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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Deixei que a minha filha fosse massajada por um homem.

Credo, estou cada vez mais perto de criar títulos para o Correio da Manhã mas, de facto, é assim que a minha cabeça funciona, com títulos sensacionalistas. Na primeira vez que fomos fazer uma massagem ao The Spa do Corinthia Hotel Lisbon, veio uma dupla de massagistas ter connosco: o Luís e a Marta. À partida, decidi logo que quem iria massajar-me seria o Luís. Não consigo explicar bem tudo o que senti, mas era óbvio para mim. 

A Irene pediu ao contrário. Pediu que fosse o Luís a massajá-la e eu... ali.... pensei... "pá, o que é que pode acontecer?". 

Será que sou só eu que tenho estes pensamentos negativos neste tipo de situações? Espero que não. Ou espero que sim, sei lá. 

O que aconteceu nessa mensagem foi fabuloso. Tanto que quisemos repetir e, melhor, a Irene exigiu (ahaha um exigir de um ser de 4 anos) que fosse o Luís e conseguiu-se. 





Nesta experiência, do The Spa for Kids de Mães e Filhos/Pais e filhos, o que está incluído é um banho de espuma com duas massagens às costas e duas mini faciais. 

A Irene desta vez chegou mesmo a adormecer com o cafuné do Luís e eu, toda comovida, na marquesa ao lado e ainda a gozar também da minha massagem. 

Se na primeira massagens ela me mandou beijinhos e me deu a mão, na segunda adormeceu. Na terceira como será? 

Espero que um dia tenham oportunidade de ter esta experiência (ou semelhante) com os vossos filhos. Podem sempre tentar fazer um SPA em casa, por exemplo. Já fiz muitas massagens à Irene em casa. :)

Sempre que quero sentir-me mais feliz, esta é uma das imagens a que eu volto: nos as duas nesta massagem. 


sábado, 24 de novembro de 2018

Quem mais faz isto?

No outro dia, quando vi os pais de uma colega da Irene a interagirem, apercebi-me que, se calhar, andamos todos a usar a mesma técnica: falar inglês perto deles. Neste caso é uma professora também de inglês (acho eu) que usa a técnica, mas eu também já tinha tentado por isto em prática, eheh.

Agora voltei a usar. Não sei se é porreiro porque não deve ser fixe para as crianças saberem que os pais estão a falar de coisas que "são segredo" à frente deles, mas... a malta tem que comunicar, não é?

Há uns anos aprendi língua gestual(só o abecedário) num livro da minha prima, ensinei a turma toda a falar e acabámos por copiar um ano inteiro uns pelos outros (as respostas de história demoravam mais algum tempo por uma questão de comprimento, mas de resto, funcionava). Isto interessa-vos para quê? Pensem que, de repente, todos poderíamos comunicar sem eles saberem, hã? Mais importante que isso, só como embuchar snacks de Nutella sem nunca sermos apanhadas. Por que é que inventaram aquela porra? Foi alguém daquele espécimen muito raro de pessoas que come tudo o que lhe apetece e não engorda porque tem "o metabolismo muito acelerado", só pode. 

A Irene nota quando estou a falar inglês ao pé dela e pede "heyyy, digam-me o que estavam a falar!" e, depois, lá inventamos qualquer coisa, mas... vocês devem ter os vossos truques. Também vão para o inglês ou comunicam em suaíli ou... para casais que já estejam juntos há milhares de anos... só com os olhos? 

Entretanto, aproveito para vos dizer que estou a ter um fim-de-semana maravilhoso. Segunda-feira vou ter uma reunião muuuito importante no trabalho e depois de uma semana em que a Irene esteve doente, está a saber ainda melhor uns dias aqui no "campo". 

Aproveitem o vosso fim-de-semana para sair do "andar a mil", está a saber-me bem :) Eu e estas calças de fato-de-treino que foram das melhores comprinhas que já fiz nos últimos tempos. 



sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Vocês não sabem com quem estão a falar!!

É que não sabem mesmo. Vêm aqui ao blog, querem ler coisas sobre crianças e bebés e respectivas mães, mas não fazem a mínima ideia com quem estão a falar!!

Sabem quem eu sou? Sabem o meu passado? Não sabem! Vocês nem imaginam o que tenho sofrido nos últimos 30 anos cheia de nervos a tentar estacionar. A tentar estacionar de lado. A estacionar com gente atrás à espera. E... pior: a estacionar de rabo!

Ai vocês que nasceram com o rabo virado para o lugar, sem terem que fazer 20 mil matemáticas, não sabem do que estou a falar. 

Sinto que as pessoas que estão à espera de me ver estacionar que estão a ver os Malucos do Riso, que estão a enviar videos por Whatsapp a dizer "olha-me esta avantesma", que estão a fazer stories e a tagar-me no instagram, que...  e, no meio de toda essa pressão imaginária, ter que estacionar!

Foi difícil. Foram muitos anos a tentar estacionar e, muitas vezes, a não conseguir. Depois de 10 minutos de tentativas, às vezes tinha que levantar a mãozinha fazer um "obrigada" quando, na verdade, só pensava "pá... não publique isto, por favor" enquanto me dirigia de fininho para o lado oposto do estacionamento, esperando que ninguém reparasse no meu carro azul bebé. 

Anos, anos a andar de carro com as minhas amigas e a levar chapadinhas na cara com a facilidade com que todas estacionavam de rabo e, pior, tinham a capacidade e fé de procurar lugares mesmo em frente à porta do centro comercial. 

Sabem com quem estão a falar agora, pessoas? Sabem?


COM A CAMPEÃ DE ESTACIONAR DE RABO. 

Ah!! Quem é que dá grande abadinha a esses preconceitos todos de que as mulheres não sei quê? Quem é que agora, estaciona de rabo como gente crescida? Quem é que, mesmo numa fila de 43543 carros todos raivosos, estaciona com a sua calma e à primeira? 

Sou eu. 

Por isso, muito respeitinho. 

Sou a campeã de estacionar de rabo. 

Vou só escrever "maternidade" para não desapontar aqui as leitoras relativamente à pertinêcnia do tema. 

Obrigada. 

Uma fotografia aqui à boss quando eu sabia onde estava este chapéu. 



quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Como é que nunca me lembrei disto antes?

A Irene, tal como a maior parte dos vossos filhos (espero), fica encantadíssima com aqueles brinquedos de cocó do supermercado: as bonecas em forma de animais, os doces miniatura, os gelados com peluche surpresa. Sinto que hoje em dia muitos dos brinquedos que há para os miúdos são as surpresas dos Kinder dos anos 90 mas em vários formatos. Haja paciência que tenho a casa cheia de miniaturas e nem sequer são Polly Pockets. Nem sei como arrumar aquilo (a não ser no lixo porque "ohh devem ter ido no aspirador, Necas..."). 

Antes de irmos dormir, em vez de ouvir uma história, ela tem preferido brincar com as bonecas-animal, mas reparei que isso era um bocadinho redutor a nível de géneros e de enredo. Era sempre a história de serem amigas ou deixarem de ser com o clássico "já não vais à minha festa!". 

No outro dia, pensei: falta-me uma família. Credo, não era assim que queria que soasse. Falta-lhe uma família no sentido em que ela não tem brinquedos em que possa brincar à mãe, pai, irmão (se quiser) e amigos do pai e da mãe. Então... comprei!

No que é que isto é útil? Além dela poder brincar assuntos que tenha na cabeça (as crianças também brincam para processarem situações, para interiorizarem e resolverem questões que tenham) também me dá a opção de poder ver o que anda ali a ser cozinhado e intervir. 

Isto é: imaginem que o pai (boneco) começa a dizer à mãe (boneca) para ela ir para a cozinha, que é aí o lugar dela... 

Espero que não aconteça. Seria péssimo sinal. Porém, na brincadeira, teria oportunidade de lhe mostrar o melhor cenário, de por as personagens a responder o "ideal" e de ter mais uma maneira para conversar com ela e na linguagem dela...

Eu gosto que ela tenha bons brinquedos, em vez de muitos. Tem muitos na mesma, é um facto, evito ao máximo comprar-lhe essas porcarias sem interesse nenhum e que acabam sempre no fundo da mala ou de um cesto qualquer no quarto, mas vêm parar cá a casa na mesma - não dá para controlar tudo e todos, não é? 

Gostei desta família que vi na Imaginarium e foi o que comprei. Fica a dica, caso tenham interesse em ver os vossos filhos a brincarem as famílias e ter uma maneira de lhe explicar mais coisas... eheheheheheheheeheh. 



Gosto que não tenham maquilhagem e olhos esquisitos... :) Pena serem de plástico, mas achei-os muito, muito queridos.


domingo, 18 de novembro de 2018

Já não podem com eles? #estounomesmobarquinho 😏

Acho que já vos contei que a Irene e eu andamos assim numa fase mais desencontrada de momento. Estamos ambas a lidar com "coisas" e, assim, juntas, temos menos capacidade de... compreensão e de tolerância, ao mesmo tempo que temos imensas "saudades" de quando tudo está mais tranquilo. 

Recentemente senti que a minha vida estava novamente a afunilar, com aquela sensação totó do "ando a mil" quando, na verdade, depois vinha a verificar que a maior parte do stress era falso e estava só a fazer uma má gestão da minha cabeça e do meu tempo. Cheguei a desinstalar o instagram durante uma semana e tudo - uhh, o drama e o horror!

Tal como já escrevi aqui no Quero Ser Mais Feliz Que Isto #3, apercebi-me que não me andava a fazer nada bem associar os momentos de descanso, de férias, apenas ao Verão. Pensei: e se for arejar neste fim-de-semana? 

Houve um momento em que olhei para a Irene meio desamparada (foi de manhã à pressa para sairmos para a escola), peguei-lhe ao colo e disse-lhe: "Nós precisamos é de umas valentes férias, não é?". Ela, que não costuma ser muito de dar carinhos a torto e a direito abraçou-me e deu-me um beijinho à esquimó.

Claro que me desfiz toda. Senti mesmo que houve ali uma agradecimento. Afinal de contas, a crescida sou eu, eu é que tenho de tentar resolver as situações e de dar o exemplo à miúda de como reagir em momentos de stress, etc. Não quero que ela tenha de descobrir tudo sozinha quando for adulta. 

Corinthia Lisbon Hotel


Lembrei-me daquele dia paradisíaco que passámos há uns tempos no Corinthia Hotel Lisbon (5 estrelas, babies), leiam aqui "Nada nunca nos fez tão felizes". Pode parecer ridículo, mas é a menos de 5 minutos de nossa casa (calma, stalkers) mas é o ideal para uma escapadinha rápida (aquela noção de andarmos "a mil" às vezes faz com que tenhamos de ser práticas em tudo, não é?). 

Corinthia Hotel Lisbon
Antes de comermos sopa de batata doce e abóbora e marcharem uns quantos mini hambúrgueres.


Voltamos a aproveitar a massagem para Mães e Filhos no The SPA (conto-vos noutro dia) e fomos estrear o novo restaurante do hotel: "ERVA".  Não, não se pode fumar lá dentro - pá, tinha que ser. 

Recentemente (há coisa de um ano) fui a uma das zonas hipsters de Londres (Shoreditch) e reparei na quantidade de restaurantes com bom aspecto, com cuidado e tudo hipster ultra instragramável, como agora está a acontecer em Lisboa aos brunches, por exemplo - que tenha reparado. Este ERVA podia muito bem estar por lá. O DJ ao vivo com uma playlist fantástica e adequada, o cenário urbano mas com espaço. Sem ter confusão. 


Tinha acabado de entrar e já sabia que era o meu restaurante preferido. Vá, neste momento está em ex aequo com outro, mas... no outro tive que jantar para pô-lo no top.

Restaurante Erva

Ainda por cima a carne é tratada com aquele protagonismo que tem para mim. Nada se sobrepõe a um bom naco de carne mal passado, bem temperado quando se tem vontade de comer. Ah! E os cocktails? Há um senhor que vem à mesa só para isso, atirei-me para o do dia (o cocktail, não o senhor) e foi... fantástico (o cocktail...). 

A Irene foi mimada por todos, com uma atenção especial de um dos empregados que a deixava toda envergonhada e ainda melhor foi depois subirmos o elevador para o quarto. Barriguinha cheia, depois de um spa à tarde e caminhas das melhores que já apanhei em hóteis (e eu adooooro hóteis) para descansar. 

Foi apenas um dia, mas valeu-nos de muito. Mesmo. 

Às vezes precisamos de parar para recomeçar, já dizia provavelmente o Gustavo Santos porque o rapaz farta-se de falar e, por isso, já deve ter dito isto também. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Solução para não haver stresses à hora de jantar e dormir: chá de tília.

Às vezes parece mesmo demasiado para nós, não é? É porque é. Chá de tília, minhas amigas, oiçam o que vos digo. 

Estou agora a espreitar um documentário que deu na RTP 2, A Ciência Explica: A Ciência da Maternidade que, ao que parece, só está disponível mais um dia ou dois e, por isso, espreitem obrigatoriamente. 

Estamos habituadas a achar que tudo o que não conseguimos fazer (de acordo com as nossas expectativas que serão altíssimas para as nossas condições) é por culpa nossa e por falta de empenho, mas não é verdade. Temos de ser mais generosas connosco. Ainda não acabei de ver este documentário, mas já me está a ajudar a "perdoar-me" do que me achava "culpada". 

Foram estudar tribos em que as mulheres cuidam dos filhos em conjunto, naquilo que chamam "educação conjunta". Enquanto uma mãe está fora, por exemplo, a pescar, outras mães cuidam da criança e, se for preciso amamentar, amamentam a criança. 

Isto explica toda a ansiedade que senti quando ela era pequena e havia a necessidade de amamentar em livre demanda e tentar conciliar isso com algum tempo para mim ou aquilo a que chamamos "ter vida". Depois falo-vos mais disto, deixem-me digerir o documentário.

No outro dia, a Joana Paixão Brás escreveu um post sobre beber um copinho de vinho aqui e ali para descontrair (dito assim até parece que estou a dizer que ela é uma alcólica, mas acho que não, hehe). - A maternidade exige um copo de vinho. E confesso que , de vez em quando, olho com um ar guloso para as Sommersby que tenho no frigorífico. Só não me atiro a elas com medo de criar um padrão (noto que me vicio muito rapidamente em coisas e, por isso, tenho de ter cuidado). 

Bom, posto isto, no outro dia, inspirada pela chuva e pelo mau tempo, pensei: vamos lá começar com os chás. A Irene, num lanche, provou o chá de tília da avó e gostou e... uma coisa levou à outra e ontem tive dos finais de tarde mais relaxados de sempre. 


Bebi meia chávena de chá de tília quando cheguei a casa (a Irene iria estar com o pai duas horas) e além de ler um bocadinho de um livro (tenho de vos voltar a falar dele: Adenóides sem Cirurgia) também consegui adormecer meia hora. Quando a Irene chegou, também pediu chá e acabámos por beber as duas. Foi óptima a noite, mesmo com a Irene sem paciência e meio adoentada. Os meus níveis de ansiedade baixíssimos, foi fantástico. Até adormecê-la. Fiquei com ela enroscada em mim muito mais tempo por estar em condições de aproveitar. 

Hoje de manhã, por saber que a Irene iria pedir o chá novamente (até porque acrescento um pouco de mel), fui informar-me sobre as caractéristicas e benefícios do chá de tília para a saúde e com que frequência poderia dar-lhe ou não esse chá. Li que era: 

  • Ansiolítico; 
  • Óptimo para gripes e contipações; 
  • Ajuda a controlar a febre; 
  • Ajuda a suar (alguém que já se tenha queixado disso? ahah), 
  • etc., que poderão ler no site. 

Ou seja, isto não só lhe faz bem ao ranho constante nesta altura do ano (adenóides gigantes e amigdalas e sei mais lá o quê) como também nos deixa às duas mais calmas. Claro que não me vou por a dar-lhe isto tipo soro, mas... já tenho mais alguma coisa com que jogar, heheh. 

Principalmente comigo, vá. 

Claro que o vinho ajuda, mas o chá de tília, meninas. Ainda para mais, no dia seguinte (hoje de manhã), tinha o meu intestino super cooperativo o que me deu uma sensação óptima de barriga lisinha (as if... lisinha dentro do género, vá). 

Fica a sugestão. :)





segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Já sei para que serve o bolso das cuecas!

Falar sobre cuecas na internet é sempre um bom tema. Espero que renda (inserir aqui trocadilho com cuecas de renda e ter dito renda). Por acaso, tanto me dá. Queria só partilhar convosco que é sempre maravilhoso constatar como é que as crianças vêem o mundo. E poderia estar a falar de coisas mais profundas como a essência e a energia das pessoas que as rodeiam, mas não, estou a falar do bolso das cuecas. 

Confesso que já me tinha debruçado a pensar nisto, nesse momento que vocês estão a imaginar, mas ainda não tinha chegado a nenhuma conclusão. Acho que na altura ainda não tinha um smartphone senão, em vez de estar a olhar para as cuecas... estaria a olhar para as milhares de contas de influencers que não sigo, muahah. 

Aliás, não vos contei, mas ontem cancelei o instagram durante um bocadinho (desinstalei mesmo o bicho para não ter tentações). Já tinha voltado a viver daquilo (não no sentido de fazer dinheiro infelizmente, mas no sentido de não largar um segundo) e eu sou das radicais (lembrei-me do Portugal Radical e do biper que o meu pai me deu que serviu para... hmm.. nada). Terei que voltar em breve por motivos profissionais mas, por agora, sinto que eu é que mando nisto. 


Bom, adiante, a Irene estava a fazer o seu número 1 quando me apercebi que aproveitou o "bolso das cuecas" para guardar alguns bonequinhos. 

- Então, Irene? Que raio? 
- Pus no bolso das cuecas. 

E é realmente um bolso. 

Entretanto fui pesquisar e é para proteger a mucosa (ahhh o quanto adoro esta palavra, acho que mucosa e rata são das minhas palavras despreferidas). Ai que ela escreveu "rata" no blog. Pronto, agora é que fui mesmo despromovida do mundo da maternidade. Já o não usar golinhas e tirar fotografias por baixo de sobreiros estava a pedi-las, quanto mais dizer rata, pelamordedeus. Já estou a ouvir o sons dos e-mails das marcas que quereriam colaborar com a Joana Paixão Brás (porque a mim chegam-me zero) a andarem para trás de fininho. 

Bom, andamos todas com a mucosa protegida - ai que bom - mas isso não explica o porquê de haver um bolso e não uma costura de ambos os lados. 

Pensei que daria jeito para pôr aí 5 euros para não ter aquela emergência de levantar dinheiro. Ou um tampão de emergência para caso nos apareça o período ou até mesmo alfazema. Um pouco de alfazema. 

Afinal é só para não fazer uma dupla-costura - o que seria deste mundo se se fizesse uma dupla costura nas cuecas das meninas (acho que técnicamente fica feio, mas ainda vou conseguir encontrar uma especialista para falarmos mais um pouco do assunto). 

Acho que o mundo visto por eles é mais divertido. Neste caso da Irene, um pouco menos confortável para a mucosa, mas também sabemos que o corpo se habitua às coisas, não é? Eu hoje pus um gorro e sinto que ainda o tenho posto. Talvez tenha de levar o cabelo. Bom, até já. 



terça-feira, 6 de novembro de 2018

Uma mãe roubou-me o lugar de estacionamento e...

Não estão bem a ver a loucura que é de manhã em frente à escola da Irene para estacionar. É numa praceta e, por isso, os carros têm que esperar uns pelos outros. 

Eu geralmente vou calma porque vou "a horas", moro perto e, por isso, não passei duas horas no trânsito e tal e, por isso, vou tranquila. 

Hoje estava à frente de uma senhora para estacionar, vagou um lugar e ela fez-se a ele primeiro. Ri-me imeeeeeeenso! Olhei para ela e ri-me tanto. Pensei: "Andamos mesmo todas ao mesmo, é o salve-se quem puder, ahah!".


Estacionei um pouco mais à frente, tinha vagado outro lugar e a senhora passou por mim e pediu-me "desculpa ,mas o meu carro é um bocadinho grande e é raro arranjar lugares como aquele" e eu disse "ahaha claro, claro! Ri-me por causa do nosso modo de sobrevivência à procura de lugares de manhã! Percebi perfeitamente!". 

Eu uso mesmo estes pontos de exclamação todos no dia-a-dia, sou muito exclamativa. 

Noutro dia, com outra Joana isto teria sido bem diferente. Claro que não sou mão na anca e ir lá peixeirar (por motivos tão cocós), mas teria dito uns vinte "putas" para dentro (porque a Irene estaria dentro do carro) e faria uma longa dissertação sobre como somos "cabras umas para as outras" e como o mundo assim não vai a lado nenhum, etc. 

Por isso, hoje uma mãe roubou-me o lugar de estacionamento e parti-me a rir! :)

#goals


domingo, 4 de novembro de 2018

4 anos depois, do que me lembro de estar grávida?

Desculpem lá a qualidade da fotografia, mas na altura ainda não era influencer-coiso. Era o que havia: uma fotografia em frente a uma cana de pesca para gatos numa janela. E uma fitinha que vamos todas fazer cara de quem está a levar com o sol na cara e seguir em frente, está bem? 


Lembro-me do dia em que li que era melhor para a criança estar virada para o lado esquerdo, o lado do coração e ter entrado em paranóia com isso. 

Filhas, não têm ideia. Acho que fiquei com 88 contraturas e acho que a miúda tem um lado da cara mais espalmadito por eu ter levado isto tanto à risca. Não sei se é verdade ou não, mas quando dava por mim virada para o outro lado até sentia palpitações.

Porém, basta uma rápida pesquisa na internet para ver a confusão em que o mundo está relativamente ao assunto:


Lembro-me da "pior coisa" que fiz que foi sacar o solitário para o telemóvel. 

Toda a gente aí louca com jogos de coiso e tal (na altura acho que ainda se jogava um pouco àquele da quinta no Facebook) e eu presa nos anos 70, vá, a jogar o meu solitário nas noites de insónias ou naquelas noites em que, com dores daquilo que vou dizer a seguir, me custava a adormecer. 


Tive de tomar ferro e fazer cocó era a pior parte do meu dia. 

Ai. Não sei se é de não comer peixe nem nada que venha do mar, mas tive de tomar ferro. E isto não é uma maneira gira de dizer que ia levantar pesos para o ginásio - not anymore - era mesmo tomar Folifer para o bucho e depois ter umas cólicas gigantes além de ver que o meu cocó tinha sempre uma cor que o Dr. Oz diria que não era saudável. O meu corpo gostava de ir à sanita Às 4h da manhã. 


Lembro-me dos murros e pontapés da miúda. 

Saltemos à frente a parte em que eu achava que já sentia murros e pontapés e não sabia ainda sequer que estava grávida. Não vamos mencionar isso porque é esquisito. Porém, a uma determinada altura, a miúda ou andava a reclamar pela mãe não ingerir a quantidade de gomas habituais ou, então, era mesmo falta de espaço. Mexia-se tanto, mas tanto que, mesmo sentada no sofá, sentia como se tivesse feito uma maratona - não faço ideia do que é correr uma maratona, mas acho que suo com a mesma intensidade quando trago as compras da semana para casa. 


Lembro-me de vomitar uma lasanha da Telecoiso. 


Nem vomitei muito. Foi só uma vez em que tive desejos de lasanha (nem sei se estaria ligado à gravidez ou não), mas como não me apetecia minimamente limpar, ainda fiz um sprint considerável desde a mesa de jantar até à varanda brindando o canteiro com um belo Pollock de bolo alimentar. 100 metros de vómito seria uma óptima modalidade para grávidas que não quisessem limpar o chão a seguir. 


A memória é selectiva. Neste momento é disso que me lembro. Também tenho uma memória muito carinhosa de estar a lavar as roupas todas dela e a pendurá-las no estendal pela primeira vez, mas de coisas amorosas está a internet cheia. 



quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Super mulheres ou super esgotamento?

Se forem do meu género de mãe e de mulher, tenham cuidado. Tenham muito cuidado com a vossa cabeça. Sou muito exigente (comigo) e muito competitiva (também comigo, acham normal?) e por isso tenho achado - desde sempre - que quando algo corre mal ou algo falha é porque não fui boa o suficiente ou não me esforcei o suficiente. 

Desde que a Irene nasceu que me sinto sobre uma pressão inquantificável para tudo. Para ser a melhor mãe possível a todos os níveis que me lembre (emocional, nutricional, educacional...), para ser a melhor Joana de sempre, para tudo. Desde sempre que fiz tudo sozinha e que cuidei dela sozinha (à excepção de cozinhar refeições). Depois, com o divórcio, a única coisa que acumulei foi passar a cozinhar as nossas refeições no que toca a tomar conta "das duas", mas tenho andado exausta. 

Aquele "ando a mil" irritante que todas nós dizemos e que, na verdade, quer só dizer "tenho uma pressão enorme em cima de mim para conseguir fazer tudo bem e rápido e não sei como resolver", mas há maneiras. Temos é de aprender a ser tolerantes connosco da mesma maneira que vamos aprendendo com isto da maternidade a sermos tolerantes com os nossos filhos também.



Apercebi-me da minha terça-feira passada e reparei que ou caminho para ser uma super mulher ou para ter um super esgotamento: 

6:45 - Acordar mais cedo para estar pronta antes da Irene. Tomar banho. Preparar lanches para ela e para mim. Desenhar um desenho para lhe por dentro da mala. 

7:45 - Acordar a Irene com tempo suficiente para lhe dar mimos. Fazer pequeno almoço para as duas. Comermos o pequeno almoço. Preparar a Irene para sair. 

9:00 - Deixar a Irene na escola calma e tranquila sem ter que a apressar muito para que a despedida não seja negativa para ambas. 

9h30 - 12h30 - Trabalhar, responder a 100 mini e-mails, atender 15 telefonemas, escrever 40 mini-emails, falar com os colegas. 

12h30 - Treino de Fitness em casa à hora de almoço. 

14h00 - Trabalhar novamente nos 100 mini e-mails, reuniões, actas de reuniões, conversas sobre as reuniões, mais mini-emails e propostas. 

17h00 - Ir buscar a Irene. Comprar umas galochas, comprar um casaco polar (naquela loja que tem tudo para o raio que os parta), ir à farmácia comprar o bálsamo para desentupir o nariz, ir ao supermercado comprar fruta, salada, ovos e mais umas tretas. 

19h30 - Chegar a casa e apressar a questão do jantar porque a miúda não fez sesta na escola e está tipo zombie, mas não deixar que a ansiedade passe para ela senão fica tudo muito mais lento e desagradável. 

20h20 - Banho e secar o cabelo. 

21h00 - Cama e brincar uns minutos. 

21h10 - Adormeceu exausta. 

21h20 - Escrever um guião para uns vídeos que faço com o Sapo. 

22h00 - Ir maquilhar-me para a gravação.

22h30 - Gravar o vídeo.

23h00 - Editar o vídeo.

00h15 - Enviar o video e ir desmaquilhar-me e dormir. 

Permitam-me um ligeiro f*da-se. 

Estes vídeos que ando a fazer alargaram-me um pouco mais o orçamento que tenho para viver e consegui pedir mais um dia à minha empregada por mês. Quero que ela cozinhe. Preciso que ela cozinhe. Já agora, foi este o vídeo.

Sofremos demasiadas pressões de todo o lado. Há algumas que temos de deixar ir. Se continuar com este cansaço todo, sinto que vai ter que ser o treino que desaparece (tenho todas as horas de almoço ocupadas ou com treino ou com terapia), mas não queria. 


É normal que estejamos cansadas, caramba. E, se não deu, não podemos ser umas bestas connosco. Não podemos. 




domingo, 28 de outubro de 2018

Como se namora sem a miúda saber?

Ahhh! Muitas de vocês perguntaram como é que conseguia levar este namoro de um ano em segredo, sem que a miúda soubesse...  (contei-vos que estou muito feliz há um ano a namorar :) aqui: "E namorar depois do divórcio? Eu tenho gostado! ;)" ) como é que quem está comigo tem lidado com isso. Vou responder para inspirar outras mães, mas adianto já que é com muita paciência e aceitação. 

Claro que há muito menos tempo em casal do que um dia haverá quando a relação estiver assumida, mas tudo devagarinho, com calma. E, acima de tudo, há sempre vantagens: ninguém se está a precipitar e avança-se com certezas. Especialmente de que a Irene esteja preparada - claro que tudo sob a minha perspectiva, nunca saberei mesmo,  ahah. 

Nos fins-de-semana em que a Irene está com o pai, claro que não se perde um segundo, eheh. 

Nas noites de dormida a meio da semana, a mesma coisa. :)

Nos dias em que tenho a Irene, combinamos planos a três e jantamos algures ou se janta cá em casa e, quando a vou adormecer, despedem-se como se ninguém mais dormisse por cá, mas dorme... estão a perceber, hã? Hã? De génia! Ou, então, chega depois da Irene e eu irmos para o quarto ler histórias, que é aí por volta das 21h ou das 20h (em dias que não faça sesta).



De manhã, a saída ocorre antes da Irene acordar ou, então, falseia-se um "veio cá buscar qualquer coisa", algo do género. 

Não é porreiro acordar "tão cedo" e sair "à pressa", mas encontra-se sempre uma vantagem: dá para ir ao ginásio, chegar mais cedo ao trabalho e não apanhar trânsito... compensa :) Não para mim, que eu tenho de dormir cá em casa na mesma por causa da Irene, pelo que só tenho a ganhar ;)

Pelo meio há um banho que a Irene não me pede a mim, há brincadeiras em que não estou envolvida por estar a aproveitar para fazer as minhas coisas ou o que for e vão se criando laços... que, aliás, já estão tão criados que a Irene chega a pedir para que "seja assim para sempre". Óbvio que me farto de chorar quando isso acontece. 

Ansiosa pelo que aí vem. Todas as fases vão ser boas à sua maneira e todas terão o seu motivo. Esta é boa para dar espaço a toda a gente e também para não se passar muito do "namoro" para "morar junto", etc. 


É bom sentir que está tudo apaixonado.

Obrigada, Irene, por me/nos fazeres andar com calma :)



quarta-feira, 24 de outubro de 2018

E namorar depois do divórcio? Eu tenho gostado ;)

Garooooootas, a vida é boooooooooooooooooooooooooooooooooooa! Não quero ser a representante do divórcio em Portugal, até porque cada caso é um caso, somos todos muito diferentes e as nossas relações também, por isso não há aqui conselhos a dar de "vai, filha!!!" ou "não te metas nisso, amoreeee!". Não. O que vos posso dizer é que no meu caso, a vida é boooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooa! Ainda bem que consegui ter a coragem de acreditar que a vida podia ser bem melhor do que aquilo que estava a viver, mesmo que isso implicasse grandes mudanças na nossa vida (minha e da Irene) e ainda por cima algo que facilmente pode ficar tão negativo com as frases que ecoavam na minha cabeça "acabar com o casamento", "tirar-lhe o pai", etc. 

Cada timing tem os seus desafios e depois de ultrapassada parte da "culpa" que me inibia de seguir em frente com a vontade, passou-se à execução. E claro que o sonho da vida a três foi um sonho, é "pena" que o sonho tenha acabado, mas passar a vida toda a sonhar com o que não existe acaba por não nos fazer viver a realidade.

Assim abri espaço para me acontecer a realidade que quero e que mereço. Estou apaixonada (já há bastante tempo), podia dizer que conheci uma pessoa, mas não "conheci", já nos conhecemos há muitos anos e tem sido o melhor ano da minha vida. 

É o meu wallpaper :) 

Claro que tenho gerido tudo com o máximo de cuidado. Não quero que a Irene sinta que o pai está a ser substituído. Ou que foi por causa desta pessoa que aconteceu o divórcio (eles não têm noção de timings nesta idade). 

Isto, na prática, tem implicado que a Irene conviva com a pessoa, que se façam planos, férias, mas não tem havido dormidas assumidas lá em casa. Não fiz um comunicado de início de relação, nem lhe dei nome (para a Irene). 

Quero que se conheçam, com tempo, que se tornem indispensáveis mutuamente e que tudo aconteça com calma. Até agora tem corrido bem e até tem sido a Irene muitas das vezes a requisitar a presença e acho que isso é muito bom sinal. 

Não existem timings para tornar as coisas mais "intensas", tal como não há para o desfralde, para o desmame e tudo isso, mas vou ter o máximo de calma possível. Já que tenho quem perceba, respeite e motive também que se vá devagar tendo a Irene como prioridade. Deve haver outras estratégias e até podem correr muito bem, mas eu cá morro de medo e isto é como consigo e quero fazer, eheh.