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6.17.2019

A quem dão as roupas que já não lhes servem?

Há imensa roupa que a Irene usou quando era bebé que está fechada na arrecadação e que, não sei explicar porquê, não consigo deitar fora. Quer dizer, imagino. É saber que o tempo não volta atrás e que fico ali com uma colecção de roupas que me garantem que ela já foi super pequenina e que já coube no meu braço direito. 

Acreditam que só agora me está a bater isto dela já ter sido bebé e de não voltar a ser? É nesta altura que se começa a pensar em ter mais bebés, não é? Não! Não quero. Agora não. Quem sabe um dia beba sidra suficiente, mas agora ainda me lembro muito bem de tudo, ahah. 

À medida que ela vai crescendo vou tendo maior facilidade em "livrar-me" das coisas. Pronto, é roupa. Acho que não tem a ver com o facto de nos termos tornado bloggers porque, honestamente, não tem revertido assim tanto em roupa... INFELIZMENTE! Continuo à espera dos senhores da Zara a baterem-me desesperados à porta do e-mail a dizer que precisam mesmo muito da nossa divulgação, mas... não. AINDA NÃO. Estou cheia de esperança, claro... 


Há uns meses dava a roupa ou emprestava (não sei como combinámos, haha) a roupa à filha de uma amiga minha. Agora tenho dado à Paula que vem limpar a casa. Ela diz que tem sempre gente a quem dar e eu fico contente. 

No entanto, se calhar, podíamos fazer aqui uma lista de sítios que recebam as "nossas" roupas e que elas cheguem aos sítios certos. Já vi demasiados documentários para não confiar em determinados métodos e, por isso, a ajuda "local" deixa-me mais confortável, mas digam de vossa experiência. Comentem aqui na lista. ;)

E, já agora, depois partilhem pela malta para quem estiver a fazer a revisão de roupa "da estação" também ficar inspirada e doar a roupa a quem precise. 



6.12.2019

Isto acontece a todas as mães solteiras?

Deve acontecer. Pelo menos com a minha mãe acho que também aconteceu. Moramos sozinhas durante muitos anos e lembro-me de dormir na cama dela. 

A Irene implora por dormir contigo e... se vocês soubessem o quanto me custa dizer que não. Ainda para mais havendo espaço na minha cama para ela e poder abraçá-la a noite toda (e levar tareia desalmadamente também que o sono dela é... acima de irrequieto). 




Ainda ontem: "mãe, posso ir dormir contigo?".

Eu: Um dia podes, hoje dormes no teu quartinho.

Ela: Então fica aqui e nunca saias daqui.

Eu: A mãe está sempre por perto quando precisares dela. 

Ela: Fica aqui.

Eu: Por mim voltavas para a minha barriga e assim andavas comigo para todo o lado. 

Aiiiiii... Se pudesse engoli-la engolia. Transformava-a numa Polly Pocket e pronto, estava resolvido. Que chatice. Às vezes custa tanto fazer o que julgamos que é o melhor... principalmente indo contra aquilo que queremos...

De onde vêm as nossas forças? 

Claro que excepcionalmente dorme. E, sempre que está doente também, mas isso não há nada a fazer, eheh. 



6.09.2019

a Mãe é que sabe ajudar #1 - Fomos à casa da Paula, do Francisco e da Amora.

Que felizes que estamos :) Muito obrigada pelas vossas inscrições para a primeira edição do "a Mãe é que sabe... ajudar". 

Pretendemos, com esta iniciativa, além de ajudar mães e famílias no último trimestre de gravidez, ajudar também quem já esteja no após e ainda a habituar-se a tantas as mudanças como foi o caso da família da Paula.

A família da Paula é muito doce, nesta ida a casa dela conhecemos o Francisquinho e a Amora e ficámos a saber que o marido lhe envia flores a meio do dia para dizer que a ama. Que soooorte! Vá lá que não é alérgica, senão seria só chato ;) 




As mães são, talvez, as melhores pessoas para perceberem e reconhecerem as necessidades de outras mães e queremos inspirar mais gente a fazer o mesmo. A, quando tiver uma amiga nestas circunstâncias, afastarem-se dos "bitaites" e dos "olha que" e deitar as mãos à obra. 

Vocês sabem a alegria de sentir que se têm menos coisas que fazer, não sabem? Vamos dar isso umas às outras.

Carreguem aqui em baixo para ver o primeiro episódio ;):





Foi um dia muito muito bem passado. Não só na companhia da Paula, do Francisco e da Amora mas também da nossa equipa vídeo: o Marco e o Chico. 

Aproveitamos para vos por a par das novas toalhitas Kandoo, já conhecem as Aquas? São 99% compostas de água, elevada pureza, multiusos e descartável pela sanita para toda a família, incluindo recém-nascidos. 

E como todas as Kandoo, ajudam na autonomia das crianças no desfralde e, mesmo quando já está feito, tornam a ida à casa de banho divertida :). 

São dermatologicamente testadas e suaves para a pele, delicadas para o rosto e para as mãos dos mais pequeninos e dos mais crescidos. 

E, tal como disse a Paula, são óptimas para levar connosco para onde quer que seja. :) Ficámos fãs, fãs, fãs. 

Gostaram de conhecer a família?

Obrigada, Paula, por nos teres recebido tão bem <3 



6.06.2019

Quem vai hoje ao 5 para a meia-noite, quem é?

ihihihihihi. 

Já fui umas... 3 ou 4 vezes, mas continuo a ficar super entusiasmada. 

Fui uma vez para fazer stand-up comedy, outra como convidada do Pedro Fernandes por causa do meu livro e outra como convidada daquela sexóloga sexy e fui com a Joana Paixão Brás a propósito do blog. 

Desta vez vou como Banana Papaia com a Rita Camarneiro. Vão ver? 


Também podem ver pelo Ruben Rua e pela Marisa Matias maaaaaas... pronto. Era para avisar, 'tá bem? 

Podem ver o primeiro episódio do Banana-Papaia aqui em baixo (ou ouvir nos podcasts da Apple ou no Spotify): 


Querem o segundo? Malucas! Aqui vai: 
Isto tudo gravado nos estúdos Maluco Beleza do Rui Unas :) A marca foi do atelier Oland e o cenário dos Maxuxas. Que equipa ;) <3
Vão ver? ;) 

6.05.2019

Como é que eles vos desenham?

Faço todos os dias um desenho para o lanche da Irene. Quero ajudá-la a ter uma perspectiva positiva da vida e programar o cérebro dela para a felicidade - isto porque vivi durante muitos anos programada para o oposto e não é nada útil. É uma chatice! Então, nos desenhos, faço algo que ela goste, algo que tenhamos feito no dia anterior e que ela tenha gostado ou algo que ela vá fazer no próprio dia que a entusiasme. 

É um miminho. :)

Hoje, ela pegou nos meus lápis de cor e,  sem me dizer nada, levou-me à cozinha um desenho de mim. 

Sou eu, malta: 



Tenho umas pernas gigantes, cabelo comprido e uns braços gigantes. Estou a sorrir... que bom... É mesmo assim que quero que ela me veja. Se calhar gostaria de ter mais dedos, mas estou tão contente.

Eles desenham o que tem mais impacto para eles. E os braços, claramente que são marcantes. Estou de braços abertos... para a receber, para a abraçar. 

Estou  babadíssima. O que querem? 

É bom sentir que independentemente do ruído que tudo se vai encaminhando para onde queremos que vá: amor. 


Quem haveria de dizer? Eu que não senti nada quando ela nasceu, estou profundamente apaixonada por ela. Pela pessoa que ela é? 




6.04.2019

Temos tido azar com os professores de natação...

Não consigo explicar porquê, embora tente e muito.  Esta foi a segunda vez que tentei inscrever a Irene na natação. No ano passado fiz o mesmo e o cenário foi IGUAL - antes que alguma hater venha para aqui dizer "qual é que é a variável comum? tu!", também eu já pensei nisso e, sabem que mais? Acho mesmo que é "azar". 

No ano passado, inscrevi a Irene numa das piscinas que frequentei durante mais tempo e, antes da professora chegar, houve duas aulas em que teve um rapaz que a substituiu. O rapaz era super divertido, brincalhão e, no meio da brincadeira, lá ensinava o que era preciso às crianças. 

Tenho várias motivações para inscrever a Irene na natação: as óbvias e eu adorar nadar e querer fazê-lo ao mesmo tempo.

Depois, quando conheceu a professora, nada sorridente mas muito focada no "trabalho", a Irene disse que não simpatizava com ela. Que ela era antipática. 

E sabem que mais? Tinha razão. A professora, naquele dia, não estava especialmente simpática. Expliquei à Irene que todos temos dias e que iríamos tentar novamente e quase de certeza que a professora já estaria mais bem disposta... mas não. 



Fazer natação naquele momento (e agora) não é algo que seja crucial e fundamental e, por isso, não ia obrigá-la a estar com uma professora que não a fazia sentir-se segura ou que tornasse a natação numa espécie de início de formação para competição ou lá o que é. A questão técnica, aos 3/4 e 5 anos não é algo que me interesse muito, honestamente. Quero que não se afogue e pronto. Se um dia ela tiver gosto por nadar, depois aprenderá a nadar. E lá fará os festivais como a mãe e ganhará as suas medalhinhas que alguém comprará naquela loja que "tem tudo para o desporto". 

Não a obriguei. O meu papel é dizer-lhe que ela não merece ser tratada assim e quero mesmo contribuir para a felicidade da minha filha. Alertei a "piscina" para a reacção da Irene, perguntei se havia outros horários com outra professora e não, não havia. Assim ficámos "em águas de bacalhau". 

Este ano, inscrevi novamente, até para ir com as amigas Luísa e Isabel. E voltou a acontecer o mesmo. As miúdas da Joana estão óptimas e nada disto as afecta. Só a mim e à Irene que devemos ter uma sensibilidade particular ou, então, como pensarão algumas de vocês, somos umas "con*s de sabão". 

Seja como for. 

Reparei que não era aquele tipo de ensino que queria para a Irene. E ela também deixou isso bem claro. Na primeira aula - que curioso - teve um professor substituto que era brincalhão e simpático (talvez por não ser aquela a rotina dele) e, na aula seguinte, quando chegou a professora residente (não sei se isto se aplica também aos professores de natação ou só aos DJs), o ambiente foi completamente diferente. A reacção da professora à inscrição de duas novas alunas foi notoriamente de desagrado (poderá estar hiper mega ultra sobrecarregada e não ter as melhores condições para trabalhar e estar muito frustrada e cansada) e reparei que o trato com as crianças não era afectuoso, era apenas directivo. 

A Irene também me chegou a contar alguns episódios que não tenho a certeza se terão acontecido mas, o facto de eu não conseguir dizer a pés juntos que não aconteceram, faz-me não ter dúvidas e mudá-la de turma ou de sítio - ainda não fui ver outras opções. 

Falei com uma mãe que é isto que ela procura para a filha dela e não julgo. Cada uma de nós teve educações diferentes, tem objectivos diferentes e procura dar coisas diferentes aos filhos. A Irene e eu não nos sentimos bem nestes casos e recuso-me a pensar que sou eu quem está errada. Não me parece ser errado procurar um local ou professor que ensine as crianças a nadar de forma divertida e com afecto. 

Ainda para mais algo... lúdico, por favor!

Posto isto, querem dar dicas de sítios em Lisboa? Please?



6.03.2019

Como é que se faz com este exame médico?

Como muitas vocês estão fartas de saber, a Irene sofre de convulsões febris. Bem, ela não "sofre", quem sofre sou eu. E, por falar nisso, tenho de enviar um e-mail para o INEM para registarem a minha morada no sistema para, numa próxima (que vai haver), demorarem muito menos tempo a chegar. Era importante. 

Bem, visto que sempre que ela tem convulsões aparece febre... são convulsões febris. A verdade é que o padrão dos movimentos e a maneira como ela vai reagindo tem vindo a mudar. Não consigo filmar ao mesmo tempo que estou aflita (estou sozinha em casa) e, por isso, não consegui descrever ao médico em "condições". 

Por isso (daquilo que percebi) é que o médico decidiu fazer um "traçado do sono diurno". Isto é, a Irene tem de adormecer no hospital durante o dia para verem como é que o cérebro reage ao sono e talvez ver qual é a parte do cérebro para onde a electricidade vai nesse estado de (in)consciência para perceber porque é que só um braço reage ou o corpo todo ou lá o que é que acontece, mas pronto. 



Ora, qual é o problema disto? Eu ligo muito ao sono da Irene. Não é uma coisa que seja "minha". Temos lutado muito ao longo dos tempos para que tudo corra bem entre nós as duas e reparei que o sono era uma condição essencial (além de indiscutível para a saúde mental e física) para tudo estar bem. 

Para ela fazer este exame, tem de ser privada de sono de maneira a adormecer. Marquei para as 9h30 da manhã e pensei em acordá-la às 5 da manhã... Mas haverá aqui outra coisa que me está a escapar e facilite as coisas?

O meu problema em marcar para a tarde é que ela adormeça tarde e depois, à noite, só descanse lá para a uma da manhã (até tremo só de pensar nisso, por pensar na seca que seria estar à espera que ela tivesse sono ou, então, sair com ela para o Lux, vá). 

Alguém por aí que me possa ajudar a tornar isto mais... orgânico e menos custoso para a Irene? 



5.28.2019

E porque é que eles se portam mal?

Se calhar dava jeito que, nas maternidades, em vez de nos darem algumas amostras de gel de banho para eles, darem uma espécie de guidelines que nos ajudassem a não ter que aprender a bater com a cabeça determinadas coisas. 

Claro que também podemos ir pesquisando, mas antes nem sabemos o que pesquisar e... durante... começa a aventura! Alguém consegue ler dormindo 32 segundos por noite? Bem me pareceu. 



Cruzei-me com estas imagens (as de baixo, a de cima foi nas nossas férias) no facebook hoje na página de uma senhora (não conheço a senhora, nem o trabalho, por isso não estou a dar endorsement a tudo o que ela faça) e estas imagens pareceram-me tão, mas tão úteis e simples. Obrigada, Little Lion ;) Vamos a isto? Quanto tempo demoraram para aprender cada uma? 


Atenção que o estar entre aspas é crucial. Elas não se "comportam mal". Elas estão sempre certas, nós é que não as compreendemos e julgamos os comportamentos por nos estarem a atrapalhar ou a irritar. 



Informem-se por favor das necessidades de sono médias de uma criança com a idade dos vossos filhos. Digo "informem-se" porque nem todas conseguimos ver os sinais e nem todas as crianças evidenciam da mesma forma. 





E, por estrutura, leia-se também rotinas. Ter as regras do jogo delineadas antes de o começar. Também as crianças gostam de saber com o que contar até para que cumpram expectativas. 


Aqui não é "mal" é "mau" e, mesmo assim, já sabem que o que se quer dizer aqui é a criança chegar a fazer coisas que já sabe a priori que não estão de acordo com o que lhes é exigido. 


Isto serve para todos nós, não é? 



Esta aprendi só recentemente. E que diferença gigante, caramba!



Not helping. 



Quando escrevemos posts em que sugerimos que determinada abordagem não é a mais útil, também somos convidadas por vocês - e bem - a que proponhamos ferramentas. Neste caso, esta mudança de mindset, perceber estas premissas, irá com certeza ajudar tanto cada uma de vocês como me ajudou a mim. E à Irene. 


Querem acrescentar mais algumas? 





5.27.2019

Eles não deviam ir para a escola.

Já pensei nisto centenas de vezes. Na maneira como escolhemos organizar o mundo em torno do dinheiro e das necessidades não essenciais nas quais nos focamos tanto para nos iludirmos com uma sensação temporária de satisfação em vez da de "felicidade" ou calma mais constante.  Foi uma frase muito...? Agora andam a dizer-me que às vezes entro em modo guru e que não me calo mas... convém irmos pensando nas coisinhas porque para estar em modo automático temos os electrodomésticos. Se somos racionais, convém usarmos isto da... racionalidade? Diria. 

Já me irritei. Já me irritei achar que as mães e os pais não deviam estar a trabalhar para pagar as escolas onde os miúdos ficam para as pessoas tomarem conta deles, mas depois da reunião da semana passada na escola e estando a Irene a passar por uma fase boa, não consigo não... mudar um pouco o mindset. 

A Irene já tem 5 anos. Obviamente que acho horrível - principalmente os pais não querendo - que as crianças tenham de ir para infantários e creches por falta de direitos, de liberdade, de compreensão da entidade patronal... por tudo. Acho mesmo que devíamos focar-nos mais na questão da parentalidade como um bem essencial para que o mundo melhore e continue a existir e deixarmos de ver as pessoas meramente como ferramentas para obter mais dinheiro. Porém, na maioria dos casos, é assim que funciona. Ainda. 

Há quem tenha de voltar a trabalhar com 3 meses de pós parto e 3 meses de bebé e isso devia ser crime. Estando a recibos ou a contrato, o quer que seja, fazer isto a uma família é algo com o qual nem os próprios patrões deveriam compactuar. Antes de serem patrões, são pessoas e um dia calha-lhes no colo serem mães e pais e espero que ponham a mão na consciência. 

A questão é que muitos patrões até já o são sendo pais mas estão muito focados no trabalho e, por isso, consciência destas coisas é infelizmente um espaço que não lhes assiste dada... a urgência do trabalho. Tudo é legítimo. É mas é escusado serem as crianças a pagarem por isso e, ja agora, os pais que querem dar-lhes a atenção que eles merecem. 

Fomos tomar um brunch só nós no outro dia, foi tão, mas tão bom... 

Estou irritadinha hoje, não sei se é de andar a dormir pouco, mas depois compenso nos próximos posts com mais simpatia, vá. 

Bom, seja como for. A Irene agora tem 5 anos. Está crescida. Deixá-la na escola não tem sido um drama. A minha vida está mil vezes melhor, estou muito mais feliz (e, newsflash: estas coisas estão ligadas umas às outras). Na reunião do colégio em que puseram a par de todas as actividades e jogos que têm vindo a fazer ao longo do ano (nesta escola e nesta idade a aprendizagem é feita em torno de brincadeiras e em momentos propostos pela professora e outros pelos alunos) e confesso que, pela primeira vez senti que afinal isto até está certo. "Nem tanto ao mar, nem tanto à terra". Tendo a sorte de encontrar uma escola que nos deixe descansadas e professoras nas quais consigamos confiar, faz muito sentido que as crianças passem os dias em conjunto e que haja uma orientação de alguém que também os ame (que seja uma espécie de mãe da escola, nesta idade) e que saiba o que está a fazer. Que além de ter sido formada para isso, também tenha vocação para o mesmo. 

Claro que não quer dizer que passassem 8 horas na escola ou às vezes 12h (que dor para TODOS), mas a escola não é um sítio errado ou mau - sendo a escola certa. A falta de liberdade de horários é que é horrível. 

Muita sorte tenho eu de conseguir para já ser freelancer e de a poder ir buscar a partir das 16h. No entanto, que bem que lhe faz. E que bem que tomam conta dela e a ensinam. O resto têm de ser os pais e a família a fazer ;). Mas, para isso, tem de haver tempo e descanso, caramba. E "trompas" para, mesmo cheias de medo, ajustarmos a nossa vida às nossas prioridades o melhor que soubermos. 

Aqui entre nós: a Irene só foi para a escola aos 2 anos e meio. Mesmo sentido tudo isto agora, nunca a teria posto mais cedo (porque pudemos tê-la em casa, claro). Há uma diferença gigante entre os 3 e os 5. E antes dos 3 achei mesmo - no caso da Irene, pelo menos - uma violência muito grande para todos.





5.26.2019

FINALMENTE! A 2ª parte da conversa com Madalena Abecasis.

Não quero ser spoiler, mas acho que sofri de bullying da tia Lena neste vídeo. Um privilégio. Obrigada, 'miga. Cê é um máximo. 

Tivemos de aproveitar a conversinha toda para pedir uns conselhos à Madalena. Nomeadamente: onde é que a Joana Paixão Brás deveria fazer uma tatuagem, o que é que ela achava verdadeiramente do meu outfit e, já agora, da minha tatuagem enorme de tamanho motoqueira. 

A tia foi, como sempre, muito franca excepto quando lhe perguntamos por projectos pessoais... Grrr... será que vocês apanham um trejeito qualquer que nos escapou? Será que conseguem descortinar algo que a nós nos passou ao lado?

Toca analisar a fundo, Dona Madalena Abecasis, a rainha da fritura da classe alta da internet (óooooptima!)

Sigam-na, já agora aqui: @madalena_abecasis


O primeiro segundo da reacção da Madalena à tatuagem... promete ;)


Vejam, já agora, a parte 1 da conversa se estiverem a apanhar isto a meio aqui: (Quase) Tudo sobre Madalena Abecasis - Parte 1 

5.23.2019

Não vou trair a Joana Paixão Brás... mas há outra mulher na minha vida.

A Joana, até agora, tem estado a reagir bem. A verdade é que além deste casamento por aqui com a Joana, agora tenho... uma amante: a Rita Camarneiro. Já a conheço há milhares de anos (até foi ela a responsável pela Irene existir, um dia conto-vos).

Não vou estar menos presente por aqui. Vou estar, dividida, vá. O meu coração de mãe está aqui, a minha alma de comediante está com a Rita. Não é por mal, mas... opá. Não sei. Ficou esquisito? 

Fotografia de Edgar Keats.
É um programa que nasce nos estúdios do Maluco Beleza do Rui Unas, mas que assenta por completo na nossa essência de... bem, pessoas... engraçadas? Não sei, não sei o que vos diga.

Já temos instagram, sigam-nos se não forem facilmente chocáveis: https://www.instagram.com/bananapapaia/

E ontem fomos ao Maluco Beleza Liveshow. Querem ter uma amostra daquilo que vai acontecer? Então, vá:







Vai passar a sair aos domingos à noite. Para já é um episódio por semana, mas depois logo se vê. Andamos as duas cheias de ataques de ansiedades e a tremer do olho, mas aqui vamos nós. 

Quem desejar-nos boa sorte? ;)



5.22.2019

(Quase) TUDO sobre Madalena Abecasis

Não é todos os dias que estas duas moçoilas vão a Cascais. Ainda tivemos esperança que a Tia Lena (@madalena_abecasis no instagram) nos convidasse para almoçar uma lagostinha mas, ao que parece, os seus criados estavam a planear uma refeição apenas para 200 pessoas (todos os primos que ela tem com 88 apelidos) e não a contar connosco.




Há quem diga que os banquetes da série Game of Thrones foram inspiradas nas refeições familiares diárias de Madalena e nós não duvidamos.

Querem saber mais? 

Esta é a primeira parte, vá.






Gostaram? Então, já sabem o que têm a fazer depois de limparem as vossas lágrimas de comoção por terem tido acesso a este conteúdo. Subscrevam o canal para ficarem a par de mais novidades, sim? 

5.21.2019

E o final do GoT? (spoilers, sim, muitos spoilers)

Epá e este final? 

Quantos enters é que tenho de dar para esta frase não aparecer na miniatura no post ali no Facebook? 

Já está. Epá e este final? Já fui mais fã do Jon Snow. Aquela meia trepadela que ele deu à tia não me entusiasmou por aí além. Bom rabo, sim, mas senti que sabiam que eu estava a ver e que não estavam a gostar. O Jon Snow da minha imaginação deixava de ser cocózinho e dava-lhe uma trepadela que deixaria os orifícios dela a deitar fogo como a boca dos dragões. 

Mas não. Muito amor. Muita saudade no amor e uma espécie de... parecer que já sabiam que estavam em família, com o desconforto que é habitual quando se faz amor dentro da própria família. Nunca é totalmente fixe. 

Já disse que ele tinha um bom rabo? Eu também quando me agacho toda 50 vezes por semana. De resto é comprar calças caras para não parecer que o meu rabo se está a derreter pelas pernas. 



Tal como muitas de vocês tive uma crushzinha por este actor fantástico mas comecei a ficar enervadinha com a nhónhice dele com o "és a minha rainha, és a minha rainha". Parecia já um refrãozinho dos Santa Maria ou algo do género e o rapaz, tão dado à sensatez, estava a matar-me o semi-pau que me dava ser tão corajoso e lutador e afins. 

Vá lá que matou o bicho. E ainda bem. Gostei também o trabalho de artesanato que o dragão fez com a cadeirinha de ferro e veio a calhar bem porque o novo rei já vinha sentado. Fantástico!

O raio do Tyrion não sai daquele posto. Tem-lhe corrido bem a carreira de freelancer mas não tem variado muito. Não consigo deixar de pensar nos furos nas roupas do homem que tem feito aquele crachá. Parecem aqueles que me costumavam aparecer na zona da cintura. Não sei se era traça, se era do cinto ou... dos chineses ou o...

Sinto-me desapontada porque foram algumas seasons a ver penteados invejáveis das Sansas da vida e da Rainha dos Fritos e nem um Do It Yourself ou algo do género. Nada. Quer dizer que tenho de gastar dados do youtube? No me gusta. 

Tirando isto tudo... A Arya é a maior. Não há de conhecer a banca da Benefit na Sephora mas, já que perguntam, digo-vos que aquela farfalha ocular até lhe assenta. Que coragem. Também passou por muito, desde a ter que lutar cega a... não me lembro do resto, mas foi complicadote. 

E a mázona? A da varanda? Não gostei nada quando ela cortou o cabelo. Ficou igualzinha ao quadro do menino que chora só que com menos inteligência emocional. A rebentar tudo pelos ares e a fazer filhos a torto e a direito para se sentir mais preenchida (literalmente). Uma chatice. Gostei que o maninho tivesse voltado para lhe dar uma mãozinha (lol). Foi bastante tétrico vê-los empedrados. 

Acho que até gostava deles. 

Sacanas destas séries em 2019 que questionam a dicotomização habitual que o ser humano faz da realidade para uma simplificação da leitura e consequentes conclusões, não é? Querem ver que os bons não são sempre bons e os maus... what?

Pronto. Tudo muito giro. Gostei muito. Já não me afeiçoei tanto à série nesta season por saber que ia acabar, mas foi muito lindo. Irá sempre descer-me o leite quando ouvir a música do genérico. Quase que tenho vontade de ler os livros, não tivessem eles capas tão cocós de aparecer no instagram. 




5.20.2019

Leriam o diário dos vossos filhos ?

Por muito estranho que isto pareça, a Irene já tem um diário. Com código e tudo. Foi uma exigência dela. 

Sei que andou a passear com uma das avós no outro dia e viu um diário num centro comercial. Chegou a casa e pediu-me um. Como sempre que acho o pedido razoável digo: “em princípio sim, se vir algum, vou comprar”. 

Comprei e tem sido uma paixão enorme. Faz sentido que também tenha interesse no diário (embora inicialmente nem sequer soubesse para que serve) porque começa a treinar as primeiras letras. Já sabe praticamente escrever o seu nome (andou a escrever M em vez de N e nem reparei, teve de ser o pai, haha), mas pouco mais. De resto tem-me pedido para que eu escreva coisas de maneira a que ela consiga imitar. Tão giro. Nunca tinha presenciado este início de escrita. Começou com a lista de compras, ser ela a pedir um bloquinho para fazer a lista e agora quer um diário. Giro.


Partilhou o código com uma amiga, a Constança. Gostam muito uma da outra. Ao ponto de ter sido a única a quem ela revelou o código. Relembro que nem ela sabia para que servia o diário. Aos 5 anos quis ter algo seu, que parecesse secreto, embora ainda sem segredos para lá escrever. Digo eu, mas na volta já terá os seus. Como quando diz foi fazer xixi e não fez. Gira. 

Lembrei-me que fui muito de ter diários. E, pelos vistos, continuo a ter. Este blog é uma espécie disso mesmo. Fui tendo diários desde que me lembro. E houve um, pelo menos, que chegou a ser lido. Não tinha código nem cadeado. Um psicólogo diria que eu queria ser apanhada, mas nem por isso. Escondia-o como um caderno normal entre os meus livros ou, numa fase posterior, debaixo da última gaveta da minha secretária. 

Lerem-me o diário foi horrível para mim. Muito menos eu ter que saber que o fizeram, ter sido confrontada com isso. Creio que falava muito dos rapazes por quem estava apaixonada e com quem namorava. E talvez tenha sido daí que tenham tirado a conclusão que eu não pudesse ir de férias para o campo de férias naquele ano por ser “muito arisca com os rapazes”. Ou anos depois, não sei. 

Nunca cheguei a ir ver o que queria dizer. Fui ver e ainda não compreendo. Sempre entendi que quisesse dizer “badalhoca” ou algo do género. Diz aqui que não corresponde “aos bons modos”. Na volta tem a ver com isso, não sei. 

Agora sei o que me levava tanto a querer que gostassem de mim. Continuo a querer, olhem eu: escrevo um blog, faço vídeos, sou comediante... Está cá tudo na mesma.

Sei que estava no quinto ou no sexto ano. O meu caderno tinha uma fotografia dos Offspring na capa e na contra-capa. Impressa numa impressora já com falta de tinta amarela, então estava tudo azul ou lá o que era. 

Não gostei da sensação de me terem lido o diário. Senti que a minha privacidade não era algo a ter em conta. Como se de alguma forma não estivesse segura sequer a pensar, na minha própria intimidade. 

Se precisasse de ler o diário da minha filha, lê-lo-ia? Sendo completamente honesta, só tenho a certeza de uma coisa: se o lesse, ela nunca iria saber. Nunca lhe diria isso. Nunca a faria sentir-se violada dessa forma.

Se calhar sou péssima na mesma, mas pondo-me numa situação em que falar com a minha filha fosse impossível (por eu ser incapaz ou por ter uma relação com ela que se baseasse em medo e controlo), talvez lesse o diário, sim.

Não sei se aos 15 leria. Não sei se aos 16. Aos 17 muito menos. Sei que se estivesse extremamente preocupada que talvez fosse ler o diário dela.

Agora digo-vos, seria a minha derradeira tentativa. Só depois de tentar tudo. Desde questionar a minha forma de educar e amar, a tentar criar uma estratégia de apoio para a minha filha e para a família, a educar-me ao máximo, a tentar incluir outros players no jogo, a deixá-la em paz... Seria apenas na base do desespero TOTAL. E só porque confio em mim ao ponto de saber que o que leria não seria julgado nem alimentado com medo. Seria sim informação para a ajudar melhor e à família.

As mães são capazes de coisas extremas, mas têm de estar centradas.

Eu acabei por escrever os meus diários em DOS. Tive de me educar a criar documentos sem ser em windows e protegê-los com uma password para ter direito a algum ar livre. A poder processar as coisas, mas sempre a medo. Em tudo.

Às tantas creio que a noção de privacidade se alterou em mim e vejo o quão libertador é dizer-se a verdade. Não por haver quem diga a mentira, mas a transparência e ser-se tão genuíno quanto se sabe ser traz uma música muito mais saudável ao mundo. Trazendo amor, compaixão e começando por nós mesmos.

Quero muito nunca ter que ler o diário da Irene (quando ela souber escrever, vá). E todos os dias faço o melhor que sei. Tal como sei que os meus pais, dentro do que têm para me dar, também fazem o mesmo.

E vocês? Leriam o diário dos vossos filhos?






5.17.2019

Já temos vencedora do primeiro a Mãe é que sabe ajudar!

Depois de estarmos a preparar isto durante meses: desde o design da nossa Maria Bouza ao rebranding do blog para ficar tudo em sintonia, a apresentação a possíveis marcas parceiras para termos prémios para vocês, ao passatempo, às finalistas... chegamos finalmente à fase de anunciar a vencedora. 




A vencedora é.... 


PAULA GONÇALVES!!!!!

PARABÉNS!!!








E vocês vão ter novidades em breve sobre tudo isto :) Vamos marcar a ida a casa dela para lhe dar ajuda e força e encher-lhe aquele rabo maternal de presentes :)

Obrigada a todas pelas mais de 300 inscrições e vamos fazer disto um hábito: as mães ajudarem-se umas às outras. Se possível, enchendo-as de sopa para a semana ou o que cada uma puder, claro ;)




5.16.2019

E bebés com brincos?

Acordei e fiz o que qualquer pessoa normal faz: fui ver as redes. Tenho de parar com este hábito, bem sei. No entanto, é agradável enquanto o corpo ainda não se mexe estar a ver coisas. "Tragam-me coisas para ver!" - como se fosse imóvel e tivesse milhares de lacaios. 

Não é porreiro para começar um dia com calma e feliz porque nos põe a cabeça logo a mil. E foi o que aconteceu. Encontrei um post sobre furarmos as orelhas das crianças antes delas darem o consentimento. 


E era um post que poderá parecer exagerado aos olhos de muita gente. Eu confesso que estou com paninhos quentes neste assunto. Já dou a minha opinião, mas queria também saber a vossa. Acima de tudo gostaria que mães que tenham furado as orelhas dos seus bebés me explicassem o que as levou a fazê-lo e também quais os contras de o fazer quando ponderaram a questão. 

Dei uma olhada rápida na internet sobre o assunto - porque tenho de sair, senão estudaria isto durante três anos ou quatro - e, tanto quanto parece, é uma tradição latina. E é realmente o que me parece. Algo tribal. Da mesma maneira que aquelas tribos furam as bocas para por discos ou para por arcos no pescoço, por aqui houve e ainda há a tradição de furar as orelhas dos bebés. Será sinónimo de riqueza? O ornamento? 

Visualmente confesso que não desgosto. E já vi bebés que ficaram muito a ganhar a nível estético com os brincos (vão bater-me por esta afirmação, já sei), mas quando se pensa um pouco mais nas coisas começa a ficar esquisito, diria. 

Claro que dá para encolher os ombros e dizer "oh, mas são só furinhos nas orelhas". Tudo a encolher os ombros parece diminuído, mas isto vai mais longe. Além da questão da dor (que existe, mesmo que não se repare por algum motivo por estarem a mamar, por exemplo), da questão estética que está a ser decidida pelos pais, estaremos também a imprimir uma pressão de género? Que, por ser menina, tem de ter as orelhas furadas?

A Irene já me pediu milhares de vezes para furar as orelhas. Acho que furei as minhas aos 4 anos por ter pedido à minha mãe e lá fui (e, por acaso, agora tenho mais de 10 furos nas orelhas e ela não gosta...), mas vou esperar até que ela seja maior. Para ter a certeza do que quer fazer. Até lá põe autocolantes a fingir de brincos ou usa uns  brincos de mola que sairam no disfarce de Lady Bug.



Percebo que isto pareça tudo um exagero, mas mesmo as coisas que estão mais distantes da nossa opinião habitual poderão fazer-nos pensar e, pelo menos, justificar de outra forma as nossas atitudes.

Ah e, por favor, não usem o argumento "furaram-me as orelhas em bebé e não fiquei traumatizada" porque, como é óbvio, vocês irão ser as últimas pessoas a saber do impacto que teve em vocês. E isto aplica-se também ao "levei muitas latadas e não fiquei traumatizada"... Somos sempre os últimos a saber do impacto que essas coisas têm em nós porque nós estamos dentro do cenário. 

Quero mesmo saber: ritual? aparência? prenda para o bebé? 



5.14.2019

"Este puto é um mal-educado!"

Ainda bem que abriram o post apesar do título sugerir que fosse um post todo moralóide e cheio de cenas. Não é. 

Está um dia tão bonito - estou a escrever isto segunda-feira à tarde - e só gostaria que toda a gente tivesse a mesma sorte que eu (e umas quantas vocês) de aproveitar. Nem sempre retiro prazer destas coisas mas outra coisa que ninguém nos disse é que... ser feliz também dá trabalho. 

No outro dia, a folhear uma revista muito gira chamada Lunch Lady (uma revista australiana), deparei-me com um artigo mesmo muito interessante, que fez mesmo muito sentido.

Eu feita parva no meio da minha sala a tirar uma fotografia com o temporizador do telemóvel.

Revista Australiana Lunch Lady que tem várias receitas de snacks e refeições saudáveis, artigos sobre parentalidade inspiracionais e muito anúncios de slow fashion e de compra consciente. 

Lembrei-me só das parvoíces que a Super Nanny andou para aí a dizer a a espalhar num meio de comunicação tão abrangente como a televisão mas, mais uma vez, o dia está bonito e vou focar-me no que é bom e positivo - dá trabalho. 

Encontrei um artigo nessa revista chamado "Love Bombing" em que estiveram à conversa com um psicólogo infantil (assim parece que estão a dizer que o psicólogo não tem maturidade: "gostei do psicólogo, mas era um pouco infantil") chamado Oliver James.


E ele, neste artigo, propõe uma abordagem muito interessante quando sentimos que os nossos filhos estão a falar uma linguagem completamente diferente da nossa, quando fazem tudo ao contrário, quando parece que se comportam mal só para nos enervar, etc. Isto é, quando a relação entre pais e filhos fica definida por falta de comunicação, entendimento, tensão e conflito. Quando é esse o estado "normal". 

Acho que todas nós já passamos por isso enquanto filhas ou, mesmo enquanto mais, há fases mais bruscas que outras, em que nos encontramos menos com os nossos filhos. Já me aconteceu. E vai acontecer mais vezes, certamente. 

Apesar de todos andarmos à procura de soluções milagrosas, de comprimidos que resolvam problemas emocionais e relações. As coisas até poderão funcionar assim no que toca a uma candidíase recorrente (vá), mas não no que toca a construir uma relação em família. 

Porém, este "Love Bombing", esta ferramenta, atitude ou comportamento, vá, promete e tem cumprido mudanças muito intensas nas dinâmicas familiares. Parte da premissa que existe algo comum a todos os comportamentos problemáticos como a agressividade, desobediência, hiperactividade, timidez, ansiedade social. É o medo que os une e a resposta sistemática (e primária) de "fight or flight". 

Apesar deste artigo do público falar muito da experiência em moscas da fruta, também explica bem (em português) o que é este mecanismo de fuga ou de paralisia.


Voltando ao psicólogo infantil ( na na na na na - ler a cantar de forma imbecil), quando as nossas crianças sentem medo, reagimos de forma adequada que é abraçando-as. Quando têm outras reacções, visíveis através destes comportamentos originados pelo medo, respondemos de maneira oposta: sem empatia, com mais conflito, rejeição e castigo. Isto cria uma dinâmica, não é? Que aumenta, ainda por cima, aquilo que causa o comportamento da criança e que provoca a nossa reacção também primária, insegura e territorial...

Acredito que somos nós, os adultos e os pais, quem tem o dever de terminar com esta dinâmica ou de, pelo menos, dar o nosso melhor. Estando conscientes do que estamos a fazer. 

O tal psicólogo propõe então isto da "bomba de amor" que consiste em passar um dia inteiro (ou ainda mais tempo) em que é a criança quem escolhe tudo aquilo que quiser fazer: as actividades, a comida, a conversa, tudo. Sendo a única coisa que o pai tem que fazer é estar presente, disponível e com peito aberto para amar a criança (não estar preocupado com outras merdas e respeitar o que está a ser feito, vá). 


Isto traz algumas descobertas fantásticas para ambas as partes, sabendo os pais brincar. Não é o mesmo que tempo de qualidade, atenção. PAra que isto funcione é imperativo que seja criado um espaço DIFERENTE da rotina diária. Até poderá ser planeado com antecedência pela criança, podemos atribuir a conotação de "eish que grande dia que aí vem" como fazemos com os aniversários... podemos dizer-lhes para escreverem (ou enumerarem) uma lista de coisas que querem fazer...

A ideia é dizer que sim. Enchê-las de amor. Vão sentir-se mais seguras, sentir que ganharam um pouco mais de controlo e faz maravilhas pela relação. Os pais, fora daquela bolha habitual de "má onda", são capazes de voltar a olhar para os filhos como as crianças que são em vez de "inimigos" ou representantes ambulantes do seu fracasso enquanto pais. 

Não podem dizer "não faças isto ou aquilo" ou "não temos tempo para aquilo" ou "isso é parvo". Durante um dia - desde que não se ponham em perigo ou não queiram ir ao País de Dori (não sei onde é que é isto que a Irene quer ir), digam que sim. Aceitem a brincadeira. Podemos não ir ao País de Dori, mas podemos ir dar um passeio no jardim e fingir. Alinhemos.



Claro que isto é um artigo resumido. Não está aqui a salvação da humanidade, isto faz parte de uma filosofia maior que é "deixar as crianças serem crianças" e a importância de brincar. Tenho ali outro livro para ler sobre isso, depois também vos digo qualquer coisa.

Achei isto muito interessante. Já conheci pessoas que, nestas fases, desesperadas recorrem imediatamente a um psicólogo (ferramenta que conhecem e não tenho nada contra), mas ter esta ideia aqui debaixo da manga para quando for preciso só me parece útil. 

O que acham vocês?



5.13.2019

Quem é que se inscreveu no "a Mãe é que sabe... ajudar"?

Olá garotas, tal como prometido (umas horinhas mais tarde que o suposto, vá, mas vocês sabem como é isto da vida), estamos aqui para revelar... não ainda a vencedora, mas as finalistas!

Não ficámos confortáveis com a ideia disto ser escolhido totalmente random, então seleccionamos 5 "vencedoras" aleatoriamente dentro dos critérios que já vos tínhamos dito e vamos pedir a estas 5 magníficas mães que nos enviem 1 videozinho até um minuto (não é para publicarmos, estejam à vontade) para o nosso e-mail (de onde vamos enviar os nossos parabéns por fazerem parte das 5 finalistas) e até quarta-feira à meia-noite. 

O vídeo que mostre o maior desespero e vontade em ter-nos em sua casa irá receber-nos e às prendas dos nossos parceiros, ok?








São as nossas finalistas:

- Isa Braga que está grávida de 14 semanas e tem mais dois filhos (um de 6 e outro de dois anos);

- Andreia Carvalho que tem dois filhos (um de 1 ano e o outro de 4);

- Mariana Navarro que está grávida de 20 semanas e que tem mais um filho de 3 anos;

- Margarida Rosário, grávida de 32 semanas e mãe também de um menino de 18 meses;

- Paula Gonçalves que tem 1 filho de 6 meses. 




Para quem está a apanhar do ar, podem saber mais do projecto (vai haver mais edições) aqui ou, então, ver o vídeo em baixo: 



Podemos relembrar-vos os prémios, querem?

- Electrodomésticos;

- 1 ano de produtos de cuidado e banho do bebé;

- Kit para ajudar num desfralde sem stress e que ajude o bebé a ser mais autónomo;

- Produtos de beleza e cosmética para um ano (ou mais);

- Uma semana ao volante de um carro fantástico com depósito cheio... 

E mais :)
Estamos ansiosas por começar isto... vamos lá! Desejem boa sorte às finalistas porque as próximas podem ser vocês e têm que ter atenção a esse karmazinho malandro ;)