terça-feira, 30 de junho de 2015

Nunca percebi isso das Células Estaminais.

*este post não é bem escrito em parceria com a Criovida. Foi mais escrito por mim, mas enviei para lá para saber se não estava a dizer porcaria. Seja como for, é resultante de uma parceria, sim. Já fizemos um "a Mãe dá" e tudo, portanto é ler sff, para saber o que andámos a oferecer. 

Sou muito curiosa em relação a muitos temas. Ainda no outro dia comprei um livro só sobre as propriedades de vários legumes e praticamente nem os como. Porém, isto das células estaminais ainda não me tinha despertado grande interesse. Sempre me pareceu muito complexo e, por isso, o meu cérebro decidiu ignorar. O meu cérebro não dá para tudo. Muitas vezes reage às coisas como quando peço direcções e a pessoa demora mais de 5 segundos a explicar. Não oiço o resto.

Já devem estar a par da nossa parceria com a Criovida, que fez com que vos pudéssemos oferecer este kit de criopreservação das células estaminais (estão a ver? só o nome já me está a cansar).

Perguntei à Rita da Criovida (com quem falámos para alinhar a parceria) se não me podia explicar como se fosse muito burra e ela explicou. Acho que finalmente percebi. Agora vou explicar-vos à minha maneira, pode ser?

As células estaminais são programáveis para o que o organismo precisar e a partir do momento em que se diferenciam num tipo de células, estão programadas para cumprir apenas uma tarefa, a que lhes foi destinada pelo organismo. Quando o organismo necessita de determinadas células, elas diferenciam-se naquilo que é necessário no momento. A sua capacidade de se dividirem indefinidamente faz com que ela se multipliquem, umas são utilizadas pelo organismo (quando necessário), outras ficam disponíveis para quando for preciso.

As células do sangue e do cordão umbilical, por serem ainda muito jovens, têm características que as outras células estaminais presentes no nosso corpo já não têm, porque estas últimas estão num estado de diferenciação mais avançado.


Ou seja, estas células são os nossos maridos bem dispostos, todos prontos para ajudar e ainda sem uma missão por nós designada. Podem ser, portanto, utilizadas para qualquer missão que seja necessária. Estas células (estaminais) podem e ajudam a curar várias doenças. Ainda está a haver muita investigação e, por isso, conservar as células estaminais do cordão umbilical é uma profilaxia muito abrangente visto que podem ajudar na cura de doenças cardiovasculares, auto-imunes e outras que não sei bem o que são, mas que são tão ou mais graves que estas que decorei do que a Rita escreveu.

São células neutras que, ainda para mais, sendo do próprio indivíduo, o risco de rejeição é muito muito menor.

É uma decisão muito pessoal, claro. É uma decisão que, se positiva, não traz mal algum, de certeza. É uma decisão que se baseia na fé da ciência e da evolução natural deste tipo de procedimentos.

Por acaso, não optei por ela (desculpa, Rita, ainda não te conhecia na altura ;)), talvez por falta de informação graças a este bloqueio do meu cérebro.

Consegui desbloquear o vosso? Qual é a vossa posição em relação a isto?

Primeiro dia de creche.



"Lá fomos deixar-te, Isabel. Ficaste a chorar e eu a chorar fiquei. Por mais que me digam que vai correr tudo bem, o meu coração está apertadinho, espremido, falta-lhe um pedaço. Quando te for buscar, juro, juro que vou transbordar de amor, agarrar-te como se não houvesse mais nada neste mundo. A verdade é que não há. Não há nada mais puro, mais verdadeiro, do que o meu amor por ti."


Foi este o texto que escrevi no primeiro dia de creche. Ficou lá apenas duas horas, para se ir ambientando. Foi há quase um ano. Naquela semana, o meu coração ficou com um nó. Depois, o nó desfez-se. A primeira vez que estendeu os braços à Margarida, a educadora, senti que estava a fazer tudo certo. Já havia ali um vínculo. Ao longo deste ano, já ficou lá a rir, sem olhar para trás, já choramingou, já me estendeu os braços, já foi a correr para as educadoras. Quando a vou buscar, vejo-a feliz. Por isso, recém-mamãs, que estão prestes a deixar os vossos filhos na creche, eles ficam bem. Confiem. E lembrem-se, o nó vai desatar-se. Vão ficar mais leves. E no final da tarde, os vossos filhos vão estender os braços para vocês e vão sentir-se únicas.  

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Pronto, já não sou necessária!

Como é que vocês fazem para ir às compras?

Nós mandamos vir tudo online ou do Jumbo ou do Corte Inglês. Depois recebemos os vegetais à parte num cabaz de produtos agro-biológicos (acho que é isso) à terça-feira. Nunca fomos muito de ir às compras, mas até íamos de vez em quando, depois deixámos ainda mais de ir quando já estava muito grávida porque já não tinha muita piada para mim. Quando uma pessoa ainda se pode mexer, até pode atirar umas coisas a mais da secção de beleza e higiene para o carrinho só enquanto o marido está nos enchidos, mas quando nós próprias somos um enchido já nem vontade de comprar coisas temos. 

Esta semana esquecemo-nos de mandar vir algumas coisas pelo que hoje aproveitámos para ir comer um daqueles swirls da Olá (são bons, bons, bons... só tenho pena que tenham lá uma foto do Mikael Carreira ou lá quem é, que quase que me tira a vontade de lanchar) e lá empurrei o velhote para irmos ao Jumbo comprar o que faltava. 

Até podia ir sozinha com a Irene noutro dia só que NÃO. A Irene não quer andar no carrinho, farta-se de andar no carrinho das compras e eu não consigo fazer tudo ao mesmo tempo. Assim o pai também via o que custa. 

Pelos vistos, o raio do homem safou-se melhor que eu. Raios!


          


Se é o vídeo mais desnecessário do youtube? Não. Vejam este.


           

É só uma hora de um sapo com uns olhos esquisitos. Sim, há disto na internet.


Algum segredo para ir às compras com eles ser menos stressante?  Ou tudo passa por lhes dar 24 caixinhas de Zyrtec para o bucho?


Ser feliz num alguidar de água

Lembro-me bem. Em casa dos nossos primos, no verão, havia um cesto com dezenas de BD, do Zé Carioca, do Tio Patinhas e daqueles três irmãos prisioneiros gorduchos. Depois de grandes almoçaradas, dormia-se a sesta. Havia uma parede decorada com chapéus, de diferentes tamanhos e materiais, e o meu pai, num dia em que deixou crescer mais o bigode, fez-nos rir às gargalhadas com um chapéu mexicano. Naqueles longos dias de verão, tomávamos banho dentro de alguidares. Havia uma mangueira e as brincadeiras com água eram as mais divertidas. Andava-se muito de bicicleta e a pé. Depois do jantar, caminhava-se até ao café mais próximo. Ou até um mais distante. Cheirava a pinhal, ali. Os pés queimavam quando atravessávamos o areal da Cabana do Pescador. Às vezes, ficávamos até ao pôr do sol na praia. Eu e o meu irmão corríamos nus e apanhávamos boleias nas ondas.

As coisas mais simples são as que nos fazem mais felizes. Eu fui muito feliz num alguidar cheio de água. Às vezes era mesmo ali que a minha mãe nos dava banho. 

Estas imagens vêm-me muitas vezes à cabeça quando, nos meus voos mais altos e nos meus estúpidos devaneios materialistas, sonho com uma casa com piscina e com um quintal. Não posso, nem preciso disso. A Isabel não precisa disso. Temos a praia ali a 10 minutos. Temos um jardim perto. Temos uma mini-piscina no terraço. Uma mangueira. Divertimo-nos a chapinhar. A pôr e a tirar tampas das caixas. A explorar cada canto.

Temos mais do que precisamos, até. Tenho a certeza de que a Isabel seria muito feliz num alguidar cheio de água.











domingo, 28 de junho de 2015

O que nos dizem que vai acontecer quando temos um bebé e o que é verdade.

Não vale a pena dizer que as pessoas falam demais quando sabem que estamos a planear ter um bebé, quando estamos grávidas ou quando estamos a parir ou quando já temos o bebé em casa. As pessoas falam demais no geral e nós também somos essas pessoas. 

No início enervava-me imenso que as pessoas me dissessem "aproveita para dormir" e "olha que passa muito rápido" e agora sou uma dessas pessoas. Oh well. Vamos lá ver se ajudamos as nossas futuras-mamãs e futuras-futuras-mamãs aqui com uma listinha do que dizem e do que realmente acontece. Eu começo!



# - Aproveita agora para dormir!!

- Calma, nem todos os bebés dormem mal e porcamente. Há bebés que, desde sempre, dormem mais de 10 horas seguidas ao ponto de deixarem as mães em pânico por não saberem se está tudo bem com eles. Há bebés que dormem muito. Há bebés que dormem pouco. Há bebés que acordam muito. Não sabemos que tipo de bebé vai calhar na rifa, mas pode ser que corra tudo pelo melhor. Agora, o mau sono começa normalmente na fase final da gravidez (no início também para quem sofra muito de enjoos e azias e afins - há grávidas que até têm de dormir sentadas para conseguir dormir). A verdade é que nunca mais teremos liberdade para dormir as horas que quisermos sem sermos interrompidas. Pelo menos até eles têm pêlos púbicos, digo. Depois também não dormirmos porque foram sair à noite. Bom, se calhar as pessoas até têm razão neste. APROVEITA PARA DORMIR!



# - Aproveita que passa num instante!!

- E é mesmo verdade! Passa muito rápido. O tempo, já por si, passa rápido. Quando nos estamos a divertir, passa ainda mais rápido. Quando temos um bebé, continua a passar rápido mas temos ali uma referência de que isso está a acontecer. Ainda para mais eles duplicam o tamanho no primeiro ano de vida e aprendem tudo de enfiada. É assustador. E como, em Portugal, temos uma licença de maternidade tão pequena, trabalhando e indo para casa, as coisas parecem passar ainda mais rápido. Confesso que estando em casa que passa rápido, mas não tanto assim. Parece que passa tão rápido quanto aquelas curtes de verão esquisitas que tínhamos quando íamos de férias para algum lado com os pais. Por que é que eu estou a falar disto na primeira pessoa do plural? Eu? Nã. 



# - Vais ficar com a barriga toda cheia de estrias.

- Sim, pode-se ficar. E então? É o processo natural das coisas. Não digo que seja "o preço" a pagar por termos este dom enorme de gerar a vida, porque não acho que seja "um preço", mas é algo relativamente insignificante comparativamente com o que ganhamos. Nem todas temos estrias. Depende da genética de cada uma, mais disso do que dos cremes, mas dá-lhes jeito que pensemos que não tivemos por causa deles, quando perguntamos à nossa mãe e ela não teve também. 



# - Vais ficar com a barriga toda flácida. 

- Sim e não. Há quem fique e há quem não fique. Há quem já tivesse antes e quem passasse a não ter depois. Há quem nunca tenha tido (o caso da Carolina Patrocínio, por exemplo). Se realmente nos importarmos com a nossa forma e se tivermos uma gravidez sem risco, podemos não prejudicar a nossa "forma e linha" de maneira alguma. Temos mesmo é de fazer um esforço. Teremos de querer. Além disso, pouco tempo depois da gravidez, podem-se praticar abdominais hipopressivos (falem com quem perceba disto) que ajuda facilmente a resolver a questão da barriga. Esqueçam o "facilmente". Eu não consegui. 





# - O casamento vai à vida... 

- Vai e não vai. Depende do tipo de casamento, depende das expectativas. Acima de tudo, ter um filho é uma decisão que deve ser muito bem pensada não só pela criança, mas também para nos prepararmos e percebermos o que poderá acontecer com a vinda da mesma. Digo-vos que é lixado não dormirmos nos primeiros meses, estarmos cheias de dores (podemos não ter) e hormonais e termos um parceiro que o compreenda sem se exaltar de vez em quando. E mais, muitas vezes até fazemos a festa sozinhas. Muita coisa muda, temos de estar preparadas para isso. E, melhor: mudar não significa que seja para pior, não é? 



# - Acabou-se a boa vida!

- É um bocadinho verdade. E ainda bem que as pessoas dizem isso, porque é mais uma das coisas que deve pesar no timing de se ter um filho. Se ainda estiverem muito agarradas a sair todos os dias à noite e apanharem grandes bezanas e acordarem ao lado dum tipo chamado Tiago que tem um cheiro esquisito, provavelmente não será boa altura. Se andarem numa de viajar pelo mundo todos os meses e de fazer interrails por países que nem saibam o que é um ben-u-ron, pensem bem no que estão a fazer porque... já perceberam, não é? 



# - O balúrdio que vai ser!!

- Gasta-se mais dinheiro com um bebé do que sem um bebé, claro (duh!), mas pode não ser esse balúrdio todo. Há escolhas que se podem fazer consoante o orçamento familiar e valores. Não há dinheiro para uma creche pipi? Fica na avó. Não há dinheiro para pagar à avó? Fica com a avó da melhor amiga. É preciso é ser tão flexível como gostaríamos que o nosso orçamento fosse. "Tudo se faz".  Por falar em flexibilidade, eu tenho a flexibilidade de um t0 em Pina Manique.



# - É a melhor coisa do mundo.

- E é. É mesmo. É um desafio constante? É, também. Se é igualmente gratificante? É. É muito importante não termos ilusões sobre o que é ter um filho. Ter um filho, não é ter um Nenuco. Ter um filho é ter uma mini pessoa que temos de amar educando. Temos de estas preparadas para amar muito muito ao ponto de sermos maiores que nós próprias todos os dias. Preparem-se para amar como nunca amaram antes. Preparem-se para ganhar paciência e forças onde nunca pensaram que fossem arranjar. Digo-vos uma coisa: até vão gostar de ver cocó de outra pessoa à vossa frente. 


Algo mais a acrescentar? ;)

A nossa semana em fotografias

Além da rotina habitual, com trabalho e creche, banhos demorados na banheira e muito mimo, esta semana houve muitos passeios, a duas.

Para quem não tem Instagram ou tem e ainda não nos segue, cá estão as últimas fotos que publiquei por lá:

Num parque em Monsanto (nunca sei os nomes, troco-os todos)
Fofo Anjinha Patuda

Sapatilhas Zippy (aproveitem que começaram os saldos)

Mochila, que ela adora, oferecida por um antigo professor meu que é um querido
Dentuças boa da mãe

Produtinhos entregues à porta - Cabaz Natura
A ver Game of Thrones (Meu Deus!) no chão da sala e a provar os legumes e a fruta fresca
No chão da sala da bisa (um calor dos diabos em Santarém)
Miminhos da bisavó Rosel (coisas boas da minha vida)
A estrear a mini-piscina no terraço

A tanga é DOT, oferecida ontem pela amiga Vanessa. Lindona.

Uma semana e um fim-de-semana em grande: jardim, piscina no terraço, praia e a visita à bisavó (comeu a sopa toda da vovó!) E ainda uma jantarada cá em casa com amigos e um almoço com o tio Frederico e a tia Mariana. Para ser perfeito, só faltou estar cá o pai ❤️

sábado, 27 de junho de 2015

A mãe desbronca-se (#14) - Vou baptizar ou não a Isabel?

Uma leitora perguntou há algum tempo se eu iria baptizar a Isabel. Achei curioso essa pergunta ser dirigida a mim (já devem ter topado que a Joana Gama não vai nessas cantigas). Que me lembre, até esta semana nunca tinha feito nenhuma menção à minha fé.

Já estive em todas as fases e mais algumas: fui baptizada com dois anos, andei na catequese, fiz a primeira comunhão, ia à missa todas as semanas. Fui a Taizé, em França, com uns 16 anos e lembro-me de ficar com o coração cheio e de sentir que a fé nunca me ia faltar.

Mas a verdade é que tive uma fase da minha vida em que deixei de acreditar. Era céptica, estava revoltada e questionava tudo. Mas recuperei-a recentemente e não tenho explicação para isto. Talvez tenha sido por ter passado pela morte de um familiar muito próximo quando estava grávida, mas não consigo precisar, foi tudo de forma inconsciente.

Ainda aí estão? Este vai para o top dos posts mais chatos de sempre, não vai? Já ganhei.

Voltando à pergunta da leitora. Ainda não tenho uma resposta para ela. Em princípio sim, porque, apesar do pai não ser católico praticante, eu gostava de passar-lhe esses valores (e o pai não se opõe). Mas não quero achar. Quero ter a certeza. Esta é daquelas escolhas que, agora que sou mãe, acho difíceis de tomar, porque por um lado não a queria estar a condicionar à fé católica (quero-a livre para escolher a sua religião), mas, por outra, acho que esta é daquelas coisas em que os podemos influenciar. E mais tarde, caso não concorde, faz as suas escolhas à mesma. Os meus pais acabaram por orientar as minhas escolhas e nunca os culpei por isso. Tive inclusive uma fase em que podia ter desistido. Mas ficou cá a sementinha e aquele amor no coração sempre que entro numa igreja, sempre que ouço os cânticos, sempre que rezo.

Para as que aguentaram até ao fim, baptizaram ou não os vossos filhos? Vão fazê-lo ou vão esperar?

E os desejos?

Esta a falar disto com uma amiga minha (a minha vizinha com quem voltei a falar recentemente) e ela disse-me que, quando estava grávida, tinha imenso desejo de couratos!!!

Diz-se (e acredito) que costumamos sentir desejos por aquilo que nos faz falta no organismo, portanto, isso dá-me a crer que tenho sempre muita falta de Chocapics e Oreos.

No meu caso, não tive grandes desejos. Houve uma vez que me aproveitei de estar grávida para "obrigar" o Frederico a ir buscar McDonalds. 



De resto, tive uma tara enorme por clementinas. Só isso.

E vocês? Há mesmo grávidas que tenham vontade de comer terra dos vasos e assim? 

A mãe sugere - Kids Race, no próximo sábado!

Nunca gostei de correr, pelo menos que me lembre. Talvez gostasse com três ou quatro anos, mas quando estava no ciclo ou no secundário, correr por obrigação chateava-me. Ficava com dores de burro, a boca ficava a saber-me a sangue (nunca ninguém me explicou porquê), achava estúpido ter de dar voltas e mais voltas à escola. Nesse tempo, as coisas divertidas que seria possível estar a fazer! Jogar volley, fazer escalada, ginástica... Gostava muito de desporto e até não me safava mal, agora correr, não obrigada! 

Até hoje. Agora posso dizer que gosto de correr, apesar de achar dificílimo (mas cada vez menos difícil). Gostava muito que a minha filha me acompanhasse (conheço uma mãe que vai correr 5 km com o filho, de 8 anos, para a marginal e acho o máximo).

Hoje em dia, estima-se que 1 milhão e meio de portugueses corram e quantos mais, melhor. Por isso, achei a iniciativa Kids Race muito, muito interessante. Porque é de pequenino que se torce... vocês sabem.

A segunda edição é já sábado, dia 4 de Julho e as pessoas grandes e a mini-pessoa cá de casa vão. As sobrinhas também. Acho que vai ser muito giro. Além das corridas, tem matraquilhos, trampolins, jogos tradicionais, pinturas faciais, magia, artes marciais, ciências... um sem número de actividades giras, para toda a família.

Para saberem como se inscreverem, vejam aqui. É sábado, das 10h às 13h, no Estádio 1º de Maio (INATEL), em Lisboa. Encontramo-nos lá? Se nos virem por lá, por favor, percam a vergonha e venham dizer um olá!


*Fotos Kids Race

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mais um post que vai dar chatice, já sei.

Nota: todas erramos. temos só de melhorar. eu erro e continuarei a errar, mas pensarei sempre sobre o que o faço e tentarei sempre melhorar. 

Tenho uma janela que dá para uma creche. 

Vejo todos os dias pais a irem deixar os miúdos e a irem buscá-los.

Hoje uma mãe, quando foi buscar a filha, bateu-lhe. 

Não existem "enxota pó" das fraldas nem das mãos. A palavra é mesmo esta: bateu-lhe.  É sempre bater. 

Bater é mais do que deixar marca física. Bater é quebrar a confiança que existe, neste caso, entre a criança (que lá por muitas vezes perdoar, não significa que seja estúpida) e a pessoa que era suposto amá-la acima de tudo e protegê-la do que a magoa. A pessoa que era suposto ter o carinho e o coração para descodificar tudo o que ela não percebe, para passar a perceber e da melhor maneira para ser mais feliz e para contribuir para que todos sejam mais felizes. 

Já pararam para pensar o que "diz" uma palmada? "A mãe magoa-te sempre que fizeres algo deste género". É isto que é para ensinar? É este tipo de relação que querem criar? A mãe que dá o beijinho de boa noite e a mãe que lhe bate? 
 
Por estes costumes, às vezes enraizados, é que se popularizou a expressão "mãe é mãe". Porquê? Mãe pode não ser mãe. Mãe pode ser má e estúpida. Mãe é mãe se for mãe. Mãe que não for mãe, não merecia ter sido. 

A Mãe erra. Muito, mas tenta melhorar. A diferença é essa. 

Não quero saber se esta mãe estava cansada. Se teve um mau dia. Se estava com candidíase e muito irritadiça. Não quero saber. Tal como o coração desta criança que, se não chora por ter sido magoada, chora por ter sido quebrada a tal confiança. Pela mãe lhe meter medo em vez de fazê-la sentir-se amada. 

A mãe bateu-lhe porque ela fugiu. A menina já corre e a mãe ficou assustada. Reagiu a quente e deu-lhe para lhe bater e gritar: NÃO FOGES MAIS DA MÃE! 

Somos todas muito aceleradas, fazemos muitas coisas ao mesmo tempo e o chamado "tempo para nós" é para despacharmos outras coisas, mas há momentos. Há aquele momento na cama antes de adormecer em que, de olhos fechados, poderíamos pensar um bocadinho em quem mais amamos. Aquele número dois mais demorado na casa de banho. Enquanto estivermos a adormecê-los, aproveitar o escuro e a parte mais silenciosa para pensarmos no que andamos a fazer.

Eu não serei uma mãe que bate. 

Levei muita palmada e algumas "lamparinas" e isso não me fez ter uma relação melhor com a minha mãe. Não me lixem, não venham com coisas a dizer que "as pessoas não sabem, não foram ensinadas de outra forma". 

Mesmo as mais estúpidas se devem sentir mal depois de bater numa criança. 

Gosto de pensar que sim. Apesar de saber que há mães que gostam de bater nos miúdos em público para serem vistas como fortes e disciplinadoras. Nojo. 

Nunca li nada sobre isto (tenho umas luzes daquilo que se chama de disciplina positiva), nem a Irene alguma vez levou alguma palmada. Não é esse o meu papel. Nem o de ninguém. 

Se todas perdêssemos um tempo a pensar na lógica que tem isto de batermos nos filhos, aposto que ninguém "de jeito" bateria. 

Há uns tempos toda a gente ficou chocada com aquele PSP que bateu num homem em frente ao filho. Por que é que ninguém fica chocado quando vê UMA MÃE (ou pai) a bater num filho? Por que é que isso é aceitável? Por que é que "se estamos cansados" eles podem levar uma palmada? 

Temos de ser mais inteligentes que isto. Caem-me lágrimas por pensar em todas as mães que o fazem e que não se sentem mal depois, que não tentam fazer melhor. Não pelas mães, pelos filhos. Pelas pessoas que criam. Pessoas que podem não ser infelizes, mas que poderiam ser muito muito mais felizes e gostar mais das mães não só porque "mãe é mãe".

As crianças não podem ter medo dos pais. Isso não é educar. Isso é ser estúpido. 

Epá, não me lixem.

O que se poderia fazer nesta altura? Explicar. Ter calma. A mãe que tem medo poderia dizer à filha isso mesmo. Que tem medo que lhe aconteça algo. As vezes que forem necessárias. Se a filha ainda não compreende, tem de ter mais atenção para esta não lhe fugir. 


Esta mãe quer que o filho veja o pai quando nascer!

Ou que o pai veja o filho...

Nem consigo imaginar o meu parto sem o David ao meu lado, a dizer piadas, a acalmar-me, a dar-me força e a ver a nossa filha no primeiro segundo da vida dela. Ouvindo-a chorar e acalmar-se no meu peito, vendo-a mamar pela primeira vez, pegando-a ao colo pouco tempo depois. São momentos de grande vínculo, inesquecíveis, que tornam um parto num momento emocionante, em família, humanizado.

Já Mónica nunca soube o que era ter o marido ao seu lado, nos momentos mais importantes das suas vidas. Vai ter, em breve, o terceiro filho, o Martim, e quer que, pela primeira vez, o pai possa assistir ao nascimento. É que Mónica vai, pela terceira vez, ter um parto por cesariana, no público, e a presença do pai sempre lhe foi vedada.

Inconformada, o que é esta mulher decidiu fazer? Com a ajuda de uma enfermeira, criou uma petição para que os pais possam assistir às cesarianas, para assinar aqui! É mesmo, mesmo importante que até dia 2 de Julho se consigam reunir 4000 mil assinaturas, para que a discussão ocorra em Plenário da República.

Estamos a falar de cesarianas programadas, em que não é necessário intervir de forma rápida ou com suspeitas de sofrimento fetal ou materno.

Assinei a petição. E o David também assinou, porque este é um direito deles.
Vão assinar?! Já falta pouco, força!

Para saber mais sobre as incongruências entre o que está na lei e o que se argumenta nos hospitais públicos, leiam este artigo do Público.


a Mãe desbronca-se (#13) - Quando voltei à minha forma.

Gosto tanto que nos façam perguntas. Pessoalmente, faz-me sentir tipo um comentador de telejornal, que sou uma espécie de opinion-leader ou maker, apesar de não ter um rabo de interesse para vos dizer nas coisas que me perguntam. 

Se me fizessem perguntas sobre bowling. O melhor peso da bola para vocês, como fazer um bom lançamento ou um strike triplo, agora fazerem-me perguntas sobre emagrecimento é o mesmo que me perguntarem o que acho dos subsídios para a experimentação no campo do audiovisual. Hã? Pois.

Ora, apesar do "a Mãe desbronca-se" ser aqui e não no instagram, decidi na mesma dar atenção a esta leitora, toda das tecnologias que até tem um instagram e tudo (wow!). 





Ora, com a gravidez numa perdi a minha forma: a de um bacalhau. Sempre fui normal (para o mini cavalona por causa da natação) da parte de cima, mas chega à parte da barriga e parece que alguém me fez respiração boca à boca mas sempre a expirar e que, portanto, o ar nunca saiu.  

Mesmo assim mando grandas pernas e um rabo que sim senhor. A gordura vai toda para a barriga. Toda. 

Fui uma grávida muito elegante porque até o bebé foi só para a barriga. Não engordei nada a não ser na papada. Fiquei mais redonda na cara que um "esférico" do Estrela da Amadora (ainda existe?). 

Acho que cheguei a pesar 82 kg. Sendo que peso e pesava 68/70, nada mal! Ah! Meço 1m e 64cm não sou a torre que é a Joana Paixão Brás que, mesmo corcunda, consegue ser mais alta que 80% das pessoas que têm pipi. E 60% das que têm um pipi para fora.

Com a amamentação rapidamente foi tudo ao sítio (sabiam que é a melhor maneira de recuperar no pós-parto?) Com a falta de tempo para comer também. A Irene queria sempre mamar à hora das refeições (no fundo, queria sempre mamar, como deve ser em livre demanda) e o meu marido é que me dava a comida à boca enquanto eu tinha a mama de fora. Isso contribuiu e muito para que não comesse tanto. Bebia também muita água (ou tisanas) porque morria de sede sempre que estava a dar de mamar. 

Depois acho que andei duas semanas no Centro Pré e Pós Parto de Entrecampos, mas sentia-me a mais gorda e a mais desajeitada do grupo, além de que como não dormia bem, não achei que a minha prioridade fosse estafar-me mais para ficar elegante, mas sim DORMIR. Eram super amorosas comigo, principalmente a Patrícia que tinha imensa esperança em mim e que ainda hoje paira no meu Facebook. Chegou a oferecer-me um bolo depois de uma aula. É um amor, amor. Aliás, acho que a principal razão para ter desistido foi porque, aos 3 meses, a Irene e eu tivemos um desentendimento grande com a mama (crise dos 3 meses) e isso consumiu-nos de uma tal forma que nem saía de casa. 


Até pus o step à frente porque ainda nem conseguia encolher a barriga. Ahah


A do meio é mesmo a Joana Paixão Brás. Já não nos largávamos nesta altura. Awww. E a outra é a nossa amiga Cristina que é a gaja mais boa no pós parto que alguma vez conheci. Odeio-a. ;)

Acho que não foi isso que me emagreceu, foi só mesmo dar mama. Hoje em dia tenho uma elíptica no quarto que uso não para emagrecer mas para fazer um bocadinho de cardio porque não tenho uma vida muito activa e não quero começar a definhar. De resto, ao jantar como saladas, mas depois empanturro-me com bolachas, por isso... não sou exemplo para ninguém.

Sendo honesta: com isto da gravidez fiquei mais flácida na barriga (mal se nota, porque já era antes). Ficar em casa durante este tempo todo é que me está a engordar ;)

Esclarecida, Joana? ;)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A minha filha é beata!

Andava eu a chateá-la com o "Frère Jacques" e com o "Dorme, bebé" à hora de dormir (a Isabel adormece com umas festinhas nas costas e umas canções de embalar - se for a mãe, que com o pai não resulta, vá se lá saber porquê...), quando o que ela gosta mesmo, mesmo é das músicas que sei de cor e salteado de Taizé (comunidade em França). Já não as cantava há anos e anos e, numa noite destas mais complicadas, desceram em mim. Só para terem uma noção, são estas as músicas que a acalmam:




Conclusão: a minha filha é beata.

Nota: sou católica, mas sei brincar com tudo isto. 

Ah! Houve uma leitora que me perguntou se vou baptizar a Isabel. Prometo que para a próxima respondo!

E quando eles nos começam a dar beijinhos?



É algo muito recente e até partilhei no nosso Facebook o momento em que isso aconteceu. Em que ela, espontaneamente começou a abraçar-nos e a dar beijinhos. Acho que nunca senti nada igual. É como se fosse um murro na axila, mas em vez dum murro, uma coisa boa. E sem ser na axila. 

O que é a seguir a isto? É dizerem que gostam muito de nós?

Neste momento sinto que não deverá haver nada melhor.

10 coisas que descobri sobre a minha filha

Fiz vinte e nove anos e passámos um fim-de-semana especial, com praia, piscina, jantares fora, grandes sestas, muita brincadeira com os primos, mimo dos avós e noites tranquilas. Um fim-de-semana prolongado e patrocinado... pelos sogros! (O anónimo das borlas quase que me apanhava... Ufa!)

Este fim-de-semana descobri dez coisas sobre a minha filha:

- demora a ser conquistada (os meus sogros, apesar de serem pessoas impecáveis, só lhe viram os dentes e só receberam mimo passados dois dias).

- gosta de tremoços (não acompanhou com uma bejeca, estejam descansadas)

- odeia sopa de todo e qualquer lado (ela gostava, juro que gostava, e agora nem do restaurante, nem da avó, nada)

- adora a prima Laura (deu-lhe abraços, agarrou-a, deu-lhe beijos, perseguiu-a e imitou-a a dançar como o caranguejo)

- faz birra para sair da piscina (já a tremelicar e toda engelhada e nada de querer ir secar-se. Tem a quem sair, pelos vistos)

 - adora pôr pedrinhas e conchas em baldes e tractores

- tem um feitio desgraçado quando lhe tiram os brinquedos das mãos (mesmo que não sejam dela)

- a praia acaba com ela e faz sestas de 3 horas (e eu também tiro barriga de misérias)
 

- gosta deles mais velhos (ficou apaixonadíssima pelo João, um amigo que fez na praia, com mais uns 12 anos que ela...) 

- não me lembro de mais nada, mas a lista ficava melhor com 10 elementos do que com 9.