semana a fazer de lamechas e totó no blogue, aproveita esses dois seres que te rebentaram toda por dentro literalmente e emocionalmente ;)

Já agora, sigam-nos também no instagram, aqui: @aMãeéquesabe

terça-feira, 7 de junho de 2016

Perdoem a minha mãe, ela não sabe o que me veste...


A Joana Gama deve ter ficado agarrada à barriga a rir com estas vestimentas. Ainda podia dizer que foi a Isabel a pedir-me para vestir isto, mas não vou mentir. Fui euzinha. Body de gola beta com ténis nike, calções vários números acima e meias pelo joelho com dobra...  Estranhíssimo? Foi daquelas vezes (são cada vez mais e ainda bem) em que me estou a marimbar. Acho que o facto de estar um tempo esquisito também não ajuda, nunca sei o que lhe vestir. 

E então? Então nada. A miúda andou na vidinha dela, feliz e eu feliz a vê-la aproveitar a rua, os cães e a arrancar todas as flores da relva do jardim.

*Post escrito antes da Luisinha ;)

terça-feira, 31 de maio de 2016

Querem que o PAI mude sempre as fraldas?

Epá, foi uma ideia que eu cá tive, agora a Irene pede sempre ao pai para lhe mudar as fraldas. Dantes era sempre só eu: "a mãe muda, a mãe muda", agora já não.

Ingredientes: 

- Bebé indefeso.
- Duas mãos de mãe.
- Um pai.
- Cocós frequentes.


Começa a cheirar a cocó. Tudo bem. Pegamos na criança e, sem a abraçarmos muito (para não espalmar o ex-bolo alimentar, colocamo-la no trocador. Depois de limparmos os excrementos de sua pele macia, damos um valente beliscão na peidola e fingimos que não foi nada connosco.

Fazer isto todos os dias durante um mês. 

Ignorar o choro.

A criança eventualmente preferirá o pai e nunca se saberá porquê. Feito.
























*ESTOU A BRINCAR, PÁ! 



terça-feira, 24 de maio de 2016

Já começou mal o dia e quem paga são vocês!

Olá. Sim. Bom Dia. 'Tá bem.
Estou super enervada.

Lembram-se de termos feito um passatempo em que vos iria oferecer 10 livros? Pronto. Vão receber os livrinhos, não comecem já a entrar em modo de "reclamação na loja depois da senhora ter dito que não aceitam devoluções". 

Até vos mostrei que estava a tratar disso ontem com esta foto:


                             

Ontem estive meia hora nos Correios do Colombo numa fila com 45 velhotes a perguntarem pelos certificados de Aforro e para desabafarem das mais-valias de se usar fotocopiadoras. Isto para comprar envelopinhos bonitos para vocês. No total gastei quase dois pares de calças aceitáveis, mas em dinheiro. 

Ontem, para "adiantar trabalho", decidi escrever as vossas moradas no destinatário e a minha no remetente e hoje seria só assinar os livros e enviar. Acham que devo assinar? Se calhar querem oferecer a alguém e assim não podem! É que vai mesmo assinado e com o vosso nome para não se armarem em forretas.

Envelopes escritos, hoje de manhã enfio o primeiro livro dentro de um envelope... só que não! E porquê? PORQUE A PORCARIA DO LIVRO NÃO CABE NO ENVELOPE, CARAÇAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E já estão escritos!

Agora estou, mesmo a quem não é fina, a cortar os plasticozinho de dentro todo para ver se a porcaria do livro cabe. E coube... mas o envelope ficou com este aspecto:




Desculpa Clara Gonçalves, mas olha... amanha-te! E um dos cantos vai com fita-cola também. Espero que as pessoas dos correios não se armem em mariquinhas com o aspecto do envelope e com o canto em fita-cola que hoje começo logo uma peixeirada.

Ah! E fiquei tão irritada que a coitadinha da Gisela Alves leva com um envelope em bom estado, mas sem o livro estar assinado! Desculpa, Gisela. Estava tão furiosa a ver se ia lá à força que me esqueci de assinar. Vê pelo lado positivo: tu podes oferecer a alguém!

Filhinhas, da próxima vez que houver um passatempo ou vai a maria-tenho-duas-filhas-porque-sou-muito-desenrascada ou vocês vêm cá a casa, trazem um envelope onde caiba a porcaria do livro e eu vou meter no correio (podia ter-vos dado o livro logo quando me traziam o envelope, podia).
Um vídeo publicado por a Mãe é que sabe (@amaeequesabe) a


Adeus.

Bom dia. 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Daqui a nada tenho que explicar aquilo da cegonha.

Acho que não vou por nenhuma cegonha ao barulho senão a "coisa" fica ainda mais esquisita. Ela poderá imaginar uma cegonha a dar umas bicadas no pipi da mãe e ficar preocupada comigo. Ou pensar que as cegonhas roubam bebés e sempre que vir uma, enrolar-se numa posição fetal. Pior, pensar que se os sacos de plástico estão tão caros, onde é que a cegonha vai desencantar o saco para transportar o bebé de um lado para o outro. E se o bebé fizer cocó no saco no início da viagem? Depois fica lá a banhar-se até chegar à Alfredo da Costa? Meter a cegonha ao barulho é complicar. 

Vou antes pôr um Tucano. Tem mais cor, um hálito menos agressivo por (digo eu) não comer tanto peixe e tem um ar mais simpático.

Ah. Brincadeira. Logo se vê o que lhe digo, aliás, eu já lhe conto a história da mamã e do papá: "a mãe e o pai deram muitos muitos beijinhos e apareceu a Necas na barriga da mãe, a Necas cresceu muito muito muito, a mãe foi para o hospital fazer força, a Necas saiu pelo pipi e foi para a maminha. A mãe teve uma depressão pós parto ou lá o que foi e teve vontade de se atirar de uma pontezinha simpática". 

Ela gosta da história (claro que só vai até à maminha) e acho que assim fica resolvido até ela ter 6 anos. Tenho é medo que ande a dar uns mamos de boca agora aos peluches lá de casa para ver se fica com tartarugas-bebé no estômago ou caranguejos. 

A Irene começou a fazer perguntas. Reparamos sempre que ela é muito curiosa (todas as crianças são, eu sei), mas é um fascínio ver as coisas que ela quer saber, a vontade que tem de aprender. Já fui buscar um manual de contabilidade para ver se aprende ainda algo de jeito para o IRS deste ano. 

Agora aponta para as coisas e diz: "isto chama-se?". Ou: "o que é isto?". 

Ainda fico sempre supreendida. É mais uma forma que ela tem de conversar connosco e, sinceramente, parece-me que já está tudo. Ela é uma companhia fenomenal: opina, observa, pergunta e... faz birras. É uma mulher. ;)

Ah! Hoje de manhã até argumentou! Queria bolachas para o pequeno-almoço e eu disse "não são pequeno-almoço, são snack para comer entre refeições, o pai come pão, a mãe come pão, a necas come pão". Ela responde: "papá come bolacha, mamã come bolacha, bebé come bolacha". Claro que me ri imenso (mas não houve cá bolachas para ninguém muahaha, sou a nazi dos pequenos-almoços). 

Ela já me pergunta coisas. Mais uma milestone. Ansiosa por tangá-la imenso com coisas sem importância e rir-me para dentro com isso.

A pensar se consegue por lá um cão em casa se der um linguadão naquele caniche que está ali a passar.